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Substituted Benzyl Units

5.2 Synthesis

5.2.1 Substituted Benzyl Units

Diz-se que houve aprendizagem quando ocorre uma mudança relativamente permanente no comportamento do aprendiz, resultante de uma experiência (ROBBINS, 2005) que pode ser própria, pela observação de outras pessoas, ou através de outros, utilizados como modelos (BANDURA, 1977). É a aprendizagem social e ocorre a todo tempo e em variados ambientes.

Na aprendizagem por observação, quatro elementos estão presentes: a observação, uma seleção do que é interessante; a retenção, codificação, tradução e armazenagem de padrões; a reprodução, a tradução correta das concepções armazenadas através das atitudes e comportamentos; a motivação e interesses: a recompensa pode ser elemento para o incentivo e

a motivação (BANDURA, 1977). A aprendizagem social acontece quando os indivíduos participam de grupos sociais, que vão do local de educação formal, de centros de esportes e lazer, de cultura e ainda, nas empresas e associações de empregados ou de profissionais.

Para Lave e Wenger (1991) a aprendizagem acontece quando os indivíduos participam de alguma prática social, bem como pelos relacionamentos que desenvolvem em atividades grupais, e assim, definem significados. Denominaram esta formação de aprendizagem situada. Nela, aprendizes aprendem com outros principiantes e negociam os significados, enquanto praticam. Para isto, a empresa precisa disponibilizar momentos de interação entre os indivíduos para que a comunicação propicie o aprendizado.

Centros de formação escola-empresa são locais em que a aprendizagem situada poderá se dá, criando um ambiente transformador para o aluno, que se percebe mais próximo de seu futuro trabalho, poderá fazer escolhas profissionais mais acertadas baseada também na vivência e aumenta seu networking; para a empresa, que já inicia um processo seletivo com seus alunos.

A circulação de informações entre os pares é fator contributivo para a aprendizagem. Os pares, na empresa, são de três categorias: o informante; o colega e o especial. Na primeira, os pares são aqueles que ofertam informações, sem envolvimento psicossocial para com o desenvolvimento profissional do parceiro. Os colegas são os pares com os quais há discussão sobre a carreira, sobre o trabalho e as amizades. Por fim, os especiais são os colegas de relacionamento mais profundo, em geral, de relacionamento mais duradouro e que ofertam suporte emocional, conselhos e confiança (KRAM; ISABELLA, 1985).

Por isso, o ambiente de trabalho é também de aprendizado, pelo qual as pessoas exercitam e aprimoram suas capacidades de melhor desempenhar suas funções, bem como aprendem da experiência dos outros, desta forma, promovem seu desenvolvimento e dos agrupamentos sociais nos quais participam. Tal desenvolvimento social relaciona-se do mesmo modo com o desenvolvimento econômico, no nível da produção.

Apesar de conceitualmente diferente, desenvolvimento social e desenvolvimento econômico não são conflitantes. Seria ingenuidade compreender que a demanda por emancipação social desprezasse o crescimento da economia. Os objetivos das sociedades são tanto políticos, culturais e sociais, quanto o são econômicos. Assim, como é que o capital humano afeta as saídas e o crescimento da economia? O padrão geralmente considera a quantidade média de anos de estudo da força de trabalho.

Uma alternativa é considerar o Fator Total de Produtividade no qual o capital humano não é tratado como mais um dos fatores de produção. A premissa é que pessoas mais

educadas são melhores em criar, implantar e adotar novas tecnologias, gerando mais crescimento econômico (BENHABIB; SPIEGEL, 1994).

Demonstrou-se que o capital humano não determina, mas influencia o crescimento econômico, fruto das inovações que introduzem e da taxa em que adotam tecnologias externas ou inovam incrementalmente sobre elas. Para tal crescimento, necessário se faz que as pessoas e as empresas consigam maior produtividade de seus recursos. Recursos bem utilizados irão gerar mais riqueza, contribuindo para o bem-estar social (HARBISON; MYERS, 1964, p. 13) e há indícios da baixa produtividade no Brasil (DAUDE; ARIAS, 2010).

Daude e Arias (2010), em um estudo sobre o papel da produtividade e fatores de acumulação no desenvolvimento econômico da América Latina e Caribe (ALC), questionaram o que direciona o crescimento econômico na ALC. Concluíram que a baixa produtividade, a eficiência na combinação dos fatores de produção, na ALC, é o principal elemento restritivo ao crescimento econômico.

A baixa e lenta produtividade, medidas pelo Fator Total de Produtividade (FTP), em lugar dos impedimentos à acumulação de valores, é a chave para compreender os baixos resultados da América Latina e Caribe, em relação às economias desenvolvidas: baixo crescimento econômico devido ao crescimento lento da produtividade; dificuldade em acompanhar os países desenvolvidos, em contraste com a teoria e evidências em outros lugares, e o fato de que a produtividade é de cerca de metade do seu potencial.

Maior produtividade proporcionaria melhor uso do capital acumulado, físico e humano, bem como mais rápida acumulação de tais fatores de produção. Isto fecharia a distância em produtividade relativamente aos países desenvolvidos. O FTP mensura a eficiência pela qual os fatores de produção disponíveis são transformados em saídas. O FTP inclui os componentes tecnológicos e são propensos a aumentar à medida que eles e as fronteiras se expandem. O FTP é afetado ainda pela eficiência dos mercados e pelos serviços públicos (DAUDE; ARIAS, 2010).

O estudo concluiu que a chave para o problema do desenvolvimento econômico da região é encontrar como reduzir a diferença em produtividade, relativo aos países centrais. Uma política de desenvolvimento para a região deve considerar as causas da baixa produtividade e a ação em suas raízes. Avanços tecnológicos no nível das empresas é parte do problema, bem como a produção individual (DAUDE; ARIAS, 2010).

No Gráfico 7 (3), apresenta-se a estimativa dos níveis de produtividade na ALC em 2005. Observa-se que o Brasil está acima do indicador típico, entretanto, abaixo de nações como Chile, Costa Rica e República Dominicana.

FTP (%)

Países da América Latina e do Caribe

Gráfico 7 (3): Estimativa do nível de produtividade na ALC (2005). Fonte: Duade e Arias (2010).

De um total de 19 países, sete estão abaixo da linha típica (100%) e dez estão acima do valor típico. O Brasil apresenta um indicador de produtividade total equivalente às nações de El Salvador e México, além da Colômbia e Panamá. Observa-se ainda a forte diferença entre os países nos extremos do gráfico: Chile e Honduras.

Desta realidade, surgem questionamentos: Como será o FTP das empresas em Suape comparando-se com outros complexos industriais portuários? Quais são os impactos do FTP sobre os produtos brasileiros, em quantidade produzida, em qualidade e em reputação? Quais fatores são determinantes para o FTP brasileiro? Quais ações poderão melhorá-lo? Considerando as necessárias mudanças do modo de produção do conhecimento nas universidades, Gibbons (1998) fez as seguintes provocações:

• Quem serão os estudantes do Século XXI?

• Quem será o principal “consumidor” da educação e o que eles desejarão? • Como o mercado de trabalho e as relações de emprego serão organizados? • Como tais tendências influenciarão o que estudar e por quanto tempo? • Quais caminhos serão mais significantes para e economia global?

• Como tais caminhos afetarão o fornecimento e a demanda por profissionais graduados e pós-graduados?

• Que formato tomará esta demanda?

• Como serão as relações entre as corporações e as universidades?

• Esta última irá permanecer altamente independente e descompromissada com seus parceiros empresariais?

• Até qual extensão o aprendizado será incorporado ao local do trabalho como uma responsabilidade do trabalho?

Desde o final da Segunda Guerra Mundial, as universidades têm procurado se estabelecer como principais instituições responsáveis pelas pesquisas básicas, enquanto a pesquisa aplicada foi legada aos governos e laboratórios industriais (GIBBONS, 1998). Com a natureza globalizada do conhecimento, essa separação é desnecessária. Mais além, aumenta a distância entre as instituições de pesquisa e ensino e as empresas.

Em função da dinâmica da inovação, da extensa produção de conhecimentos em localidades dispersas geograficamente e da produção e variedade de bens de consumo em larga escala, os indivíduos devem aprender e desaprender; devem ter atitude positiva para conviver com a mudança constante e de ciclo rápido, ao mesmo tempo em que precisam lidar com problemas complexos, multidisciplinares. Este comportamento e atitude demandam conhecimentos técnicos, mas ainda, aprendizagem comportamental, o que se inicia a socialização primária e se estende às escolas, empresas e outros locais que as pessoas freqüentam.

Como conseqüências e tendências da nova modalidade de gerar e de utilizar conhecimento, emerge a necessidade de um novo paradigma, tanto na educação, quanto na produção; tanto de conhecimentos quanto de bens e serviços, que são a interface entre a competição e a colaboração, as alianças para a pesquisa e desenvolvimento, e solução de problemas, além das empresas e institutos de educação e pesquisa, formando redes. São sugeridas novas abordagens para aprender, tais como combinar práticas e teorias no ensino; aprendizado de simulação e elaboração de modelos matemáticos e computacionais, visto o acesso aos computadores; desenvolvimento das habilidades de resolver problemas complexos e aprender das soluções. Estes são elementos-chaves para a transdisciplinaridade (GIBBONS, 1998).

Da mesma forma, necessário se faz novos métodos de ensino, que permitam combinar as disciplinas e que despertem nos alunos as possibilidades de soluções criativas e complexas, e que eles possam, neste aprender, resolver problemas das suas vidas e das organizações para as quais trabalham. E como ampliar a quantidade de tempo de estudos e a qualidade do ensino

e da aprendizagem? Parece necessário aproximar geograficamente a escola das empresas, para reduzir o tempo de deslocamento. O CIPS dista 40 km do Recife/PE, mas as velocidades médias dos transportes urbanos são baixas, o que conduz a tempos de deslocamento razoáveis para os alunos. Um sistema de transporte mais eficaz faz-se necessário, com linhas entre aquele pólo e as IES.

Para Gibbons (1998) novos métodos de ensino envolvem novos paradigmas educacionais, novos currículos e professores interessados nas questões da vida do aluno e no trabalho em equipes. Inclui os cursos de graduação e de pós-graduação. Isto abarca a formação de parcerias e alianças. Através delas, universidades, alunos empresas e outras organizações podem compartilhar informações, problemas, soluções e transferência de tecnologias.

Igualmente, universidades podem gerar inovações e comercializar seus produtos para as empresas, gerando recursos financeiros para mais investimentos em pesquisa e em educação. Para as instituições de pesquisa e ensino, especialmente no nível superior como a UFPE e a UPE, é necessário compromisso de direito e de fato com as soluções demandadas pelas próprias escolas. Além disto, por governos e empresas, para a produção de conhecimento e de inovações que possam reduzir as perdas pelo uso de técnicas de tentativa, erros e aprendizagem.

Para Suape, é necessário convidar empresas, governos e a população para a interação em eventos científicos visando conhecer das demandas e tornar conhecidas as capacidades disponíveis nas IES. Além disso, os eventos contribuem para atrair capital intelectual disponível no Estado de Pernambuco, a se juntar na promoção da educação e do desenvolvimento.

Contudo, devido à distância entre as universidades e os mercados, Gibbons (1998) sugere a criação de organizações capazes de mediar a produção e a comercialização, e assim, proporcionar transferência de tecnologia mais rápido.

Da mesma forma, a relação entre empregados e empresas mudou radicalmente. De forma célere, este relacionamento deixou a estabilidade de até os anos 1990, para contratos temporais cada vez mais curtos. Isto requer do profissional mais responsabilidade pela sua formação e carreira, antes delegada em parte considerável à empresa, numa relação de longo prazo. O foco não é mais no emprego, é na empregabilidade. A acumulação de habilidades e reputação pode ser investida em novas oportunidades de carreira, em função da sociedade do risco, o que provoca o profissional ao processo de mudança constante na sociedade, a aceitação do desafio de estar em constante aprendizado (WATTS, 2001).

Desta forma, centros de estudos e pesquisas, estudantes e profissionais, e empresas e empregadores devem ter atitude positiva para o aprendizado, a adoção de novas técnicas e formas de pesquisar, a aceitação, acreditação e adaptação do conhecimento de onde quer que ele se origine e a construção de ambientes que facilitem a participação de membros internos e externos à organização. O Quadro 7 fornece uma lista com elementos contributivos para ampliar a educação, a formação nas empresas e as aproximar das IES.