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STATUE DE JOSSE PHILIPPE GOFFIN (JACQUES DE LALAING, 1888), PLACE DE CLABECQ^’

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ANNEXE 29. STATUE DE JOSSE PHILIPPE GOFFIN (JACQUES DE LALAING, 1888), PLACE DE CLABECQ^’

desenvolvimento autônomo de veículos lançadores com propulsão líquida em diferentes estágios e uma constelação de satélites de sensoriamento remoto, telecomunicações e meteorológicos. O sucesso da China na área espacial é ainda mais impressionante se levarmos em consideração o nível de desenvolvimento de outros países em desenvolvimento neste setor. O programa espacial chinês desenvolveu a indústria espacial como uma cadeia produtiva autônoma promovendo a pesquisa, a produção, a montagem, os testes dos veículos lançadores e de seus satélites. Além disso, a China não depende de nenhum país para adquirir componentes para a produção de sistemas e subsistemas previstos no programa espacial.

A série de veículos lançadores chineses foi batizada com o nome Longa Marcha para remeter ao grande feito histórico da Revolução Chinesa quando Mao Zedong liderou a marcha de 9.000km de campesinos simbolizando a determinação, força, resistência e unidade do povo chinês. Reforça, também, o caráter grandioso do programa espacial chinês, além de conferir caráter de orgulho nacional. As configurações técnicas da série do veículo Longa Marcha compreendem 11 tipos de veículos com diferentes características para carga útil e órbita. O projeto do veículo Longa Marcha, iniciado nos anos 70, já atingiu o número de 58 vôos bem-sucedidos e conseguiu colocar em órbita 38 satélites estrangeiros105.

A série Longa Marcha obteve significativo resultado para os satélites de telecomunicações da empresa norte-americana Iridium qualificando o veículo no mercado internacional com alta confiabilidade e alta precisão de inserção na órbita. Observa-se que o desenvolvimento da série Longa Marcha foi fundamentado no acúmulo de conhecimento. Atualmente, o veículo Longa Marcha compete no milionário mercado internacional de veículos lançadores com o veículo francês ARIANE, considerado o melhor veículo lançador do mundo. A China forneceu serviços comerciais espaciais para diversos países de regiões da Ásia, Europa, Américas e Oceania.

Zhang afirma que a modernização da economia nacional chinesa e o desenvolvimento nacional são os objetivos da pesquisa aplicada em satélite com ênfase no monitoramento ambiental, meteorologia, telecomunicações e pesquisa experimental. A China possui 20 centros de sensoriamento remoto espalhados pelo seu território. Os satélites de sensoriamento remoto fazem pesquisa de mapeamento territorial, estimativas de produção de safra, prospecção geológica, monitoramento florestal e costeiro, mapeamento e planejamento urbano para rodovias e ferrovias e mapeamento de terras cultiváveis.

Os satélites de telecomunicações possibilitaram a cobertura de serviços de telefone, fax e transmissão de programas educativos pela televisão em todo território chinês. A pesquisa espacial chinesa ganhou destaque internacional com as experiências de microgravidade de fluídos e detecção de ambiente espacial, ciência espacial material e pesquisas no ambiente espacial a bordo e seus efeitos em foguetes de sondagem e balões meteorológicos.

A cooperação internacional nas atividades espaciais foi estabelecida sob a égide dos usos pacíficos do espaço exterior, mutuamente benéfica, com repartição dos recursos e desenvolvimento comum nos campos de serviços de lançamento, pesquisa espacial, comunicação e navegação, prevenção e manejo de desastres ambientais, desenvolvimento de tecnologias espaciais e desenvolvimento de estações terrestres106. A China assinou tratados e Acordos internacionais com diversos países para a promoção da cooperação nas atividades espaciais. Participa, também, de fóruns multilaterais e organizações regionais sobre espaço exterior particularmente aqueles vinculados ao sistema das Nações Unidas. Tradicionalmente, a China coopera com diversos países por intermédio de acordos bilaterais. A cooperação espacial pode ser desenvolvida pelas empresas espaciais chinesas em conformidade com as normas, regulação e leis da RPC.

Além da cooperação com o Brasil, o programa espacial chinês mantém relações de cooperação com diversos países, entre eles, ©s Estados Unidos, a Itália, a Alemanha, a Grã- Bretanha, a França, a Suécia, a Argentina, a 'Rússia, a Ucrânia e o Chile. Em 1993, a China estabeleceu uma parceria com a agência

106

Informação obtida no portal

www.cnsa.gov.cn

(Agência Espacial Chinesa). Acesso em 04/05/2004.

espacial alemã (DASA) e Aerospatiale (França) para contratar, desenvolver e produzir o satélite SINOSAT, que foi lançado com êxito em 1998, sendo o 1o projeto cooperativo para desenvolvimento de satélite entre a China e as indústrias européias. No contexto regional da Ásia-Pacífico, a China estabeleceu parcerias multilaterais com a Tailândia, o Paquistão, a Coréia do Sul e outros países da região para difundir a tecnologia espacial e suas aplicações.

A cooperação espacial para a construção do CBERS reveste-se de especial significado para o governo chinês por se tratar de um modelo de cooperação Sul- Sul107, uma das prioridades da ação diplomática chinesa. Pode-se compreender o caráter peculiar do projeto espacial de sensoriamento remoto que culminou na intensa sinergia de agências especializadas como uma conquista significativa no âmbito internacional das atividades espaciais. Não há, até o momento, nenhum projeto de cooperação similar no segmento de satélites entre as nações em desenvolvimento, tampouco na cooperação Norte-Sul. Na ocasião singular do surgimento do projeto conjunto para a construção do CBERS, a China buscava dominar o processo de tecnologia das aplicações de sensoriamento remoto. Ademais, buscava modernizar e dinamizar gerencialmente a administração do programa espacial, resultado indireto obtido da convivência com os técnicos brasileiros pelo empreendimento com o CBERS. Os cientistas chineses eram extremamente desconfiados dos técnicos brasileiros e aos poucos foram aprendendo a confiar nos brasileiros.108.

107 http://wvyw.fmprc.gov.cn

portal do Ministério das Relações Exteriores da República Popular da China. Acesso em

24/05/2004.

CAPÍTULO 4 O SENTIDO POLÍTICO DO CBERS PARA O PROGRAMA

ESPACIAL BRASILEIRO

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