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System level elements of a water allocation regime

Dans le document Water Resources Allocation (Page 123-127)

sociais que influenciam para que uma obra possa ser considerada como LIJ a partir das definições arroladas por Ewers (2012). Observa-se que aparece apenas duas vezes, o leitor, jovem ou a criança, enquanto fator de influência, ou seja, como indivíduos aptos a uma interferência nos conceitos dessa literatura. O texto, por sua vez, representa um papel com força menor para especificar uma obra destinada a esse público. Por outro lado, a liberdade de ação entre autores e editores, bem como de outras instituições se igualam na determinação de fatores decisivos para compor uma obra de LIJ. Isso representa que, são esses, que creditam primeiramente uma rotulação de livro destinado ao público infantil e juvenil.

Devido ao corpus adotado, e aos objetivos desta tese, adota-se aqui a conjunção de algumas das definições apresentadas acima. Portanto, se propõe aqui uma definição de LIJ que será usada de forma operacional. Neste estudo, a Literatura Infantil e Juvenil é vista como

literário geral, escrito e publicado originalmente para a criança e o jovem.

No capítulo a seguir, expande-se a discussão dos agentes envolvidos na LIJ a fim de observar como se dá a relação de ações entre os agentes envolvidos na produção do livro, e como ela interfere no produto literário final. Para isso, continua-se a empregar a abordagem de Ewers (2012), mais concentradamente na teoria sociocomunicativa literário infantil e juvenil.

2.2.3 Comunicação Literária Infantil e juvenil

Há inúmeras situações, como visto anteriormente, em que as crianças e jovens são os receptores de uma obra infantil e juvenil. Isso, todavia, não significa que foi produzida somente para esse grupo. Quando se fala em tradução de LIJ, e seus problemas, se trata especificamente de sua produção, concomitantemente todos que participam dela. Após a listagem de condições sob as quais ocorrem LIJ, e como ela é aqui definida, a fim de distingui-la de outras literaturas, é importante conhecer o funcionamento interno dessa literatura. Ewers (2012) reconhece a LIJ como uma ‘comunicação literária infantil e juvenil’ com o objetivo de incluir a característica social e comunicativa da LIJ. Surge daí uma nova abordagem remodelada pela terminologia da Teoria da Comunicação:

Uma comunicação literária infantil e juvenil existe quando o remetente de uma comunicação literária infantil e juvenil determina como destinatário para a sua mensagem literária as crianças e os jovens. Como destinatários potenciais estão inclusos também o autor e o primeiro emissor, bem como todos os re-emissores das mensagens literárias (tradução minha) (EWERS, 2012, p.30)55. O termo ‘comunicação’ engloba os integrantes da produção de obras destinadas à criança e ao jovem, já que ela depende destes para ser aprovada, e daí existir. Neste sentido, tal reconhecimento permite

55 Eine kinder-und jugendliterarische Kommunikation liegt dann vor, wenn der

Adressat einer literarischen Kommunikation Kinder und Jugendliche zu den Adressaten seiner literarischen Botschaft bestimmt. Zu den potentiellen Adressaten gehören die Urheber und erstmaligen Sender sowie alle Weitersender literarischer Botschaften].

considerar elementos externos à tessitura literária, bem como as instituições envolvidas e as diferentes formas de manifestações comunicativas literárias, que ocorrem para a LIJ. Portanto, para Ewers (2012) a teoria da Literatura Infantil e Juvenil abrangeria aspectos além do texto, incluindo o modo de fazê-la, e os agentes que a produzem, ou seja, os elementos internos não são os únicos que constituem a LIJ. O termo literário é usado para distingui-la da comunicação cotidiana.

As categorias bases da teoria comunicativa56: emissor [Sender], mensagem [Botschaft] e receptor [Empfänger]57, desdobram-se apoiando sobretudo no processo produtivo, distributivo e de consumo de um livro. O ‘endereçamento’ [Adressierung] compreende o ato de designar o público alvo. Ele pode ser realizado por todos os participantes da produção do livro, desde que possuam autoridade para estabelecê-lo. É o ‘remetente’ [Adressat] que especifica a quem a obra deve ser direcionada. Somente ele pode iniciar um processo de comunicação literária infantil e juvenil. E nesse caso, uma obra só se designa CLIJ, caso a mensagem seja endereçada às crianças e jovens.

Importante lembrar que para isso, é necessário que uma autoridade, ou seja, um dos agentes nesse processo, autorize e autentique uma obra de LIJ. O ‘destinatário’ [Adressat] abrange, portanto, o grupo específico, para o qual o livro é destinado, ou seja, os receptores almejados para a CLIJ.

Vale destacar a diferença entre ‘receptor’ e ‘destinatário’. O primeiro muitas vezes não foi determinado como público alvo de um livro de LIJ, como os pais. Todavia leem a obra antes para avaliar, ou juntamente com as crianças para contar a história. Por outro lado, o remetente ou emissor não tem o controle de quem vai recebê-la realmente, embora objetive um destinatário. A definição de um destinatário não significa que este será o receptor, ou seja, o leitor final da obra. Naturalmente, o receptor é também considerado como uma autoridade na produção da LIJ. Como as obras infantis e juvenis precisam passar pelo crivo dos adultos inseridos em instituições sociais, como família e escola, eles adaptam o conteúdo não só ao que imaginam que seja apropriado às crianças, mas que, do mesmo modo, vá agradar aos pais e aos professores. Nesse sentido, eles formam um segundo grupo de destinatários.

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Teoria comunicativa com base em Karl Bühler.

57 Ewers (2012) se fundamenta na Semiótica Cultural, especificamente no

Dependendo da posição que um dos elementos ocupa na comunicação, o emissor ou re-emissor pode determinar a forma e o canal, pelos quais ele vai transmitir a mensagem literária, conforme Ewers (2012). Assim, a comunicação aqui é concebida como uma gradação, por não chegar simples e diretamente ao receptor ou destinatário, e por passar por diversas estações intermediárias, que irão recebê-la, e repassá-la. Logo, todos os emissores, pelos quais a mensagem passa, têm, em diferente grau, o poder de interferir na produção da obra. O primeiro emissor, ou aquele que origina a obra, no caso, o autor, pode definir um destinatário específico, conforme Ewers (Ibid.) explana. Assim, todos os emissores posteriores tem três cursos de ação, conforme resumido de Ewers (2012):

a) manter a escolha do primeiro emissor na definição do destinatário;

b) expandir (acrescentar) os destinatários; c) substituir por outro totalmente diferente.

O diagrama ilustra a situação em que o autor (remetente) define o destinatário, e denota uma entre várias outras possibilidades de ocorrências.

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