• Aucun résultat trouvé

3   Ligne à retard variable large bande

3.3   Temps de propagation de groupe

3.4.5   Technologie optique

À escola do futuro cabe ampliar e enriquecer formas de perceber as diferentes informações advindas do ambiente em uma relação multilateral, com o professor assumindo a dupla postura de facilitador de novas experiências e percepções e, ao mesmo tempo, de aprendente e pesquisador.

Ao professor cabe aprender sempre e, principalmente, descobrir canais de comunicação com o afetivo e o sensível dos alunos, capazes de ampliar e enriquecer o conhecimento de ambos.

A cultura midiática participa das formas de perceber dos jovens e dos adolescentes de hoje, propiciando visualidades e sons integrados à sua subjetividade individual. As tecnologias digitais promovem formas de percepção e expressão com visualidades e sons que constituem seu repertório e suas bagagens de vida.

A complexidade vivenciada pelo ser humano traz em si um paradoxo em que o uno e o múltiplo convivem em um tecido de acontecimentos com ações, interações, retroações, determinações e acasos imprecisos que constituem o mundo fenomênico (MORIN, 1999).

A homogeneização planetária e a busca por identidades fazem com que culturas e nações reivindiquem sua existência particular: unidade e diversidade

criadas pelos meios de comunicação, que tanto aproximam como também ampliam formas e tipos de relações.

Ao mesmo tempo em que possibilita a expansão dos espaços, o impacto dos avanços tecnológicos esteriliza a visão de desenvolvimento, naturaliza as manifestações de exclusão e cria novas formas de alienação (JAMESON, 1997).

As novas tecnologias de informação e comunicação assim como as tecnologias de outras modernidades possibilitam a automação de grande parte do trabalho e a redução da força humana; trazem a promessa de qualidade de vida, de conforto e também de diminuição do esforço e sofrimento humanos. Mas ao mesmo tempo suas possibilidades técnicas criam novas prisões, alterando desejos e ambições.

O desenvolvimento dos meios de transporte e comunicações na atualidade gera a impressão de aceleração da história e encolhimento do planeta, estabelecendo novas relações de tempo e espaço e substituindo formas de mediação entre os sujeitos e a sociedade.

Os avanços das novas tecnologias constituem redes de informação e comunicação que, ao mesmo tempo em que se ampliam em extensão, individualizam e singularizam as referências: cada um tem sua cosmologia e, ao mesmo tempo, cada um tem sua solidão. As novas técnicas de comunicação, de edição de imagem e de som na construção de sentido e nas formas de mediação tornam a relação com o outro cada vez mais abstrata (AUGÉ, 1994).

A ampliação do acesso às informações em extensão, forma e qualidade, somada à rapidez das emissões e recepções e da variedade de fontes e linguagens, transforma os modos de sentir e pensar, criando invariantes mentais como formas de perceber que geram novas motivações e, em consequência, novos tipos de aprendizagem.

Em tempos de globalização e complexidade, a escolarização tem deixado de ser a garantia de um futuro certo e promissor como foi anos atrás em função da competitividade intelectual especializada. Hoje se tem apenas mitos escatológicos, projeções no escuro de um futuro que tem por princípio o sentido de ficção.

Charles Chaplin (1940), em seu último discurso no filme O Grande Ditador, fala sobre a modernidade de seu tempo:

[...] Criamos a época da velocidade, mas nos sentimos enclausurados dentro dela. A máquina, que produz abundância, tem-

nos deixado em penúria. Nossos conhecimentos fizeram-nos céticos, empedernidos e cruéis. Pensamos em demasia e sentimos bem pouco. Mais do que de máquinas, precisamos de humanidade. Mais do que de inteligência, precisamos de afeição e doçura. Sem essas virtudes, a vida será de violência e tudo será perdido.

Wim Wenders, no documentário Janela da Alma (2002), de João Jardim e Walter Carvalho, de, refere-se aos dias de hoje: “Vivemos hoje o excesso. E quando existe o excesso é porque existe a falta. Vivemos em um mundo com excesso de imagens e falta de emoção. [...] Para chamar atenção, a imagem tem que ser um espetáculo”.

Atualmente, nas configurações subjetivas dos adolescentes, concorre uma forma de letramento multimidiático diferenciada em função da presença das NTICs. Kerckhove (2003) considera que o fechamento de sentido no receptor de mídias digitais é mais acelerado e, ao mesmo tempo, mais superficial, uma vez que as representações que lhe são oferecidas já estão processadas fora da “tela da mente”, nas telas dos aparatos tecnológicos. Reforça a posição de Mc Lunhan (1969) no final dos anos 60, em uma época em que a TV era um meio revolucionário, ele antevia “o meio como mensagem” influenciando as formas de percepção.

As tecnologias digitais “[...] sem deixar de serem máquinas dão corpo a um saber técnico introjetado nos seus próprios dispositivos materiais” (SANTAELLA, 2008, p. 39). Da mesma forma, seguindo este mesmo sentido dado por Mc Luhan (1969) aos meios de comunicação em sua época é que, na atualidade, considera-se o computador como máquina semiótica.

Os jovens hoje são bombardeados por informações de variadas fontes. Quando estão na escola recebem mais informação ainda, só que, diferentemente do que acontece além dos muros, a escola desenvolve uma forma de “letramento” no campo do “imediato”, diretamente ligado ao espaço e meio físicos, lidando com o tempo real e em condições materiais controláveis, em que a linguagem verbal e o meio impresso são os principais mediadores das informações no processo de comunicação entre professores e alunos e na construção de conhecimento.

A escola para os jovens tornou-se um espaço enfadonho comparado ao espaço de sedução do mundo lá fora, que mexe com libidos sonoras e visuais, com muita informação que parece dar a ilusão de muito conhecimento. Eles “sabem demais”, porque o sentido de conhecimento para eles também se alterou com o poder da informação.

Descobrir a motivação do aluno sempre foi o grande desafio da educação escolar, pois ela [a motivação] é o combustível da aprendizagem. A motivação ativa as sinapses, as ligações entre o sensível e o cognitivo, participando em conjunto com o corpo, configurado em pensamentos e emoções. O uso de audiovisual e mídias digitais no processo educativo é bem mais adequado para as novas gerações telemáticas, pois mais próximas de seu repertório e formas de sentir e pautadas em narrativas verbo-visuais que participam de sua linguagem.

Atualizar as formas de comunicação e também ajustar a linguagem pedagógica, criando um ambiente de mediação mais humanizado e atual, é fundamental para a educação escolar e o perceber dos adolescentes de hoje.

Documents relatifs