1.4 Séparation par taille de molécules d’ADN
1.4.1 Taille d’un polymère
Valorização incipiente da função da escola:
Entrevistador – São os próprios pais que tiram as ciganas da escola? C – Alguns.
C – Algumas gostam, algumas não.
D – Algumas gostam, mas os pais não deixam. Há pais que deixam até à 3ª,
4ª classe o máximo.
Entrevistador – E no vosso caso? Tu tinhas de ajudar o teu pai [para C, que já tinha mencionado que saíra da escola para ajudar o pai na feira].
D – Eu também. Tenho uma menina com 2 anos e outra com 3 [irmãs], e tenho
que ajudar o pai.
A – Eu não gostava da escola. D – Ah, eu gostar, gostava. (...)
Entrevistador [para A] – Não foste obrigado [a sair da escola]? A – Não, saí porque não gostava.
D – Eu gostava muito do ciclo, só que... C – Eu também gostava, mais ou menos.
D – Da escola [primária] não, gostava muito do ciclo, estava a gostar muito do
ciclo, só que não podia mais...
B – Eu tive em Castelo Branco e fiz lá o 6º [ano], e vim para cá. Quando che-
guei cá já vim tarde para o curso de pasteleiro. Agora vou tentar entrar.
Entrevistador – Então os ciganos normalmente desistem cedo da escola porquê?
C – Alguns gostam, outros não gostam, alguns querem ajudar os pais, outros
querem casar, há muita coisa...
Entrevistador – E não gostando, os pais deixam sair? Todos – É.
Escola enquanto ameaça:
D – Nas ciganas é diferente, mesmo que queiram, os pais não deixam. B – Ficam em casa e é se querem; doméstica.
D – A arrumar, a lavar...
Entrevistador – E vocês, mais tarde, se tiverem uma filha que queira ficar na escola?
B – Ah, eu por mim, pode seguir os estudos. C – Ah, vá, até aos 13, 14 anos.
B – Não podes pensar assim, se queres o bem da tua filha tens que deixá-la
estudar à vontade.
C – Não! Pra quê, para depois levar uma fama e depois ninguém a quer, não?! B – E qual é o problema?
C – É o mal nosso. Por exemplo, uma cigana está com este e se outro a vir já
ninguém a quer; tem de casar com este.
D – Tem de casar com ele.
B – Eu, por mim, não tenho esse pensar.
C – Já ninguém lhe passa cartão. Já a temos como prostituta. Entrevistador – Então, depois dos 13 [anos de idade] tu tiravas?
para casa.
A – Eu já não deixava. Deixava ir até ao 3º, 4º ano. C – Agora um filho, sempre casa-se.
B – Eu quando casar e tiver uma filha vou deixá-la estudar. Se é o que ela quer. C – Ai não; se vamos ver isso aí não! Ó B, não tem nada a ver!
B – Se nós não confiarmos nas nossa própria família, quem é que vai confiar? C – Mas não é bem assim. E depois já ninguém quer a tua filha.
2.4. Discussão
Começamos esta discussão pela clarificação de um aspecto que nos parece importante. À semelhança do estudo anterior, também neste, procurámos, na apresentação dos resultados, ser fiéis ao discurso dos sujeitos tal como estes o produziram, agrupando apenas a informação produzida em temas comuns e respectivas categorias. Tentaremos agora uma discussão do material apresentado que implica um exercício de opi- nião e reflexão sobre o discurso do grupo, o que acarreta obviamente os riscos inerentes a este tipo de inferências. Riscos que, em nossa opinião, compensam, já que “o investigador pode ficar tão perto de uma multipli- cidade de comentários e detalhes que tendências ou ideias transversais a toda a discussão não são detectadas. Uma das armadilhas da análise é não ver as grandes ideias” (Krueger, 1998: 38).
Um dos pontos de partida para este grupo focalizado com jovens ciganos, foi o nosso interesse sobre quais os factores constitutivos da identidade cigana. Uma primeira nota merecedora de destaque, diz respeito à dificul- dade manifestada pelos quatro participantes em responderem à pergunta sobre o que distingue um cigano de um não cigano, mesmo após esta ter sido reformulada de várias formas. O sentimento comum dos participan- tes, foi de que nada diferencia os ciganos dos não ciganos, uma vez que “um cigano é pessoa como as outras”. Não obstante, um fortíssimo sen- tido de identidade perpassa toda a entrevista, com referências constantes à comunidade enquanto grupo à parte, um nós vs. vocês, os da nossa raça
vs. a vossa. Por outro lado, após a menção, por parte do entrevistador,
de especificidades culturais da minoria cigana, o grupo enumerou várias características que distinguiriam esta comunidade da maioritária. No entanto, a sensação com que ficámos foi a de que, apesar de todas as características/especificidades culturais é-se cigano porque se é cigano; sem mais. O que parece existir, é um sentimento e orgulho de pertença ao grupo, à comunidade, independentemente das maiores ou menores dife- renças em relação aos não ciganos. Para se ser cigano, tem que se nascer cigano (C – Desde que nascemos; D – É, por causa dos nossos pais), tem
que “vir dos pais”; mas esta é uma condição necessária e não suficiente. O viver a vida por referência ao grupo, dentro da comunidade, o respeito da própria identidade como valor em si mesmo, é uma das características que emerge do discurso destes jovens (C – Os ciganos são muito unidos. (...)
Eu tenho muito orgulho (...) em ser cigano.). É pela violação desta premissa,
diríamos fundamental, por ter casado com um elemento exterior à comu- nidade, que J se vê ostracizada da comunidade, é por isso que “a essa nós não passamos cartão”. Quando uma cigana casa com alguém que não é da comunidade “é um desgosto”, “como se fosse uma morte”. É também por isso que B, apesar de parecer mais cigano do que C e D, é acusado de estar “mais acostumado (...) com os [não ciganos]”, de não passar tempo com os seus. B nasceu cigano (tanto quanto os outros), parece cigano (tanto ou mais que os outros), mas paga o preço do seu afastamento do grupo, do desrespeito pela falta de centralidade que o grupo tem na sua vida, sendo considerado pelos outros como menos cigano (C – Eu sou mais cigano que
tu [dirigindo-se a B]. Tu estás mais acostumado e mais criado com os da vossa [olhando para o entrevistador] raça do que nós. Ele nunca anda con- nosco. Nós somos mais unidos.). Efectivamente, parece-nos que Carneiro
(comunicação pessoal) tinha razão quando nos referiu, baseando a sua opinião nos seus estudos sobre a identidade gay e lésbica, que o que en- contraríamos seria um sentimento comum de partilha de uma identidade, de pertença a um grupo, uma espécie de grande família (acrescentamos nós), sentimento esse que se esgota e alimenta essencialmente em e de si próprio; tudo o resto parece gravitar em torno desta questão central, tornando secundárias as diferenças culturais, a raça ou a cor da pele79.
Mesmo o abandono escolar, significativamente mais cedo por parte das raparigas ciganas, em relação aos rapazes se resume, em última análise, a esta questão. Note-se que a protecção das ciganas da ameaça da escola se faz, na perspectiva destes jovens, por motivos semelhantes aos que justificam a diferenciação da sua liberdade de movimentos relativa aos homens ciganos, isto é, pelo medo de que elas façam “asneiras”. Ou seja, na nossa opinião, retirar as meninas ciganas da escola faz parte de um conjunto de técnicas de vigilância e de um cuidadoso controlo de todas as oportunidades de interacção social com os rapazes (B – Só pode ir ao café. C – E mesmo assim tem que ir acompanhada.). É que se “uma cigana está com este e se outro a vir já ninguém a quer; tem de casar com este”. Este problema é particularmente grave no caso de interacções com jovens que
79. Este aspecto, que também foi referido como uma das características identificativas dos ciganos, levou a que o entrevistador fizesse notar ao grupo que era mais escuro que dois dos participantes. Por outro lado, o participante B, que é inclusive acusado de ser menos cigano que os outros, era, junta-
não façam parte da comunidade, já que pode dar origem a “uma fama e depois ninguém a quer”. Ou seja, no limite, é possível que esta fama venha a impossibilitar o futuro casamento dentro da comunidade, o que, como já verificámos, representa uma das maiores preocupações para a família, nomeadamente quando a alternativa – a cigana casar com alguém exte- rior à comunidade – é encarada de forma radicalmente negativa, como “se fosse uma morte”. Por isso, a noiva de D “não sai a nenhum lado. Os pais e a avó não deixam”, já que se este “vir qualquer coisa que ela faça de mal despede-se [rompe o noivado] dela”. A escola, pela multiplicidade de contactos não vigiados que propicia entre as raparigas ciganas e rapazes, nomeadamente rapazes não ciganos, torna-se uma ameaça à sua repu- tação e, ulteriormente, à união com um rapaz (que se deseja, ou melhor, exige que seja) cigano. Isto mesmo é posto em relevo por outras inves- tigações: “Eu queria ser professora, já sabe. Professora de Matemática. Não deu. Nasceu a minha irmã, a minha mãe precisava de mim em casa e ela também não quis que eu fosse estudar. Ela tem aquelas ideias. Tinha medo que eu ficasse falada” (Casa-Nova, 2006: 175). O “medo” é confirma- do pela mãe: “Não dava. Ela ia ficar falada pelos ciganos. Eu gostava, mas não dava. Ainda pensei que sim, mas quando chegou a altura… [mudar de escola, sair do Bairro] Alguém tem que quebrar isto, mas ninguém [na comunidade] quer ser o primeiro” (Casa-Nova, 2006: 175). Acrescente-se que mesmo os contactos com o futuro noivo (cigano) são vigiados, e que quando o casal pretende desencadear o processo de casamento é obriga- do a fugir (D – Ah, os ciganos para casar, fogem. C – Alguns. D – Nem todos,
mas alguns. C – Alguns não esperam, já querem fazer coisas com elas e fo- gem.), do qual é parte integrante a prova de virgindade da jovem cigana: D
– (...) E têm medo que façam alguma asneira... Entrevistador – Ter relações sexuais? D – Ui, se acontecesse isso. Esse gajo era morto. B – O pai atrofia.
Matar não digo... D – Mas porrada. B – É por isso que eu com ciganas nunca hei-de pôr a mão.
Depois de analisadas as razões que nos parecem responsáveis pela saída da escola mais precoce das raparigas ciganas, relativamente aos rapazes, ficam ainda por fazer alguns comentários que nos parecem pertinentes sobre o abandono escolar, nomeadamente dos rapazes. Isto porque nos parece evidente a existência de uma acentuada desvalorização do papel da escola. Segundo os jovens entrevistados, os ciganos são hoje bastante mais escolarizados do que nas anteriores gerações; no entanto, notamos que a escola não serve para muito mais do que aprender a ler e escre- ver. Com excepção de B, não existe, ainda, no discurso destes jovens, a ligação entre o grau de estudos atingidos e a valorização profissional. De facto, para o percurso profissional esperado para estes jovens – com ex-
cepção de B, todos trabalham na feira – o saber ler e contar é suficiente e o baixo grau de escolarização não lhes impede de exercer a activida- de. Desta forma, a venda ambulante, apesar de ser “a melhor coisa para o cigano”, permitindo-lhes uma certa organização da vida familiar e um rendimento difícil de conseguir noutro tipo de emprego com as mesmas qualificações, torna-se, de certa maneira, um factor importante para per- cebermos a pouca importância atribuída à escola. É interessante reparar na coincidência entre o facto de o único, dos quatro ciganos entrevistados, que quer seguir um percurso profissional alternativo à venda ambulante – “quero ser pasteleiro” (B) – ser também o que mais valoriza a escola e simultaneamente (embora não essencialmente por este facto), aquele que é considerado menos cigano. Podemos também constatar que, segundo os entrevistados, são várias as razões para deixar a escola, como querer, ou ter que ajudar o pai ou a família na feira, querer casar, ou simplesmen- te não gostar da escola: “Entrevistador – E não gostando, os pais deixam sair? Todos – É”. É curioso notar que estes jovens não sentem (sentiram) qualquer pressão por parte dos seus pais para finalizarem ou prossegui- rem os estudos.
Parece-nos interessante contrapor, neste ponto, este grupo focalizado (ou a nossa análise sobre ele) e a entrevista ao líder da associação cigana Union Romani. Nesta, a escola era referida como uma instituição, que, pelas suas características monoculturais, periga a identidade cigana. A resistência da comunidade ao (longo?) processo de escolarização dever- se-ia essencialmente a este facto, isto é, a características da instituição escolar. Esta perspectiva, é de resto comum na literatura científica, como tivemos oportunidade de verificar. Já na entrevista aos quatro jovens ciga- nos, não nos parece existir qualquer crítica à escola no sentido defendido pela associação Union Romani, mas sim uma falta de interesse pela es- colarização; mesmo no caso das jovens ciganas, a escola representa uma ameaça pela promoção de contactos entre as raparigas e outros jovens, e não por características da escola em si. Esta questão, parece-nos tão mais importante quanto aponta para soluções completamente distin- tas para a resolução deste problema, para aqueles que consideram um problema a falta de escolarização da comunidade. É que, no enquadra- mento feito pela associação cigana, todo o problema se centra na escola, levando-nos a pensar que é na alteração do funcionamento e estrutura desta, tornando-a uma outra escola, uma escola multicultural, que se encontra a solução; já pela análise que aqui fazemos do discurso destes jovens, somos confrontados com a já referida acentuada desvalorização da escola, bem como com a tentativa de gestão dos contactos entre os membros da minoria e a maioria (nomeadamente das raparigas), o que
por sua vez coloca o cerne desta questão nas características e atitudes da própria comunidade, levando-nos a pensar que é com esta que têm de ser encontradas as soluções para este problema.
No que diz respeito à discriminação, começamos por constatar que todos os participantes já foram vítimas deste tipo de experiências – o partici- pante A começa por negar que tenha sido sofrido qualquer experiência de discriminação, mas acaba por referir posteriormente que também o foi. Ainda assim, todos concordam que esta discriminação vem essencial- mente “de pessoas [que] têm um olhar de há 20 anos atrás”, das pessoas mais velhas, não tendo a mesma expressão por parte dos seus pares etários (B – E não têm aquele olhar como os pais deles têm para um ciga-
no). É curioso notar que, segundo estes jovens, a discriminação sofrida
se deve fundamentalmente ao medo – medo da criminalidade, “que os assaltemos”, “que andemos à porrada com os filhos deles”. Esta discrimi- nação encontra as suas origens em acções passadas, atribuídas à própria comunidade, porque há 20 anos os ciganos “tinham de roubar comida”. Ou seja, encontramos no discurso destes jovens uma legitimação da dis- criminação, através da culpabilização da própria comunidade, facto que constituiu, para nós, uma surpresa. Actualmente, a discriminação já não se justifica e “o mal é não conhecerem as pessoas [os ciganos]” o que leva a que as pessoas não se apercebam que “nós [os ciganos] somos como os outros”.
Relativamente à participação cívica e política, encontramos, generi- camente, um distanciamento da comunidade alargada, sem qualquer reconhecimento da necessidade de acção colectiva ou consciência de pos- síveis benefícios desta. Politicamente, não foi feita qualquer referência à noção de dever cívico e parece existir grande desinteresse, desinteresse este que é extensivo à restante comunidade, já que é inclusive confundido com ela: Entrevistador – Achas que votar não é importante? A – Acho que
não. Entrevistador – E porque é que não é importante? C – Porque não interessa ao cigano.
Por último, chamamos a atenção para a persistência de visões tradicio- nais, designadamente diferenças ao nível do sexo, apesar das mudanças geracionais. Efectivamente, parece-nos muito vincada nestes jovens a di- ferenciação de papéis sociais com base no sexo, persistindo a ideia de uma estrutura familiar patriarcal, onde o homem assume uma posição de poder sobre a mulher, em que a sua palavra e vontade assume, de certa maneira, a força de lei, devendo a mulher acatar as suas decisões, sob pena, inclusive, de sofrer maus-tratos físicos. Esta diferenciação de
papéis é, também, muito evidente naquilo que é permitido e tolerado aos rapazes, por contraponto à vigilância e limitação de movimentos que são aplicadas às raparigas ciganas. Ou seja, existe uma imensa assimetria entre a liberdade do homem cigano e a da mulher, particularmente no que diz respeito a comportamentos sexuais: C – Sim, isso sim, agora vocês [os não ciganos] fazem tudo o que quiserem, no namoro... nós não. B – Não, nós,
homens, podemos fazer tudo o que nós quisermos... C – Tou a dizer as mu- lheres. Em última análise, um comportamento mais comprometedor por
parte da rapariga cigana pode levar à sua desonra e ostracismo por parte da comunidade, o que dificilmente acontecerá com um rapaz. Parece-nos, ainda, que a diferenciação entre a gravidade do casamento de uma cigana com um não cigano (“é como se fosse uma morte”) e do casamento de um cigano com uma não cigana se deve, em última análise, à submissão que é devida, nesta comunidade, por parte da mulher ao homem, o que nos deixa com a sensação que esta passa, à falta de palavra melhor, a ser propriedade do homem. Neste enquadramento, percebe-se que, quando a mulher cigana casa com um não cigano, ela deixa de pertencer à comuni- dade, passando a pertencer à comunidade do seu marido; já o casamento inverso não apresenta, pelos mesmos motivos, um problema tão acentu- ado. Também no que diz respeito à vida profissional, a venda ambulante confunde-se, no discurso destes jovens, com a identidade cigana, já que é “a melhor coisa para o cigano” e “que mesmo se não quiser, o cigano é obrigado a ir à feira”. Começámos este parágrafo por insistir na per- sistência de visões tradicionais, apesar das mudanças geracionais. Talvez prefiramos acabá-lo com um tom mais positivo, centrando-nos no outro lado da moeda: apesar da persistência de visões tradicionais, estes jovens referem mudanças geracionais que vão no sentido de uma maior integra- ção das comunidades cigana e não cigana, inclusive com a existência de uma maior miscigenação, de uma maior escolarização da comunidade, e de uma diminuição das experiências de discriminação.
Por último, gostaríamos de discutir uma questão relacionada com a li- mitação deste método (e extensível aos restantes métodos qualitativos): a permanente tentação de generalização dos resultados. Efectivamente, sentimos que, ao longo de toda a análise e discussão dos resultados des- te pequeno grupo focalizado, tivemos que sistematicamente controlar a tendência para pensar que o que é válido para estes quatro ciganos é igualmente válido para toda a comunidade. Sintoma deste controlo, é a referência recorrente a “este grupo”, “os quatro entrevistados”, etc. No entanto, parece-nos pertinente reconhecer este facto, tanto mais que pensamos ser uma manifestação do mecanismo há muito estudado pela Psicologia Social, em que membros particulares de um determinado
exogrupo se tornam representantes de todo o grupo. Esperamos ter con- seguido, dentro do possível, obviar esta limitação.
Finalizamos, agora, a apresentação dos estudos, que tiveram como ob- jectivo compreender melhor o mundo das minorias, objectivo que foi perseguido através de entrevistas a líderes de associações que defen- dem os seus interesses e da entrevista a um grupo de jovens ciganos. Apresentaremos, de seguida, o estudo com que procurámos explorar aspectos centrais da relação entre diferentes culturais a partir da pers- pectiva de uma das alteridades que a constroem: a maioria.