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The DBA-Developer Relationship

Dans le document SECOND EDITION (Page 100-104)

O primeiro encontro do Projeto Nós aconteceu na segunda feira dia quinze de Abril de dois mil e dezenove, na sala 1B, no prédio do Departamento de Comunicação social, DECOM, na Universidade Federal do Rio Grande do Norte, UFRN, previsto a começar as 19:00. A sala foi colocada em formato de “U” para que todos pudessem sentir presentes e não escondidos, ele começou com a abertura do graduando Felipe Peres e com a ajuda do Professor Doutor Daniel Meirinho, na mediação da conversa.

Com o comparecimento de 14 pessoas que se identificaram com o gênero masculino, pode se notar que em sua maioria foi de indivíduos brancos, onde tinham curiosidade em saber como o projeto seria e estavam dispostos a se entender, com um discurso de “estou procurando saber onde estou e não me vejo representado por essa masculinidade imposta pela sociedade”. O encontro teve em seu início com a fala de Felipe Peres explicando sobre o projeto, com slide para que ficasse mais fácil a compreensão, mas uma fala rápida para que o encontro tivesse a participação de seus presentes, afirmando que o projeto quer ir contra hábitos culturais, os que remetem a “forma certa que um homem tem que agir”, não existindo nenhuma “premiação” para o participante, pois é o intuito é autoconhecimento e abertura para que a mudança primeiro venha do “eu”.

Foi exposto que a necessidade de falar sobre masculinidades é uma questão também de saúde, em que dados disponíveis pela Pesquisa e Assessoria de Educação, mostram que no ano 2007, a porcentagem de homens moradores de rua foi de 82% e dados divulgados pela OMS “No Brasil, foram registrados 13.467 casos de suicídio em 2016, segundo a OMS. A grande maioria (10.203), entre homens.” então pode se notar que a taxa de suicídio de homens é quase quatro vezes maior que as jovens mulheres. A importância de observar o movimento feminista (BARRETO, 2016), desde sua

fechada, na discussão de gênero e entender que só não existe um dominante. Entender os privilégios que homens têm, que muitas vezes são ignorados, onde ao invés de falar de classes, gêneros e cor.

Além de explanar um pouco sobre como os participantes devem se ver, foi sugerido que o projeto crie “laços”, onde possam ver se como amigos acima de companheiros de um grupo que fala sobre masculinidade, pois existem ainda uma dificuldade de homens conseguirem se abrir para outros homens, seis em cada dez homens que participaram da pesquisa do documentário Silêncio dos Homens (Infográfico Silêncio dos Homens p.18, 2019) disse que nunca foram ensinados a conversar sobre sentimentos, que tem abertura para falar sobre medos, inseguranças e “fraquezas”, um ambiente seguro para se partilhar e se entender.

Ao final das explicações de o projeto pretende funcionar, foi falado do tema “Masculinidades” onde foi exibido o conceito da “Caixa dos Homens” (VALADARES, 2015) onde padrões de como ser um homem é demonstrado, por exemplo: heterossexual, corajoso, forte, sexualmente experiente, não chorar, ser o provedor da casa, outros que estão na imagem abaixo:

Figura 8 - Print Slide Caixa dos Homens

Fonte: (Print do slide da primeira reunião)

Após falar sobre a caixa foi dito que é notável que ela é formada por tipo de homens brancos, héteros cis e com boa condição financeira, excluindo

qualquer outro tipo de masculinidade assim transmitindo que fora desses padrões não se podem considerar “homens de verdade”, assim sendo listado alguns males que são impostos por essa visão, onde foram pontuados alguns na apresentação:

• Analfabetismo emocional

• Prisões culturais

• Onde os próprios homens ajudam a sustenta-las.

Para encerrar a fala sobre masculinidades foi dito que “Não há vencedor quando o campo de batalha é o machismo.” e que ao atacar a masculinidade tóxica é uma busca de liberdade desses padrões.

Logo após a apresentação do projeto, foi aberta a pergunta para o grupo “Como você está?”, mas querendo evitar a resposta automática “Estou bem.”, mostrando que aquela era a hora de colocar em pauta o que estava realmente sentindo e o que esperava dos encontros. Foi revelado a inquietação e curiosidade de saber como é uma roda de homens, onde poderiam falar sobre masculinidades. Conseguiu-se notar, a partilha aberta de alguns participantes, onde depois de verem o conceito da “Caixa dos Homens” notaram padrões em si, como sempre querem estar no controle, uns falaram que esse peso de estar sempre no controle acarreta um estresse desnecessário onde traz raiva.

Da mesma forma o “Não demonstrar emoções” também foi comentado, pois notou-se a dificuldade ao responder a pergunta de como estavam se sentindo, pois se abrir para pessoas que eram desconhecidas, com uma vivência de não poder demonstrar muitas coisas pois seriam vistos como “fracos”, mas todos tentaram quebrar essa barreira, com certo impasse, mas todos fugiram da resposta “Estou bem” e se apresentaram.

Nas apresentações alguns disseram o que faziam ou estudavam, observou-se que todos tinham diferentes áreas de conhecimento, alguns já graduados ou sem graduação, estudando na universidade psicologia, TI, teatro e outros participando de mestrados, além de diferentes opções sexuais sendo héteros, bissexuais e gays, um grupo de homens que estavam ali para discutir sobre si, tentar mudar olhares, achar melhores maneiras de falar sobre o tema masculinidades e reconhecer privilégio.

No final do encontro foram convidados todos os participantes para uma foto, a primeira foto reunião inicial fez-se uma selfie, que foi postada no Instagram do Projeto Nós.

Figura 9 - Foto primeira reunião do Projeto Nós

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