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PARTIE I : TENDANCES ET PROJETS

E. P OLES D ’ EMPLOI

II. SYNTHESE DES RENCONTRES

Nesta fase do estudo, objetivou-se identificar os problemas adaptativos do Modelo de Adaptação de Roy presentes nos estudos acerca de pessoas com úlcera venosa.

Foram identificados 432 artigos nas bases de pesquisa e feito a leitura dos títulos e resumos. Após essa leitura foram selecionados 105 artigos e realizada a exclusão de estudos duplicados e revisões, totalizando 36 artigos que foram lidos na íntegra, excluindo-se 11 que não obedeciam aos critérios de inclusão. Obedecendo-se os critérios elegíveis, a amostra final

foi constituída de 25 artigos, sendo BDENF (05), MEDLINE (08), LILACS (06), CINAHL (04) e SCOPUS (02).

Dos 25 artigos selecionados para compor a amostra final desse estudo, 15(60%) foram publicados nos últimos cinco anos, 16 (64%) foram realizados em território nacional e 14 (56%) apresentaram abordagem qualitativa (Quadro 6).

Quadro 6 - Distribuição dos estudos quanto aos autores/ano/país, local, objetivos, abordagem

e nível de relevância. Natal, RN, 2019.

Id* Autores/Ano/País Objetivo(s)

Abordagem e Nível de evidência

01 SILVA et al., 2017/ Brasil

Compreender a vivência de cuidado de pessoas com úlcera varicosa em uso da Bota de Unna.

Quantitativo Nível IV

02 LIBERATO et al.,

2017/ Brasil

Verificar a adesão ao tratamento de pessoas com úlceras venosas (UV) e sua associação com as características sociodemográficas, de saúde e assistenciais.

Quantitativo Nível IV

03 LEAL et al., 2017/ Brasil

Compreender a percepção de pessoas com a ferida crônica.

Qualitativo Nível IV 04 ARAÚJO et al., 2016/

Brasil.

Analisar o impacto das úlceras venosas (UV) na qualidade de vida (QV) das pessoas atendidas na atenção primária à saúde.

Quantitativo Nível IV

05 ROBAINA et al., 2016/ Brasil

Descrever os saberes e práticas de pessoas com úlcera venosa em tratamento com bota de Unna

Quantitativo Nível IV

06 RIZZATTI et al., 2016/ Brasil

Descrever o cuidado em saúde realizado pelas pessoas com úlcera venosa em assistência ambulatorial em um hospital público da região sul do Brasil.

Quantitativo Nível IV

07 MEDEIROS, A. et al., 2016/ Brasil

Analisar a associação entre os fatores socioeconômicos e clínicos e os indicadores do resultado de enfermagem Integridade Tissular em pacientes com úlceras venosas

Quantitativo Nível IV

08 JOAQUIM et al., 2016/ Brasil

Avaliar o impacto da visita domiciliar protocolar na capacidade funcional de pacientes adultos e idosos com úlceras venosas antes e após as orientações recebidas em domicílio

Quantitativo Nível II

09 EBERHARDT et al., Identificar o perfil sociodemográfico e Quantitativo Continua

Continuação 2016/ Brasil clínico dos pacientes com úlceras venosas,

acompanhados no ambulatório de um hospital universitário do sul do Brasil.

Nível IV

10 BORGES et al., 2016/ Brasil

Determinar a taxa de recidiva de úlcera varicosa, e verificar a associação entre recidiva e medidas de prevenção adotadas.

Quantitativo Nível IV

11 AGUIAR et al., 2016/ Brasil

Conhecer as repercussões sociais vivenciadas pela pessoa idosa acometida por úlceras venosas.

Qualitativo Nível IV

12 SILVA et al., 2015/ Brasil

Identificar as experiências construídas pelas pessoas com úlcera venosa, no processo de conviver com esta condição crônica.

Quantitativo Nível IV

13 NOGUEIRA et al.,

2015/ Brasil

Analisar os diagnósticos de enfermagem em pessoas com úlcera venosa crônica.

Quantitativo Nível IV

14 ALVES; SOUSA;

SOARES, 2015/ Brasil

Investigar o sentimento de inclusão social de pessoas com úlcera venosa.

Qualitativo Nível IV

15 UPTON; ANDREWS;

UPTON, 2014/

Inglaterra

Argumentar sobre a mudança de foco na qualidade de vida para o bem-estar do paciente. Qualitativo Nível IV 16 MCCAUGHAN; CULLUM; DUMVILLE, 2013/ Inglaterra

Analisar as experiências dos pacientes com úlcera venosa e a aceitabilidade da terapia larval como tratamento.

Quantitativo Nível III

17 GREEN et al., 2013/ Inglaterra

Entender o impacto pessoal da úlcera venosa na perspectiva dos pacientes.

Qualitativo Nível IV 18 COSTA et al., 2011/

Brasil

Verificar o nível de adaptação psicossocial de pessoas com úlceras venosas.

Quantitativo Nível IV 19 MORGAN; MOFFAT,

2008/ Inglaterra

Explorar a relação entre os pacientes com úlcera venosa não cicatrizadas e os enfermeiros que prestam cuidados a esses em um ambiente comunitário

Qualitativo Nível IV

20 PALFREYMAN et al., 2007/ Inglaterra

Avaliar o impacto da úlcera venosa na qualidade de vida dos pacientes, do ponto de vista dos pacientes relacionada à saúde de usuários que fizeram ou fazem o uso de drogas intravenosas e na população em geral.

Qualitativo Nível IV

21 BROWN, 2005/

Inglaterra

Discutir como a úlcera venosa impacta na dimensão social da vida de um paciente.

Qualitativo Nível IV

22 HUSBAND, 2001/

Inglaterra

explorar a experiência do paciente com úlcera venosa e como essa é moldada dentro dos cuidados primários.

Qualitativo Nível IV

Conclusão 23 EBBESKOG;

EKMAN, 2001/ Brasil

Elucidar o significado das experiências dos idosos em viver com úlcera venosa.

Qualitativo Nivel IV 24 PIEPER; TEMPLIN,

2000/ Estados Unidos

Verificar o ajustamento psicossocial, o

coping e a qualidade de vida das pessoas

com úlcera venosa com histórico de uso de drogas intravenosas. Quantitativo Nível IV 25 CHASE; MELLONI; SAVAGE, 1997/ Estados Unidos

Determinar a experiência após a cura da úlcera venosa de pacientes atendidos uma clínica ambulatorial de cirurgia.

Qualitativo Nivel IV

*= identificação do artigo Fonte: elaborado pelo autor

O MAR apresenta 75 problemas adaptativos, dividido em quatro modos adaptativos. Desses problemas elencados na teoria, 26 foram encontrados nos artigos da amostra. Além desses, foram observados 7 novos problemas adaptativos, elencados a partir da presença desses na literatura, mas que não estavam presentes no modelo de enfermagem utilizado.

A maioria dos problemas adaptativos foi encontrado no modo físico-fisiológico (54%), contabilizando 18 problemas de adaptação, categorizados em 7 domínios, descritos no quadro 7. Os problemas adaptativos do modo físico-fisiológico apresentados em todos os artigos foram: perfusão alterada do tecido (100%), destruição da integridade da pele (100%), e dor crônica (100%). Outros problemas que também se destacaram foram: padrão inadequado de atividade e repouso 19 (76%), intolerância a atividade 19 (76%), atraso na cura da ferida 18 (72%) emobilidade, andar e coordenação restrita 17 (68%).

O modo psicossocial divide-se em três modos: autoconceito-identidade, de função do papel e interdependência. Relativo aos problemas adaptativos desses modos, destacaram-se: perturbação da imagem corporal 19 (76%); padrão ineficaz de solidão e relação 18 (72%), e Papel de distanciamento 16 (64%). O Quadro 7 mostra todos os problemas adaptativos categorizados e distribuídos de acordo com os modos adaptativos.

Quadro 7 - Distribuição dos estudos conforme os problemas adaptativos do Modelo de

Adaptação de Roy. Natal, RN, 2019.

Modo físico-fisiológico

Problema Adaptativo Id** n (%)

Oxigenação

Perfusão alterada dos tecidos 01 -25 25 (100)

Continuação

Atividade e repouso

Padrão inadequado de atividade e repouso 01- 06; 08; 12; 14-15; 17- 25 19 (76)

Intolerância a atividade 01; 03-06; 08; 12; 14- 25 19 (76)

Potencial para fadiga devido a perturbação

dos padrões do sono 01; 13; 15-19; 22- 24 10 (40)

Mobilidade, andar e coordenação restrita 01; 03- 05; 07- 08; 12; 14-18; 22-24 17 (68)

Proteção

Destruição da integridade da pele 01-25 25 (100)

Atraso na cura da ferida 01; 03; 05- 08; 10; 13; 15; 17-25 18 (72)

Infecção 07; 09; 17; 25 4 (16) Prurido 07; 09; 17; 20; 22- 23 6 (24) Exsudato* 01; 03; 07; 09; 11; 14; 15; 17-19; 20- 25 16 (64) Odor* 01; 03-04; 07; 11; 14-15; 17- 25 17 (68) Recorrência da úlcera* 01- 05; 08; 10; 15; 22-23; 25 12 (48) Sentidos

Perda da capacidade de cuidados pessoais

(autocuidado) 01; 03; 06; 13; 17-19; 21- 23; 25 11 (44) Dor crônica 01- 25 25 (100) Fluido e eletrólitos Desidratação 07; 13 2 (8) Edema 07; 09; 13; 18- 20; 22- 24 9 (36) Função Neurológica

Instabilidade do comportamento e humor (e

da disposição anímica) 01; 11; 15- 20; 23 6 (36)

Função endócrina

Estresse 01; 03; 11; 13; 15; 17; 20- 21; 24 9 (36)

Modo de autoconceito-identidade

Problema Adaptativo Id** n (%)

Ser físico

Perturbação da imagem corporal 01- 04; 06; 11-25 19 (76)

Perda 02; 16; 18; 22-23; 25 6 (24) Ser pessoal Ansiedade 05; 09; 13-15; 17-18; 20-21; 23- 25 11 (44) Baixa autoestima 04- 06; 11-12; 14- 18; 21- 23; 25 14 (56) Enfraquecimento 03; 06; 11-12; 14; 16; 19-20; 23; 25 10 (40) Constrangimento* 01; 03; 11-12; 14-21; 23-25 15 (60) Vergonha* 01; 03; 11-12; 14- 21; 23-25 15 (60) Tristeza* 06; 11-12 3 (12) Medo* 12; 14; 17-18; 20- 23; 25 9 (36) Continuação

Conclusão

Modo de função do papel

Problema Adaptativo Id** n (%)

Papel de transição (transição de papel

ineficaz) 01; 03; 10; 12; 17-21; 23; 25 11 (44)

Papel de distanciamento 01; 03-04; 06; 11- 25 16 (64)

Papel de Conflito 06; 11-12; 14-15; 17-25 14 (56)

Modo de interdependência

Problema Adaptativo Id** n (%)

Padrão ineficaz de solidão e relação 01; 03-04; 05; 07; 11; 13- 15; 17-25 18 (72)

Solidão 01; 03; 11; 15; 17- 25 13 (52)

Recursos Inadequados 02; 05; 06; 18; 25 5 (20)

*Novos problemas adaptativos; **= identificação do artigo Fonte: elaborado pelo autor.

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