1.2.1. Estudo de Turma
O estudo de turma foi concretizado no âmbito do Estágio Pedagógico do 2º Ciclo de Ensino de Educação Física nos Ensinos Básico e Secundário, do 2º ano, da Universidade Trás- os-Montes e Alto Douro. Este estudo teve como objetivo a recolha de dados e posterior caracterização dos alunos da turma 10ºH da Escola Básica e Secundária Oliveira Júnior. Esta tarefa tem como produto final a adoção de estratégias capazes de melhorar o processo de ensino aprendizagem.
Esta caracterização contemplou seis objetivos fundamentais. O primeiro refere-se à constituição da turma, nomeadamente a idade, sexo e local de residência dos alunos que a constituem. O segundo objetivo diz respeito à constituição do agregado familiar, as suas habilitações literárias e a situação laboral. O terceiro objetivo tem como base a vida escolar dos alunos, particularmente o número de reprovações, frequência ao estudo, apoio ao estudo, disciplinas com maior ou menor preferência, fatores perturbadores do seu sucesso ou insucesso e ocupação dos tempos livres. O quarto objetivo procura identificar problemas de saúde dos alunos e as implicações (restrições) para as aulas de Educação Física, bem como motivos para a não realização da aula. O quinto objetivo analisa as motivações dos alunos para a prática desportiva, assim como as modalidades desportivas pelas quais os alunos têm preferência e aquelas a que têm mais dificuldades, percebendo assim qual o nível de desempenho motor médio da turma, ajustando portanto o planeamento da aula. O sexto e último objetivo reconhece as relações interpessoais dos alunos da turma, sabendo quais são os mais populares e os mais rejeitados (estudo sociométrico).
De acordo com os cinco primeiros objetivos e com a tabela 1, as principais conclusões são: a média de idades é homogénea; metade dos alunos da turma não apresentam hábitos de estudo diário; a disciplina de Educação Física não é uma das preferidas pelos alunos; a falta de atenção/concentração; o desinteresse pela escola perturbam o sucesso dos alunos e para uma grande percentagem o desporto não é uma ocupação dos tempos livres. Através do estudo sociométrico as ilações que retiro são que não existem problemas de relações entre a turma, nem há existência de grupos internos.
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Tabela 1 - Quadro resumo do estudo de turma
Quadro Resumo
Media deidades:
Hábitos de estudo: Educação Física: disciplina preferida Fatores perturbadores de sucesso: Tempos livres: Desporto 15,08 Anos Doze (12) – Frequentemente Cinco (5) – Diariamente Sete (7) – Véspera dos testes
Cinco - (5)
Dezasseis (16) –
Desinteresse pela escola Dezassete (17) – Falta de atenção/concentração
Quatro - (4)
Para terminar posso afirmar categoricamente que, com este estudo, retirei informações relevantes sobre a turma e as relações interpessoais entre os alunos que a constituem. A minha intervenção pedagógica tentou ir ao encontro dos dados analisados, com o objetivo de respeitar as necessidades e limitações da turma.
1.2.2. Atividades da Escola
Atualmente, a população infantojuvenil apresenta excesso de peso. “As escolas têm a obrigação de proporcionar exercício físico adequado para todos, através dos programas oficiais de educação física, assim como através de programas desportivos escolares e iniciativas desportivas ou atividades físicas após o horário escolar” (DGS, 207 p. 5).
Em todas as atividades desportivas definidas anualmente pela escola, o grupo de estágio onde me incluo teve um papel ativo. Entre torneios desportivos, provas desportivas, Sarau Gimnodesportivo e Desporto Escolar a nossa colaboração foi essencial. No entanto, devido à minha vida profissional, nem sempre pude estar presente em todos os momentos.
1.2.2.1. Torneios desportivos/Provas Desportivas
Como a escola define anualmente os projetos desportivos, coube ao grupo de Estágio (FADEUP e UTAD) em conjunto com o grupo de Educação Física organizar e planear estas atividades desportivas de carácter não obrigatório.
A preparação era realizada duas a três semanas antes de cada evento. Em primeiro lugar era divulgado a toda a comunidade escolar através de cartazes afixados por toda a escola. De seguida, eram distribuídos aos professores de Educação Física de cada turma as fichas de inscrição, estes tinham a função de recolhe-lhas e entregá-las ao professor responsável pela atividade. O passo seguinte foi a elaboração dos quadros competitivos seguindo os modelos e
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padrões da escola. No dia das atividades, apresentávamo-nos para ajudar em qualquer tipo de função. Como responsáveis pela organização, quando era necessário montávamos e recolhíamos o material, arbitrávamos os jogos e estruturávamos o espaço.
De uma forma geral, as atividades são planeadas e organizadas atempadamente e como existe a colaboração de todos (incluindo os auxiliares de educação), os alunos participantes saem satisfeitos e orgulhosos pela sua participação. Mesmo assim, fruto da desvalorização da nota de Educação Física para a média curricular a adesão dos alunos do ensino secundário é praticamente inexistente.
1.2.2.2. Sarau Gimnodesportivo
O facto de não incorporar este item nas provas desportivas está essencialmente ligado à sua importância na escola. Por isso mesmo, foi um evento organizado e planeado com enorme preocupação por toda a comunidade escolar.
Esta atividade iniciou-se antes quatro meses da sua realização. Entre as minhas tarefas posso destacar: a coordenação nos ensaios, a colaboração nas coreografias, a elaboração do cenário e a participação direta num dos esquemas. Por vezes não foi fácil reunir todos os alunos devido a testes, atividades extracurriculares e afins, mas no final todo o esforço foi recompensado.
Por fim, quero dizer que foi um orgulho e prestigio participar num evento de enorme importância e relevância na escola.
1.2.2.3. Desporto Escolar
No início do ano letivo, o Professor Orientador distribui pelos diferentes professores estagiários, a responsabilidade de coadjuvar uma das várias modalidades do desporto escolar. Eu fiquei responsável por coordenar em conjunto com um professor do grupo de educação física o desporto escolar.
Por motivos profissionais, não me foi possível acompanhar de perto todas as modalidades no entanto adquiri algumas vivências. E de facto, são os alunos que fazem o desporto escolar, o entusiasmo e alegria que estes colocam nos treinos e competições contagiam os professores responsáveis. Apesar de não existir uma participação massiva da comunidade escolar, aqueles que fazem parte destas atividades estão bastante motivados.
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O tempo que despendi com o desporto escolar não foi em vão: aprendi novos métodos, conheci novas realidades e auxiliei os alunos conforme as minhas possibilidades. Mesmo assim, tenho a opinião que deve existir uma maior simbiose entre a escola e o desporto escolar.