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STATUS/ADDRESS REGISTER

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6.9 STATUS/ADDRESS REGISTER

Com a constatação da multidimensionalidade do termo qualidade de vida, os pesquisadores passaram a perceber a importância e a necessidade de avaliarem o termo em referência ao fator idade e o estágio de desenvolvimento dos grupos, analisando as diferentes fases do ciclo da vida: infância, adolescência, adultez e velhice.

Em relação ao aumento visível do número de idosos, graças principalmente aos avanços da medicina e melhoria da qualidade de vida dessa população, citados anteriormente, que aumenta tanto em termos de longevidade como de número populacional, muitas questões carecem de entendimento, principalmente em relação ao bem estar físico, psicológico e social, preocupando e interessando cada vez mais aos planejadores de políticas públicas, nas áreas da saúde, educação, previdência e seguridade social e, ainda, do trabalho, como já citado.

Então, existem critérios predefinidos para se avaliar a qualidade de vida na velhice, pois o interesse permeia várias áreas de abrangência dessa fase, incluindo gerontologia social, onde predominam as associações entre a qualidade de vida, satisfação e atividade social.

Segundo a OMS, qualidade de vida pressupõe a percepção individual sobre a própria posição na vida, os sistemas de cultura e de valores em contexto de vida, e em relação aos seus objetivos, expectativas, padrões e preocupações. O conceito pertence a um campo polissêmico, com uma faceta relacionada ao modo de vida, suas condições e estilos, enquanto outra engloba ideias como: desenvolvimento sustentável, e os direitos humanos e sociais (CARR, et al, 2003; MINAYO, 2003).

Ainda segundo Minayo (2003), qualidade de vida é um conceito multidimensional, englobando várias áreas, motivações e indicadores sociais, como as atividades de autocuidado, mobilidade, atividades físicas e desempenho de papéis, bem como: doença e os sintomas relacionados com o tratamento, funcionamento social

(atividades sociais e relacionamentos), saúde mental (humor, autoestima, bem estar, percepção), desenvolvimento espiritual e existencial, valores culturais, segurança e ambiente (residência adequada, rendimento econômico), amor, liberdade, felicidade, satisfação com a vida.

Na Psicologia, por sua vez, os aspectos mais comumente investigados se referem as auto crenças de controle, auto eficácia e significado, bem como competência social e cognitiva e bem estar subjetivo, e nos domínios da bioética, o interesse se faz em torno sobre as avaliações das possibilidades ou não de autonomia de respeito à dignidade oferecidas a todos os idosos pelo sistema social e pelos seus microssistemas (NERI, 2008).

Em 1983, Lawton definiu a multidimensionalidade do constructo qualidade de vida como avaliação multidimensional, entretanto, vinculou a velhice a critérios socionormativos e intrapessoais, entre o indivíduo e seu ambiente, estabelecendo um modelo descrito em quatro dimensões sobrepostas e inter-relacionadas: competência comportamental, condições ambientais, qualidade de vida percebida e bem-estar subjetivo ou psicológico, das quais dependeria a funcionalidade do idoso (NERI, 2008; IRIGARAY; TRENTINI, 2009).

A competência comportamental, segundo esse modelo, representa a avaliação do idosos em relação à sua saúde, funcionalidade física, cognição, comportamento social e a utilização do tempo, referenciados a normas ou parâmetros clínicos, bioquímicos e comportamentais, comportando vários graus de objetividade na observação, além das medidas de capacidade funcional correntes em geriatria.

Em relação às condições do ambiente em que o idoso está inserido no momento da avaliação, observa-se tanto o contexto ecológico quanto o construído pelo homem, tendo relação direta com a competência comportamental na velhice. O ambiente construído deve oferecer aos idosos as adequadas condições de acessibilidade, manejo, confortabilidade, variabilidade, interesse e estética, disponibilizando instrumentos, equipamentos e adaptações construtivas nos municípios residências (individuais ou coletivas) e nas organizações trabalhistas.

Lawton (1983), em relação à qualidade de vida percebida, refere-se à avaliação subjetiva que cada idoso faz sobre seu funcionamento em qualquer domínio das competências comportamentais. O idoso passa a avaliar como percebe subjetivamente sua qualidade de vida, independente das condições ambientais favoráveis ou não à sua própria adaptação ao ambiente, e seus principais indicadores são: saúde percebida,

enfermidades relatadas, consumo relatado de medicamentos, dores e desconfortos relatados, alterações que percebem na cognição, e senso de auto eficácia nos domínios físicos e cognitivos. Vale salientar que o senso de auto eficácia significa a crença aprendida do indivíduo a respeito de que dispõe dos recursos necessários para obter os resultados que almeja, mas esse conceito não será aprofundado neste trabalho.

Em relação à quarta dimensão: bem-estar subjetivo, reflete a avaliação pessoal e privada sobre o conjunto citado acima e a dinâmica das relações entre ambiente, competência comportamental e qualidade de vida percebida. É referenciada a dois tipos de indicadores: cognitivos (satisfação global com a vida e satisfação referenciada a domínios: saúde física e cognitiva, sexualidade, relações familiares, e espiritualidade), e emocionais (medidas de estados afetivos positivos e negativos – balanço emocional).

O conceito de qualidade de vida na velhice é associado diretamente, segundo esse modelo, à existência de condições ambientais que permitem aos idosos desempenharem comportamentos de adaptação satisfatória, com a qualidade de vida percebida (NERI, 2003).

Para Fleck, Chachamovich e Trentini (2006), existe um consenso entre os autores de que o termo qualidade de vida necessita de uma abordagem multidimensional, e que os aspectos culturais, étnicos, religiosos e pessoas influenciam a qualidade de vida, tanto nos parâmetros objetivos, como nos subjetivos. Os objetivos são: satisfação das necessidades básicas e as que estão em uma determinada estrutura social (não estão sujeitas ao viés do observador). E os parâmetros subjetivos são: bem-estar, felicidade, realização pessoal (sujeito a questões de julgamento pessoal). A qualidade de vida relacionada ao campo da saúde representa um movimento de humanização no campo, em direção à valorização de outros parâmetros, além dos sintomas e dados epidemiológicos, tais como: a incidência e prevalência de enfermidades.

Fleck e col (1999) definiram qualidade de vida com base nas percepções dos indivíduos acerca de suas posições na vida. O grupo desenvolveu o WHOQOL 100 para avaliar qualidade de vida em uma perspectiva intercultural. Posteriormente, desenvolveu o WHOQOL OLD, que avalia especificamente idosos e deve ser utilizado para complementar o primeiro.

Segundo alguns autores, existe uma falta de consenso na utilização do constructo entre as pesquisas com idosos, pois o mesmo apresenta duas dimensões, em resumo: uma objetiva e outra subjetiva. A dimensão subjetiva é a mais complexa, pois está vinculada com a satisfação com a vida experimentada pelo idoso, tendo um caráter complexo,

multidimensional e conjuntural, gerando uma confusão terminológica em torno do constructo. (IGLESIAS GUERRA, 2010; PASKULIN, 2010).

Entre os pesquisadores do envelhecimento humano, parece haver um consenso sobre o conceito de qualidade de vida na velhice, que assume variadas definições, principalmente em relação à adaptação do idoso ao seu meio ambiente, como por exemplo, os programas voltados à convivência entre idosos, em especial nos programas das universidades abertas ao público idoso (PEREIRA; ALVAREZ; TRAEBERT, 2011).

Os grupos de convivência, assim denominados, têm sido categorizados enquanto estratégicos na busca de qualidade de vida, bem como suporte psicológico e social, estimulando o idoso a exercitar sua capacidade de adaptação e aceitação das suas próprias mudanças decorrentes do processo de envelhecimento, como do processo do outro. Bem estar ou qualidade de vida na velhice tem sido entendido enquanto parte da perspectiva do envelhecimento ativo.

Diferenças individuais dependem do contexto sociodemográfico e econômico, bem como de características culturais e de padrões de comportamento, portanto, a baixa renda e a baixa escolaridade podem estar associadas a pior percepção de qualidade de vida no domínio ambiental (GONZÁLEZ et al, 1999).

Para Zaninotto, Falaschetti e Sacker (2009), os jovens podem ser preparados para o envelhecimento bem-sucedido desde as mais tenras idades, aumentando ainda mais sua rede de amigos e se envolvendo com a comunidade em geral, enquanto ainda são capazes.

Em relação às políticas nacionais, estaduais e municipais, cada vez mais embasam seus Planos na concepção de envelhecimento ativo, que considera o idoso um recurso de sua comunidade, portador de direitos e também, deveres. Vale salientar que a responsabilidade pelo bom envelhecimento é respaldada pela Lei, porém, também cabe ao indivíduo, à sua família, à sociedade e ao Estado. Ao Estado, em particular, cabe a criação de condições para que o indivíduo, família e sociedade façam a sua parte, especialmente quando o assunto é a qualidade de vida do idoso. O Estado deve prover serviços públicos adequados e acessíveis à garantia dos direitos à pessoa idosa, segundo Keinert e Rosa (2009).

Em outro estudo sobre a relação entre qualidade de vida de idosos pertencentes a grupos de diferentes extratos socioeconômicos, os indivíduos pertencentes à classe A apresentaram escores mais elevados que os das classes C e E, bem como dor, vitalidade, saúde mental e aspectos sociais. (COLET; MAYORGA; AMADOR, 2010). Os autores concluíram, ainda, que o constructo qualidade de vida é complexo, mas essencial para

melhorar a percepção de saúde e bem-estar dos idosos, além do que, a melhor saúde contribui para uma melhor qualidade de vida.

Para Da Silva e Ozello Gutierrez (2013), a qualidade de vida está relacionada à qualidade dos serviços oferecidos pelas instituições de acolhida, bem como ao mundo do trabalho, manutenção da independência e autonomia, oportunidades de participação social e o fato dos idosos possuírem projetos de vida. Os autores estabeleceram quatro pilares temáticos sobre o constructo: níveis de independência (mobilidade atividades de vida cotidiana e capacidade de trabalho); ambiente (segurança física e proteção); aspectos psicológicos (valorização da autonomia, imagem corporal e aparência, atividade sexual e intimidade, além de perspectiva de vida) e, relações sociais e econômicas (relações familiares, atividades passadas, presentes e futuras, e recursos financeiros).

Para Alvarenga et al (2009), a maneira como o idoso vivencia a própria aposentadoria repercute em sua percepção sobre a qualidade de vida, pois a mesma desencadeia alterações no domínio físico, com maior influência na qualidade de vida global, bem como alterações psicológicas e de inserção social, trazendo consigo a desvalorização social, podendo representar, do ponto de vista emocional, a perda da identidade profissional do idoso. Os idosos entrevistados em sua pesquisa de campo relataram que a aposentadoria pode influenciar a capacidade de planejamento do futuro, mudanças no ambiente, esvaziamento da rotina, disponibilidade de alimentos (alterações no hábito alimentar e alterações no peso corporal).

Segundo Nóbrega, Jaluul, Machado, Paschoal e Jacob Filho (2009), a qualidade de vida dos idosos que sofrem com doenças crônicas estáveis e controladas, no contexto dos cuidados primários pode ser afetada por multimorbidade no domínio físico e também, no domínio psicológico. Para os autores, não existe influência da idade na qualidade de vida, mas a autopercepção de saúde provou ser um bom indicador de qualidade de vida. Para Fortin et al (2004), qualidade de vida é uma medida de resultado que está sendo cada vez mais utilizada para avaliar os resultados em estudos clínicos de pacientes com doenças crônicas. Pouco se sabe sobre o impacto da multimorbidade na qualidade de vida dos pacientes de cuidados primários, embora este é o lugar onde a maioria dos pacientes recebe seus cuidados.

Em 2050, espera-se que o número de pessoas vivendo nos Estados Unidos há mais tempo com as doenças crônicas, com mais de 85 anos, seja de 8,5 milhões e os cuidados paliativos são essenciais para alcançar a meta de atendimento excelente e de baixo custo. (LEE et al, 2013).

Campolina, Dini e Ciconelli (2011), avaliaram o impacto da doença crônica na qualidade de vida, sendo que o bem-estar na velhice está relacionado com o equilíbrio entre várias dimensões da qualidade de vida. O aumento do número de morbidades e o aumento da idade influenciam de modo significativo vários domínios da qualidade de vida dos indivíduos idosos, em especial a capacidade funcional, que parece ser o único domínio a sofrer influencia diretamente da idade.

Em relação à qualidade de vida e as dores, para Martínez e col (2011), quanto maior a dor relatada pelos idosos, menor a qualidade de vida percebida, especialmente quando se falam em dores crônicas. Toda condição geral de saúde que leve à restrição na participação do idoso, pode afetar o sentimento de inutilidade e portanto, de bem estar pessoal, diminuindo a qualidade de vida.

Para Tse, Wan e Vong (2013), a dor teve um impacto significativo sobre a mobilidade e as atividades de vida diária. Foi positivamente relacionada com felicidade e satisfação com a vida e negativamente relacionada com depressão e solidão. O manejo da dor é uma alta prioridade no cuidado ao idoso, e estratégias inovadoras e interdisciplinares são necessárias para melhorar a qualidade de vida, principalmente nos idosos institucionalizados.

Segundo Tse (2007), idosos relataram sentimentos de abandono por seus familiares, apresentando sofrimento, e dizendo que esperavam um destino melhor em sua jornada terrena. 80% dos idosos avaliados sofriam dor, causada principalmente por: relutância em relatar a dor, aceitação da mesma como parte do envelhecimento, medo de intervenções farmacológicas, baixa expectativa do pessoal médico, falta de consciência de estratégias de alívio da dor. A dor pode causar inatividade e progressiva incapacidade, além do isolamento social e diminuição da capacidade do sono e apetite. Podem ainda sofrer com solidão, depressão, perda e sentimento de desamparo. O manejo inadequado da dor pode acarretar custos para a saúde e serviços de atendimento ao idoso.

Para Lopez-Silva et al (2007), o termo qualidade de vida gera dúvidas, confusões, e interpretações equivocadas entre médicos, políticos e pesquisadores, e ainda, dos próprios pacientes, não existindo uma base conceitual para discussão do tema, principalmente por envolver questões de ordem subjetiva, difícil de ser quantificada.

Deve-se incluir, no mínimo, as seguintes medidas: funcionamento físico (cuidado pessoal, trabalho e estudo, realização de atividades físicas, como subir escadas; sintomas físicos relacionados com a enfermidade e o tratamento da dor; aspectos psicológicos (estados emocionais); aspectos sociais (atividades e interações de pacientes com amigos,

familiares e outros); percepção de saúde. Neste estudo, a idade e o sexo carecem de influência, em detrimento à qualidade de vida das pessoas que sofrem com dores crônicas ou agudas, sendo nas mulheres os piores relatos de qualidade de vida associada à dor. Como o estudo foi realizado com idosos moradores das montanhas, área rural, a idade avançada está relacionada dentro de um contexto cultural, com expectativas e objetivos de futuro muito limitados, assumindo a dor como algo próprio da idade, aprendendo assim a conviver com ela.

Para Franco e Seoane de Lucas (2001), as enfermidades crônicas aumentam com a idade, sendo que 50 a 80% da população com mais de 65 anos apresenta dor. A dor é uma experiência esgotadora, unida a um sofrimento psicológico, com sintomas de ansiedade e depressão, que condicionam e aumentam a percepção dolorosa.

Segundo Falsarella e col (2012), as lesões musculoesqueléticas são as maiores causas de dor na população idosa, sendo que as condições reumáticas restringem a participação em atividades e mobilidade, causando dificuldades na execução de tarefas de autocuidado. A avaliação da qualidade de vida é um importante indicador do impacto das doenças reumáticas e sintomas articulares crônicos na qualidade de vida dos idosos, e as mulheres apresentam maior prevalência dos sintomas, devido à maior susceptibilidade das mulheres a doenças reumáticas. Os baixos níveis de saúde percebida, sintomas físicos e deficiências são os principais fatores de risco que contribuem para um declínio na capacidade funcional e da baixa qualidade de vida (STUCK et al, 1999).

Nicolussi e col (2012), em uma revisão de literatura dos artigos publicados nas bases de dados Lilacs, Cinahl e Medline, através dos descritores: qualidade de vida, idosos, acidentes por quedas, entre os anos de 1999 e 2009, concluíram que os programas de intervenção de quedas podem melhorar a qualidade de vida após a queda. Sendo as quedas frequentes entre a população idosa, quem já caiu tem mais medo e ainda, maiores chances de caírem novamente, apresentando déficits de funções ou domínios da qualidade de vida (física, emocional, mental, dores corporais e, relacionadas ao meio ambiente), necessitando de mais estudos relacionando a melhoria da qualidade de vida e quedas nos idosos.

Stenhagen, Ekström, Nordell e Elmståhl (2014), relataram que a maioria das quedas em idosos não resultam em danos físicos graves, entretanto, podem causar medo da recaída, ansiedade, perda da autoconfiança e evitação auto impostas de atividades que resultam em limitações (conceito introduzido por MURPHY e ISAAC, 1982).

Segundo Lin e col (2007), as medidas de avaliação na relação entre qualidade de vida e quedas em idosos é uma importante ferramenta para avaliar os efeitos sobre os tratamentos médicos e a melhoria na qualidade de vida é um dos resultados mais esperados e desejáveis de todas as políticas de saúde (FARQUHAR, 1995). Ainda segundo Farquhar (1995), a qualidade de vida é uma preocupação muito importante, central, na pesquisa avaliativa. Para o autor, as definições do constructo são numerosas e inconsistentes, assim como os métodos de avaliação.

Para Chang e col (2010) o medo de recair leva a uma menor qualidade de vida nos idosos, assim como os idosos têm mais medo de recair, do que medo das sequelas da queda anterior em si (IGLESIAS; MANCA; TORGERSON, 2009).

Em relação à apatia associada com pior qualidade de vida, os estudos de Skorvanek et al (2013), concluíram que quando a depressão e a ansiedade foram adicionadas ao modelo, pior qualidade de vida foi associado com maior ansiedade, bem como maior tempo de doença e baixa escolaridade em relação aos idosos com esquizofrenia, os resultados indicaram que os domínios objetivos e subjetivos de qualidade de vida deve ser tratado separadamente na prática clínica para esta população de pacientes. Alguns fatores de QV identificados nas análises de regressão podem ser utilizadas como alvos para melhorar a qualidade de vida. Os resultados têm implicações clínicas importantes para a avaliação e tratamento desta população de doentes (SEISHU NAKAGAWA; NAOKI HAYASHI, 2013).

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