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Logarithms and Their Applications

Dans le document The Algorithm Design Manual (Page 61-65)

Algorithm Analysis

2.6 Logarithms and Their Applications

A Distribuição Individual Diária em Dose Unitária (DIDDU) surge da imperativa necessidade de aumentar a segurança no circuito do medicamento, de conhecer melhor o perfil farmacoterapêutico dos doentes, de diminuir o risco de interações medicamentosas, de racionalizar o uso do medicamento, de reduzir desperdícios e de permitir que os enfermeiros dediquem mais tempo aos cuidados de saúde propriamente ditos [4].

Para que este sistema seja aplicado é necessário que exista distribuição de medicamentos diariamente, em dose individual unitária, para um período de 24 horas. Este sistema de distribuição começa pela validação informática da prescrição por parte dos Farmacêuticos. Posto isto, estes processam a prescrição já validada para que os Técnicos de Diagnóstico e Terapêutica possam dar início ao processo de preparação da medicação para cada doente [19].

No entanto, apesar das inúmeras vantagens deste sistema, aos fins-de-semana a distribuição tem que ser feita para 72h e nos feriados para 48h, na medida em que os SF do CHBV não se encontram abertos permanentemente [19].

3.3.1.1 Prescrição eletrónica e validação

A prescrição eletrónica pelo médico e a validação da mesma por um Farmacêutico são etapas que antecedem a distribuição dos medicamentos e dos dispositivos médicos.

Nos SF do CHBV os vários serviços encontram-se distribuídos pelos Farmacêuticos, sendo cada um deles responsável pela validação e pelo acompanhamento desse serviço. Na validação o Farmacêutico deve estar alerta para todas as fontes de erro, tais como, a dose, a frequência, a via de administração, as duplicações terapêuticas, as possíveis reações adversas e as possíveis interações medicamentosas e alimentares. Neste contexto, o Farmacêutico pode recorrer ao GHAF para avaliar a história clínica e familiar do paciente, o diagnóstico efetuado pelo médico, as análises efetuadas pelo mesmo, assim como resultados de exames de diagnóstico complementares. Caso existam incongruências na prescrição do doente ou se levante alguma dúvida, o Farmacêutico entra em contacto com o médico prescritor, para que juntos possam tomar a decisão mais adequada ao doente. É ainda de realçar, que quando o medicamento é Extra Formulário, o médico prescritor é obrigado a preencher um documento onde justifique qual a vantagem terapêutica do mesmo face aos demais medicamentos do formulário com a mesma indicação terapêutica. Este documento é posteriormente avaliado pelos SF e caso o pedido seja pertinente é enviado ao Diretor Clínico do CHBV para que este emita o seu parecer.

9 Posto isto, a prescrição é validada e o mapa de medicação individualizada é gerado para que os Técnicos de Diagnóstico e Terapêutica possam preparar atempadamente as malas de cada serviço. Nos SF do CHBV, a preparação das malas pode ser efetuada manualmente ou recorrendo a um sistema semiautomático – o Kardex®. Em ambos os casos, a medicação é colocada uma mala com gavetas individualizadas, com o nome, o número do processo e o número da cama do doente. A preparação das malas, utilizando um equipamento semiautomático, permite diminuir os erros e o tempo destinado a esta tarefa. Quando as malas estão prontas, os Auxiliares Operativos são responsáveis por as distribuir pelos respetivos serviços.

3.3.2 Sistema de dispensa automática Pyxis®

O Pyxis® é um sistema de dispensa automática instalado nos serviços clínicos que é gerido por uma consola central que se encontra nos SF. Com este sistema é possível controlar eletronicamente e em tempo real as quantidades de medicamentos existentes no serviço [20].

Adicionalmente é possível atribuir diferentes níveis de segurança para a dispensa de medicamentos, consoante o tipo de controlo a que os mesmos são sujeitos. Para esse efeito, o sistema é constituído por vários tipos de gavetas, existindo gavetas onde todos os medicamentos ficam disponíveis simultaneamente e outras em que apenas o produto desejado é disponibilizado [20].

O acesso ao Pyxis® é restrito a utilizadores com senha ou registo biométrico. Desta forma, todos os movimentos encontrando registados automaticamente no sistema como o tipo e quantidade de medicação dispensada, o respetivo paciente e a data em que ocorreu a dispensa [20].

Os stocks do Pyxis® são definidos de acordo com as necessidades dos serviços, avaliando os consumos médios dos mesmos. A sua reposição é efetuada quando os mesmos se encontram abaixo do stock mínimo definido e/ou com a periocidade definida previamente [20].

Desta forma, o Pyxis® permite controlar de forma os stocks de forma apertada, racionalizar os recursos humanos e diminuir os erros associados à dispensa e administração de medicamentos. Este sistema permite ainda reduzir o stock parado tanto na enfermaria, como nos próprios SF. Para além disso, possibilita a gestão em tempo real dos medicamentos através da consola existente nos SF. É ainda possível reduzir o consumo de medicamentos e diminuir os erros de medicação. Adicionalmente, o facto do consumo ser feito diretamente ao doente e serem registados todos os consumos de medicamentos são inequivocamente vantagens deste método [20].

No CHBV existe Pyxis® na Ortopedia, no Bloco Operatório, na Ginecologia/Obstetrícia e nas Especialidades Cirúrgicas. Em todos eles é definido um dia para os recarregar, sendo feito um carregamento adicional de todos os produtos em rutura ou próximo da mesma.

3.3.3 Armazéns avançados

No CHBV existem armazéns avançados em alguns dos serviços, nomeadamente no de obstetrícia, no bloco operatório e na psiquiatria.

O stock de medicamentos e produtos farmacêuticos existente nos armazéns avançados faz parte dos SF. Este encontra-se informatizado e quando um produto é retirado é feito o seu débito no

10 sistema para que o stock seja atualizado em tempo real. Assim, quando um produto chega ao ponto de encomenda definido pelos SF é gerado automaticamente um alerta.

Este sistema permite diminuir os desperdícios e reduzir custos com a logística de distribuição, garantindo que o produto se encontra no serviço aquando de uma situação de urgência. No entanto, com a grande azafama que se vive na maior parte dos serviços, nem sempre o consumo dos produtos é feita em tempo real, conduzindo por vezes a roturas de stock.

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