6. Administration
6.1. Administration d’une appliance unique
6.1.3. Surveillance, alerte et notification
Com uma extensão territorial de 281.730,2 km² e uma população de 10.693.929 habitantes, segundo o Censo do IBGE de 2010, o Rio Grande do Sul é um grande estado, tanto em questão de área e pessoas, quanto em questões culturais, sociais e econômicas. Segundo informações do portal Atlas Socioeconômico Rio Grande do Sul, o estado se encontra em 4º lugar no país em relação ao PIB (Produto Interno Bruto), produzindo o equivalente a 7% do total nacional. O PIB per capita situa- se próximo a 32 mil reais/ano. Somando a essas informações, o Rio Grande do Sul:
Possui uma grande diversidade cultural e de paisagens. Em sua formação étnica destaca-se a presença de descendentes de povos indígenas, negros e europeus. O relevo apresenta altitudes que variam até 1.398 m. O clima subtropical caracteriza-se pelas baixas temperaturas e a vegetação é diversificada com importantes áreas remanescentes da Mata Atlântica e a existência de campos que caracterizam a Campanha Gaúcha e as terras altas do Planalto Meridional. (ATLAS SOCIOECONÔMICO RIO GRANDE DO SUL, 201?).
O Estado do Rio Grande do Sul, por meio da Secretaria do Planejamento, Mobilidade e Desenvolvimento Regional, e do Departamento de Planejamento Governamental, realiza o estudo das realidades e potencialidades do estado subdividindo-o em 28 Conselhos Regionais de Desenvolvimento, denominados simplesmente como COREDEs (PLANEJAMENTO RS, 2015, p. 7).
A criação dos Conselhos Regionais de Desenvolvimento (COREDEs), formalizada pela Lei nº 10.283, de 17 de outubro de 1994, [...] adicionou um fórum permanente e autônomo de discussão e decisão a respeito de políticas e ações que visam ao desenvolvimento regional. A partir de então, vários recortes territoriais têm sido objeto de políticas públicas específicas, e a dimensão territorial sempre esteve presente entre os eixos ou objetivos estratégicos dos Governos (DEPLAN, 2016, p. 52).
Conforme o portal Atlas Socioeconômico Rio Grande do Sul, os COREDEs possuem como objetivos:
A promoção do desenvolvimento regional harmônico e sustentável; a melhoria da eficiência na aplicação dos recursos públicos e nas ações dos governos para a melhoria da qualidade de vida da população e a distribuição equitativa da riqueza produzida; o estímulo a permanência do homem na sua região e a preservação e recuperação do meio ambiente (201?).
Abaixo segue a relação das regiões dos COREDEs do Rio Grande do Sul:
FIGURA 3 – Regiões dos COREDEs – RS
Fonte: Atlas Socioeconômico Rio Grande do Sul.
Dentre esses, o COREDE Celeiro é posto em estudo para a realização da pesquisa socioeconômica do presente trabalho. Segundo a AMUCELEIRO (Associação dos Municípios da Região Celeiro) e o Boletim do Perfil Socioeconômico COREDE Celeiro (2015, p. 8), a região celeiro do Rio Grande do Sul é composta por 21 municípios. São eles: Barra do Guarita, Bom Progresso, Braga, Campo Novo, Chiapetta, Coronel Bicaco, Crissiumal, Derrubadas, Esperança do Sul, Humaitá, Inhacorá, Miraguaí, Redentora, Santo Augusto, São Martinho, São Valério do Sul,
Sede Nova, Tenente Portela, Tiradentes do Sul, Três Passos e Vista Gaúcha. Estes, juntos, formam a área de 4.743,00 km² (FEE, 2015).
FIGURA 4 – Municípios do COREDE Celeiro
Fonte: Atlas Socioeconômico Rio Grande do Sul.
Quanto à população e a distribuição da mesma, o boletim supracitado relata que, “em 2010, o COREDE possuía uma população de 141.482 habitantes, com relativo equilíbrio quanto à situação de domicílio, com 58% residindo no meio urbano e 42% no meio rural” (PLANEJAMENTO RS, 2015, p. 8). Já os últimos dados disponibilizados pela FEE (Fundação de Economia e Estatística), em seu website, citam que a população total do referido COREDE em 2017 é de 144.641 habitantes. Em relação a densidade demográfica, tem-se 29,8 hab./km², conforme dados de 2010 (PLANEJAMENTO RS, 2015, p. 34).
Com base nos percentuais de urbanização citados anteriormente (58%), pode-se afirmar que a região celeiro, o COREDE Celeiro, ainda possui uma elevada taxa de habitação rural comparada aos dados do estado, que apresenta uma taxa de urbanização de 85,1% (ATLAS SOCIOECONÔMICO RIO GRANDE DO SUL, 2010).
Esta informação retrata um relevante fator para a publicidade na região, pois com uma parcela significativa da população residindo no meio rural a atividade publicitária necessita compreender e atender a dois ambientes, que podem possuir tanto características semelhantes, como também bastante distintas e/ou variadas. O mapa abaixo demonstra as regiões/COREDEs do Rio Grande do Sul e suas respectivas faixas de urbanização, conforme dados de 2010, trazidos pelo portal Atlas Socioeconômico Rio Grande do Sul.
FIGURA 5 – Taxa de urbanização por COREDE no Rio Grande do Sul – 2010
Fonte: Atlas Socioeconômico Rio Grande do Sul.
A base econômica do COREDE Celeiro é a agropecuária, sendo destaque a criação de bovinos para a produção de leite, além do cultivo de grãos (PLANEJAMENTO RS, 2015, p. 15). O PIB (Produto Interno Bruto), conforme dados de 2012, foi de R$ 2,4 bilhões, representando 0,9% do total do Estado (PLANEJAMENTO RS, 2015, p. 15). Dentro destes dados, o PIB per capita, em 2012, foi de R$ 16.918,00 (PLANEJAMENTO RS, 2015, p. 34).
No que se refere aos setores que compõem o Valor Adicionado Bruto (VAB) do COREDE, os Serviços respondem por 62,4%, seguidos pela
Agropecuária, com 23,9%, e pela Indústria, com 13,7%. [...] O COREDE é responsável por 2,6% do VAB da Agropecuária do Estado, 0,5% da Indústria e 0,9% dos Serviços. No VAB da Agropecuária, destaca-se a Criação de Bovinos, incluindo a produção de leite, com 40,7%, com liderança do município de Crissiumal. O Cultivo de Cereais para Grãos, principalmente milho e trigo, apresenta 14,5% [...] O Cultivo da Soja em Grão classifica-se na sequência, com 14,1% [...] A Criação de Suínos também possui importância, com 14% do VAB da Agropecuária do COREDE Celeiro (PLANEJAMENTO RS, 2015, p. 16 e 17).
Quanto à indústria, a região Celeiro divide seu VAB (Valor Adicionado Bruto) em 47,9% na indústria de transformação, 33,5% na construção civil, 18,2% na produção e distribuição de eletricidade, gás, água, esgoto e limpeza urbana (serviços industriais de utilidade pública – SIUP), e em menor escala, a indústria extrativa, correspondendo a 0,4% do total (PLANEJAMENTO RS, 2015, p. 18). A fabricação de produtos alimentícios, principalmente o abate e a fabricação de produtos de carne e laticínios, se destaca na indústria da transformação.
No setor de serviços “tem como destaques a Administração Pública, com 38,7%; e Comércio e Serviços de Manutenção e Reparação, com 19,2%” (PLANEJAMENTO RS, 2015, p. 18).
Dados trazidos pelo Boletim do Perfil Socioeconômico do COREDE Celeiro de 2015, citam que:
Em 2013, o COREDE apresentava 74,9% de seu pessoal ocupado nos Serviços; 20,4%, na Indústria; e 4,7%, na Agropecuária. O COREDE apresenta maior representação em relação à média do Estado na Agropecuária e nos Serviços, com menor participação do setor industrial.
No quesito renda per capita, o Rio Grande do Sul possui, segundo dados do Atlas de Desenvolvimento Humano do Brasil, em 2010, uma média de R$ 959,24. Enquanto que na Região Celeiro o município com maior renda, Vista Gaúcha, apresentava a quantia de R$ 990,13, e o menor, Redentora, a quantia de R$ 346,40. Quanto a esses valores, o Boletim do Perfil Socioeconômico do COREDE Celeiro, cita que “a renda baixa nos municípios do COREDE dificulta o dinamismo dos setores de serviços e industrial, devido ao baixo desenvolvimento de um mercado consumidor” (2015, p. 19).
Dados do mesmo boletim citam que quanto a distribuição de água, “o COREDE apresenta, em média, 78,1% dos domicílios ligados à rede geral de água,
percentual abaixo das médias do Estado e do Brasil” (PLANEJAMENTO RS, 2015, p. 28). Além disso:
Esses dados também indicam que persistem outras formas de abastecimento nos domicílios do COREDE, como a utilização de poço ou nascente na propriedade ou fora dela, rio, açude e lago. Isso se deve, principalmente, ao alto número de habitantes que residem nas áreas rurais, com grandes distâncias entre as propriedades e onde a rede de abastecimento é inacessível (PLANEJAMENTO RS, 2015, p. 28).
Quanto à coleta de lixo, seja por serviço especializado ou caçamba, a “taxa média do COREDE é de 64,21%, também abaixo das taxas médias do Estado e do Brasil” (PLANEJAMENTO RS, 2015, p. 28). Já a coleta seletiva domiciliar ocorre em doze dos vinte e um municípios da referida região, segundo dados de 2015 (PLANEJAMENTO RS, 2015, p. 28).
Em relação à alfabetização, conforme dados do DEPLAN (Departamento de Planejamento Governamental) do Estado, percebe-se que:
No Rio Grande do Sul a taxa de alfabetização da população de 10 anos ou mais de idade é superior à brasileira, permanecendo entre as cinco melhores do País. No último censo demográfico, do ano de 2010, a taxa registrada para o Estado foi de 95,7% (2015, p. 67).
No entanto, observa-se que na região celeiro a taxa de alfabetização é inferior ao percentual relatado no estado, sendo de 92,1%.
Outro fator relevante de ser constatado é o Índice de Desenvolvimento Socioeconômico (IDESE), que, de acordo com o portal Atlas Socioeconômico Rio Grande do Sul, se constitui de um:
Índice sintético destinado a medir o grau de desenvolvimento dos municípios do Rio Grande do Sul. O IDESE resulta da agregação de três blocos de indicadores: Renda, Educação e Saúde, segundo um conjunto de variáveis ou indicadores. Para cada uma das variáveis que formam os blocos, é calculado um Índice que varia de 0 (sem desenvolvimento) a 1 (desenvolvimento total), e indica a posição relativa de todos os municípios do Estado. O índice final de cada bloco é a média aritmética dos valores das variáveis correspondentes (201?).
Como forma de classificar os dados do IDESE entre o estado, COREDEs e municípios, considera-se um índice alto o valor resultante dos três blocos (renda, educação e saúde) acima de 0,800, médio, entre 0,500 e 0,799, e baixo, abaixo de 0,499 (ATLAS SOCIOECONÔMICO RIO GRANDE DO SUL, 201?). Consoante com os últimos dados obtidos pela Fundação de Economia e Estatística, em 2015, o Rio
Grande do Sul registrou um IDESE de 0,751, marcando, respectivamente, nos blocos educação, renda e saúde, um índice de 0,698, 0,739 e 0,817.
Abaixo se apresenta a distribuição por COREDE do IDESE no Estado do Rio Grande do Sul:
FIGURA 6 – IDESE 2015 – COREDEs
Fonte: Atlas Socioeconômico Rio Grande do Sul.
Quanto ao COREDE Celeiro, observa-se que as últimas pesquisas para mensurar o IDESE, realizadas em 2012, o colocam em uma classificação de médio desenvolvimento socioeconômico, com o índice de 0,719. Segmentando este dado aos indicadores, tem-se, no referido COREDE, o bloco educação com o índice de 0,733, ocupando o sexto lugar no ranking estadual, o bloco saúde com o índice de 0,810, e o bloco renda com o índice de 0,615, ocupando, respectivamente, a décima quarta e vigésima quinta posição entre os demais COREDEs (PLANEJAMENTO RS, 2015, p. 14).
Assim figura-se o cenário da região, em relação ao IDESE, sendo observado individualmente por cada município:
FIGURA 7 – IDESE por município – COREDE Celeiro
Fonte: Perfil Socioeconômico Celeiro – 2015.