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POST-IRRADIATION EXAMINATIONS IN STUDSVIK XA0053628 T. JONSSON
3. SWELLING OF ABSORBER
O objetivo do balanceamento é executar todas as atividades continuamente sem interferências. A simulação das curvas de produção de todo o sistema de processos de um projeto acarretará em interferências de algumas atividades em outras. Desta forma uma análise destas interferências e de todo o conjunto de processos - ou de um sub-conjunto destes - se faz necessária.
Tomem-se por exemplo as linhas de balanço das atividades mostradas na Figura 3-7 (a). Se todos estas atividades pudessem ser executadas sem levar em conta as interferências entre si este Gráfico de Linha de Balanço estaria correto, resultando na duração Ti para o projeto. Porém se considerarmos que as atividades não podem ter interferências, isto é, suas curvas de produção não podem se cruzar, e que devem ser executadas seqüencialmente (A-B-C-D) em cada unidade repetiviva, a execução real destas atividades resultaria num gráfico como o da Figura 3-7 (b) com uma duração para o projeto T2 maior que Ti. Neste gráfico as linhas de atividades com ritmo mais lento são interrompidas, e a atividade retomada num instante de tempo mais adiante.
Pode-se observar na Figura 3-7 (b) que a atividade B é o gargalo do sistema, fazendo com que as atividades C e D sejam retardadas, criando aberturas (tempo ocioso) após a sua execução.
Figura 3-7 - Linha de Balanço das atividades (a) teóricas e (b) simulação real (atividades na seqüência A-B-C-D)
Uma fila de escoteiros em caminhada morro acima é uma boa analogia para descrever o impacto de curvas com baixos ritmos de produção (gargalos) causa no sistema de produção com um todo (GOLDRATT, 1993). Nesta fila um escoteiro tem que se guiar pelo que vai a sua frente e não pode ultrapassá-lo. Se os primeiros escoteiros seguirem num ritmo normal ou mais acelerado poderão realizar a subida num prazo curto. Mas se no meio da fila algum escoteiro não puder acompanhar o ritmo do seu companheiro á frente ele irá se distanciar, criando uma abertura no percurso. Ele irá segurar os que vêm atrás de si, pois todos os que vêm atrás forçosamente terão que seguir o ritmo deste escoteiro mais lento. A baixa performance deste escoteiro irá afetar todo o grupo. Se o objetivo é fazer com que todo o grupo caminhe próximo uns dos outros, pode-se diminuir o ritmo dos que vão mais a frente, aproximando-o do escoteiro mais lento, ou ainda colocá-lo como primeiro da fila. Mas se o objetivo é fazer com que o grupo chegue o quanto antes ao topo do morro, a única solução é ver as causas que estão fazendo este escoteiro caminhar lentamente. Pode ser que sua mochila tenha excesso de carga, que pode ser redistribuída entre os demais, melhorando seu desempenho.
Estas duas soluções podem ser comparadas na metodologia da Linha de Balanço com a programação paralela e programação natural, não paralela, também chamada de programação de recursos. Na programação paralela todos as atividades
têm ritmos de produção muitos próximos, com tempos de abertura nas unidades repetitivas reduzidos, e aparentemente com menores perdas com recursos (equipamentos e pessoal). No entanto, para algumas atividades haverá uma espera entre a conclusão em uma unidade e o início na unidade seguinte, aguardando que a atividade anterior seja concluída.
Para o exemplo da Figura 3-7, a solução com programação paralela podem incluir as mostradas na Figura 3.8. Na solução (a) o ritmo da atividade B foi acelerado, ficando próximo ao da atividade A, e na solução (b) o ritmos das outras atividades foi reduzido para próximo ao da atividade B. A decisão sobre a melhor solução a se adotar, usualmente, não leva em conta apenas a duração total das atividades, mas também a disponibilidade de recursos.
Figura 3-8 - Balanceamento das atividades com a programação paralela.
Já para uma programação não paralela mantém-se os ritmos de cada atividade, alterando-se o início das atividades que vêm logo após uma atividade gargalo, como na solução da Figura 3.9 (a). Com isto, a duração total das atividades será aumentada e será modificada a distribuição das equipes ao longo da execução da obra. Outras soluções podem ser necessárias, visando diminuir a duração total das atividades e melhorar a distribuição das equipes na obra evitando-se picos ou períodos sem tarefas para uma determinada equipe executar. Estas soluções podem incluir: modificar o ritmo das atividades gargalo para diminuir os tempos de abertura provocados por estas atividades; ou criar interrupções em atividades com ritmos muito acelerados permitindo que outras atividades possam ser iniciadas antes, como mostra a Figura 3.9 (b).
Número de Unidad e N úm ero de U n ida de
Figura 3-9 - Programação não balanceada (a) com tempo de espera (buffet) (b) com interrupção da execução.
Observando-se as Figuras 3-8 e 3-9 pode-se concluir que:
1. o tempo médio de execução de uma unidade repetitiva na programação paralela é o menor possível e praticamente constante, não variando com o ritmo de produção adotado, nem com o número de unidades do projeto. No exemplo das Figuras 3-8 o tempo de execução de uma unidade é medido da atividade A até a atividade D;
2. na programação não paralela o tempo de execução médio de uma unidade repetitiva é bem maior, e varia com o ritmo de produção das atividades e com o número de unidades. Na Figura 3.9 (a), por exemplo, se o ritmo da atividade B for reduzido o tempo de execução médio das unidades irá se reduzir,
3. na programação paralela o período de utilização das equipes é mais uniforme, seguindo a forma trapezoidal, como mostra a Figura 3-10 (a). Na programação não paralela, a distribuição é mais irregular, como mostra a Figura 3-10 (b);
4. os desvios da programação são mais significativos na programação paralela, pois na programação não paralela as aberturas (buffers). _ entre as atividades permitem correções de ritmo de produção sem interferências com as atividades sucessoras. Na figura 3-9 (a), por
exemplo, a atividade A tem uma folga no seu término em relação à atividade B que permitiria atrasos ou interrupções na sua execução. Já a atividade B tem alguma folga até aproximadamente a metade das unidades, mas se tiver atraso na conclusão das últimas unidades, então irá provocar interferência com a atividade C.
N ú mer o Número
de de
o p er ár io s ope rários
(a) (a)
Figura 3-10 - Distribuição dos recursos (a) programação paralela (b) programação não paralela.
A programação paralela pode ser aplicada em projetos com um grande número de repetições, tais como conjuntos habitacionais, onde um único ritmo de produção pode ser aplicado para a maioria das atividades. Na construção de edifícios as atividades podem ser parcialmente balanceadas, isto é, aplicada a grupos de atividades. No processo convencional de execução de edifícios - estrutura de concreto armado, fechamento em alvenaria, e execução dos revestimentos descendo a fachada - a programação de toda a obra é uma programação não balanceada, e a programação paralela pode ser facilmente utilizada para algumas das fases de construção. Por outro lado, com a redução dos prazos de execução e conseqüente mudança nos processos construtivos, com maior padronização e montagem prévia de partes do projeto, haverá uma tendência à programação paralela.
LUMSDEN (1968) apresenta diversos exemplos comparativos de programação paralela e programação não paralela, apresentando a forma de cálculo das necessidades de recursos (pessoal) e o acompanhamento da execução. Outros exemplos também são apresentados por MADERS (1987). MAZIERO (1990) apresenta um estudo detalhado de várias configurações da rede lógica de seqüência das
atividades para quatro estudos de casos utilizando a programação paralela. A autora compara as diversas programações em termos de recursos improdutivos, o tempo de espera de cada equipe na programação.
Neste trabalho constatou-se que a programação não paralela está mais próxima da realidade de execução de edifícios de uma ou duas torres com até 25 pavimentos. Entre as características da construção de edifícios tem-se que o número de repetições não é grande, a maior parte das atividades são executadas por uma única equipe (ritmo natural), a composição desta equipe não varia muito ao longo da sua permanência na obra, as equipes realizam vários serviços na obra, seqüencialmente ou em paralelo.
Pode-se observar que este processo de balanceamento das atividades tem algumas similaridades com o nivelamento de recursos numa rede (CPM), onde as atividades tem sua execução deslocada no tempo dentro da folga calculada. A diferença principal é que na Linha de Balanço trabalha-se graficamente com o ritmo de produção, que também pode ser modificado, e a continuidade dos serviços pode ser mantida ou interrompida conforme decisão do planejador. No nivelamento numa rede a duração é mantida constante, e a rede não apresenta informações que mostrem se defasagem inicial inserida mantém a continuidade dos serviços.
Concluindo, o balanceamento das atividades na programação procura modular a execução, sugerindo a especialização na execução das tarefas, e assim organizadas, induzem a diversos benefícios: mais rapidez na execução de uma atividade, mais clareza nas tarefas que se executam, maior garantia na conclusão (terminalidade). Tais benefícios são observados em várias obras, no entanto, não são obtidos sistematicamente, como pode ser conseguido com a aplicação do balanceamento na programação.