• Aucun résultat trouvé

Taux de change d’équilibre fondamental (Fundamental Equilirium

Section 2. La détermination du taux de change du yuan

C. Taux de change d’équilibre fondamental (Fundamental Equilirium

6.2.1. Conceptualização

A aquisição do gosto pela prática regular das atividades físicas e a compreensão da importância do desenvolvimento de hábitos de vida saudáveis ao longo da vida, quer numa dimensão individual quer numa dimensão social, é algo que a EF almeja alcançar (Jacinto et al.,2001).

Efetivamente, “a promoção da autonomia, pela atribuição, reconhecimento e

exigência das responsabilidades que podem ser assumidas pelos alunos, na resolução dos problemas de organização das atividades e tratamento das matérias”, constitui-se como uma

das preocupações que o PNEF encerra (Jacinto et al., 2001, p.9).

A otimização do processo de ensino-aprendizagem e do ambiente relacional entre os seus pares, deve procurar se estender a outros espaços formativos, que não estritamente à escola ou às suas instalações desportivas, potenciando a transferência de competências para outros contextos.

Um aluno fisicamente ativo poderá vir a ser um adulto debilitado no que diz respeito à saúde, bem-estar e qualidade de vida, a não ser que aprecie a atividade física e continue fisicamente ativo após o término da escolaridade obrigatória. Portanto, aquilo que importa solicitar é o comportamento regular em vez de gerar resultados pontuais alcançados no imediato.

Desta forma, a orientação é um excelente meio para congregar as preocupações acima expressas, até porque “as capacidades que a Orientação desportiva permite desenvolver – autonomia, decisão, auto controlo, observação, reflexão, auto responsabilização – sem falar do desenvolvimento das capacidades funcionais e coordenativas (resistência, força, flexibilidade, velocidade, agilidade,...) e do grande contributo para a educação ambiental – justificam o seu ensino ao longo de toda a escolaridade” (Rodrigues & Ferreira, 2010, p.1).

78

Assim sendo, a orientação pedestre pode ser definida como uma “corrida individual, contra-relógio, em terreno desconhecido e variado, geralmente de floresta ou montanha, num percurso materializado no terreno por postos de controlo que o orientista deve descobrir numa ordem imposta. Para o fazer, ele escolhe os seus próprios itinerários, utilizando um mapa e, eventualmente, uma bússola” (Aires, Quinta-Nova, Santos, Pires, Costa & Ferreira, 2011, p.5).

6.2.2. Operacionalização

A atividade de extensão curricular realizada no âmbito do EP, consistiu na dinamização de uma prova de orientação pedestre no centro do Funchal. Esta escolha teve o propósito de abrir o leque de opções de atividades que os alunos possuem, para assim poderem dar continuidade à sua prática desportiva ao fim de doze anos de escolaridade.

Esta atividade também objetivou a promoção da dimensão sócio afetiva aliada à elevação da componente histórico-cultural da cidade do Funchal, uma vez que estando o ano letivo no seu término, esta seria eventualmente uma das últimas oportunidades que os alunos teriam para estarem todos reunidos, até porque a grande maioria iria ingressar no ensino superior, onde se deslocariam para faculdades distintas, inclusive algumas fora do país (ver Anexo XVI).

Neste sentido, esta atividade apenas objetivou abarcar separadamente os alunos pertencentes às turmas das professoras estagiárias, de modo a permitir a criação de outro tipo de dinâmicas no seio do grupo, que de facto o confinamento ao espaço escolar não lhes permitia estabelecer.

Na conceção e planeamento da atividade foram equacionados os recursos materiais e humanos que considerávamos fundamentais para a uma operacionalização eficiente. Por conseguinte, procurámos aproveitar ao máximo todo o potencial que a escola nos

79

providenciava, onde reutilizámos os mapas e os cartões de controlo que a escola detinha para dinamizar a atividade.

Numa primeira fase, preparámos uns conteúdos teóricos com recurso ao PowerPoint e à visualização de um vídeo editado, que melhor permitissem compreender como é que poderiam ler, interpretar e orientar o mapa, tendo também sido transmitidos aos alunos as técnicas do polegar e do dobrar o mapa como formas facilitadoras de manuseamento e interpretação dos mesmos.

Por fim, passámos à componente prática propriamente dita, onde os alunos num tempo pré-estabelecido, teriam de encontrar o maior número de pontos possível, respondendo corretamente às questões de controlo colocadas em cada rua relacionadas com a componente histórico-cultural da cidade do Funchal, no intuito de desenvolver a tomada de decisão estratégica face aos possíveis itinerários que as equipas poderiam adotar (ver Anexo XVII).

6.2.3. Balanço

Na fase de conceção, por esta ser uma atividade realizada fora do espaço escolar, foi equacionado um conjunto de situações que, para além de estarem profundamente relacionadas com os comportamentos que queríamos solicitar, encontravam-se também ligadas às questões de segurança e a outro tipo de recursos materiais que achávamos pertinentes os nossos alunos possuírem, visto a atividade realizar-se no centro do Funchal.

Com efeito, foi enviado aos alunos um email referindo o material necessário para realizar a atividade assim como a formação dos grupos. Na verdade, deveríamos ter concedido algum tempo das nossas aulas para questionarmos os alunos sobre esta temática, de maneira a que estes pudessem refletir sobre o que é que realmente é importante neste tipo de atividades, e não ser o professor a dar a resposta.

80

Todavia, no terceiro período sentimos alguma dificuldade em organizar as matérias de ensino, devido ao escasso número de aulas existentes. Por isso, esta decisão foi tomada, sendo que efetivamente perdemos uma oportunidade para formar alunos mais produtores do que reprodutores. No entanto, poderíamos ter estimulado o pensamento crítico dos alunos se tivéssemos enviado esta tarefa como trabalho não presencial, até porque mesmo sabendo que muitos não iriam investigar, outros, o fariam, dada a postura colocada nas aulas durante o ano letivo.

Relativamente às principais regras criadas, em primeiro lugar tínhamos estabelecido que os alunos num tempo pré-definido teriam de percorrer o maior número de pontos possível, na medida em que, possuindo os nossos alunos níveis de proficiência diferenciados ao não restringirmos o número de balizas a que os mesmos tinham de se deslocar, garantíamos que os grupos mais proficientes não concluíssem a prova muito antes do tempo previsto, e que cada grupo disfrutasse da prova ao seu ritmo de aprendizagem onde pudessem ajustar a sua velocidade de deslocamento à sua velocidade de raciocínio.

Em orientação, nem sempre o desportista mais rápido vence, pois esta não pressupõe apenas a adoção de uma velocidade de deslocamento elevada mas também uma correta leitura e interpretação do mapa, o que fará com que os intervenientes em ação escolham o itinerário mais rentável consoante as suas características. Portanto, eles não tinham de seguir uma ordem sequencial, sendo que poderiam se deslocar às balizas que quisessem com base nas suas localizações geográficas e na estratégia que tinham elaborado, sabendo de antemão que o objetivo era tentarem, na mesma, ir a todos os pontos, que neste caso diziam respeito à toponímia do Funchal. Por conseguinte, isto aumentava a complexidade do controlo da tarefa porque como existiam vinte e cinco pontos e os grupos ficavam encarregues de escolher os seus próprios itinerários, combinações matematicamente variadas de percursos que os alunos poderiam adotar, sendo para nós impossível controlar todos os grupos ao mesmo tempo.

81

Posteriormente, estipulámos que todos os elementos do grupo teriam de se deslocar a todos os pontos. Não tendo nós forma de controlar esta regra e sabendo que estrategicamente os alunos poderiam repartir as balizas entre si de maneira a concluírem a prova no menor tempo possível, numa tentativa de minimizar este aspeto estipulámos que o cronómetro terminaria somente quando todos os elementos do grupo estivessem presentes na chegada.

Também elaborámos, ainda, uma ficha com perguntas de controlo a ser preenchida no decorrer na atividade, com questões relacionadas com as características do espaço que estavam a frequentar, de modo a potenciar o desenvolvimento da componente histórico- cultural dos alunos. Daí a pontuação da prova ter sido definida nos seguintes moldes: nome correto de cada rua (10 pontos), resposta em branco (0 pontos), resposta feita e correta (3 pontos), resposta feita mas errada (1 ponto), sendo que por último o critério de desempate seria o tempo em que foi realizado a prova.

No que diz respeito aos conteúdos teóricos apresentados no dia da atividade, demorei mais dez minutos no PowerPoint do que o tempo previsto, pois os alunos colocaram um conjunto de questões pertinentes ao nível da orientação com recurso ao chip, sendo que também, aquando da explicação da atividade, estava-lhes a fazer alguma confusão que as balizas fossem as placas das ruas e não letras e números, à semelhança daquilo que eles já realizaram na escola. Ou seja, por em anos anteriores terem experimentado fazer orientação com números e letras, efetivamente eles pensavam que não existiam outras alternativas para verificar se eles estiveram nesses pontos, tais como o chip e o picotador.

Deste modo, também aproveitei para fazer uma referência ao Geocaching visto que inicialmente queríamos abordar este desporto. Porém, devido ao tempo disponível que tínhamos para planear a atividade e a algumas limitações materiais, optámos por rentabilizar material existente na escola e realizar orientação. Apesar de nós estarmos conscientes de que existem outras alternativas para realizarmos o Geocaching sem recurso ao GPS,

82

eventualmente a implementação das mesmas ainda nos custaria algum tempo que não dispúnhamos. Por isso, optámos por fazer referência ao mesmo, dado que o conteúdo não deixou de perder interesse do ponto de vista pedagógico, visto ser um excelente meio para os alunos serem autónomos na sua prática desportiva e poderem beneficiar de contactos ora rurais ora urbanos, não confinados a um espaço fechado tal como um pavilhão ou um ginásio.

No entanto, ocorreram algumas lacunas tanto na fase do planeamento como durante a atividade, nomeadamente no que diz respeito às medidas de controlo, que criaram algumas incertezas na mesma, embora umas devessem ter sido equacionadas contrariamente a outras que devessem ter sido asseguradas do seu cumprimento.

No 12º06, como já tínhamos gasto muito tempo nos conteúdos teóricos e na explicação da atividade, à saída não verificámos se os grupos estavam corretos. E, do trajeto desde a sala do campo até à porta de entrada dos alunos, para não prejudicar os grupos que já estavam compostos, os grupos não saíram todos ao mesmo tempo, o que mais tarde isto se veio a constituir um erro, pois houve grupos que tinham iniciado a prova mas que ainda não estavam completos.

Contudo, uma estratégia que poderíamos ter adotado era realizarmos o percurso com o grupo que achássemos que provavelmente poderia adotar comportamentos de desvio. Ou então, aproveitar o facto de os alunos, por questões de segurança, terem dois telemóveis por grupo com os nossos números gravados, para ligarmos aos grupos mais críticos objetivando saber onde se encontravam, com intuito de posteriormente irmos lá confirmar.

Posto isto, dadas as idiossincrasias de cada turma, pudemos verificar algumas diferenças a nível comportamental entre as mesmas. Enquanto o 12º09 é uma turma mais serena, o 12º06 é uma turma mais irreverente. Neste sentido, é interessante verificar como o mesmo estímulo, para turmas completamente distintas, para uns é suficientemente intenso mas para outros não.

83

O problema talvez não tenha sido nós querermos uniformizar, até porque nós planeámos a prova de acordo com os comportamentos que queríamos solicitar. No entanto, talvez tenha a ver com a “excessiva” autonomia dada aos alunos, o que deu para aferir que este comportamento não foi devidamente solicitado em alguns alunos. Ou, talvez as capacidades volitivas dos alunos não foram postas ao limite, porque, com base nas características do 12º06, o facto de não haver um vencedor nem ser necessário completar a prova no menor tempo possível, poderá ter feito com que os alunos não se tivessem envolvido plenamente.

Com efeito, poderíamos ter delineado a prova de maneira a que, por exemplo, de cinco em cinco pontos, eles tivessem que retornar ao posto de controlo. Assim, teríamos um maior controlo e não deixávamos na mesma de desenvolver a autonomia nos alunos, sendo que a tarefa funcionava numa espécie de descoberta guiada.

Em suma, o processo de ensino-aprendizagem diz respeito à concretização de uma cadeia de decisões. O não decidir, quer seja por ter efetuado um mau diagnóstico ou por não querer assumir a responsabilização das consequências (positivas ou negativas) que advêm dessa decisão, também tem as suas implicações no processo de ensino-aprendizagem pois confere alguma abertura a algo que supostamente deveria ser mais restrito, o que neste caso específico, devido às características da turma e do espaço, poderia ter ocasionado problemas mais graves. Desta forma, o professor não se pode ausentar do poder de tomar decisões, nem que seja o não decidir para permitir que os alunos efetuem uma escolha, desde que isso seja um ato deliberado e possua alguma intencionalidade que contribua para a transformação dos alunos.

84