C HAPTER 2: T RANSCRIPTOME ANALYSIS OF MICROVILLIATED SENSORY CELLS
SPECIFIC GENES
A. Spinal CSF-cNs are interoceptive sensory neurons
A evolução cronológica da mensuração de desempenho pode ser dividida de várias formas, a maneira mais ampla a divide em dois grandes momentos: a primeira, com duração de aproximadamente um século, começando no século XIX, em 1880, e indo até 1980 e a segunda, inicia-se na década de 1980 e continua até a atualidade (SOUZA, 2011; BARROS; LIBONATI; BARBOSA, 2012).
A primeira fase é marcada pela ênfase nas medidas de desempenho financeiras e de produtividade e a segunda fase caracteriza-se pela necessidade de medidas de desempenho mais balanceadas que vão além dos aspectos financeiro e produtividade, adentrando em medidas não-financeiras que visam dar suporte as condições internas e externas das entidades (BARROS; LIBONATTI; BARBOSA, 2012).
O entendimento de avaliar desempenho e produtividade (eficiência) nas organizações partiram dos ideais positivistas, os quais respaldaram a revolução científica que possuía a matemática como base para as experimentações e validações dos processos operacionais (CUNHA; CORRÊA, 2013). Essas ideias inspiraram estudiosos da Administração como, Fayol e Taylor, e se sustentavam na medição de tempos e cálculos de posicionamento, na intenção de melhorar a produtividade das atividades operacionais (CUNHA; CORRÊA, 2013).
Dentro dos dois grandes momentos nos quais os marcos evolutivos da mensuração de desempenho se dividiram, existem alguns fatos que merecem destaque.
Até o século XIX, o desempenho das empresas era medido por indicadores físicos e monetários (indicadores contábeis), e só no início do século XX é que foram desenvolvidos os indicadores financeiros que passaram a ser utilizados para controlar e avaliar o desempenho de grandes organizações provocando a atenção dos estudiosos da área de gestão (GASPARETTO, 2003).
Então por volta da década de 1950, surgiram os primeiros estudos sobre mensuração de desempenho, fruto da estruturação do campo acadêmico de pesquisas em Administração e da disseminação do uso da mensuração de desempenho por uma considerável quantidade de grandes empresas (CARNEIRO DA CUNHA, 2011).
Esse período inicial de desenvolvimento no campo acadêmico da mensuração de desempenho, durou de 1950 a 1970, e foi marcado por uma avaliação de desempenho voltada
a análise dos aspectos financeiros (MUNARETTO, 2013), e pela administração por objetivos (CUNHA; CORRÊA, 2013).
Os aspectos financeiros desse período eram avaliados por medidas tradicionais de desempenho, desenvolvidas a partir de sistema de cálculo de custos e de contabilidade que explicitamente orientavam-se para o curto prazo (HAYS; GARVIN, 1982). E a administração por objetivos, idealizada por Drucker (1954), guiava a gestão por vários indicadores de desempenho ligados as diversas áreas da organização com a função de integrar as diferentes unidades e departamentos numa mesma dimensão de controle para alcançar a estratégia organizacional (CUNHA; CORRÊA, 2013).
Só nas décadas de 1970 e 1980 é que os estudiosos da área administrativa começaram a expressar uma insatisfação geral pelos sistemas de medição baseados na Contabilidade tradicional, eles identificaram várias deficiências e taxaram a visão tradicional de mensurar desempenho como retrógrada e clamaram por mudanças (BOURNE et al., 2000).
Nessa época percebeu-se que as medidas financeiras não abrangiam uma visão completa e global da avaliação organizacional (VENKATRAMAN; RAMANUJAM, 1986; ECCLES, 1991), por isso foi marcada pelo surgimento e valorização dos aspectos não- financeiros da avaliação de desempenho (MUNARETTO, 2013).
No final dos anos 80 e no início dos anos 90, as estruturas de medição de desempenho desenvolveram-se de maneira mais equilibradas e multidimensionais, preocupando-se com o que exatamente mensurar, levantando possíveis dimensões de análise a serem consideradas (BOURNE et al., 2000).
Durante esse período de uso de indicadores não-financeiros juntamente com os indicadores financeiros pôde-se ofertar maior sustentação para o controle administrativo e contábil das organizações, posto que os gestores já haviam despertado para os problemas derivados das avaliações puramente financeiras devido as incertezas provenientes das estratégias e do ambiente (VAIVIO, 1999).
As críticas realizadas a perspectiva financeira da mensuração de desempenho impulsionaram a busca por novos respaldos teóricos que sustentassem seus ideais, emergindo desta forma a visão de integração das medidas de desempenho com as estratégias organizacionais (CARNEIRO DA CUNHA, 2011; MUNARETTO, 2013).
Dentro dessa concepção Karplan e Norton (1996), defenderam que a mensuração de desempenho era a maneira que os gestores teriam para realizar um controle gerencial global da organização e propiciar a operacionalização da estratégia estabelecida.
Ainda na década de 90, o foco da avaliação de desempenho alterou-se novamente migrando da avaliação de desempenho multidimensional para a gestão da avaliação em si, nesse instante a avaliação de desempenho começou a ser utilizada para melhoria dos processos, e para dar maior transparência às atividades das empresas (MUNARETTO, 2013).
Nesse segundo momento de mudança da década de 90, que aconteceu posterior a fase em que a avaliação de desempenho desenvolveu sistemas alternativos aos métodos estritamente financeiros, e que esses sistemas foram acolhidos e implantados pelas organizações, surgiu o dilema de como usar e gerir esses novos dados criados (CARNEIRO DA CUNHA, 2011). Foi nesta etapa que se notou a imprescindibilidade de alterar os debates da mensuração de desempenho para a administração do desempenho propriamente dita (LEBAS, 1995; BOURNE et al., 2003; CARNEIRO DA CUNHA, 2011).
Nesse período, Lebas (1995), concebeu a mensuração de desempenho como o pilar dos estudos da administração de desempenho, pois para ele, ambos os temas se inter- relacionavam de tal maneira que a administração de desempenho precedia e procedia a mensuração de desempenho de maneira contínua e se retroalimentando.
Constata-se que até então, a mensuração de desempenho era desenvolvida realçando exageradamente os aspectos internos da organização, e que só a partir do início da década de 2000, a avaliação de desempenho despontou como um instrumento de gestão, e não apenas como um instrumento gerador de medidas e indicadores de desempenho. Nesse momento mais uma vez, novos questionamentos foram abertos, trazendo a atenção dos estudiosos para os interesses dos stakeholders e estabelecendo as estratégias organizacionais através desses parâmetros (CUNHA; CORRÊA, 2013).
Esse período que perdura até a atualidade centra-se na transparência das atividades das empresas sob as perspectivas econômica, social e ambiental (Triple Bottom Line) (SOUZA, 2011; MUNARETTO, 2013).
Nessa fase a mensuração de desempenho procura dar importância tanto para mensuração de bens tangíveis quanto intangíveis para atender as conveniências dos diversos
stakeholders das empresas (MUNARETTO, 2013). As atividades empresariais passam a ser
realizadas de maneira transparente, para permitir avaliações de desempenho que atendam aos usuários externos e com atenção a melhoria de processo, monitoramento e controle do desempenho, estratégia, entre outros aspectos, para atender as necessidades dos usuários internos (MUNARETTO, 2013).
A figura a seguir demonstra a evolução da mensuração de desempenho nas diferentes épocas:
Figura 1 - A evolução da avaliação de desempenho como disciplina ao longo do tempo
Fonte: Carneiro da Cunha (2011, p. 40).
No processo de evolução conceitual sobre avaliação de desempenho, desdobrado acima, percebe-se que cada modelo traz consigo um viés voltado ao elemento novo acrescentado (CUNHA; CORRÊA, 2013), e que os estudiosos sobre o tema desenvolveram as definições adaptando elas as suas percepções específicas e finalidades de uso.
A seguir, faz-se uma descrição sobre o que alguns estudiosos mencionam sobre desempenho, e depois mais especificamente sobre a mensuração de desempenho, para que se possa verificar a evolução de definições e pensamentos sobre o tema.