Carte 10 : les zones de production rizicole en Uruguay
N. B : la périodicité est celle des années pour lesquelles nous disposons d'informations précises.
2.3.3.3. La structure foncière des exploitations rizicoles uruguayennes Tout autant que la technicité et l'histoire de la profession, les caractéristiques
Pela análise da correlação das variáveis, observou-se que o tempo de permanência foi o único fator que apresentou correlação estatisticamente significativa e alta com a ocorrência de EA/I (com r=0,77 a r=0,78 e p=0,02) em todos os testes. Esse resultado reforça a maior suscetibilidade do paciente a sofrer algum EA/I quanto maior for o tempo de permanência.
As variáveis estresse, coping, burnout e carga de trabalho de enfermagem também não apresentaram correlação, contrariamente ao
esperado, rejeitando a hipótese estudada e contrariando diversos estudos
(33,35,36)
. É possível que o fato de a equipe ter utilizado, predominantemente, o coping controle, o estresse não foi um fator associado aos EA/I e nem à carga de trabalho de enfermagem, neste estudo.
Porém, pela análise descritiva, observou-se que unidades com elevada carga de trabalho, como UTI de Queimados e UTI Emergência Cirúrgica, acrescido de altos escores de estresse ou burnout tiveram maior média de ocorrência de EA/I. Esse resultado é coerente com outros estudos que identificaram associação estatisticamente significativa entre essas variáveis (33,35,36).
Neste estudo, algumas limitações podem ter dificultado a identificação dos fatores humanos de enfermagem e do paciente crítico com os EA/I em UTI, conforme proposta deste estudo: variáveis biossociais e clínicas do paciente, carga de trabalho de enfermagem, estresse, coping, burnout e EA/I.
O tamanho da amostra, tanto de pacientes, quanto de profissionais é uma limitação, além do curto período de seguimento de 30 dias. Investigações com amostras maiores de pacientes e profissionais e coortes mais longas, podem encontrar conclusões mais profícuas.
A dificuldade de associação entre as variáveis biossociais dos pacientes e as variáveis biossociais e do trabalho da equipe de enfermagem foi outra limitação de destaque. Estudos subsequentes podem avançar nas análises sobre EA/I, utilizando instrumentos específicos sobre segurança do paciente na perspectiva da equipe de enfermagem, a fim de viabilizar análises mais profundas sobre elas.
Outra limitação foi o desenho de pesquisa, uma vez que se utilizou uma medida de estresse, coping e burnout da equipe de enfermagem e o seguimento das variáveis biossociais dos pacientes e EA/I. Um estudo que englobe uma avalição longitudinal de estresse pode ser uma sugestão para desenhos de pesquisas futuras.
Ademais, a análise dos prontuários foi dificultada pela baixa qualidade das anotações, no sentido de que os EA/I podem não ter sido registrados adequadamente. Isso porque, ainda é forte a cultura punitiva nos serviços de saúde brasileiros e a subnotificação de EA/I é uma realidade.
Ainda sobre as análises de prontuários, outra limitação foi a impossibilidade de análise por pares. Embora tenha sido realizado treinamento, reuniões de consenso e um manual para apoio, as análises foram passíveis das interpretações de cada analista.
A opção pela classificação da OMS também foi um fator limitante, pois dificulta comparações e a exploração de quais EA/I compuseram cada categoria citada. A própria definição de incidente e evento adverso é contraditória, no que concerne a classificação do tipo de dano. Assim, uma análise exploratória mais detalhada de cada categoria é necessária em estudos subsequentes.
Também, uma segunda análise de concordância do NAS poderia ter sido realizada para a obtenção de medidas do NAS mais fidedignas e com menor perda. Embora o treinamento intenso junto aos enfermeiros tenha sido realizado, há os limites da própria organização do processo de trabalho, bem como o interesse da instituição.
Outra limitação foi a análise da carga de trabalho de enfermagem sob um único aspecto, ou seja, horas de trabalho, sem levar em consideração outros atributos contidos nesse conceito. Em sentido amplo, é possível que essa variável apresente associação com outras variáveis como estresse, burnout, satisfação, fadiga, capacidade para o trabalho e qualidade de vida.
E, para finalizar, é pertinente considerar que outras pesquisas encontram-se em andamento de maneira a dar continuidade ao estudo da associação entre as variáveis deste estudo, quais sejam: estresse, coping, burnout, gravidade do paciente e carga de trabalho de enfermagem, agregando a elas a medida da segurança do ambiente de trabalho sob a ótica da equipe de enfermagem e satisfação profissional.
7 CONCLUSÕES
Este estudo analisou a associação entre o as características biossociais e clínicas dos pacientes, carga de trabalho de enfermagem, estresse, coping, burnout da equipe de enfermagem e a ocorrência de EA/I.
Os resultados permitiram elaborar as conclusões a seguir.
7.1 CARACTERÍSTICAS BIOSSOCIAIS DOS PACIENTES,
CARGA DE TRABALHO DE ENFERMAGEM E CARACTERIZAÇÃO DOS EA/I
Participaram do estudo 111 pacientes, a maioria eram homens (54,10%), com idade média de 51 anos, procedentes da unidade de internação (87,40%) e sobreviveram à internação (97,30%), com escore SAPS II de 27, 05% e probabilidade de morte de 12,00%, um perfil coerente com a literatura encontrada.
Os 111 pacientes sofreram 1.055 ocorrências no decorrer da internação na UTI, sendo que 684 (64,83%) foram incidentes (sem dano) e 371 (35,17%) eventos adversos (com dano), que envolveram 52 (46,85%) e 59 (53,15%) pacientes, respectivamente. As ocorrências, em maioria, relacionaram-se a:
procedimento/processo clínico (48,53%), falhas com documentação (28,06%), administração de medicamentos ou relacionados a fluídos endovenosos (8,63%), acidentes com paciente (6,26%), infecção hospitalar (3,22%) e nutrição (3,13%).
O tipo de dano predominante relacionou-se à fisiopatologia (50,67 %), seguido de lesão (30,46%) e outro (18,87%).
A gravidade das ocorrências teve intensidade, predominantemente, de fraca (49,87%) à moderada (46,90%).
Houve correlação baixa entre a variável idade e EA/I (p=0,01 e r=0,23), gravidade (p=0,00 e r=0,31) e probabilidade de morte (p=0,00 e r=0,31).
A variável EA/I correlacionou-se com gravidade (p=0,00 e r=0,27) e probabilidade de morte (p=0,00 e r=0,27), porém de baixa intensidade, bem como com o tempo de internação, sendo correlação positiva moderada (p=0,00 e r=0,41).
7.2 CARACTERÍSTICAS BIOSSOCIAIS E DO TRABALHO
DA EQUIPE DE ENFERMAGEM E ANÁLISE DE