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sur la pratique réflexive

Dans le document et RECHERCHEFORMATION (Page 151-167)

Esta parte do trabalho tem o intuito de fornecer informações adicionais aos métodos empregados, a fim de corroborar com os resultados obtidos. Os gráficos a seguir mostram a distribuição espacial da largura média do perfil (Figura 26), da declividade média da face da praia (Figura 28) e da largura média da face da praia (Figura 29), todos apresentando os valores máximos e mínimos de cada parâmetro. A Figura 27 mostra a variação das linhas de costa amostradas ao longo das campanhas.

As maiores variações da largura média do perfil ocorrem em P2 e P4. Apesar de P4 apresentar elevada variação do valor médio para o valor máximo, trata-se de um evento isolado, visto que em C2 a largura registrada para este perfil foi de 118 m. A ocorrência de cúspides praiais em P4 é variável, havendo campanhas em que esta feição é registrada para este perfil, e em outras não. Possivelmente esta discrepância no valor máximo da largura do P4 em C2 está associada à amostragem de uma de cúspide. Os perfis mais estáveis são o P3 e o P7, os quais não aprestaram grandes variações na Figura 25 - Gráfico da distribuição espacial da variação da largura dos perfis ao longo da praia.

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largura ao longo da pesquisa. P8 não teve o número suficiente de amostras para ser avaliado como os outros perfis.

A linha de costa medida por demarcação com GPS (Figura 26) se mostrou bastante estável ao longo da pesquisa, descartando a possibilidade de ocorrência do fenômeno de rotação praial na escala de tempo abrangida pelas campanhas de amostragem.

Figura 26 – Variação das linhas de costa amostradas ao longo das campanhas

Quanto à distribuição espacial da declividade da face da praia (Figura 28), apesar de a maior variação ocorrer entre os perfis 2 e 5, os maiores valores de inclinação ocorrem em P4 e P5. As menores variações na inclinação são registradas para P6 e P7, seguidas de P1 e P8. Em P6, mesmo com pouca variação em torno da média, apresenta um dos mais altos valores de inclinação média da face da praia. O P7 mostrou características de terraço baixa-mar, tanto nas observações de campo, como para os resultados das variações da elevação do perfil, é esta deve ser a razão pelos baixos valores de declividade da face da praia. O fato de P1 apresentar baixa variação tanto na largura do perfil como na declividade da face da praia pode ser relacionado ao

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posicionamento deste perfil em uma zona em condições de cotorno. Ainda que P8 não tenha sido amostrado tantas vezes como os outros perfis, as informações são suficientes para caracterizá-lo quanto à inclinação da face da praia.

As inclinações registradas para P2, P3 e P4 se mostram bastante variadas por estarem contidas no compartimento cujo estado morfodinâmico é o de praia em cúspide, de modo que a amostragem variou entre cava e crista de uma cúspide ao longo das campanhas de amostragem.

O P5 não se enquadra nesta justificativa de oscilação da ocorrência de cúspide, porém a alteração do sentido da célula deriva litorânea pode ser a responsável pela grande variação da declividade neste perfil, como consequência de processos erosivos/ deposicionais.

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A distribuição espacial da largura média da face da praia, como esperado, mostra que para a porção da praia onde ocorrem as cúspides (P1), a Lface da praia é maior do que

na porção onde a praia tem comportamento tendendo ao refletivo (P6).

5.4 Granulometria

A Praia do Flamengo é uma praia de enseada composta majoritariamente por areia média (0,250 mm), cuja configuração é variável ao longo de sua extensão: a parte S apresenta inclinação suave (~ 5°), cujo estado morfodinâmico predominante é o de praia de cúspides; já a parte N é bastante íngreme (~ 14º), com linha de costa retilínea, e o estado morfodinâmico é predominantemente refletivo.

A análise da granulometria foi baseada nas relações estatísticas entre as porcentagens do diâmetro do grão na distribuição da curva granulométrica, denominados como estatísticos de granulometria. As amostras de sedimento de C1 foram extraviadas, portanto não compõem esta análise.

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A distribuição espacial dos estatísticos de granulometria, com seus respectivos valores médios, máximos e mínimos, é apresentada nas figuras a seguir: diâmetro mediano (Figura 29), desvio padrão (Figura 30), assimetria (Figura 31), e curtose (Figura 32).

As maiores variações para o D50 foram registradas em P2 e P3, perfis onde as cúspides praias são bem definidas. Para os outros perfis, tanto a variação do D50 como os valores para máximo e mínimo foram muito semelhantes.

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Para todos os perfis o grau de seleção dos grãos, segundo a escala proposta por Folk & Ward (1957), foi „Muito Bem Selecionado‟, isto é, grãos com pequena dispersão dos seus valores granulométricos, ou dos valores das medidas de tendência central. O maior desvio padrão (σ) foi registrado em P3, seguido por P2, o que corrobora com a informação fornecida pela distribuição do D50.

Pode-se notar a relação entre grau de seleção do grão e sua localização ao longo da praia, como reflexo da característica morfodinâmica dominante. Foi verificado que os grãos que tendem a ter uma menor seleção (maior σ), são aqueles encontrados na porção da praia em cúspide. De fato, entre P4 e P8, o grau de seleção do grão é bastante semelhante.

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A curva granulométrica se mostrou simétrica para todos os perfis, exceto para P3, o qual teve assimetria positiva, indicando excesso de grãos finos. Novamente isto pode ser associado à dinâmica que ocorre neste setor da praia (praia de cúspide).

Para a praia do Flamengo foram encontrados valores platicúrticos (K baixa). Os menores valores de curtose aparecem em P4 e P5 (perfis centrais) e P7 e P8 (perfis a Figura 32 - Gráfico mostrando a distribuição espacial da assimetria ao longo da praia.

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sotamar do molhe). Valores de curtose muito altos ou muito baixos podem sugerir que um tipo de material foi transportado de uma determinada área-fonte e depositado sem perder suas características originais. A curva platicúrtica mostra um espalhamento de sedimentos mais finos e mais grossos nas caudas, indicando mistura de diferentes diâmetros de grão (FOLK & WARD, 1957).

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