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The RAM Model of Computation

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Algorithm Analysis

2.1 The RAM Model of Computation

A utilização de champôs à base de plantas, agentes oclusivos ou gasolina não apresentam eficácia reconhecida. Não existe evidência de que a utilização de produtos oclusivos, como a maionese, a margarina ou o azeite provoque a morte dos piolhos. A gasolina e o querosene não devem ser usados por serem extremamente inflamáveis e tóxicos, apresentando perigos óbvios no seu manuseamento. Os produtos para utilização veterinária não devem também ser utilizados no tratamento da PC em humanos [47, 50].

37 Tabela 3: Métodos físicos utilizados para o tratamento da PC. Adaptado de [44].

Desequilíbrio osmótico (incapacidade de excretar água) Comentários Mecanismo de ação Nome comercial Aplicação Crianças > 6 meses Dimeticone 4% Piky® Cabelo seco (8horas/noite) Repetir 7º-10º dias Crianças > 3 anos Dimeticone Itax® Stop piolhos®

Cabelo seco (1hora) Repetir 7º-10º dias Cabelo seco (15 minutos)

Repetir 7º-10º dias Crianças > 6 meses Oxypthirine Óleos minerais e silicone Pára Pio duo LP® Neopara- derma® Cabelo seco (8horas/noite) Repetir 7º-10º dias Cabelo seco (15 minutos)

Repetir 7º-10º dias Crianças > 2 anos Derivados de óleo de coco, EDTA, trietanolamina Óleo de noz de coco e óleo essencial de anis Lipuk® Paranix®

Cabelo seco (15 minutos) Repetir 7º-10º dias

Cabelo seco (15 minutos) Repetir 7º-10º dias

Remoção manual

Isoladamente tem baixa taxa

de sucesso

Pentes de dentes finos

Tratamento adjuvante para remoção de piolhos e

lêndeas Exsicação Ainda poucos estudos Dispositivo próprio para veicular ar Ar quente

Electrocução Sem estudos disponíveis

Descarga elétrica

Robi Comb®

Pentear o cabelo com o aparelho

38 8.4. Medidas farmacológicas

Antes de iniciar um tratamento farmacológico é necessário que exista um diagnóstico inequívoco de PC. O tratamento ideal deve ser seguro, eficaz e não deve possuir constituintes tóxicos. Também se deve ter em consideração a possível existência de mecanismos de resistências conhecidos, o custo do tratamento e a facilidade de utilização do produto [48]. Os fármacos usados no tratamento da PC devem ser aplicados de acordo com as instruções constantes na embalagem do produto, devendo prestar-se particular atenção ao tempo que os mesmos devem permanecer no couro cabeludo [45].

8.4.1. Métodos químicos tópicos 8.4.1.1. Piretróides naturais

Os piretróides naturais são produzidos através da Chrysanthemum cinerariae e são compostos neurotóxicos para os piolhos que apresentam baixa toxicidade para os mamíferos. Estes bloqueiam a repolarização dos canais de sódio dos neurónios do piolho, conduzindo à sua paralisia respiratória e consequentemente à sua morte. A sua atividade é maioritariamente pediculicida, pelo que atuam pouco na erradicação das lêndeas. Por este motivo, é necessário recorrer a uma segunda aplicação aproximadamente sete dias depois, para que seja garantida a erradicação da parasitose. A sua eficácia ronda os 60% e são conhecidas resistências para estes compostos. Pessoas alérgicas aos crisântemos não devem utilizar este método químico [44, 47].

8.4.1.2. Permetrina 1%

A permetrina apesar de ser um piretróide sintético, apresenta um mecanismo de ação muito semelhante aos piretróides naturais, isto é, bloqueia os canais de sódio dos neurónios do piolho. Comparativamente aos piretróides naturais, a permetrina a 1% possui menor toxicidade para os mamíferos e não causa reações alérgicas. Por possuir atividade essencialmente pediculicida, recomenda-se a repetição do tratamento aproximadamente sete dias depois. É um fármaco seguro, cuja eficácia ronda os 60%, sendo considerada por muitos como o tratamento de escolha para a PC. Tem-se verificado um aumento das resistências a este fármaco, embora não se conheça a sua prevalência. Este deve ser aplicado no cabelo seco e deve atuar durante dez minutos [44, 47].

Figura 12: Permetrina [52].

8.4.1.3. Fenotrina 2%

A Fenotrina é um piretróide sintético, que apresenta ação neurotóxica matando o piolho por afetar o sistema nervoso central do mesmo. Alguns estudos demonstram que a Fenotrina possui eficácia no tratamento da PC. Este é comercializado sob a forma de champô, que deve ser aplicado no cabelo molhado, massajando o couro cabeludo. Depois de deixar atuar três minutos, deve ser removido enxaguando bem o cabelo. É necessário repetir o procedimento uma segunda vez [53].

39 Figura 13: Fenotrina [52].

8.4.1.4. Lindano 1%

O lindano é um organoclorado, atuando como inibidor competitivo do recetor do ácido γ- aminobutírico (GABA) que possui toxicidade ao nível do Sistema Nervoso Central (SNC), causando a morte do piolho por aumento da atividade colinérgica. Este apresenta essencialmente atividade pediculicida, não se encontrando no entanto disponível dado o seu elevado potencial neurotóxico e efeitos adversos que provoca no ambiente [44, 47].

Figura 14: Lindano [52].

8.4.1.5. Malatião 0,5%

O malatião é um organofosforado que atua por inibição das colinesterases, causando paralisia respiratória no piolho. Este atua como pediculicida, tendo no entanto uma atividade essencialmente ovicida. À semelhança dos restantes fármacos, recomenda-se a repetição do tratamento aproximadamente uma semana depois. Até ao momento, não se encontram descritas resistências a esta molécula. No entanto, este não se encontra disponível para prescrição em Portugal, dado o risco de depressão respiratória se ingerido acidentalmente [44, 47].

Figura 15: Malatião [52]

8.4.1.6. Permetrina 5 %

A permetrina a 5% não se encontra autorizada como pediculicida em Portugal. Noutros países, embora a sua utilização esteja normalmente relacionada com situações de escabiose, tem sido utilizada em situações de PC resistentes aos restantes métodos de tratamento [47].

8.4.1.7. Crotamiton 10 %

Em Portugal, esta substância apenas se encontra disponível para o tratamento da sarna, no entanto, alguns estudos tem demonstrado eficácia quando utilizado em PC. Este não se encontra atualmente aprovado como pediculicida [47].

40 8.4.2. Métodos químicos sistémicos

Existem ainda fármacos que apesar de não estarem aprovados como pediculicida sistémicos, são utilizados em off-label no tratamento da PC.

8.4.2.1. Cotrimoxazol (Trimetoprim/Sulfametoxazol)

O piolho ao alimentar-se do sangue humano irá simultaneamente ingerir cotrimoxazol. Pensa-se que este antibiótico atue eliminando as bactérias simbióticas no intestino do piolho ou através de um efeito tóxico direto no parasita. Este possui uma atividade unicamente pediculicida, sendo recomendado um tratamento de dez dias. No entanto, a sua dose não se encontra totalmente estabelecida e este não se encontra atualmente aprovado no tratamento da PC [44, 47].

8.4.2.2. Ivermectina

A ivermectina é um anti-helmíntico que promove um influxo de sódio na membrana neuronal do piolho, apresentando por isso atividade pediculicida. A sua utilização não é consensual, não estando aprovado o seu uso em Portugal [44, 47].

Tabela 4: Métodos químicos tópicos utilizados no tratamento da PC. Adaptado de [44, 53].

1. Piretróides

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