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Support du langage

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et les conversions

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8.2 Support du langage

A Aprendizagem Cooperativa é definida por um grupo específico de características que se interligam para que uma atividade ou tarefa na sala de aula possa, efetivamente, fomentar a cooperação entre os alunos.

Smith (1996) refere que a colaboração para além de ter como definição base a concretização de objetivos comuns prevê o desenvolvimento de cada elemento do grupo a nível individual assim como o desenvolvimento do grupo: “Cooperation is working

together to accomplish shared goals. Within cooperative activities individuals seek outcomes that are beneficial to themselves and beneficial to all other group members.”

(p.1) Lopes e Silva (2008) acrescentam que cooperar não é, simplesmente colocar alunos à volta de uma mesa e dar-lhes indicações para ajudarem os alunos mais vagarosos quando acabarem o seu trabalho ou até mesmo fazendo recair todo o trabalho sobre um elemento do grupo enquanto os outros nada fazem.

Nem todo o trabalho de grupo pode ser considerado trabalho cooperativo entre os alunos (Kagan, 1994; Smith, 1996; Lopes & Silva, 2009). Desta forma, para que um grupo de alunos realize uma tarefa verdadeiramente cooperativa é necessário que ela englobe certos elementos que definem a Aprendizagem Cooperativa (Johnson, Johnson & Smith, 1998; Smith, 1996; Lopes & Silva, 2009), a saber: a interdependência positiva, a responsabilidade individual, a interação face a face, o desenvolvimento de competências sociais e a avaliação do trabalho do grupo não só em termos de resultado final, mas sobretudo em termos de análise do processo de trabalho.

Kagan (1994) identifica, apenas, quatro elementos constituintes da Aprendizagem Cooperativa que ele designa de PIES, correspondendo ao acróstico desses elementos, nomeadamente a Interdependência positiva (Positive Interdependence); Responsabilidade Individual (Individual Accountability); Participação equilibrada entre alunos (Equal Participation) e Interação face a face (Simultaneous Interaction).

A interdependência positiva é considerada por Smith (1996) como o coração da Aprendizagem Cooperativa. Por interdependência positiva entende-se o sentimento entre os membros do grupo de que ninguém terá êxito a menos que todos sejam bem-sucedidos,

que os ganhos dos alunos estão positivamente correlacionados (Kagan, 1994). Qualquer equipa tem de se organizar para que todos os seus elementos sintam a sua atuação como importante e útil, não só para eles próprios, mas fundamentalmente para o grupo. Todos os elementos do grupo a quem são distribuídas diferentes tarefas devem ser responsáveis por elas, percebendo que se falharem não são apenas eles que falham, mas, também, o grupo. Kagan (1994) destaca que os alunos acabam por sentir que pretendem os mesmos objetivos e cooperam para tal ao referir que “If positive interdependence exists, students,

have the subjective experience of “being on the same side” and will behave cooperatively toward each other.” (p. 4:8)

Para que não se verifique algum tipo de competição ou interdependência negativa entre grupos o professor deverá estruturar a tarefa para que os alunos dependam positivamente uns dos outros, ou seja, não consigam terminar a tarefa sem recorrer ao trabalho dos seus colegas de grupo. A interdependência entre os elementos do grupo pode ser alcançada através de várias modalidades de interdependência (Smith, 1996): interdependência de objetivos, quando todos os membros trabalham para um fim comum; interdependência de recompensas, quando o reconhecimento do trabalho do grupo é baseado na contribuição de cada elemento; interdependência de tarefas, pois a tarefa é estruturada (divisão do trabalho) para que os alunos não consigam fazê-la sozinhos; interdependência de recursos distribuindo diferentes materiais pelos alunos e de papéis, pois cada aluno tem um papel específico a desempenhar, sendo que o conjunto de papéis proporciona o bom funcionamento do grupo.

A interação face a face caracteriza-se por manter os alunos sentados à mesa de tal forma que cada um esteja a trabalhar frente a frente com os outros para assim se encorajarem mutuamente na concretização dos objetivos definidos e a potencializarem as aprendizagens dos outros. Os alunos devem promover o sucesso dos outros através da partilha de recursos e de conhecimentos, do encorajamento e da ajuda mútua de modo a que cada um possa contribuir para a realização das tarefas e concretização dos objetivos definidos pelo grupo. Numa primeira fase é importante desenvolver o espírito de grupo e já numa segunda fase, é fulcral promover-se a interdependência positiva de todas as formas adequadas.

A responsabilidade em relação ao colega de equipa, a capacidade de se influenciarem positivamente, as conclusões e reflexões que tiram, a modelagem de comportamentos e o apoio social aumentam quando a interação e as relações entre os membros da equipa se solidificam, o que resultará num conhecimento mútuo mais

profundo tanto a nível pessoal como escolar. Como refere Smith (1996) os alunos que se mantêm em silêncio não estão a contribuir para a aprendizagem dos outros.

A responsabilidade individual é desenvolvida para que cada elemento do grupo se sinta responsável pelas suas próprias aprendizagens, assim como pelas aprendizagens pensadas para o grupo. Como refere Smith, (1996) “Students learn together so that they

can be subsequently perform better as individuals.” (p. 4) Stahl (1994) defende, também,

que os professores colocam os alunos a trabalhar em grupo para que sejam melhores do que individualmente: “The reasons why teachers put students in cooperative learning

groups is so all students can achieve higher academic success individually than were they to study alone.” (p. 5) Como tal, cada elemento deverá ser avaliado individualmente e o

grupo deverá estar consciente de que a sua avaliação é o somatório das avaliações individuais. Cada membro do grupo é também avaliado a fim de verificar o seu progresso e as suas necessidades individuais. Existem formas de assegurar a responsabilidade individual dos alunos como demonstra Smith (1996) ao referir a aplicação de testes individuais, solicitar um aluno aleatoriamente para apresentar o trabalho do grupo ou simplesmente pedir a cada aluno que ensine uma parte da matéria aos colegas.

O desenvolvimento de competências sociais irá permitir aos alunos integrarem- se no grupo cooperativo. De acordo com vários autores (Smith, 1996; Stahl, 1994; Kagan, 1994) estas competências têm de ser ensinadas e trabalhadas de forma correta e metódica, muitas vezes através da modelação ou do exemplo por parte do professor, para que os alunos as adquiram e as utilizem durante o trabalho de grupo. Quanto mais elevado for o nível de aquisição das competências sociais pelos alunos a nível individual, maior será a produtividade do grupo cooperativo como um todo.

A avaliação e a reflexão do processo do trabalho do grupo são atingidas quando os alunos habituam-se a analisar os seus resultados permanentemente, através da reflexão sobre o seu trabalho e sobre a concretização dos objetivos. O professor deve proporcionar momentos para que os membros da equipa possam discutir sobre quais as ações que devem mudar e quais as que devem ser mantidas para tornar o relacionamento e o trabalho mais efetivo.

Smith (1996) refere alguns aspetos que o professor deve ter em mente para facilitar a reflexão do grupo como dar tempo suficiente para que a reflexão seja feita; pedir que a reflexão seja clara e específica em vez de ser vaga; clarificar os propósitos da reflexão e envolver os alunos na análise do seu trabalho.

Para Stahl (1994) ao proceder à reflexão, os alunos deverão referir se atingiram os objetivos do grupo, se e como ajudaram os colegas, de que forma evidenciaram os comportamentos e as atitudes que conduziram ao sucesso do grupo e o que devem fazer para o grupo ser ainda melhor no futuro.

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