4.4 Chaˆınes de Markov stables
5.1.1 Th´ eor` eme ergodique
3.1.1CONCEITO E EVOLUÇÃO DO TERMO EMPREENDEDORISMO
Atualmente, está sendo muito difundido no Brasil o fato de que o empreendedorismo é fundamental para motivar novas riquezas, promover o crescimento econômico e a cada dia melhorar as condições de vida. E, por consequência, tornou-se um fator extraordinário na geração e manutenção de empregos (Liberato, 2004).
Nessa perspectiva, devemos ter a preocupação em desenvolver empreendedores, para contribuir com o país no seu crescimento e que gerem muitas possibilidades de trabalho, renda e investimentos. Devido a essa importância, o jogo do empreendedor foi desenvolvido para estimular atitudes empreendedoras no aluno, estimulando o sonho, decisão e ação, para que tenha subsídios para criar, inovar e ter disposição para mudar e, ainda, agarrar as oportunidades em sua vida. Mas, deixando a criança brincar; afinal de contas não podemos tirar essa etapa levando, conhecimentos aquém de sua fase. Nesse mesmo contexto, Weber, Von Graevenitz e Harhoff (2009) alertam para que nos preocupemos com os impactos desse ensino nos alunos, pois os efeitos provenientes da educação desta disciplina ainda são pouco conhecidos. Por exemplo, é de primordial importância entender se o ensino do empreendedorismo levanta apenas intenções de ser empreendedor em geral ou se ele ajuda os alunos a determinarem o quão bem eles são adequados para o empreendedorismo.
Sem dúvida, ajudar o aluno a: aprender, sonhar, decidir, agir, ter autoconfiança, ter autoestima e planejar são características muito importantes, mas não suficientes para se tornar empreendedor. Muniz (2008), Dolabela (2008), Filion (1999), McClelland (1982 como citado em Filion, 1998), Timmons (1994 como citado em Filion, 1998), Hornaday (1982 como citado em Filion, 1998), e Shapiro (1975 como citado em Filion, 1998), entre outros, enumeram várias outras características, igualmente significativas, mas que variam de prioridade e são determinantes entre os perfis do empreendedor, que poderão ser aperfeiçoadas em seguida.
Educar empreendedorismo não quer dizer que a criança precisa somente aprender a montar seu próprio negócio, precisamos ensinar de forma rápida, como realizar seu sonho, para alcançar seus objetivos. Precisamos estimular o espírito empreendedor, ou seja, tornar a criança capaz de solucionar problemas e tomar decisões, que são essenciais para enfrentar os
desafios da vida pessoal e profissional, e ficar mais estimulada para buscar novas características.
Mas, afinal, o que é empreendedorismo?
Iremos, nos parágrafos seguintes, fazer um breve resumo do conceito de empreendedorismo e tentar responder à questão colocada. O termo empreendedor etimologicamente originou do verbo francês “entreprendre”, que significa tentar, empreender. Foi empregado pela primeira vez no século XVI, para definir os oficiais que coordenavam as operações militares (Vérin, 1982 como citado em Filion, 1999). Mais tarde, ainda na França, passou a designar pessoas que se associavam com proprietários de terra e trabalhadores assalariados (Friedlander, 2004).
No século XVIII, com o início da industrialização, a palavra entrepreneur, de acordo com Casson (1987), foi utilizada pela primeira vez por Richard Cantillon em 1755, diferenciando-se claramente o capitalista do empreendedor, passando o capitalista a ser identificado como aquele que oferecia o capital e o empreendedor como aquele que assumia riscos.
Em 1950, com a publicação da obra Theory of Economic Development de Joseph A. Schumpeter, a conotação de empreendedor adquiriu um novo e importante significado. Schumpeter concebe o empreendedor como o agente de mudanças, associando-o ao desenvolvimento do sistema econômico através da inovação e do aproveitamento de oportunidades de negócios (Muniz, 2008).
As discussões sobre o que é empreendedorismo eternizam-se até hoje. Mesmo entre autores de livros e pesquisadores acadêmicos não há uma unicidade nas definições conceituais.
Assim, nos parágrafos seguintes iremos mostrar algumas definições de vários estudiosos, mas com foco na realidade atual, de como o mercado quer receber os empreendedores.
Para Hisrich (2009) empreendedorismo é o processo de criar algo novo com valor, dedicando o tempo e o esforço necessários, assumindo riscos (...) correspondentes e consequentes recompensas da satisfação e da independência.
Já Fialho (2007) define como um ato de criação de valor, que parte da intenção de uma organização que se materializa na utilização de competências, cuja finalidade é a
descoberta e o controle de recursos que serão aplicados de forma a darem resultados positivos.
Segundo Costa, Cericato e Melo (2007) o empreendedorismo é a geração de valor por pessoas e/ou organizações que trabalham para implementar uma ideia derivada da criatividade, da capacidade para a mudança e do desejo de assumir o risco.
Para Trigo (2005) o empreendedorismo é uma atividade democrática, que pode ser exercida por pessoas de qualquer idade, com ou sem experiência de emprego anterior.
Conforme Sandroni (2002), o termo empreendedor significa aquele que assume riscos e começa algo novo. Começar algo novo, e que esse atinja seus objetivos.
Dutta e Crossan (2005) colocam o empreendedorismo a partir das visões de Schumpeter e de Kirzner; o primeiro enfatiza as características comportamentais e o segundo, associa o conhecimento como fator importante para os empreendedores.
Schumpeter (1983), enfatiza que todo empreendedor deve ser aquele que realiza coisas novas e não, necessariamente, aquele que inventa.
Filion (data como citado em Dolabela 2008, p.68) diz que “empreendedor é uma pessoa que imagina, desenvolve e realiza visões”.
Para Fortin (1992 como citado em Dolabela 2008, p.67), empreendedor “é uma pessoa capaz de transformar um sonho, um problema ou uma oportunidade em um negócio viável”.
Segundo Timmons (1994 como citado em Dolabela 2008, p.67), empreendedor “é alguém capaz de identificar, agarrar e aproveitar uma oportunidade, buscando e gerenciando recursos para transformar a oportunidade em negócio de sucesso”. Demonstrada na figura 3.1 essa ótica de oportunidade, os alunos, percebem durante as rodadas do jogo do empreendedor.
Fonte: Dolabela (2008), p.67.
Figura 3.1: A ótica da oportunidade
Pinto (2010) e Liberato (2004), afirmam que empreendedorismo não é só abrir uma empresa, é muito mais que isso. E quando você aproveita uma oportunidade estará em busca do sucesso, e conforme esses mesmos autores, o sucesso para o empreendedor não é só o dinheiro, é concluir a jornada a que ele se propõe durante a vida. Existem vários graus de empreendedorismo: o corporativo, individual, popular, social, etc. Você pode ser um empreendedor dentro da sua vida, colocando metas para daqui a dois anos. Isto é uma atitude empreendedora.
Ainda discute se conseguimos formar pessoas empreendedoras. Para Filion (1991, p.64) “a coisa mais importante é estar num processo dinâmico de aprendizagem, em que possa continuar a aprender indefinidamente [...] ele continuará a aprender coisas que considera interessante ou que tenha identificado como necessárias para seu objetivo”. Agora, Fayolle (2008), não tem dúvida de que é possível educar as pessoas para o empreendedorismo, mas, como em qualquer disciplina, é impossível afirmar se esses profissionais serão talentosos ou não.
Em nossos estudos, queremos estimular o empreendedorismo nas crianças levando o desejo de sonhar e que possam entender as atitudes empreendedoras através do ensino prático do empreendedorismo (EPE). Em conjunto com os educadores, mostraremos aos alunos como irão decidir e agir em suas vidas em busca da realização do sonho. Portanto, iremos levar a prática da trilogia SoDA (Sonhar, Decidir e Agir) para todos os alunos que irão participar do projeto, para que comecem a entender a fase: aprender a empreender.
No âmbito deste estudo, e tendo em consideração a revisão de literatura efetuada, consideramos que ser empreendedor está relacionado com as ações que cada pessoa tem no seu dia a dia. Pode ser na escola, no clube, na igreja, na rua onde moramos, prestando serviços ou trabalhando para outra pessoa, etc enfim, as oportunidades estão ao nosso redor e precisamos apenas aprender a enxergá-las, e assim, buscar a realização do sonho mediada pela ética e também pelos valores.