B). On estime une épaisseur de 500±120 nm qui corresponde à un dépôt de 0.3±0.08Å par pulse laser
3.3. ETUDES BIOCHIMIQUES ET BIOLOGIQUES DES COUCHES MINCES
3.3.6. EXPRESSION DES MARQUEURS DE DIFFERENCIATION
Hoje em dia, diversas áreas se destacam ao tratar de informação e conhecimento, uma vez em que vivemos um contexto social no qual se produz e se necessita de muita informação.
Grandes áreas como a Ciência da Informação (CI), as Tecnologias da Informação, a Ciência da Computação, entre outras, englobam a questão da informação como foco de pesquisas e indagações. Conforme afirma Saracevic (1996, p. 42) «a CI é, juntamente com muitas outras disciplinas, uma participante ativa e deliberada na evolução da sociedade da informação. A CI teve e tem um importante papel a desempenhar por sua forte dimensão social e humana».
Com base neste pensamento, disciplinas como a Arquivística, a Biblioteconomia e a Comunicação passam a questionar se há um diálogo possível entre elas e a CI, considerada interdisciplinar por natureza, como afirma Saracevic (1996).
Especificamente no tocante ao diálogo entre Arquivística e Ciência da Informação o objeto de estudo de ambas parece oferecer um caminho para uma relação. Segundo Jardim e Fonseca (1995, p. 41) «ainda que considerada em suas distintas propriedades e particula- ridades, a informação registrada é contemplada por ambas as disciplinas».
Para compreender a representatividade da CI para a Arquivística, é necessário retomar alguns dos conceitos e teorias de cada área, para então traçar pontos comuns entre as mesmas. Conforme verificado por Álvares e Araújo Júnior (2010), estudos em torno de uma ciên- cia, que analisasse a informação registrada surgiram em meados do século XIX. O termo para a área foi modificado diversas vezes.
A terminologia para a disciplina que estuda as ciências da informação variou muito ao longo dos anos. O primeiro registro que se conhece é de 1802, com o termo bibliografia. Em 1818, registra-se librarianship, seguido por library
science em 1851, quando ocorre pela primeira vez o nome para o estudo de
livros e bibliotecas. Em 1903, Paul Otlet cunha o termo documentation para designar o processo de fornecimento de documentos para os que estão em busca de informação, traduzido para o inglês em 1908. Documentação foi a principal referência terminológica da área na Europa para o trabalho dos bibliotecários ou documentalistas (Álvares & Araújo Júnior, 2010, p. 196).
A partir dos anos 60, ainda de acordo com Álvares e Araújo Júnior (2010, p.195), diversos autores começam a investigar as raízes da CI, sua função, sua abrangência e seus limites, e principalmente compreender seu objeto de estudo. No entanto, somente em 1968 é cunhada, por Borko, a primeira definição de Ciência da Informação:
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A Ciência da Informação é a disciplina que investiga as propriedades e o com- portamento da informação, as forças que governam o fluxo da informação, e os meios para processar essa informação, para otimizar seu acesso e usabili- dade (Borko, 1968, p. 2).
Mais tarde, Saracevic (1995), também emprega um conceito semelhante para a CI, afir- mando que a mesma
[...] é um campo voltado à pesquisa e a prática profissional e que trata dos problemas da comunicação, dos conhecimentos e dos registros de conheci- mento na sociedade, no contexto de usos e necessidades das informações sociais, institucionais e/ou individuais.
Assim como qualquer outra área em construção a CI possui perspectivas de amadureci- mento enquanto ciência e diversos embates teóricos, que influenciam outras áreas da informação e do conhecimento, como por exemplo, a Arquivística, discutidos por Mariz (2004), Jardim & Fonseca (1995), Tognoli & Guimarães (2010) entre diversos outros autores. Para Jardim e Fonseca (1995) diversos marcos históricos constroem a Arquivística, dentre os quais se destacam: a instituição do Arquivo Nacional em 1789 na França, a criação da Ècole
Nationale des Chartes, a instituição do princípio teórico da proveniência pelo francês Natalis
De Wailly em 1841, a gestão documental juntamente com o marco da Teoria das três Idades, conhecidas como fase corrente, fase intermediária e fase permanente do documento.
Mas como compreender o que a CI representa para a história da Arquivística?
Numa perspectiva mais contemporânea a Sociedade da Informação provocou mudanças na formação e conceitos da CI. Conforme destaca Saracevic (1995, p. 6) «a evolução da socie- dade da informação está se acelerando no mundo desenvolvido, com fortes efeitos nas áreas em desenvolvimento [...] Para a ciência da informação estas pressões trazem, entre outras, mais cooperação interdisciplinar».
As mudanças se apresentam, também nos ambientes arquivísticos e de acordo com Mariz (2004, p. 35) «parece-nos fundamental para a Arquivística, assim como para várias outras áreas do conhecimento, buscar nos estudos oriundos da Ciência da Informação insu- mos para o aprimoramento de suas atividades teóricas e práticas.»
Alguns estudos tratam esta relação baseados no objeto de estudo das duas áreas que lidam com a informação registrada. Segundo Jardim e Fonseca o objeto da Arquivística tem se deslocado da categoria arquivos para outras, como documentos arquivísticos, e, mais recentemente informação arquivística. Para Tognoli e Guimarães (2010) o diálogo entre a CI e a Arquivística só é possível quando a informação é reconhecida enquanto objeto de ambas as disciplinas. Para Smit (2000) a relação entre ambas é estabelecida quando a ênfase passa a era dada na informação, e não apenas no documento.
No entanto, essa relação entre a CI e a Arquivística, com base no objeto de estudo de ambas, ainda é muito discutida e há controvérsias. Para Fernandes (1995) o objeto de estudo da CI é a gestão institucional dos saberes, ou seja, as ações exercidas pelas institui- ções (e não por pessoas) sobre o fluxo de saber produzido pela sociedade e seus reflexos sobre a última. Para Guimarães e Silva (1996 apud Mariz, 2004) não há evidências fortes de uma relação significativa entre as duas disciplinas, exceto pelo papel social dos arquivos e pela função também social da informação.
A literatura também apresenta outro ponto de diálogo entre as duas áreas, a questão dos Sistemas de Informação. Mariz (2004) faz um aporte em relação ao emprego destes sis- 130
temas na Arquivística e na CI, uma vez que segundo a autora, os sistemas de informação são contemplados tanto pela Arquivística – para documentos que possuam relação orgâ- nica – quanto pela CI – para informações de uma forma geral.
Entendemos que para garantir o acesso à informação arquivística registrada, a CI auxilia a Arquivística na formação de mecanismos capazes de propiciar esse acesso. Segundo Sara- cevic (1995) grande parte dos esforços e recursos da CI é voltada para a recuperação da informação (RI), que não é apenas uma atividade na CI, mas é a mais importante delas e também onde mais ocorrem as relações interdisciplinares.
No âmbito arquivístico as relações com a CI e os sistemas de informação são evidencia- dos principalmente no momento de descrição documental, uma vez que ela se apresenta como um dos dois processos fundamentais de representação do conhecimento arquivís- tico, levando, portanto, à recuperação da informação registrada.
Ainda no tocante à Ciência da Informação e seu aporte aos arquivos, é importante des- tacar o papel da Organização do conhecimento, conceito raramente discutido no âmbito arquivístico - assim como a informação enquanto objeto de estudo da Arquivística – mas que é aplicado constantemente principalmente no momento da classificação e descrição.
De acordo com Hjørland (2003), a organização do conhecimento (OC) é a organização da informação em registros bibliográficos, incluindo índices de citação, documentos inteiros e Intenet. Este conceito pode ser entendido em um sentido mais amplo, interpretado no con- texto de disciplinas, instituições sociais, linguagens e sistemas simbólicos, teorias, literatu- ras e gêneros.
Nesse sentido, nós entendemos que os documentos agrupados em fundos refletem o conhecimento que foi produzido por uma determinada pessoa ou instituição, agindo três atores principais neste contexto: (1) o criador (autor), o usuário, que irá utilizar o documento para fins de prova ou propósitos administrativos e históricos e, (3) os intermediários, que são os arquivistas ou as pessoas responsáveis pela organização dos documentos.
Assim, vemos o trabalho de descrição da arquivística como uma forma de organização desse conhecimento, uma vez que esta é ainda entendida por Hjørland (2008) como «ativi- dades de descrição dos documentos, indexação e classificação realizadas em bibliotecas, base de dados bibliográficas e arquivos», especificamente a organização física dos docu- mentos, como eles são arranjados dentro dos fundos, grupos e séries, e a organização inte- lectual, a identificação da tipologia documental, função, contexto de criação; e como cons- truir sistemas de classificação e níveis de descrição.
A seguir, será discutido mais profundamente o processo de descrição documental enquanto representação do conhecimento arquivístico.