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SUBTEMA 3 – RESPUESTA A LOS RETOS

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B. El papel de la UNCTAD

IV. SUBTEMA 3 – RESPUESTA A LOS RETOS

Em novembro e dezembro de 2009, recebi vários e-mails de professores demonstrando dificuldades com o Moodle, conforme Figuras 18, 19 e 20:

Figura 18 - Extrato do e-mail recebido de um participante do Espaço Dialógico

Fonte: e-mail da autora, 2009.

Figura 19 - Extrato do e-mail recebido de um participante do Espaço Dialógico

Fonte: e-mail da autora, 2009.

Figura 20 - Extrato do e-mail recebido de um participante do Espaço Dialógico

Fonte: e-mail da autora, 2009.

Com a constatação das dificuldades no acesso e operação do Moodle e da demanda dos professores, foram realizadas cinco oficinas em fevereiro e março de 2010, no NTE e na UESB, além da oficina que aconteceu em julho de 2009.

As oficinas foram conduzidas por mim para que experimentássemos juntos as possibilidades do Moodle. Elas foram realizadas com o intuito de que os professores conhecessem o ambiente como usuário e, especialmente, como editor/autor, pois a proposta era que todos pudessem criar, formatar, explorar a plataforma de aprendizagem de acordo com as próprias necessidades.

Em todas as oficinas, houve uma parte inicial, onde se discutiu educação a distância, suas possibilidades, limites, perspectivas e as experiências individuais e coletivas nessa modalidade de ensino. Dezessete professores participaram das oficinas; destes, cinco não residiam em Vitória da Conquista. Outros professores demonstraram interesse em participar, porém moravam distante de Vitória da Conquista, impossibilitando a participação. Sugeri que

as oficinas acontecessem também em Jequié e Itapetinga (campi da UESB), para que outros professores pudessem participar, porém não foi possível a realização dos encontros naquelas cidades.

As oficinas serviram como vetores e, em certa medida, provocaram o agenciamento do desejo daqueles professores, pois, com o conhecimento dos recursos da plataforma de aprendizagem, eles conseguiram iniciar a participação no Espaço Dialógico. Ao se autorizarem a criar, inserir interfaces no Moodle, se inventam e se criam, ao mesmo tempo, possibilidades de participação no AVA. Nas oficinas foi possível se relacionarem com outras pessoas, com o ambiente virtual e consigo mesmos, com seus medos, fantasmas, conforme mensagem escrita no diário e no fórum do Espaço Dialógico.

(DI150309) Depois da oficina no NTE de V. Conquista, sinto-me mais a vontade para transitar e participar das atividades dentro da nossa casa. (FD150309) Estava lá e aprendi muito sobre o propósito do ambiente e pude me inteirar de seu funcionamento para que, desta maneira possa colaborar.

Muito obrigada,

Durante o período da pesquisa, participei de três reuniões na UESB com os professores. Não fui convidada diretamente, mas, como fui informada por eles de que haveria reunião presencial ou via videoconferência, solicitei à coordenação a minha participação. Como pesquisadora implicada no campo de pesquisa e com o olhar atento, observava os movimentos no Espaço Dialógico e fora dele.

Em 10 de fevereiro de 2010, participei de uma reunião com os professores do ciclo avançado. O módulo, que seria ministrado no mês seguinte (março/2010) no curso “Mídias na Educação”, tratava da Multimídia Educacional e da utilização de software de autoria. A coordenadora do ciclo avançado abriu um fórum no Espaço Dialógico para que os professores conversassem sobre esse tema (Figura 21).

Figura 21- Mensagem no fórum de discussão Planejando o Módulo Mídia Educacional

Quando a coordenadora diz [...] poderíamos ter uma única atividade que seria a produção de um material didático sobre tema a ser definido conjuntamente entre cada aluno

e tutor [...], ela deixa uma possibilidade de mudança de rumo, uma brecha no curso em que já

está definido a priori o que e como deve ser ensinado. Os professores não responderam à solicitação da coordenação. Não foram abertos tópicos nesse espaço e não houve avanço nas discussões.

Nesse período, a coordenação marcou uma oficina de software de autoria, para a qual fui convidada, pela professora que ministrou a oficina, para participar. Depois da oficina, conversei com os professores sobre a participação no Espaço Dialógico e perguntei sobre a participação de cada um deles no ambiente. Eles disseram:

(RP100210) Não estou tendo tempo para acessar o ambiente.

(RP100210) Eu vi que a coordenação abriu um fórum para discutirmos o módulo, mas eu não conhecia nenhum software de autoria. Fiquei aguardando que alguém se pronunciasse.

(RP100210) Estou acompanhando as discussões por e-mail. Estou com problemas pessoais, mas a partir de abril terei mais tempo para participar. (RP030310) Não tenho experiência suficiente, só quero participar quando tiver mensagens consistentes para postar.

Quando o professor diz Fiquei aguardando que alguém se pronunciasse, indica, mais uma vez, que a falta de conhecimento sobre o assunto discutido ou a inexperiência na operação da plataforma podem ser restritores da participação. Parece que as pessoas só se autorizam a participar das discussões no AVA para a formação na docência online quando já têm experiência na EaD ou conhecimentos prévios sobre o conteúdo debatido. As linhas de poder que atravessam esse AVA fazem com que os professores se sintam constrangidos em se expor, inserir as suas fragilidades e inseguranças no fluxo dialógico. Essa constatação é ratificada pela fala do professor: Não tenho experiência suficiente, só quero participar

quando tiver mensagens consistentes para postar. É como se a senha para o acesso ao plano

de criação coletiva fosse a própria experiência. Como fica, então, o processo de formação? Vamos continuar cartografando o campo empírico para podermos visualizar o grande mapa construído com base na experiência vivenciada e tentar compreender as subjetividades produzidas nesse ambiente e o processo de formação de docentes online em AVA.

No dia 18 de março de 2010, em uma das oficinas de Moodle ministradas por mim, a coordenadora entrou no laboratório de informática para conversar com os professores. Perguntei sobre a participação dela no ambiente. Ela disse:

(RP180210) Eu preferi nem começar, porque se eu colocar uma mensagem no ambiente e depois passar vários dias sem acessar, pode caracterizar negligência, descaso. Estou aproveitando as discussões. Estão muito boas. Recebo por e-mail.

Essa situação também me afetou e alguns questionamentos surgiram daí: qual o compromisso social, político, pedagógico da instituição com o desenvolvimento dos cursos online? Por que há dificuldades das pessoas de interagirem no ambiente virtual? Quais os efeitos da intervenção para criar condições de possibilidade de formação dos professores de cursos online?

Algumas dessas questões foram sendo respondidas no processo de interpretação do que foi vivido no AVA, da cartografia e outras tantas questões foram surgindo.

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