Imagem 37 | MAPA DE RENDA MÉDIA POR BAIRRO
Conforme o mapa de renda podemos perceber como potencial área de implantação o setor ao sul da capital, que possui um baixo índice de renda e engloba bairros carentes e periféricos. Dados do censo demográfico do IBGE (2010) mostram ainda que essa área engloba bairros como o Conjunto Palmeiras, bairro com pior índice de IDH, e pior índice de renda (censo 2010), Jangurussu ,que segundo o Ipece (Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará), com pesquisa de 2012, possui 10,92% de sua população vivendo em extrema pobreza e segundo o Comitê Cearense pela Prevenção de Homicídios na Adolescência(CCPHA) está entre os bairros mais perigosos de Fortaleza; e Ancuri, terceiro pior índice de educação da cidade. Com base nesses fatores a área se apresen- ta como uma zona que necessita de investimentos que melhorem às oportunidades daquela população. Tendo em vista que o centro de economia criativa busca catalisar a economia local, fortalecer o movimento comunitário e levar melhorias educacionais e urbanas, essa zona se mostra bastante propícia para receber tal equipamento.
Assim, com base nos critérios elencados, foi definido como área a receber o equipamento o Sitio São João, conjunto do bairro Jangurussu, levando em consideração a oferta de terrenos disponíveis ou subutilizados, mobilidade e a área de influência, que também beneficiaria os bairros vizinhos como Conjunto Palmeiras (que já fez parte da área do Grande Jangurussu) e o bairro Ancuri.
CRITÉRIOS DE ESCOLHA DE ÁREA:
Renda A área escolhida, tida como a área
de influência, engloba bairros com renda média menor que 1 salário mínimo, e engloba o bairro com a renda média mais baixa de Fortaleza, o Conjunto Palmeiras. A área se encontra na área periférica de Fortaleza, próximo ao limite metropolitano.
A população da área apresenta institutos e centros comunitários em prol de melhorias do bairro.
A área possui um histórico de interesse em cursos de midias, artesanato, culinária e preparação para o mercado de trabalho. Localização Fortalecimento Comunitário Jangurussu Conj. Palmeiras Ancuri Sinergia com o programa Imagem 38 | ÁREA DE IMPLANTAÇÃO DO EQUIPAMENTO.
JANGURUSSU
O terreno escolhido está localizado no conjunto habitacional Sítio São joão, no Jangurussu. Sua localização central na área de implantação possui como vizinhos imediatos o bairro Conjunto Palmeiras e Ancuri, que também seriam bairros influenciados pelo equipamento (imagem 39).
CONJUNTO SÍTIO SÃO JOÃO
Localizado no bairro Jangurussu, construído em 1990, o conjunto tem uma população de aproximadamente 16.000 habitantes. Possui área de 715.550m² e cerca de 1.500 lotes, em sua construção. Possui diversas outras comunidades ao seu redor entre elas: Santa filomena, Santa terezinha, Parque Santa Maria , Tamandaré, Comunidade Maria Tomá- sia e Jagatá.
Imagem 39 | VIZINHANÇA DO EQUIPAMENTO.
Fonte: Produzido pela autora
Imagem 40 | LIMITE SÍTIO SÃO JOÃO.
Fonte: Censo IBGE, 2010
ASSOCIAÇÃO COMUNITÁRIA SÍTIO SÃO JOÃO
O Conjunto Sítio São João possui uma frente coletiva bastante mobilizada em prol de melhorias do bairro. Através de sua associação, oferece aos seus moradores representatividade e voz frente à lutas com a Prefeitura de Fortaleza. Através da associação foram possíveis diversas vitórias como: prolongamento da avenida Val Paraíso, Posto Sítio São João, praças, além de pontos de reparos na infraestrutura urbana.
Com sede localizada na Avenida Valparíso com Rua Verde 5 o espaço oferece atendimento ao público que deseja relatar problemas do conjunto e oferece esporadicamene cursos aos seus moradores.
Através de visita de campo ao local e conversa com Lina Gomes, agente de cidadania do Jangurussu que atende pelo conjunto, foi possivel ratificar elementos definidos para o programa de necessidades ao mesmo tempo que viu-se a necessidade de incorporar outros itens ao programa
Imagem 41 | REUNIÃO COMUNITÁRIA AO LADO
DA SEDE DA ASSOCIAÇÃO
Fonte: Associação Comunitária Sítio São joão
Imagem 44 | ENCONTRO ENTRE MORADORES.
Fonte: Associação Comunitária Sítio São joão
Imagem 43 | BRINQUEDOTECA
Fonte: CAssociação Comunitária Sítio São joão
Imagem 42 | REGISTRO DE EVENTO ORGANIZADO
PELA ASSOCIAÇÃO.
Fonte: Associação Comunitária Sítio São joão
Imagem 45 | PAINEL DE FOTOS DA ASSOCIAÇÃO
Fonte: Censo IBGE, 2010
Imagem 47 | COPA DA SEDE DA ASSOCIAÇÃO.
Fonte: Censo IBGE, 2010
Imagem 46 | DIVULGAÇÃO DE CURSOS PROMOVIDOS PELA ASSOCIAÇÃO
Fonte: Censo IBGE, 2010
A associação já oferece/ofereceu cursos de perfil da economia criativa como gastronomia, artesa- nato, empreendedorismo e capacitação profissional. (imagem 46). As reuniões são feitas em espaços improvisados e carentes de estrutura .
Com base nesse levantamento de informa- ções foi possivel incluir carências apresentadas na associação como demandas a serem incluidas em projeto.
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. TERRENO .
A escolha do terreno se deu devido à sua lo- calização em via de maior fluxo; sua dimensão: capaz de abrigar o programa de necessidades e áreas de convívio; e o impacto para o bairro: atualmente um terreno subutilizado (com pequenas cobertas em mau estado de conservação) e que gera um ambiente hostil para a vizinhança. Devido aos seus fechamentos atuais (muro inacabado alto circundando todo o lote), o entorno acaba sendo prejudicado. Pelo fato do lote interromper as vias e ocupar o equivalente a 3 quadras, também atua como uma barreira visual e física na cidade. O terreno está localizado na Avenida Valparaíso, uma via coletora que faz conexão com os bairros vizinhos, até o José Walter. A localização do equipamento em tal avenida se faz importante devido à facilidade de acesso pe- los usuários através de transporte público e pela visibilidade que o equipamento teria devido ao fluxo de pessoas.
Imagem 48 | MAPA DE VIAS.
Fonte: Censo IBGE, 2010
Imagem 49 | VISTA DO TERRENO DA RUA 35
Fonte: Google Maps
Imagem 48 | VISTA DO TERRENO DA AV VALPARAÍSO.
É circundado também pela Rua Verde 7 à oeste, Rua 35 ao sul e Rua 11 à leste, vias locais, ocupando toda uma quadra, com o terreno com área de aproximada- mente 9.200m².
Existem algumas áreas de grande e médio porte no local que serão mapeadas e inseridas no projeto e para que sejam mantidas e incorporadas ao paisagismo do projeto.
Imagem 50 | IMPLANTAÇÃO DO TERRENO.
Fonte: Desenvolvido pela autora 48
. ENTORNO .
Em seu entorno podemos encontrar equipamentos educacionais, culturais e de saúde, além de equipamentos sociais como a Associação Comunitária Sítio São João. A ocupação do entorno se caracteriza predominantemente pela presença de residências com elementos pontuais de comércio, como mercearias e bares, e o gabarito varia entre térreo e térreo +1.
Imagem 51 | ANÁLISE DO ENTORNO.
. MOBILIDADE .
Para a escolha do terreno foi levado em consideração a mobilidade, visando a facilidade de acesso não só pela população das proximidades mas também dos bairros vizinhos. Considerando um raio de aproximadamen- te 500m do terreno, foi elencado a presença de 8 linhas de ônibus que conectam o bairro diretamente ao Centro da cidade, Castelão, Papicu e ao terminal da Messejana.
Pelo terreno , na avenida Valparaíso, passa uma ciclovia, que ao leste se transforma em ciclofaixa. Entretanto, essas faixas especiais não se conectam à outras partes do sistema cicloviário.
Imagem 52 | DESTINOS DO TRANSPORTE PÚBLICO.
Para o desenvolvimento do projeto dentro das normas legislativas que direcionam o crescimento urbano da cidade, foram levantados os índices construtivos relativos à zona escolhida e classificada como ZOM 2 pelo Plano Diretor Participativo do município de Fortaleza (PDP-FOR 2009).
A ZOM 2, Zona de Ocupação Moderada 2, se caracteriza pela insuficiência ou ausência de infraestrutura, carência de equipamentos públicos e fragilidade ambiental (PDP-FOR 2009). Segundo a zona na qual o terreno se encontra, são definidos os índices que nortearão o desenvolvimento do projeto com relação à áreas mínimas e máximas, altura e dimensões de lote (imagem 60). Para a definição dos recuos foram consideradas o tipo das vias e a atividade exercida. (imagem 61).
. LEGISLAÇÃO .
Imagem 53 | ZONEAMENTO.
Também se fez necessário o estudo da Lei de Par- celamento, Uso e Ocupação do Solo (LUOS) - estabelecida pela Lei Complementar Nº 236 de 11 de agosto de 2017 - que regulamenta os tipos de usos do espaço urbano. Para o projeto em questão o equipamento foi classificado como Ensino técnico - profissional por se tratar de um espaço de formação e devido ao porte que estava sendo requerido.
Para que possa se enquadrar dentro das normas é necessário fazer a Adequação de uso com base no tipo de atividade que será desenvolvida. O espaço de criação cole- tivo se encontra no SUBGRUPO SE – SERVIÇOS DE EDU- CAÇÃO - que segundo a classificação das vias nas quais o terreno está inserido define o recuo de 10m de cada um dos lados do lote. Para o uso em questão a LUOS define um limite de 2.500m² de área construída para que não seja necessá- rioum Estudo de Impacto de Vizinhança (EIV), instrumentos preconizados pelo Estatuto da Cidade ( Lei 10257/01 |, de 10 de julho de 2001). O EIV avalia previamente os possíveis impactos de um equipamento para as áreas vizinhas, possi- bilitando ações mitigadoras que favoreçam a coletividade e o desenvolvimento da cidade de forma que sua inserção se dê da melhor forma possível.
Também serão considerados normas adicionais para o desenvolvimento do projeto como o Código de Obras e Posturas (1981) e às Normas Técnicas de Bombeiros.
Imagem 54 | ÍNDICES URBANOS.
Fonte: PDP- FOR, 2009
Imagem 55 | TABELA DE ADEQUAÇÃO DE USO.