Effects of Oversampling Versus Cost-Sensitive Learning for Bayesian and SVM Classifiers
8.5 A Theoretical Analysis of Oversampling Versus Cost-Sensitive LearningCost-Sensitive Learning
O processo de Bolonha vem sistematizar e solidificar o uso da utilização das TIC em contexto pedagógico. Constituiu-se como prática corrente nas metodologias de ensino/aprendizagem, desenvolvendo plataformas de aprendizagem que operam em ambientes assíncronos e síncronos.
Com a evolução dos meios tecnológicos surgem então as plataformas de educação a distância, entre as quais se destaca o MOODLE. Esta, tem como objetivo a criação de comunidades de aprendizagem. É uma ferramenta do tipo Learning Management Systems (LMS) em modo assíncrono e síncrono, baseado em ambientes virtuais de aprendizagem e que potencia aprendizagens colaborativas. Utiliza-se no ensino a distância, e em algumas circunstâncias em regime presencial, como complemento a este último.
Neste contexto alude-se aos MOOC cujo primeiro curso foi criado em 2008, por George Siemens e Stephen Downes, no Canadá. O curso “Connectivism and Connective Knowledge/2008” (CCK8) iniciou-se com cerca de 2200 participantes.
George Siemens17 refere que “Os MOOC configuram uma mudança de poder e uma reorganização das relações de aprendizagem.”.
Como exemplo do exposto, refira-se a empresa de tecnologia educacional designada por COURSERA18 que disponibiliza cursos online gratuitos, nas diferentes áreas do conhecimento.
As ferramentas da Web 2.0, para além de serem inúmeras e de estarem em constante atualização, podem contribuir para a melhoria do desempenho dos alunos, se conjugados pelo menos dois fatores: os processos de aprendizagem e o projeto pedagógico. Contribuem
17 Diário de Notícias, 2014, como citado em Henriques (2014). Disponível em
http://p3.publico.pt/actualidade/educacao/12052/mooc-os-cursos-gratuitos-online-que-democratizam-o- ensino
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igualmente, para que todos os intervenientes no processo de ensino-aprendizagem possam (re) aprender, através de um espírito colaborativo e cooperativo.
A Web 2.0 apresenta ferramentas que ajudam na colaboração e construção do conhecimento. Mas para que aconteça é necessário motivar a participação e colaboração dado que estas últimas “não surgem automaticamente: é preciso motivá-las” (Voigt, 2007:6). O número de ferramentas e aplicações disponíveis na Web é diversificado e caracteriza-se quer pela sua funcionalidade, caráter intuitivo, quer pela sua adaptabilidade ao contexto pedagógico.
Perante os recursos online e às já referidas características dos mesmos, é possível aos docentes e alunos desenvolver processos de aprendizagem colaborativos, “divulgando e compartilhando as suas experiências e saberes.”. (Carvalho, 2008:12)
Posteriormente, Carvalho (2015:11-13) identifica três eixos de intervenção em contexto educativo e formativo:
a) Indagar e testar através de sondagens feitas em sala de aula. A vantagem reside na possibilidade do feedback imediato, através dos Formulários Google;
b) Representar o conhecimento por mapas mentais, nuvem de palavras e histórias digitais;
c) Desafiar a aprender com cartões de estudo digitais (flashcards).
O uso das ferramentas da Web 2.0, segundo Vermeersch (2013:6) permite aos alunos “criar, partilhar e publicar o conteúdo, ao invés de serem apenas consumidores passivos” e confere aos seus utilizadores, segundo Dalsgaard e Sorensen (2008:278), como citado em Carvalho (2014:41) “o poder para organizar e gerir o seu próprio ambiente de aprendizagem de uma forma flexível, que satisfaça as suas necessidades individuais.”.
De acordo com Coutinho e Bottentuit Junior (2007:200) existe um grande número de ferramentas disponíveis na Web que usam o paradigma da Web 2.0, das quais se destaca:
a) Software que permite a criação de redes sociais (social networking):
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b) Ferramentas de escrita colaborativa: blogues, wikis, Podcast, Google
Docs e Spreadsheets;
c) Ferramentas de comunicação online: Skype, Messenger, Voip,
Googletalk;
d) Ferramentas de acesso a vídeos: YouTube, GoogleVideos, Yahoo
Vídeos.
Perante um leque tão abrangente de ferramentas, a nossa atenção irá, neste preciso momento para o uso do blogue em contexto de sala de aula, na sequência do trabalho iniciado com o grupo-alvo.
O blogue “começou por ser um diário online, muitas vezes designado com o nome do autor, mas rapidamente evoluiu para um espaço de opinião temática.” (Carvalho, 2008:18). Terá sido criado por Jorn Barger, em conjunto com outros pioneiros como Dave Winer, Lawrence Lee e Cameron Barret, em 1996 (Orihuela & Santos, 2004:1). Segundo Carvalho et al. (2006:635) esta ferramenta apesenta para além da facilidade de edição online, a possibilidade aos “que se sentem apreensivos perante a criação de uma página desta natureza, se sintam realizados na partilha global.”. De acordo com Orihuela e Santos (2004:2) há três vantagens a considerar na utilização e criação de blogues:
a) a criação e o manuseamento das ferramentas de publicação são mais fáceis;
b) as interfaces disponibilizadas permitem ao utilizador centrar-se no conteúdo;
c) apresentam funcionalidades como comentários, arquivo, entre outros.
O blogue é uma página da Web que se caracteriza pela sua grande adaptabilidade ao contexto pedagógico, na medida em que é fácil de criar e integrar múltiplas ferramentas. Apresenta-se como um espaço colaborativo e de intercâmbio (Coutinho & Bottentuit Junior, 2007:200).
Existem diversos serviços de alojamento gratuito de blogues, como por exemplo o
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Patrício et al. (2009:113) encontram um paralelo entre blogues e wikis: são ambos espaços online, fáceis de criar e utilizados como recursos escolares e educativos. Dentro das potencialidades educativas, os autores destacam: o favorecimento de aprendizagens significativas (o sujeito relaciona os seus conhecimentos com novos), colaborativas (o sujeito aprende, constrói o seu próprio conhecimento em interação com o grupo), a construção partilhada do conhecimento a interação, assim como e colaboração dinâmica entre os alunos.
Coutinho (2009) contribui para a convicção da pertinência destas questões ao afirmar que através das várias ferramentas da Web 2.0 (Youtube, Googlepages, Wikipédia) se usufrui de uma autêntica democratização no acesso à informação. Quando enquadradas no espaço da sala de aula, atinge-se o desejável: “pacífica conciliação entre aprendizagem e divertimento entre educação formal e não formal.” (Coutinho, 2009:76).
As ferramentas da Web 2.0 promovem a interatividade entre os utilizadores, contribuem para a concretização de aprendizagens colaborativas, fomentam o contacto do aluno com novas informações, conhecimentos, linguagens e a experimentação da pluralidade de significações. Segundo Patrocínio (2006), como citado em Torres e Amaral (2011:64) “as vivências individuais constituem-se como elementos essenciais de um processo educativo coletivo.”
2. Operacionalização transversal, horizontal e vertical das aprendizagens no ensino