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BC-Based Classifier

Dans le document Annals of Information Systems (Page 119-123)

Classification Techniques and Error Control in Logic Mining

5.3 BC-Based Classifier

A primeira etapa do trabalho de campo consistiu na apresentação em 26 de Outubro de 2009, do pedido de autorização, ao Director da Escola em estudo (anexo VIII), para a realização dos questionários, das entrevistas e da observação de aulas, sendo-lhe explicados os objectivos da investigação.

Depois de auscultado o Conselho Pedagógico, o Director da Escola, considerando nada ter a opor, autorizou as acções necessárias para a recolha de dados quer do pessoal docente, quer discente. Pese embora os inquéritos por questionário também se destinarem a alunos, fomos informados que não seria necessária uma autorização dos respectivos Encarregados de Educação, visto ter-lhe por nós sido garantido o anonimato, não havendo qualquer hipótese de os alunos poderem ser identificados.

Desde o início da investigação foi tido em consideração que “um código de conduta ética torna os investigadores conscientes das suas obrigações perante aqueles que são o seu objecto de estudo e também das áreas problemáticas onde há consenso em relação ao que é e não é aceitável. Neste sentido, tem um valor de esclarecimento” (Cohen e Manion, 1994, citados por Bell, 2008: 56).

Ainda que a investigação a realizar não possa ser completamente controlada, à partida, pelo investigador e não seja possível adivinhar que dilemas de ordem ética poderão surgir, já que as pessoas e os contextos constituem um universo desconhecido e a explorar, o que é certo é que existem preceitos que devem ser tomados em linha de conta e que dizem respeito à confidencialidade/anonimato dos participantes e ao consentimento esclarecido39, isto é, à “opção que deve ser garantida aos sujeitos da investigação de nela quererem participar ou não, depois de devidamente informados sobre os respectivos objectivos, características e condições de realização” (Moreira, 2007: 147), “que exige uma preparação cuidadosa, de que fazem parte a consulta e uma explicação antes que se inicie a recolha de dados” (Bell, 2008: 56).

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No fundo, o que se pretende é que, “as regras respeitantes aos direitos dos informantes à privacidade, dignidade, manutenção da informação confidencial e cuidado para não causar dano pessoal” (Lipson, 2007: 340), sejam cumpridas.

Para além disso, e tendo em conta que, neste tipo de investigação, se trabalha com pessoas, convém que se previnam todas, ou quase todas, as situações que possam acarretar qualquer tipo de dano/prejuízo para os intervenientes, que precisam de ser sempre informados das consequências que podem advir da sua participação na investigação, sempre com carácter voluntário. Muito especialmente na investigação qualitativa em que se verifica uma relação mais íntima e intensa entre os sujeitos participantes da investigação e o investigador, as preocupações de carácter ético não podem nem devem ser descuradas, e quando essa relação se transforma em relação de amizade, o que sucede frequentemente, esses cuidados têm de ser redobrados.

Ainda relativamente às relações estabelecidas durante a investigação entre investigadores e participantes, Bogdan e Biklen referem que “para muitos investigadores qualitativos as questões éticas não se restringem ao modo de comportamento durante o trabalho de campo. A ética é mais entendida em termos de uma obrigação duradoira” (1994: 78). Isto significa que a investigação pode afectar a vida dos intervenientes e ao investigador cabe minimizar ao máximo essa perturbação e garantir que os participantes não saem lesados moral ou fisicamente.

Assim, depois da autorização para o trabalho de campo, restava entrar em contacto com alguns docentes que estivessem dispostos a responder às entrevistas e a abrirem as portas da sua sala de aula. Aqui surgiu um pequeno problema: como deixar alguém estranho à escola entrar na sala de aula? É evidente que o facto de conhecer alguns dos professores foi bastante útil e o cuidado em explicitar de forma clara e objectiva a finalidade do estudo e a forma como os dados seriam divulgados, também ajudou a que algumas das reservas iniciais se desvanecessem.

No mês de Fevereiro de 2010 foram entregues, na escola, os inquéritos por questionário aos alunos (cf. questionário modelo – anexo II) e aos professores (cf. questionário modelo – anexo III), tendo sido decidido que seriam os Directores de Turma a entregarem-nos aos alunos e a recolherem-nos depois de preenchidos. Aos docentes foram entregues em mão. A taxa de retorno quer com os alunos quer com os professores foi de 100%.

Face aos universos em estudo considerou-se que as percentagens entre 18% a 20% (Bravo, 1991) para as amostras, seriam representativas. Assim, o número de

inquéritos realizados por aluno/género/turma (quadro 14, no anexo I), foi previamente estabelecido e comunicado aos Directores de Turma. O mesmo acontecendo relativamente aos inquéritos por professor/género/Departamento40 (quadro 15 do anexo I). Depois desta etapa, fulcral para qualquer projecto de investigação, seguiu-se a recolha dos inquéritos por questionário e o seu tratamento informático41.

O contacto com alguns professores que se mostraram mais receptivos e entusiasmados com o projecto de investigação permitiu que se pudessem marcar as entrevistas e a observação de aulas. Contudo, alguns factores imprevisíveis fizeram com que só a partir da segunda quinzena do mês de Abril de 2010, no caso da observação de aulas e a partir do início do mês seguinte no caso das entrevistas, essas tarefas tivessem sido concretizadas. A transcrição das entrevistas realizadas e a análise dos dados recolhidos, (através de notas de campo) aquando da observação de aulas, foi realizada durante o mês de Maio de 2010 e a segunda quinzena do mês seguinte.

No quadro 3 pode observar-se a calendarização das etapas/actividades realizadas para a recolha de dados e do registo da informação.

Quadro 3 – Cronograma das etapas/actividades para a recolha de dados e do registo da informação

Etapas/Actividades Calendarização Jan. (2010) Fev. (2010) Mar. (2010) Abr. (2010) Mai. (2010) Jun. (2010)

Elaboração dos inquéritos

Aplicação dos inquéritos Análise e tratamento dos inquéritos

Observação de aulas Elaboração do guião das entrevistas

Realização das entrevistas Transcrição das entrevistas realizadas e a análise dos dados

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O número total de professores na escola é de 122 (Vd. quadro 5, p. 74). Nos inquéritos por questionário o universo foi de 113 professores, porquanto apenas foram considerados os professores afectos aos quatro departamentos existentes na escola.

41 A análise estatística foi efectuada com o SPSS (Statistical Package for the Social Sciences), versão

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