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The proposal: intervention and fi insertion

Chapter 4: Event decomposition and causativized stative verbs

4.2. The proposal: intervention and fi insertion

Com base no estudo em Ullman (2003), que propõe e descreve quatro classes de protótipos: protótipo de conceito, de produto, de processo e de

fabricação, baseados na função e estágio de desenvolvimento do produto.

Acrescentaremos a essa classificação um novo item classificatório, o protótipo

de mercado. Esse expandiria a fase de avaliação para além do processo de

fabricação. Acreditamos que uma pequena tiragem de um produto que é levada ao mercado para uma avaliação, deve ser considerada como uma fase de prototipagem, nesse caso através de um protótipo de mercado. A seguir descreveremos os conceitos e empregos de cada um deles no processo de design:

• Protótipo de conceito

Para Bylund (2002), um conceito é uma representação inicial de um produto, incorporando os de detalhes que permitam apenas apresentar as suas características principais. Dessa forma, um protótipo de conceito seria uma forma inicial do modelo do produto onde as suas características principais são representadas.

Shouqiam e Zongkai (2003) define através de autores que o processo de design se divide em 3 fases: (1) especificação do design de produto (2) design conceitual e (3) design detalhado. Para eles o design conceitual e a ponte entre o estágio anterior, de requerimentos, e posterior, de detalhamento. Sendo assim, ela é uma fase ainda imprecisa, aproximada e incompleta, pois além dos requerimentos informados pelo cliente outros devem ser incorporados como o de design e de fabricação, o que faz com que essa fase requeira quase sempre cooperação multidisciplinar entre grupos. Dessa forma, para essa fase são esperadas ferramentas que possam facilitar a comunicação e as interações e cooperações entre pessoas e equipes.

Sendo assim, um protótipo de conceito deve ser utilizado no estágio inicial de design. Nesse estágio, está previsto a correta identificação do problema e a transformação deles em requerimentos que identifiquem de forma fiel às necessidades dos usuários. Esses requerimentos e necessidades irão ser transformados em um modelo conceitual, através de métodos de avaliação centrados no usuário. Alguns desses métodos permitem utilizar protótipos de forma combinada com a técnica de cenário (descrição das narrativas informais dos usuários durante o processo interativo com a finalidade de obter informações sobre suas regras, pensamentos, objetivos, dificuldades,...)

Para essa fase, precisamos estar com a cabeça aberta para novas idéias que podem surgir a partir das primeiras interações, porém não devemos esquecer alguns pontos: (1) nunca esquecer do contexto e dos usuários (2) discutir as idéias coletadas dentro da equipe e com os demais atores do processo (3) usar métodos de prototipagem fácies que possibilitem um rápido feedback (4) interagir o máximo possível, pois, pegar uma boa idéia pode depender da quantidade de idéias coletadas.

Baxter (1998) recomenda que nessa fase os protótipos devem possuir baixo grau de complexidade e sofisticação, o necessário apenas para que possamos obter respostas as nossas perguntas ou quando desejamos apenas a idéia geral do produto e como ele irá se diferenciar de seus concorrentes. Nesses casos, podemos entender que deva ser

usado um dos tipos de protótipos de baixa fidelidade descritos na classificação apresentada no item 3.3.1.

Após a geração de inúmeras alternativas ou conceitos, será necessário utilizar métodos que possam identificar o que melhor se adequa aos requerimentos estabelecidos.

• Protótipo de Produto > Permite esclarecimento de características físicas através da materialização do produto e possibilidades de produção.

Para Bylund (2002) protótipo de produto seria a representação do produto em um nível alto de detalhamento, de uma ou mais dimensões, de acordo com o nosso interesse de avaliação. Cada dimensão representa uma característica do produto, que pode ser explorada conjuntamente ou separadamente através da construção de um protótipo físico ou virtual.

Para essa fase, protótipos são entendidos a terem suas funcionalidades implementadas para que possam ter o seu comportamento físico-químico e mecânico, por exemplo, avaliados, através de diversos testes: de resistência, estruturais, químicos, funcionais,...

• Protótipo de processo

Permite demonstrar que os materiais e métodos produtivos escolhidos terão sucesso através do produto desejado. Para esse propósito podem ser desenvolvidos protótipos de montagem.

• Protótipo de produção > o protótipo tem por objetivo mostrar a completa eficiência do processo de fabricação. Através deles testamos a eficiência do produto final durante o processo produtivo.

Essa fase é descrita por alguns autores como “design-for-

manufacturing”(DFM). Segundo Rosen et al (2003) o DFM, ao mesmo

tempo que exige um conhecimento de produção para ajustar partes do design visando facilitar o processo de fabricação, diminuir tempo e custo e exige também a compreensão por parte do fabricante das propriedades previstas para o design e seus requerimentos funcionais, para que o aprimoramento do processo produtivo não traga danos funcionalidade do produto. Dessa forma, entendemos que ela deve ser acompanhada pelo designer para que o produto possa manter as suas características e quem sabe soluções de melhoramento de produção possam ser discutidas e desenvolvidas de forma interdisciplinar.

• Protótipo de mercado > o protótipo tem por objetivo avaliar a receptividade e desempenho do produto no mercado antes da fabricação em larga escala, onde problemas gerariam grandes custos, pois exigiriam “recall” ou indenização a usuários.

Para Jones e Marsden (2006) companhias podem lançar produtos, em pequeno número, para poder compreender as venda e os usuários, procurar pessoas que comprem esses protótipos disponíveis para venda pode ajudar a refinar o produto para uma venda mais ampla.

Para Baxter (1998) para esse propósito devem ser utilizados protótipos de produção.

No quadro (32) apresentaremos a relação entre os protótipos e os propósitos do processo de design:

Nível de fidelidade

Fases do processo de design

Tipos de protótipos Propósito

do protótipo Sketch storyboard Protótipo de papel Protótipo de Baixa Fidelidade contextualização e Conceitualização Mockup físico (baixa fidelidade) conceito Rendering Animação modelo

Façade (não evolucionário) Façade (evolucionário) Wizard of OZ

Mockup digital

Protótipo virtual apreciativo

Protótipo de Média Fidelidade Desenvolvimento Mockup físico (média fidelidade) Protótipo virtual imersivo Protótipo (alta fidelidade)

Protótipo de Alta Fidelidade Realização Piloto produto processo produção mercado