et les algorithmes (la STL)
9.4 Algorithmes Fichier en-tête :
9.4.2 Algorithmes qui modifient les séquences ♦
A investigação qualitativa que durante algum tempo foi considerada como uma forma menor de proceder a uma investigação, foi ganhando relevância, sendo neste momento de extrema importância no campo educacional. De acordo com o Bogdan e Biklen (1994) a investigação qualitativa abarca uma série de estratégias que têm características em comum. A expressão, dados qualitativos, remete para a riqueza da descrição detalhada de pessoas, locais, de conversas ou de um determinado contexto e ainda para um minucioso e cuidadoso tratamento dos dados. Esta recolha de dados é feita através de um contacto intenso com os sujeitos inseridos no seu contexto natural, razão pela qual a investigação qualitativa também pode ser chamada de naturalista.
As questões que determinam a investigação referem-se à investigação dos fenómenos em toda a sua complexidade, dando primazia à compreensão dos mesmos
sempre a partir da perspetiva dos sujeitos, sem haver necessidade de formular hipóteses que se querem ver respondidas ou testadas.
Relativamente às características da pesquisa qualitativa e de acordo com a perspetiva de Bogdan e Biklen (1994) a investigação qualitativa contém cinco características distintas. Assim, a primeira característica refere-se ao ambiente natural como a principal fonte direta de recolha de dados e ao investigador como o principal instrumento através do qual essa recolha é feita podendo, porém, recolher-se informação de outros instrumentos como o vídeo ou áudio para depois serem analisados e revistos pelo investigador que os interpretará mediante o seu olhar. Os investigadores qualitativos preocupam-se com o contexto em que determinadas ações acontecem, pois o contexto histórico da instituição explica e enquadra essas ações, razão pela qual os investigadores frequentam os lugares de estudo.
A segunda característica refere a investigação qualitativa como descritiva, pois a recolha dos dados é feita através das palavras ou imagens e não através de números. Bogdan e Biklen (1994) referem que “a descrição funciona bem como um método de recolha de dados, quando se pretende que nenhum detalhe escape ao escrutínio.” (p. 49) A descrição e a apresentação são fundamentadas com citações feitas com base nos dados. Os dados de recolha podem ser transcrições de entrevistas, notas de campo, fotos, vídeos, documentos pessoais, tentando os investigadores respeitar a forma como os dados foram recolhidos de modo a preservar, ao máximo, a sua substância. A descrição, através da escrita, e não dos números, adquire muita importância na investigação qualitativa, uma vez que permite ao investigador uma abordagem cuidadosa na interpretação de tudo o que se passa nos lugares de estudo, quer seja algo mais visível ou não. Tudo é importante para esclarecer o assunto em estudo (o ambiente, a disposição da sala, a linguagem ou a roupa).
A terceira característica salienta o interesse dos investigadores no processo e não nos resultados ou produtos sendo, para tal, elaboradas questões que explanem o processo.
A quarta característica baseia-se no facto dos investigadores qualitativos procederem a uma análise indutiva, ou seja, eles vão construindo a sua análise à medida que os dados se vão agrupando e que as partes são examinadas e não pretendem partir para a investigação para confirmar ou inferir alguma ideia já preconcebida. A teoria vai sendo construída de baixo para cima, sendo que na base, mais larga, estão os vários dados dispersos que ao serem analisados vão se estreitando e dando corpo a uma teoria. Bogdan e Biklen (1994) acrescentam que
não se trata de montar um quebra-cabeças cuja forma final conhecemos de antemão. Está- se a construir um quadro que vai ganhando forma à medida que se recolhem e examinam as partes. O processo de análise dos dados é como um funil: as coisas estão abertas de início (ou no topo) e vão-se tornando mais fechadas e específicas no extremo. (p. 50)
Por fim, a quinta característica realça a importância do significado para o investigador qualitativo porque se preocupa com a maneira como as pessoas tornam as suas vidas significativas. A este processo, Erickson (1986) mencionado por Bogdan e Biklen (1994) chama de perspetivas participantes e é através delas que o investigador qualitativo se apercebe melhor dos acontecimentos ou das situações. É importante para o investigador qualitativo a compreensão adequada e fiel à realidade e às perspetivas individuais das pessoas.
4.2.1. O Estudo de Caso
A definição das questões de pesquisa constitui a fase inicial e fulcral da investigação. O tipo de questão que é feita irá determinar a estratégia a utilizar e a maneira como a investigação é conduzida conforme refere Yin (2003). Como explica Bell (2005), o estudo de caso permite aprofundar um aspeto do problema de estudo, e é a estratégia mais utilizada para responder a questões que comecem por “como” e “por que” e, segundo Yin (2003), surge da necessidade em “se compreender fenômenos sociais complexos. Em resumo, o estudo de caso permite uma investigação para se preservar as características holísticas e significativas dos acontecimentos da vida real.” (p. 20) Este autor refere que o estudo de caso incide sobre um acontecimento atual enquadrado pelo contexto onde ele surge, sobretudo, quando não é clara a linha de separação entre o acontecimento propriamente dito e o seu contexto.
Stake (2009) diz que “o estudo de caso é o estudo da particularidade e complexidade de um único caso, conseguindo compreender a sua atividade no âmbito de circunstâncias importantes” (p. 11) deixando bem presente a intrínseca relação entre o caso e o seu contexto. O autor aponta para dois tipos de estudos de caso distintos entre si: o estudo de caso intrínseco e o estudo de caso instrumental. O estudo de caso intrínseco aplica-se quando o investigador tem um interesse especial no caso escolhendo um caso por querer saber mais sobre outros casos, assunto ou problema ou, simplesmente, por estar genuinamente interessado naquele caso, em específico. Por outro lado, quando o
investigador está interessado em aprofundar o conhecimento sobre um problema deverá enveredar pelo estudo de caso instrumental, pois através do estudo do caso em particular irá saber mais e ter uma compreensão total sobre o fenómeno.
De acordo com Yin (2003), as fases do estudo de caso consistem na definição do problema, no delineamento da pesquisa, na recolha de dados, na análise dos dados e na composição e apresentação dos resultados.
O estudo de caso é maioritariamente aplicado como um exercício independente. Os investigadores identificam um instante (a introdução de uma nova maneira da organização trabalhar, de adaptar-se a um novo papel ou qualquer inovação ou desenvolvimento da instituição). Tem que se recolher dados sistematicamente, estudar a relação entre variáveis e planear a investigação metodologicamente. Para Bell (2005) os investigadores que optam pelo estudo de caso, preocupam-se em identificar os aspetos comuns e particulares das pessoas e da organização de modo a identificar os vários processos interativos e perceber como é que afetam a implementação de sistemas e influenciam o funcionamento da instituição.
Uma das desvantagens do estudo de caso é a dificuldade em generalizar as conclusões do estudo pois refere-se a uma determinada situação. Esta desvantagem pode ser suprida quando o caso se relaciona com um grupo de pessoas na mesma situação. Na verdade, Stake (2009) explica que
o verdadeiro objectivo do estudo de caso é a particularização, não a generalização. Pegamos num caso particular e ficamos a conhecê-lo bem, numa primeira fase não por aquilo em que difere dos outros, mas pelo que é, pelo que faz. A ênfase é colocada na singularidade (…) (p. 24)
Quando se opta por realizar um estudo de caso não se pode generalizar a informação recolhida, pois está-se a estudar um caso específico com as suas particularidades, embora ocorram generalizações dentro do próprio caso.