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Dans le document Introduction à la programmation R (Page 107-113)

A Educação de Jovens e Adultos é um projeto da Seduc, em parceria com a 8ª URE (Unidade Regional de Educação) de Castanhal. Essa parceria com a Seduc, pelos arquivos desta URE teve início em 1988, iniciando assim o funcionamento da Educação de Jovens e Adultos no município de Castanhal. Em 1988, iniciaram-se as atividades com o telecurso, mas só em 2000, começou o trabalho com o exame de suplência, em que os alunos faziam as inscrições e três meses depois eram realizadas as provas. O período de realização dessas provas acontecia em junho e novembro. A partir de 2003, essas provas começaram a ser realizadas apenas uma vez ao ano, no mês de novembro.

Esse tipo de exame atende ao ensino fundamental e ao ensino médio. Para as pessoas do fundamental é necessário que seja a partir de 15 anos, para o ensino médio é exigida a idade de 18 anos completos.

Segundo a coordenadora da EJA em uma entrevista, no município de Castanhal, a clientela maior para o ingresso no programa, é de pessoas que ainda não concluíram o ensino médio e que estão com certa idade ou dificuldade em concluí-lo, e às vezes precisam desse certificado com urgência.

No município de Castanhal, apenas oito escolas atendem a educação de jovens e adultos. Em apenas cinco municípios de jurisdição da 8a URE de Castanhal funcionam turmas de EJA.

As turmas de educação de jovens e adultos funcionam durante o dia e à noite. Para os alunos estudarem à noite é preciso ter no mínimo 15 anos completos. Em termos legais, as turmas de EJA também podem funcionar em caráter de aceleração. O programa de educação de jovens e adultos em Castanhal adere à proposta que é enviada pela Seduc.

Em termos de proposta pedagógica, é feito o acompanhamento das turmas, e os professores fazem o curso de capacitação na própria secretaria regional de educação. O conteúdo programático é fornecido pela Seduc, já que a EJA faz parte do projeto político pedagógico da escola. A coordenadora do programa afirma que “a secretaria de educação, procura desenvolver um trabalho que realmente atenda os alunos, entrando em contato com a sede da Secretaria de Educação em Belém, e sempre perguntando se existem novas informações a serem repassadas para as escolas”.

Todo final de ano é enviada para a Seduc, a estatística final, para que esta seja avaliada. No início do ano, é enviada a estatística de matrículas iniciais. O programa também dispõe de um acompanhamento para os alunos, onde se beneficiam da merenda escolar e livros didáticos para o acompanhamento de suas atividades escolares. Na Seduc, essa modalidade de ensino é conhecida como Coordenação de Educação de Jovens e Adultos (CEJA). A coordenadora responsável pelo programa em Castanhal comenta que o programa atende alunos tanto para a conclusão do ensino fundamental e médio como também para o exame especial, específico para alunos que ficam em dependência.

Em 2006 o exame especial aconteceu em fevereiro para pessoas que ficaram em alguma disciplina. Para os alunos que ficaram até em três disciplinas, puderam contar com essa oportunidade, sendo que, só podia fazer o exame quem já tinha 15 anos completos, para o ensino fundamental, e 18 anos para o ensino médio e estava nas séries finais, como 4a etapa ou 3o ano. A coordenadora da EJA diz que em Castanhal, tem percebido na EJA, um índice de reprovação em Matemática menos elevado. Diz ainda, que não é tão forte como no ensino regular e que quase não há evasão escolar.

Em relação aos horários escolares das turmas da EJA, cinco escolas funcionam no turno noturno. Durante o dia, apenas três escolas funcionam. Na entrevista com a coordenadora, esta faz alguns desabafos sobre o que tem observado na educação de um modo geral:

[...] A educação em si precisa ainda muito de cuidados, não adianta querer dizer que está melhorando, porque a educação precisa de olhares que possam mudar tanto o comportamento dos professores como dos alunos. Vejo que as escolas públicas não oferecem condições suficientes para que o aluno tenha vontade de ir para a escola, mas, tanto nós, como professores, e os próprios alunos também deixamos um pouco a desejar. Ser professor é uma função que não deveria ser assumida como um emprego qualquer, mas deveria ser assumida por amor, porque exige muita paciência e dedicação. Em uma sala de aula vamos lidar com pessoas que precisam da gente, na maioria das vezes, os pais jogam essa responsabilidade para a escola.

A fala da coordenadora demonstra uma insatisfação com os problemas existentes na escola atualmente. Isso nos chama atenção para o desinteresse do aluno na sala de aula.

Hoje em dia no ensino fundamental e médio, os alunos recebem livros didáticos. Em que pese esta vantagem em relação a tempos passados, os alunos

querem mais melhorias da qualidade do ensino. Reclamam por exemplo, da situação física em que muitos prédios se encontram. Mas, na maioria das vezes, o próprio aluno não cuida daquilo que conquistou, e ainda reclama que os professores não se dedicam como deveriam. Assim, a educação caminha aos “empurrões”.

A educação de jovens e adultos também tem suas dificuldades, mas sempre se procura atender às necessidades, diz a coordenadora:

[...] A educação em si é infelizmente cheia de problemas. A única dificuldade que encontro no meu trabalho com a EJA, é em relação à expedição de certificados. Depois que são aprovados, preenchemos o requerimento que o aluno foi aprovado e enviamos para a Seduc onde são expedidos. A demora é muito grande, tem documento que passa um ano para ser expedido. O certificado expedido por Belém é do exame de suplência, de quem faz a dependência na URE.

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