A. Mise en place d’un nouveau modèle d’étude in vivo pour le LCM
III. Evaluation du modèle
3. Suivi de la xénogreffe
Hora de desempenhar o trabalho de ator. Lembrar de cada etapa para aproveitar o momento cênico. Momento de criação em cena, mostrar o interesse pelo personagem e a dedicação na composição de cada gesto:
Finalmente, depois de entender a ação e as atividades nelas envolvidas, o ator chega à interpretação, que é o seu modo de realizá‐las, modo pessoal e que o identifica, e será a base para ser considerado um bom ou mau ator. O Autor da peça descreve muito superficialmente as cenas e os personagens a serem representados. Cada ator deve inventar a
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4.4 Escolha e preparação dos atores
No universo do teatro profissional, a seleção dos atores se dá através de um critério de seleção (audições). Cada ator interessado em participar do processo envia antecipadamente seu currículo e fotos para a produtora responsável pelo elenco. O currículo é analisado e, juntamente com a avaliação fotográfica, os responsáveis verificam o perfil do candidato e a possível adequação aos perfis dos personagens pré‐ estabelecidos pelo autor do espetáculo.
Feita a audição, (seleção) e, com base em um consenso entre diretores e produtores, os candidatos escolhidos são chamados para acertar detalhes e assinar os contratos. A partir desse processo, começam os ensaios com as leituras de mesa. Nessa etapa, o diretor de cena deve ter pronto todo o cronograma de ensaios, bem como os locais agendados para ensaiar, que podem ser uma sala de ensaio específica ou o próprio espaço cênico.
Na oportunidade da instalação na comunidade presbiteriana no bairro de Vila Maria Alta, já havia a intenção de contar com a colaboração dos membros da igreja como base do elenco do projeto. Porém, o objetivo maior era integrar as pessoas do bairro, dos arredores da igreja e fazer com que pudessem ter acesso a esse tipo de aprendizado que envolveria arte, cultura e educação ambiental.
Foi confeccionado um convite para divulgar a atividade junto aos vizinhos da igreja, onde se ofereciam aulas gratuitas de teatro. Algumas pessoas se dispuseram a distribuí‐los, mas infelizmente, o retorno não foi positivo. Então os convites foram dirigidos as pessoas de outras igrejas que estivessem interessadas em participar dos workshops de modo a serem estimulados a integrar o elenco do projeto “Na Floresta”.
No primeiro encontro com o grupo, foi possível perceber que existia uma mescla no perfil e na idade das pessoas. Havia crianças, adolescentes e adultos, cada um com particularidades e desafios a serem vencidos nos encontros. Nem todos, por exemplo, tinham interesse em trilhar os caminhos do teatro, mas superaram essa primeira limitação ao se lançarem em uma descoberta inicial.
A composição final do grupo contou com os seguintes colaboradores: Abner Gomes, Aline Guerra, Aline Muniz, Aroldo Macedo, Beatriz Vasconcelos, Ben Hur Hitter, Daniel Campoy, Danielle Agapio, Diego Nuevo, Filipe Gudin, Helena Morais, Henrique Caetano, Kelly Souto, Leopoldo Rosalino, Lucas Godoy, Priscila Paparelli, Rebeca Peixoto, Rebecca Godoy, Renata Machado e Simone Almeida.
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4.4.1 Jogos e exercícios teatrais
Usando como base a obra de Spolin (1992), Improvisação para o Teatro, pode‐se constatar que o processo estava no caminho certo. A autora aconselha que a atuação no teatro deve fundamentar‐se na participação em jogos. Envolvendo‐se com o jogo, o participante amplia a liberdade pessoal dentro da demarcação de regras estabelecidas, criando técnicas e habilidades pessoais necessárias para o jogo. Conforme as habilidades vão sendo interiorizadas, a liberdade ou espontaneidade transformam o participante em um jogador criativo. Assim,
Quando o processo é compreendido, e se entende a estória como o resíduo do processo, o resultado é ação dramática, pois toda a energia e ação de cena são geradas pelo simples processo de atuação (SPOLIN, 1992, p. 25).
O processo dos jogos teatrais foram fundamentais no desenvolvimento da peça “Na Floresta”. Isso porque, desde o início, a ideia era permitir que as pessoas se sentissem bem em estar presente e em participar, e não apenas em ter uma chance de se apresentar em um espetáculo teatral. Um exemplo foi o caso da adolescente Júlia Reis que no terceiro encontro, nos procurou e, de uma maneira muito à vontade, compartilhou dizendo que aqueles encontros mostraram‐lhe outros caminhos; os jogos ajudaram‐na a se desinibir, mas descobriu que não conseguiria integrar o projeto como uma atriz do elenco.
Os jogos contribuíram efetivamente para o processo de composição de cada personagem e para o desenvolvimento da performance corporal, visto que a grande maioria dos personagens do espetáculo eram representados pelos animais da floresta, o que exige muito envolvimento. Trabalhar o teatro de forma espontânea e improvisada requer um relacionamento intenso, o respeito e as emoções.
4.4.2 O aprender a viver juntos
A vida urbana atual tem um grande tendência a intensificar as participações em grupos, seja no ambiente familiar, na escola, ou no trabalho, seja em qualquer outra atividade do ser humano contemporâneo. Num relacionamento grupal, o mais importante é a motivação em estar com o outro, participando na composição de caminhos ou de metas em comum a serem atingidas.74 Campbell (2002, p. 53) aponta que: “Aprender a conviver implica compreender os outros e suas culturas, dar valor a nossa interdependência e administrar conflitos com um espírito de pluralismo, compreensão mútua e paz”.
No sentido da perspectiva da diversidade sociocultural, o projeto “Na Floresta” buscou integrar práticas pedagógicas focadas na aprendizagem, no aprender a viver juntos (DELORS, 2003, p. 96), relacionando o fazer ao aprender, aliando conhecimentos gerais a oportunidade de estudar em profundidade uma pequena quantidade de tópicos.
A consciência de um espírito colaborativo foi de fundamental importância para a equipe de trabalho em todo o processo, pois foi necessário partilhar do mesmo espaço cênico, do mesmo camarim, até do mesmo meio de transporte, como no caso da viagem para o interior de São Paulo, na cidade de Brotas, a qual será detalhada mais adiante. Não houve espaço para egocentrismo e vaidades; todos estavam juntos, engajados no mesmo ideal.
4.5 Proposta de trabalho
Na prática, o início do projeto se deu quando foram analisados profundamente o texto e o roteiro do espetáculo. As considerações feitas partiram do estilo dramatúrgico do roteiro. Nas primeiras avaliações textuais, foi escolhido o gênero musical infantil de estilo cômico, com uma abordagem marcada pela preservação da natureza e conscientização ambiental, pelo mundo onde vivemos.As vantagens das propostas idealizadas decorreram principalmente do fato de a direção do espetáculo e sua concepção serem arranjadas pelo mesmo diretor. Assim, a análise das propostas cênicas colocadas nos ensaios foram aplicadas também no projeto cenográfico, sem ter de ser encaminhada a outro setor (no caso, o de cenografia), mantendo, assim, uma linguagem homogênea. As propostas foram pensadas para uma criação de uma produção realista e um estudo envolvendo os materiais utilizados na cenografia, que reduziram a quase zero os custos da produção.
A seguir, foi elaborado o cronograma de trabalho: os ensaios começaram no mês de agosto de 2010, com data de estreia prevista para o dia 13 de novembro de 2010. Conseguiu‐se anotar todas as elaborações dos métodos e os procedimentos que aconteceriam dali em diante. A vantagem de ter participado diretamente da direção do espetáculo decorreu em um grande proveito e diálogo na concepção da cenografia.
As leituras direcionadas para elenco e para cenografia foram bem distintas, pois levam em conta focos diferentes; isto é, para o ensaio da peça, a leitura partia para o
75 sentido cênico e dramatúrgico de composições dos atores e movimentações; ao passo que para cenografia, a leitura era vista mais profundamente com o contexto; se assim se pode dizer, buscou‐se um direcionamento nas “entrelinhas” da narrativa para se chegar à linha da pesquisa. A leitura foi compartilhada com a equipe de trabalho, e todas as ideias e conceitos foram apresentados em reuniões feitas semanalmente.