1.5. METHODES DE SYNTHESE UTILISEES DANS LA THESE
2.2.9. QUANTIFICATION DES PROTEINES PAR BCA
2.2.10.2. TESTS D’ADHESION PAR IMMUNOMARQUAGE
As transcrições das quatro coletas de dados com a técnica introspectiva do Protocolo ver- bal foram analisadas conforme procedimentos posteriores que incluem as categorias, cujas análises produziram resultados acompanhados de trechos das transcrições que mais escla- recem o contexto.
Uso de procedimentos de leitura documentária .
Os catalogadores fizeram uso de procedimentos de leitura documentária para desenvol- ver a atividade de catalogação.
«[-Localize no livro os elementos que o compõem, tal como: •parte externa: contracapa e orelhas;] o livro tem orelha [•parte interna pré-textual: folha de rosto] deixa eu procurar agora, {Olha o livro}»
«[•parte interna textual: introdução, metodologia, desenvolvimento (com resultados se houver) e conclusão; •parte interna pós-textual.] A princípio no título parece português, mas... Aqui na introdução tem o livro»
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A catalogação de assuntos de livros em bibliotecas universitárias com uso do processo de indexação... tema 1
«primeira coisa eu olho sempre o título do livro, eu olho a edição, eu olho o ano»
«se eu não sei, chamo uma outra bibliotecária junto comigo, e a gente discute» «se fosse numa biblioteca de letras o enfoque já seria outro né»
Observa-se que os catalogadores fazem uso de poucos procedimentos de leitura docu- mentária para execução da atividade proposta. Alguns examinam o documento, outros se preocupam em obter outras opiniões acerca do conteúdo do livro, além da preocupação com a concepção de leitura orientada para a demanda, procurando definir o que pode inte- ressar ao usuário do sistema de informação.
Uso de estratégias de leitura documentária; .
Nessa categoria analisamos se os catalogadores, enquanto realizavam sua atividade, explicitaram alguma estratégia própria, a qual está acostumado a usar para agilizar, ou mesmo, facilitar o desenvolvimento da catalogação.
«é diferente do que eu to acostumada a fazer. Pesquisadora: Como você está acostumada a fazer? Participante: Geralmente é mais pelo sumário, não tem acesso a outras partes do livro, mesmo que por isso, às vezes, não fica bem representado.»
«Geralmente a gente se prende no pré-textual, na folha de rosto e no sumário e nem imagina que no fim muda o assunto, muda entre aspas né...»
«A, eu vou começar pelo livro, então, eu peguei o item na minha mão e o livro chama {lê o título} [Palavra e imagem: leituras cruzadas] é... Bom... {Passa os olhos pela introdução e vai dizendo}»
«e quando eu não consigo, eu vou ler pedaços do livro mesmo, vou ler textos, vou ler algum capítulo pra saber»
«a introdução, aqui também na introdução eu consigo chegar e pegar o termo sobre Leitura...é através disso que eu analiso o quê eu faço na minha indexa- ção.»
«gosto de ver também quem são as autoras e o que elas fazem»
Durante a leitura o leitor profissional faz uso de seu conhecimento prévio, acionando estratégias de leitura metacognitivas (Kato, 1987), tais como «alocamento de atenção à áreas importantes», «Monitoração do comportamento para ver se está ocorrendo com- preensão», «Explicitação dos objetivos da leitura» e outras utilizadas a fim de atingir o objetivo de compreensão da leitura. As estratégias são potencialmente conscientes e, em geral se direcionam à solução de um problema.
Alguns catalogadores fazem uso, durante sua leitura das estratégias «Alocamento de atenção a áreas importantes» ao direcionar sua atenção à partes específicas do docu- mento, como a introdução e trechos do livro e «Engajamento em revisão e auto-indagação para ver se o objetivo está sendo atingido».
Foi possível perceber também o uso das estratégias «Monitoração do comportamento para ver se está ocorrendo compreensão» já que além de fazer a indexação do documento a catalogadora tem um instrumento a mais que é o modelo de leitura, para utilizar na deter-
minação de conceitos. Pudemos também observar a «Explicitação dos objetivos da leitura», na fala do catalogador ao se preocupar com a identificação dos termos para indexação.
Identificação de termos representativos do conteúdo do livro .
Os catalogadores identificaram termos representativos do conteúdo do texto durante a catalogação.
«e eu fosse indexar esse livro, indexaria como Leitura, Hipertexto né»
«Leitura, Texto... É.. Leitura seria, porque o livro trata sobre Leitura, e pelo que vi
aqui, a importância da leitura...»
«eu usaria aqui: Leitura, deixa eu ver, tem um outro aqui também {o partici-
pante folheia o livro} tem Imagem também.»
«talvez eu deveria usar Livro também... Então eu usaria: Escrita, também, né, eu
estaria fazendo uma relação Leitura, Escrita, Imagem... Livro»
«imagens, né, porquê aqui ele atribui a imagem várias vezes, e leitura»
«vamos ver [algo ou alguém que está sob o estudo do autor] seria a própria lei-
tura [o assunto contém uma ação, podendo significar uma operação] o próprio processo da leitura assim, né,»
«É fala de leitura mesmo, acho que eu ia colocar leitura, relacionado com ima-
gem»
«e está falando também de hipertexto, de intertextualidade»
Observamos que os relatos dos catalogadores indicavam a compreensão do texto para identificação e seleção dos conceitos presentes no assunto visando a representação do documento. Verificou-se que os Catalogadores exploraram partes da estrutura textual para compreender o assunto tratado no texto e identificar os termos.
Os Catalogadores identificaram os termos Leitura, Escrita, Imagem, Livro e Hipertexto,
intertextualidade, expressão, internet, reflexão, tecnologia, análise, histórias, entre outras
que foram descartadas pelo catalogador no momento da seleção dos termos.
Alguns catalogadores relataram também que utilizam a linguagem documental do BIBLIO- DATA1, para verificar se o termo identificado no texto é autorizado, e outras bases de dados, como a Library of Congress, MeSh e LILACS, para confirmação dos conceitos identificados.
Exploração da estrutura textual do livro .
Os catalogadores durante a atividade expressam a consulta em diversas partes da estru- tura do livro.
«o que eu vou analisar é a capa do livro, {observa a capa do livro} eu vou olhar
aqui o título do livro. Vou ler as informações que constam na orelha do livro»
«O Sumário é um fator importante na hora que eu faço a indexação {observa
o sumário}, a Introdução»
«ficha catalográfica eu sei que não é o ponto chave, mas ela me trás a palavra Lei-
tura, na ficha catalográfica... e na conclusão ele também fala sobre a leitura»
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vi encontro ibérico edicic 2013: globalização, ciência, informação atas
«referência bibliográfica me ajuda bastante também quando eu não encontro
as relações que eu quero»
«olho também o prefácio, tá, olho o prefacio dele, dou uma olhadinha no livro,
assim, porque no prefacio geralmente ele já vai falar alguma coisa do livro né, ele da uma introdução assim, olho também na introdução»
«deixa eu dar uma olhada na conclusão...{Lê a conclusão saltadamente}» «... deixa eu ver aqui...aiai... {Lê a orelha do livro}»
«Pela introdução esta falando sobre livro, imagens, metáforas, literatura e pin-
tura, ilustração. Da pra ver que pelo título olhando na capa e no sumario»
«contra capa, falei sobre a capa, sobre a folha de rosto, vi o título, parte interna
‘to’ vendo, a introdução»
Constatou-se que os Catalogadores possuem conhecimento das informações relevantes localizadas na estrutura textual do livro. Mesmo conscientes de que a ficha catalográfica não contém todas as informações sobre o assunto do texto, esta foi a parte da estrutura textual mais utilizada pelos catalogadores, seguido do Sumário e da Introdução.
Um catalogador explica que utiliza a Referência Bibliográfica do livro para fazer a aná- lise do documento e que isso é recomendado pela Norma 12676 de 1992, (NBR 12676, 1992). Outro catalogador fez exploração completa do livro folheando-o por inteiro.
Dificuldades do catalogador na leitura documentária para indexação de livros .
Os catalogadores demonstraram dificuldades durante o desenvolvimento da atividade.
«eu procuraria nos bancos de dados que tem indexação, né, que nem no meu caso, eu trabalho com o MeSh ou com o LILACS, literatura eu não sei em qual procurar, eu não trabalho com essa área, então na parte de literatura, eu não sei qual base que elas trabalham na parte de literatura»
«eu não trabalho com indexação, estou aprendendo agora aqui, né, eu traba-
lho mesmo é na catalogação, na parte de indexação propriamente dita assim e de eu fazer uma indexação, nunca fiz,»
«então, tive um pouco de dificuldade em entender o que é cada um aqui,
objeto, ação agente,»
«complicado é... Elencar um só... eu fiquei preso a essas palavras, do ponto de
vista do autor... {lê o modelo}»
«eu não sei direito, não entendi direito o que ele quer dizer que esse assunto
tem uma ação,»
Os catalogadores apresentaram dificuldades quanto à seleção de termos representati- vos do documento e demonstraram apoiar-se substancialmente em vocabulários especia- lizados para execução rotineira da tarefa. Uma catalogadora verbalizou nunca ter realizado indexação, pois apenas faz catalogação. As dificuldades ocorrem dadas a falta de conheci- mento prévio do catalogador quanto à metodologia de análise de assunto e quanto à lin- guagem da área de especialidade do documento.
Modelo de leitura documentária para indexação de livros: .
O catalogador fez observações pertinentes quanto à:
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a) Clareza de Redação;
b) compreensão de conceitos;
c) estratégias de identificação de conceitos através de questionamento; d) exploração da estrutura textual do livro;
Exemplos
«eu acho que ele ajuda muito, ele é claro, objetivo, tanto que eu vi aqui na hora em que eu comecei a ler alguma coisa a gente já tem né, eu falei não vou ficar lendo todo ele, mas eu achei ele bem interessante sim e bem objetivo, né, ele relata aqui passo-a-passo, coloca pontos importantes pra gente tá analisando»
«eu gosto muito de trabalhar com padronizações, né, eu acho que tudo que
você tem, ou um padrão, ou manual que te orienta te facilita e facilita o traba- lho da gente, não resta dúvida com relação a isso»
«Por exemplo, as datas...isso é muito bom para quem trabalha na parte de lite-
ratura, na parte de história porque data é fundamental às vezes né»
«Dependendo da área, como eu falei pra você, você já colocou na parte de his-
tória e de literatura, o tempo é super importante e você colocou ele aqui, que nem no meu caso, que trabalho na área de remédio: causa e efeito.»
«você vê a estrutura do livro, você vê os conceitos, qual parte vai ser analisada,
o agente...achei muito legal, muito bom mesmo»
«quando tenta encaixar uma coisa assim num roteiro fica mais difícil do que o
que a gente costuma fazer, né»
«talvez um livro com um assunto mais específico talvez desse pra seguir, mas
acho que pra esse tipo de roteiro TCC, Tese, Trabalho Acadêmico seria mais fácil de se... mais fácil de determinar, de se encaixar nesse roteiro aqui.»
«[o assunto contém uma ação (podendo significar uma operação, um processo
etc.)?] é eu não sei se fica bem aqui, mas a impressão é que o livro ta falando de como eles realizam essa leitura das imagens, ai não sei como definir essa ação.»
«A, os mais importantes que eu achei, foram, os três primeiros que é objeto e
parte do objeto, ação, agente e causa e efeito...»
«Método, a... Aqui ele deu alguns, por exemplo, né, ele mostrou aqui algumas
figuras, primeiro assim, uma pesquisa meio que, como se diz, é, cronológica»
Foi possível observar na análise dessa categoria que o modelo de leitura para indexação de livros foi, em geral, bem recebido pelos catalogadores, podendo ser ressaltada a fala de um dos Catalogadores quanto a facilidade de utilização permitida pelo «passo-a-passo»2 que precede o modelo e a possibilidade de que este modelo seja internalizado pelos cata- logadores de forma que seja incluído em sua rotina. O catalogador também chama a aten- ção para a padronização oferecida pelo Modelo de Leitura Documentária como elemento facilitador do trabalho do indexador.
Por outro lado, alguns catalogadores participantes expressaram dificuldades na utiliza- ção do modelo de indexação no que se refere a adequar a atividade presente em seu coti- diano à um roteiro pré-estabelecido. O catalogador afirma que teria mais facilidade para realizar a indexação com esse modelo se estivesse lidando com um trabalho acadêmico como uma tese, por exemplo.
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vi encontro ibérico edicic 2013: globalização, ciência, informação atas
2O Modelo de Leitura Documentária (Quadro 1) é precedido por um texto sucinto que orienta pontualmente seu uso
Uso do manual de ensino do modelo de leitura para indexação de livros .
Os catalogadores fizeram observações pertinentes quanto à: a) Clareza de Redação;
b) compreensão de conceitos;
c) estratégias de identificação de conceitos através de questionamento; d) exploração da estrutura textual do livro;
Exemplos
«eu acho que o manual é interessante, que o manual é bom»
«no trabalho a gente vai estar vendo, que todo dia a gente tem e o manual você
sabe que ele nunca ((FR)) é definitivo, não sei de vocês mas os meus manuais de trabalho todo dia você vai estar acrescentando»
«Eu acho que foi muito didático, facílimo de entender, pois a literatura é aces-
sível...»
«você vê a estrutura do livro, você vê os conceitos, qual parte vai ser analisada,
o agente... achei muito legal, muito bom mesmo»
«É aqui na observação que nem todas as questões poderão ser respondidas...
Realmente, mas, é importante ter todos pra você poder identificar porque às vezes você nem sempre se lembra de colocar do tempo e do local físico por exemplo.»
Nessa categoria observamos que os catalogadores participantes acreditam que a impor- tância do manual de ensino que acompanha o modelo de leitura resida em tornar a ativi- dade de indexação mais fácil aos indexadores iniciantes, o que fica muito claro na fala dos Catalogadores em especial, quando afirmam que colabora com o profissional iniciante que não tem ainda habilidade no desenvolvimento da indexação e que o manual de ensino torna mais simples a compreensão do que seja a indexação.