2.2. Affaiblissement de la production pluviale, consolidation du bassin transfrontalier irrigué
2.2.1. La relative marginalisation du riz pluvial brésilien
2.2.1.2. Riz pluvial des Cerrados et concurrence dans l'affectation des sols Les modifications des préférences en termes de qualité et la concurrence entre
Alguns autores afirmam que diferentes fatores estão relacionados ao burnout e podem ser considerados como moderadores, uma vez que sexo, idade, formação, tempo de serviço, estado civil, número de filhos são variáveis que podem influenciar tanto positiva quanto negativamente no que se refere ao burnout. De acordo com esses autores, podem-se resumir esses fatores nos itens a seguir (41,96,102):
● Idade – Estudos identificaram que o burnout é mais frequente entre pessoas até 30 anos e atribuem à inexperiência profissional como determinante do burnout nessa faixa etária. No entanto, pesquisadores sugerem que existe um viés ao se afirmar que o burnout é mais frequente entre jovens profissionais, uma vez que os trabalhadores que se sentem incompetentes para o trabalho já teriam abandonado a profissão e os que se mantiveram em seus postos são aqueles que tiveram menores níveis da síndrome (103).
● Gênero – Com mais frequência, as mulheres apresentam pontuações mais elevadas de exaustão emocional do que os homens. Isso é explicado em parte, porque as mulheres culturalmente expõem mais abertamente seus sentimentos do que eles. Estes apresentam pontuações de burnout mais elevadas na despersonalização, possivelmente por adotarem atitudes de distanciamento das pessoas e hostilidade. Porém, não há um consenso entre autores quanto à suscetibilidade ao burnout entre homens e mulheres, já que outras variáveis moderadoras também interferem na propensão à síndrome.
● Estado civil – As pesquisas identificam que os solteiros apresentam maiores níveis de estresse e burnout que os casados, o que pode ser justificado pela ausência de suporte social da família.
● Número de filhos – Ter filhos não é um fator que os pesquisadores atribuem em consenso como agravante ao burnout. Alguns atribuem aos filhos o equilíbrio emocional comprometido pelo trabalho.
● Nível de escolaridade – O idealismo e o entusiasmo podem estar
associados à exaustão emocional e à despersonalização, sendo que as maiores responsabilidades e expectativas que profissões de nível superior ofereçam podem justificar esses achados. Por outro lado, maior grau de escolaridade foi identificado como um fator positivo no enfrentamento do estresse (104).
● Personalidade – As características da personalidade podem ser consideradas potencializadoras ou inibidoras dos estressores. Autores sugerem que as pessoas que apresentam menos componentes da personalidade “hard”, isto é, com características da personalidade que exibem uma tendência de avaliar os estressores como ameaça, usando um foco externo de controle do estresse, com frequência, possuem maiores escores de burnout. De maneira semelhante, indivíduos que exibem comportamento Tipo
A (com maior risco para doenças coronarianas) são mais propensos a dimensão do burnout de exaustão emocional.
Outra característica da personalidade é o comportamento assertivo. Pessoas assertivas expressam melhor suas ideias e sentimentos, são mais produtivas e sentem-se satisfeitas no trabalho o que pode prevenir ou diminuir os riscos de burnout (105).
Além dos fatores pessoais, os fatores relacionados ao trabalho também contribuem para o burnout. Pesquisadores concluíram que vários fatores de risco organizacionais são causadores da síndrome em maior intensidade que os fatores individuais (41,96). No entanto, não é um fator ou outro determinante para o burnout, mas sim, a associação de um fator e outro. Assim, quanto maior a compatibilidade do indivíduo ao seu trabalho e ambiente ocupacional, menor o risco de burnout e, consequentemente, maior o engajamento. Essa gama de características foi categorizada em seis áreas por Maslach e Leiter (96), sendo que as duas primeiras foram fundamentadas no modelo de demanda-controle de Karasek e Theorell (106).
● Sobrecarga de trabalho – A excessiva carga de trabalho é um componente que precede a exaustão emocional. Grande volume de atividades, realização de tarefas em tempo mínimo, responsabilidades assumidas e conflitos pessoais que excedem as fontes de energia emocional são causas de exaustão. Há, portanto, um desequilíbrio entre as tarefas a serem realizadas e a capacidade do indivíduo de executá-las. Esse desequilíbrio irá repercutir nas esferas pessoais e sociais do indivíduo.
● Falta de controle – Situações inesperadas no trabalho como: viagens, mudança de turno ou período de trabalho e horas-extras sem aviso com antecedência, são eventos que levam o trabalhador a sentir-se sem controle ou sem autonomia sobre seu trabalho. Não há participação nas decisões. Estudos apontam que essas situações são motivos de desgaste no trabalho (107).
● Recompensa insuficiente – A falta de reconhecimento pelo desempenho no trabalho pode interferir negativamente na moral dos empregados. As pessoas que trabalham em atividades assistenciais são as que mais sofrem com a falta de reconhecimento, uma vez que atendem indivíduos com problemas, necessidades de saúde ou de aprendizagem. Quando resolvem seus problemas e satisfazem suas necessidades, não necessitam mais dos serviços, vão embora e são substituídos por outros com novos problemas. Assim, num ciclo sucessivo, todos os “êxitos” do trabalho não permanecem para serem avaliados ou reconhecidos
(107)
.
● Ruptura com a comunidade – O suporte social dos colegas dentro da organização, bem como o senso de coletividade representam fatores preventivos do burnout. A falta de um ambiente amistoso, de cooperação e co-responsabilidade comprometem a resolução de conflitos, os níveis de estresse e burnout tornam-se elevados, o que dificulta a realização das atividades (41,96,107).
● Falta de justiça – A percepção de desigualdade ou falta de justiça
no local de trabalho é considerada como preditor de despersonalização. A irritabilidade, o cinismo e a raiva são comuns entre pessoas que se sentem injustiçadas o que é motivo de desentendimentos e conflitos, podendo buscar um ressarcimento pessoal diante disso como, por exemplo, sair mais cedo do trabalho, furto de materiais e suprimentos da instituição e, se tratando dos serviços de saúde, até mesmo de medicamentos.
● Conflitos de valor – Refere-se aos ideais e objetivos que originalmente atraíram o indivíduo para o emprego, servindo de motivação entre trabalhador e trabalho. Quando a pessoa atua num ambiente onde os valores pessoais divergem dos valores da organização, ela vivencia o conflito de valor. Nesse sentido, o trabalhador sente-se descontextualizado e que não é compatível
para exercer suas funções naquele ambiente. Ou ainda, quando a pessoa vivencia conflitos entre valores da própria instituição como o reconhecimento do trabalhador sem a preocupação com a satisfação dos clientes.
De acordo com essas seis áreas o burnout é um mediador de impacto do estresse sobre as consequências desses estressores no trabalho.
Outro fator que também está relacionado ao maior nível de estresse e burnout, mas não está inteiramente elucidado pela literatura, é o tempo de serviço. Não há um consenso entre os autores quanto ao tempo de serviço influenciar na ocorrência de burnout. No entanto, alguns pesquisadores observaram que o burnout pode estar associado à inexperiência, comum no início da carreira profissional. Os autores são unânimes em afirmar que profissionais que trabalham na assistência a pessoas são mais propensos ao burnout.
Além disso, entre outros determinantes de burnout relacionados ao trabalho podem ser citados: conflitos éticos, falta de feedback, poucas possibilidades de progressão na carreira, pressões no trabalho, responsabilidades, insatisfação, alta rotatividade (41,96,107), baixa remuneração e diversidade de tarefas e de responsabilidades (82), entre outros.
Em vista desses fatores, é inegável que o burnout comprometa a saúde do trabalhador, produzindo sinais e sintomas, comprometendo a capacidade para o trabalho.