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V. La stratégie d’évolution expérimentale

II.3. Effets des mutations spoT sur le métabolisme de (p)ppGpp et

II.3.1. Effets des mutations spoT sur le métabolisme de (p)ppGpp

II.3.1.1. Tests phénotypiques

Cláudio, António e Jaime foram os homens que nos falaram do «apoio» enquanto um modo particular de encarar e fazer a paternidade. Cláudio tem 41 anos, o 8º ano e é segurança. Está casado há 15 anos e tem uma filha de 12. António tem 44 anos, o 12º ano e é chefe de vendas de um armazém. Está casado há 22 anos e tem dois filhos, com 7 e 20 anos. Jaime tem 47 anos, é doutorado e empresário e está divorciado há 14 anos. Tem dois filhos que tinham 2 e 7 anos quando se divorciou e que, desde então, vivem em residência alternada com ele. A sua ex-mulher é licenciada e professora do 2º ciclo.

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Todos os entrevistados são filhos de casais em que a mulher era doméstica, mas, enquanto os pais de Cláudio e de António têm baixas escolaridades, os de Jaime são licenciados.

Descreveremos os traços da paternidade de apoio usando as narrativas e histórias de vida de António e Cláudio. Independentemente das singularidades das suas histórias têm em comum o «apoio» como matriz de construção da paternidade, sempre aberta a novas incorporações e significados, consoante as oportunidades e os constrangimentos que a vida lhes foi colocando.

António tem 44 anos, dois filhos com 7 e 20 anos e está casado há 22. Nasceu numa família de baixos recursos, numa aldeia no centro do país. Ambos os pais têm a 4ª classe. O pai trabalhava na agricultura e imigrou quando ele tinha cerca de 1 ano, só voltou para Portugal quando António já tinha 14 anos. Antes disso, passava com a família o mês de férias, que o trazia de volta à sua aldeia. Por isso, António foi criado pela mãe, doméstica e agricultora de umas terras que possuía. Quando o pai voltou e tentou começar a participar na educação de António, este estava de partida para Lisboa para continuar os seus estudos. Assim, o que podia ter sido uma oportunidade de aproximação entre pai e filho acabou por perder-se com uma nova distância. Em Lisboa, António ficou na casa de uns tios, um casal com um filho pequeno. A tia, que trabalhava fora de casa, ensinou-o a desenvencilhar-se na cozinha, pois ele tinha que almoçar sozinho, e a cuidar do primo, de quem se ocupou a tempo inteiro durante alguns anos em que estudou à noite. Ajudou a cuidar do primo até ele fazer cinco anos, altura em saiu de casa dos tios para se casar. Estudou até ao 12º ano, fez um curso técnico-profissional na área de electrotecnia e um curso de manutenção de mecânica. Chegou a iniciar uma licenciatura nesta área, mas um acidente de viação, logo no primeiro ano, levou- o a desistir. Antes do acidente, ambicionava prosseguir os estudos, encontrar um trabalho, comprar uma casa e, quando tivesse uma vida estabilizada, casar e ter filhos. Mas depois mudou de ideias e largou os estudos, arranjou trabalho e antecipou o casamento para se tornar pai, pois, para ele, o mais importante era deixar uma descendência. Começou por trabalhar num posto de gasolina, depois em duas empresas do ramo da electrónica (numa 8 anos e noutra 11) e há cinco anos que é chefe de armazém e de vendas numa empresa de exportação e venda de fruta. Após vários anos de horários de trabalho normais, ainda que, por vezes, um pouco mais prolongados, hoje trabalha das 14 às 24 h. Tem pena, porque nos últimos 4 anos deixou de poder estar presente na vida familiar do final do dia, algo que sempre valorizou muito. Lurdes, a sua mulher, tem 40 anos e o 9º ano. Antes de ser mãe trabalhou como telefonista e num lar de terceira idade, de onde saiu um pouco antes do nascimento do seu

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primeiro filho. Acabou por ficar cerca de três anos em casa a cuidar do filho. Depois, trabalhou numa escola como telefonista. Entretanto nasceu a segunda filha do casal, mas, desta vez, apenas gozou a licença de maternidade. Posteriormente, foi trabalhar como recepcionista nos escritórios da empresa onde trabalha o marido, com um horário das 9 às 18h.

Cláudio tem 41 anos, uma criança com 12 anos e está casado há cerca de 15 anos. Nasceu numa família lisboeta, numerosa e de baixos recursos, e é o mais novo de sete irmãos (duas raparigas e cinco rapazes). O pai era carpinteiro, trabalhava por conta de outrem cerca de 10 horas por dia, as manhãs de sábado e longe de casa, por isso não tinha tempo para estar com os filhos. Esteve também imigrado durante dois anos. A mãe era analfabeta e foi sempre doméstica. O pai pouco participava na educação quotidiana dos filhos, só intervinha quando era necessário pôr um filho na ordem. Na casa de Cláudio todos foram habituados a participar nas tarefas domésticas. Mais as raparigas, mas também os rapazes, a quem era pedido que fizessem as suas camas, mantivessem os quartos limpos e arrumados, fizessem recados, aquecessem a sua comida ou ajudassem a pôr e a levantar a mesa. A participação na vida doméstica, que era incutida pela mãe de Cláudio aos filhos, acabou por levá-lo a aprender a tratar das suas roupas e a passá-las a ferro, quando os namoros e as saídas com os amigos o levaram preocupar-se mais com o seu aspecto e a mãe não conseguia dar resposta às suas necessidades. Algo que Cláudio depois continuou a fazer pela vida fora, bem como outras tarefas domésticas.

O percurso escolar de Cláudio foi interrompido no 8º ano, quando a mãe lhe deu a escolher entre continuar a estudar ou ir trabalhar. Optou por começar a trabalhar, pois ter o seu próprio dinheiro pareceu-lhe bem mais importante do que estudar. Assim, aos 14 anos começou a aprender o ofício de bate-chapas, profissão que desenvolveu e exerceu até imigrar aos 24 anos. Teresa, a sua mulher, tem 43 anos e também o 8º ano. Foi dela a iniciativa de imigrar, pois queria abandonar a fábrica onde trabalhava para tentar melhor sorte. Começou por trabalhar como empregada doméstica e chamou Cláudio para trabalhar na empresa de distribuição dos seus patrões. Começaram a viver juntos e um ano e meio depois casaram. Inicialmente Teresa não queria ser mãe, mas ter filhos era a condição que Cláudio colocava para se casarem. Ela lá acabou por ceder e cerca de um ano depois nasceu a filha do casal. Ao fim de 15 anos de trabalho decidiram voltar para Portugal. O que amealharam permitiu-lhes comprar uma casa e montar uma papelaria. Era o projecto de Teresa. Cláudio ajudou-a a concretizá-lo, depois, decidiu que queria ter o seu próprio trabalho. Hoje trabalha como

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segurança e ajuda a mulher sempre que pode. É este negócio a principal fonte de rendimentos da família. Teresa está desde as 8,30 às 19h na papelaria, ele faz turnos rotativos de 12 horas.

2.2. Os filhos precisam tanto do apoio da mãe como do apoio do pai: o