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O orçamento de custos e despesas operacionais é um instrumento de controle e planejamento, visando possíveis mudanças econômicas e financeiras nas atividades da empresa. Trata-se de uma previsão, que permite que a empresa mantenha os custos e despesas ajustados aos seus objetivos. A contabilidade tem um importante papel nesse orçamento, pois através dela que se tem acesso as informações referente a valores do passado, relacionando as operações da empresa com os correspondentes desembolsos, como a folha de pagamento, despesas administrativas e financeiras, os custos de produção e outras despesas como aluguéis, impostos e despesas gerais.

A empresa também deve cuidar com novas despesas, pois podem estar relacionadas com obrigatoriedade de atendimento de alguma legislação, modernização e reestruturação operacional que não necessariamente vão gerar receitas. Se em períodos anteriores a empresa deixou de implementar e se adequar a legislação, ela precisa prever esses desembolsos no orçamento realizado. Talvez neste caso, as informações dos períodos anteriores, não sejam suficientes para uma projeção correta. A empresa pode utilizar-se da contabilidade para determinar quais despesas similares já estão presentes, e como estas podem se relacionar com as novas despesas.

Nenhum orçamento pode garantir que os custos e despesas vão ser exatamente o que foi projetado, mas planejando, avaliando e acompanhando, a execução orçamentária poderá ser bem próxima da realidade.

Salários 9.216,64 9.337,71 9.000,41 9.245,45 8.588,15 7.668,51 53.056,87

Pró-Labore 5.223,26 5.223,26 5.223,26 5.223,26 5.223,26 5.223,26 31.339,55

Encargos Sociais 4.359,98 4.844,29 5.740,93 4.370,60 4.362,03 8.379,04 32.056,88

Provisões 0,00 0,00 3.747,79 0,00 927,58 8.957,17 13.632,54

Outras Despesas de Pessoal 1.754,98 1.866,68 1.005,00 2.153,91 1.579,46 1.005,00 9.365,04

Aluguéis 5.045,61 5.045,61 5.351,86 5.351,86 5.351,86 5.351,86 31.498,67

Honorários PJ 1.906,33 1.906,33 1.906,33 1.906,33 1.906,33 3.812,66 13.344,31

Despesas Diversas 405,47 54,68 271,80 246,27 487,11 801,47 2.266,80

Impostos, Taxas e Contribuições 1.055,14 407,02 400,00 828,21 83,55 400,00 3.173,92

Combustível 1.389,93 1.827,11 1.187,08 1.524,73 1.427,58 0,00 7.356,43

Despesas Publicidade e Propaganda 4.477,53 2.562,69 2.871,20 4.312,65 3.573,30 2.562,69 20.360,07

Energia Elétrica 1.826,89 1.977,47 1.980,58 1.972,43 2.218,93 2.412,97 12.389,27

Manutenção e Reparo 2.162,60 946,34 716,59 1.330,77 3.143,85 298,93 8.599,07

Outras Despesas Gerais 11.651,67 7.346,04 7.404,42 12.169,68 12.175,63 11.689,08 62.436,52

0,00

Despesas Financeiras 909,30 897,83 1.010,89 1.089,92 934,81 1.298,21 6.140,96

Total 582.626,07 587.643,44 572.211,26 655.268,34 670.568,10 697.795,64 3.766.112,85

Fonte: Dados projetados pelo autor

Para fazer a projeção dos custos e despesas operacionais do 2º semestre de 2014, usou-se como base os valores das contas do 2º semestre de 2013, analisando as suas movimentações e alterações durante o semestre para que a projeção fosse a mais próxima da realidade da empresa.

Para projetar os custos diretos de produção primeiramente foi calculado um percentual do que esses custos representavam em relação a receita bruta de vendas e serviços. Esse cálculo foi aplicado nos valores do 2º semestre de 2013, obtendo uma média de representação de 85,68%. Após, utilizou-se o valor da receita bruta de vendas e serviços do orçamento de receitas do 2º semestre de 2014 que já estava projetado e aplicado esse percentual em cada mês do semestre.

Analisando os custos diretos de produção projetados para o 2º semestre de 2014, pode-se observar que eles têm um leve aumento mês a mês, mas que crescem proporcionalmente com a receita bruta de vendas e serviços. Como nos anos anteriores, o aumento desses custos diretos de produção sempre é maior no 2º semestre de 2014, provavelmente em relação a proximidade do final de ano, festas e feriados que existem nos

últimos meses do ano, as receitas aumentam, consequentemente os custos aumentaram também.

Para fazer a projeção das despesas operacionais do 2º semestre de 2014, utilizou-se os valores das contas do 2º semestre de 2013 e aplicado a inflação do período de 6,38%

Com base nas despesas com pessoal projetadas, pode-se observar que elas praticamente se mantiveram, não havendo um aumento tão expressivo nas contas de salários, pró-labore e encargos sociais, assim como as outras despesas de pessoal que incluem as contas de cesta básica, vale transporte e plano de saúde. As despesas diversas, conta de aluguel teve um aumento no mês de setembro em relação a reajuste, na projeção esse reajuste foi colocado em setembro, pois como foi utilizado os valores do 2º semestre de 2013 para projeção, o reajuste foi nesse período em 2013. Os honorários de pessoa jurídica se mantiveram iguais no período projetado, apenas em dezembro houve um aumento. A conta de outras despesas diversas que incluem mensalidades, livros jornais e revistas também praticamente não tiveram grande aumento e assim como a conta de honorários de pessoa jurídica, teve seu maior aumento em dezembro.

A projeção das contas impostos, taxas e contribuições, despesas gerais e despesas financeiras também foram feitas através dos valores do 2º semestre de 2013, aplicando a inflação do período. No caso dos impostos, taxas e contribuições foi ajustado, excluindo os valores referentes ao IR e CSLL no mês de setembro e dezembro, calculado pelo lucro presumido. As despesas gerais que incluem as contas de combustível, publicidade e propaganda, manutenção e reparo entre outras despesas gerais oscilaram bastante mês a mês assim como as despesas financeiras, pois são despesas que dependem do andamento da empresa, sendo a maioria despesas variáveis que são bem difíceis de prever antecipadamente.

Como foi aplicado apenas a inflação nos valores do 2º semestre de 2013 para projetar os custos e despesas operacionais do 2º semestre de 2014, pode-se ter uma base dos valores para as contas projetadas, se a empresa manter-se na mesma linha de trabalho, pois ela pode estar sujeita a imprevistos que talvez possam alterar significativamente esses valores. Mas se a empresa for correta e bem administrada, o orçamento de custos e despesas operacionais pode, sem dúvidas, ajudar no controle e previsão.

4.2.3 Orçamento da demonstração do resultado do exercício

Quando todos os orçamentos estão prontos, todas as receitas e despesas são reunidas para elaborar o orçamento geral e projetar o resultado, que determina o lucro do período. Os

orçamentos de receitas, custos e despesas operacionais são incorporados para fornecer as informações necessárias para a projeção do resultado do exercício. Essa projeção permite a avaliação e análise dos resultados alcançados através do planejamento.

A projeção da demonstração do resultado do exercício foi elaborada com base nos orçamentos auxiliares já projetados, o orçamento de receitas e o orçamento dos custos e despesas operacionais. Foi feita a projeção do 2º semestre de 2014, assim como nos outros orçamentos.

Quadro 7 – Orçamento da demonstração do resultado do exercício projetada

DRE jul/14 ago/14 set/14 out/14 nov/14 dez/14 2º sem/2014

Receita Bruta de Vendas e Serviços 620.020,78 634.212,54 612.028,81 704.405,22 721.961,50 744.545,36 4.037.174,21

(-) Deduções da Receita Bruta -3.092,87 -3.163,67 -3.053,01 -3.513,81 -3.601,39 -3.714,04 -20.138,79

Receita Líquida 616.927,91 631.048,87 608.975,81 700.891,41 718.360,11 740.831,31 4.017.035,42

CMV -531.240,74 -543.400,39 -524.393,12 -603.542,27 -618.584,68 -637.934,78 -3.459.095,97

Lucro Bruto 85.687,18 87.648,48 84.582,68 97.349,15 99.775,43 102.896,53 557.939,45

Despesas Administrativas -51.385,34 -44.243,05 -47.818,14 -51.726,07 -51.983,43 -59.860,86 -307.016,88

Despesas com Pessoal -20.554,86 -21.271,94 -24.717,39 -20.993,22 -20.680,47 -31.232,99 -139.450,87

Despesas Diversas -7.357,41 -7.006,62 -7.529,99 -7.504,46 -7.745,30 -9.965,99 -47.109,78

Impostos, Taxas e Contribuições -1.055,14 -407,02 -400,00 -828,21 -83,55 -400,00 -3.173,92

Depreciações e Amortizações -691,29 -874,06 -968,43 -999,65 -1.045,37 -1.063,07 -5.641,87

Despesas Gerais -20.817,33 -13.785,58 -13.191,44 -20.310,61 -21.493,91 -15.900,61 -105.499,48

Despesas Financeiras -909,30 -897,83 -1.010,89 -1.089,92 -934,81 -1.298,21 -6.140,96

Receitas Financeiras 507,57 359,28 1.402,75 613,15 108,31 1.496,20 4.487,26

Outras Receitas Operacionais 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00

Resultado Operacional 34.809,41 43.764,71 38.167,29 46.236,23 47.900,31 44.531,88 255.409,82

Provisões para IR e CSLL 0,00 0,00 -28.017,94 0,00 0,00 -33.280,42 -61.298,36

Lucro Líquido do Exercício 34.809,41 43.764,71 10.149,35 46.236,23 47.900,31 11.251,46 194.111,46

Fonte: Dados projetados pelo autor

Para chegar no valor da receita líquida, usou-se o valor da receita bruta de vendas e serviços já projetada e diminuiu-se das deduções da receita bruta que também incluem os impostos sobre vendas e serviços que são os valores já projetados no orçamento das receitas. A receita líquida segue numa linha crescente com exceção do mês de setembro. Nessa projeção do 2º semestre de 2014, ela já soma o valor de R$ 4.017.035,42 sendo mais da metade do valor que a demonstração resultado do exercício de 2013 apresentou que foi de R$ 6.808.066,21. A empresa tende a manter esse crescimento na receita líquida.

O custo das mercadorias vendidas (CMV) são os custos diretos de produção que foram projetados no orçamento das despesas no 2º semestre de 2014 que diminuídos da receita da receita líquida projetada, obtem-se o lucro bruto. O lucro bruto assim como a receita líquida vem crescendo mês após mês com exceção do mês de setembro que houve uma

redução, mas nada que afetou significativamente a empresa. Em comparação com 2013, o lucro bruto tende a ser maior. Em 2013 o valor foi de R$ 1.028.100,79, e a projeção do 2º semestre de 2014 foi de R$ 557.939,45, mais que a metade do que a do ano de 2013, assim como a receita líquida.

Após o lucro bruto tem-se as despesas administrativas, que incluem despesas de pessoal, despesas diversas, impostos, taxas e contribuições, despesas gerais, despesas financeiras e depreciações e amortizações que nessa projeção foi separada das despesas gerais. As despesas de pessoal são os salários, pró-labore, encargos sociais, provisões e outras despesas que pessoal. As despesas diversas são os aluguéis, honorários de pessoa jurídica e outras despesas diversas. As despesas gerais é o combustível, publicidade e propaganda, energia elétrica, manutenção e reparo e outras despesas gerais.

As despesas administrativas não tiveram muita oscilação no período projetado, apenas teve uma redução em agosto e um aumento em dezembro. Esse aumento, deu-se pelo valor alto das despesas com pessoal em dezembro, provavelmente pelo 13º salário e férias de funcionários. Além das despesas, tem-se as receitas financeiras e outras receitas operacionais, todas já projetadas no orçamento das receitas, custos e despesas operacionais para o 2º semestre de 2014.

Para chegar no resultado operacional, pegou-se o lucro bruto obtido, diminuiu-se todas as despesas administrativas e somadas no final com as receitas financeiras e outras receitas operacionais. O resultado operacional variou bastante mês a mês, não se manteve numa crescente como o receita líquida e o lucro bruto. Em 2013, a demonstração do resultado teve um resultado operacional de R$ 403.195,16, já nesse 2º semestre de 2014 projetado, apresentou um resultado operacional de R$ 255.140,70. Com essa comparação, pode-se observar que esse resultado tende a ser maior que no ano de 2013, pois a projeção foi do 2º semestre apenas e o valor projetado foi maior que a metade do valor da demonstração do resultado de 2013.

As provisões para IR e CSLL, foram calculadas na apuração do resultado projetado para o 2º semestre de 2014. A empresa no ano de 2012 e 2013 recolheu os impostos na conta impostos, taxas e contribuições. Para projetar o 2º semestre de 2014, optou-se por calcular corretamente na provisão para IR e CSLL, e não fazer como nos anos anteriores. Como a empresa é optante do lucro presumido e recolhe trimestralmente, para calcular o recolhimento de setembro e dezembro, pegou-se a receita bruta de vendas e serviços dos 3 meses correspondente ao trimestre somados, multiplicado pela presunção do lucro líquido de 1,6% para o IRPJ e de 12% para a CSLL, e após multiplicado por 15% para o IRPJ e 9% para a

CSLL, assim somado os valores obtendo as provisões para IR e CSLL. Assim chegou-se a uma provisão mais perto da realidade da empresa e alocada na conta correta.

O lucro líquido do exercício oscilou bastante nos meses projetados do 2º semestre de 2014. Ele cresceu, mas nos meses que houve recolhimento de impostos, o lucro líquido reduziu bastante em comparação ao mês anterior, sendo esses nos meses de setembro e dezembro. O total do lucro líquido do exercício para o 2º semestre de 2014 foi de R$ 194.111,46, e no ano de 2013 o lucro líquido do exercício foi de R$ 403.195,16. Com a análise desses valores, pode-se observar que o lucro líquido para o ano de 2014 provavelmente se manterá no mesmo nível do último ano.

A projeção da demonstração do resultado do exercício foi feita apenas para o 2º semestre de 2014, pois o exercício de 2014 assim como o estudo proposto já estava em andamento, com isso, sem acesso as informações da empresa do 1º semestre de 2014.

4.3 Orçamento financeiro

No orçamento financeiro foi projetado o orçamento do fluxo de caixa para o 2º semestre de 2014, através das projeções realizadas das receitas, dos custos e despesas operacionais e da demonstração do resultado do exercício.

4.3.1 Orçamento do fluxo de caixa

A projeção do fluxo de caixa é a mais importante etapa de um orçamento financeiro, pois é através dessa projeção que a empresa determina a suficiência ou a necessidade de recursos financeiros para as suas operações. O objetivo desse orçamento é a empresa dispor de recursos financeiros suficientes para atender essas necessidades estabelecidas nos outros orçamentos.

Pode demonstrar desde um bom resultado diante do mercado até uma falta de oportunidade de aplicação de recursos da empresa, que posteriormente pode gerar uma baixa capacidade de cumprimento dos compromissos financeiros e desequilíbrio na situação financeira da empresa. Se bem planejado e elaborado esse orçamento pode ajudar a empresa a identificar essas deficiências financeiras com antecedência, e assim equilibrar o caixa da empresa.

Para realizar a projeção do fluxo de caixa, primeiramente foram projetados os recebimentos da empresa mês a mês para o 2º semestre de 2014. Esses recebimentos são

através de cartão de crédito que representa 40% no prazo de 30 dias, à vista que representa 30%, boletos que o prazo máximo concedido pela empresa é de 15 dias e representa 15% e através de cheque que o prazo máximo é de 30 dias e representa 15%, totalizando 100% das entradas.

A entrada de caixa é a receita bruta de vendas e serviços, projetada no orçamento das receitas. Foi pego o valor projetado de cada mês para o 2º semestre de 2014 e aplicado o percentual referente a cada forma de recebimento: cartão de crédito, à vista, boleto e cheque.

No recebimento por cartão de crédito, a projeção foi iniciada com o valor de R$ 235.000,00 no mês de Junho, pois como o prazo nessa forma é de 30 dias a entrada é efetuada no mês seguinte.

Quadro 8 – Recebimentos em cartão

Meses Valores a receber Julho Agosto Setembro Outubro Novembro Dezembro Saldo

Junho 235.000,00 235.000,00 Julho 620.020,78 248.008,31 Agosto 634.212,54 253.685,02 Setembro 612.028,81 244.811,52 Outubro 704.405,22 281.762,09 Novembro 721.961,50 288.784,60 Dezembro 744.545,36 297.818,14 Total 4.037.174,21 235.000,00 248.008,31 253.685,02 244.811,52 281.762,09 288.784,60 297.818,14 Fonte: Dados projetados pelo autor No recebimento à vista a entrada é considerada no próprio mês, pois o dinheiro entra no caixa na hora da compra. Quadro 9 – Recebimentos à vista Meses Valores a receber Julho Agosto Setembro Outubro Novembro Dezembro Saldo Julho 620.020,78 186.006,24 Agosto 634.212,54 190.263,76 Setembro 612.028,81 183.608,64 Outubro 704.405,22 211.321,57 Novembro 721.961,50 216.588,45 Dezembro 744.545,36 223.363,61 Total 4.037.174,21 186.006,24 190.263,76 183.608,64 211.321,57 216.588,45 223.363,61 - Fonte: Dados projetados pelo autor

No recebimento em boleto a entrada é considerada no próprio mês também, pois como o prazo máximo é de 15 dias, foi considerada a entrada no próprio mês da compra.

Quadro 10 – Recebimentos em boleto

Meses Valores a receber Julho Agosto Setembro Outubro Novembro Dezembro Saldo

Julho 620.020,78 93.003,12 Agosto 634.212,54 95.131,88 Setembro 612.028,81 91.804,32 Outubro 704.405,22 105.660,78 Novembro 721.961,50 108.294,22 Dezembro 744.545,36 111.681,80 Total 4.037.174,21 93.003,12 95.131,88 91.804,32 105.660,78 108.294,22 111.681,80 -

Fonte: Dados projetados pelo autor No recebimento em cheque a projeção foi iniciada com o valor de R$ 95.000,00 no mês de Junho, pois como o prazo nessa forma é de 30 dias assim como a condição do cartão de crédito, a entrada é efetuada no mês seguinte. Quadro 11 – Recebimentos em cheque Meses Valores a receber Julho Agosto Setembro Outubro Novembro Dezembro Saldo Junho 95.000,00 95.000,00 Julho 620.020,78 93.003,12 Agosto 634.212,54 95.131,88 Setembro 612.028,81 91.804,32 Outubro 704.405,22 105.660,78 Novembro 721.961,50 108.294,22 Dezembro 744.545,36 111.681,80 Total 4.037.174,21 95.000,00 93.003,12 95.131,88 91.804,32 105.660,78 108.294,22 111.681,80 Fonte: Dados projetados pelo autor Após, foi feito as saídas de caixa que são os custos diretos de produção projetados no orçamento dos custos e despesas operacionais. Foi pego o valor projetado de cada mês para o 2° semestre de 2014 e como a empresa compra nos prazos de 7 e 15 dias, foi considerada a saída no próprio mês da compra, assim todas os custos projetados para o mês foram pagos. Quadro 12 - Pagamentos Meses Compras Julho Agosto Setembro Outubro Novembro Dezembro Saldo Julho 531.240,74 531.240,74 Agosto 543.400,39 543.400,39 Setembro 524.393,12 524.393,12 Outubro 603.542,27 603.542,27 Novembro 618.584,68 618.584,68 Dezembro 637.934,78 637.934,78 Total 3.459.095,97 531.240,74 543.400,39 524.393,12 603.542,27 618.584,68 637.934,78 - Fonte: Dados projetados pelo autor

Depois de calculadas as entradas e saídas de caixa, foi projetado o orçamento do fluxo de caixa. Iniciou-se em julho com um saldo de R$ 5.000,00, e após, foi somado com os ingressos que são todos os recebimentos do mês de julho de cartão, à vista, de boleto e de cheque, e depois diminuído dos desembolsos que são os pagamentos dos fornecedores no mês de julho mais as despesas projetadas no orçamento da demonstração de resultado do exercício também do mês de julho, assim obtendo a saldo líquido disponível do mês para a empresa.

O saldo líquido do mês manteve-se nos 3 primeiros meses projetados e depois oscilou tendo uma queda significativa no mês de outubro que chegou a ser menor que o saldo inicial do caixa, sendo que o grande aumento foi nos fornecedores em relação a outubro.

Optou-se por deixar um saldo de caixa de 1% dos valores a receber para o início do próximo mês, além dos percentuais estimados para a taxa de juros dos empréstimos de 1,80% e taxa de juros da aplicação de 0,60%. Após para obter a aplicação financeira da empresa para o mês, pegou-se a saldo líquido disponível do mês e diminuiu-se do saldo de caixa estimado.

Assim foi feito com todos os meses seguintes, se iniciou com o saldo inicial que é o saldo de caixa estimado no mês anterior, somado com os ingressos e diminuído dos desembolsos que gerou o saldo líquido do mês. Para calcular os ingressos não operacionais que é o resgate de aplicação e a receita financeira, pegou-se a aplicação financeira obtida no mês anterior e aplicou-se a taxa de juros da aplicação de 0,60% obtendo assim a receita financeira do mês. Para calcular a aplicação financeira para o próximo mês, pegou-se o saldo líquido do mês menos o saldo de caixa de 1%, mais o resgate de aplicação e a receita financeira obtida, sendo essa o resgate de aplicação do próximo mês.

Quadro 13 – Orçamento do fluxo de caixa projetado

Julho Agosto Setembro Outubro Novembro Dezembro

Saldo Inicial 5.000,00 6.090,09 6.264,07 6.242,30 6.535,98 7.123,06

Ingressos 609.009,35 626.407,07 624.229,86 653.598,20 712.305,55 732.124,23

Valores a Receber 609.009,35 626.407,07 624.229,86 653.598,20 712.305,55 732.124,23

Desembolsos (581.934,78) (586.769,38) (595.877,49) (654.268,69) (669.522,73) (725.388,61) Fornecedores (531.240,74) (543.400,39) (524.393,12) (603.542,27) (618.584,68) (637.934,78) Despesas com Pessoal (20.554,86) (21.271,94) (24.717,39) (20.993,22) (20.680,47) (31.232,99) Despesas Diversas (7.357,41) (7.006,62) (7.529,99) (7.504,46) (7.745,30) (9.965,99) Impostos, Taxas e Contribuições (1.055,14) (407,02) (400,00) (828,21) (83,55) (400,00)

Ir e CSLL (24.634,66) (28.656,04) Despesas Gerais (20.817,33) (13.785,58) (13.191,44) (20.310,61) (21.493,91) (15.900,61) Despesas Financeiras (909,30) (897,83) (1.010,89) (1.089,92) (934,81) (1.298,21) Saldo Líquido do Mês 32.074,57 45.727,79 34.616,44 5.571,81 49.318,80 13.858,68 Saldo de Caixa 6.090,09 6.264,07 6.242,30 6.535,98 7.123,06 7.321,24

Ingressos Não Operacionais

Empréstimos Obtidos

Resgate de Aplicação 25.984,48 65.604,10 94.371,87 93.973,93 136.733,51 Receita Financeira 155,91 393,62 566,23 563,84 820,40 Taxa de Juros Empréstimos 1,80% 1,80% 1,80% 1,80% 1,80% 1,80%

Desembolso Não Operacional

Amortização Empréstimos

Despesas Financeiras Aplicação Financeira 25.984,48 65.604,10 94.371,87 93.973,93 136.733,51 144.091,35

Taxa de Juros Aplicação 0,60% 0,60% 0,60% 0,60% 0,60% 0,60%

Fonte: Dados projetados pelo autor

Após, as projeções mês a mês do fluxo de caixa, pode-se observar que diferente do saldo líquido de mês, as aplicações financeiras cresceram, apenas em setembro ela não cresceu, mas não obteve redução tão grande, em relação de que seu saldo líquido do mês foi bem baixo. A empresa segue em crescimento e seu resultado através do fluxo de caixa para o ano de 2014 tende a ser positivo, assim como na demonstração do resultado do exercício.

O orçamento é um ferramenta de gestão de grande relevância para a empresa, que vem alinhado com o planejamento, que auxilia na otimização de resultados, na tomada de decisão, para que os recursos sejam utilizados corretamente, independentemente do porte e ramo de atividade da empresa.

Além de auxiliar na tomada de decisão, através do orçamento se estabelece metas através de um plano estratégico para conduzir a empresa ao alcance dos seus objetivos, pois quando se opta por elaborar o orçamento, precisa-se fazer um levantamento completo das informações necessárias e acompanhamento das variações que ocorrem, pois nenhum sistema orçamentário está livre de erros e falhas se for mantido sem mudanças.

Algumas oscilações no orçamento são normais e não causam problemas no andamento do processo desde que dentro de um parâmetro determinado, mas outras merecem atenção mesmo que seja mínima a oscilação. Os gestores devem estar atentos a essas mudanças, para identificar onde estão ocorrendo essas variações, em qual departamento, para poderem tomar as medidas necessárias.

Este trabalho teve como objetivo propor um orçamento empresarial econômico e financeiro para um comércio de combustíveis, a fim de projetar as receitas, custos e despesas operacionais, a demonstração do resultado do exercício e o fluxo de caixa para o 2º semestre de 2014. Buscou-se apresentar informações relevantes para a empresa, através das informações concedidas por ela de anos anteriores e analisar após as projeções o resultado da empresa para o período proposto.

Os objetivos propostos no trabalho foram alcançados, de acordo com o que foi estabelecido junto à empresa e com as informações que ela pode fornecer, chegando as projeções mais próximas possíveis da realidade. A empresa apresenta crescimento desde o começo do período analisado no ano de 2011 até o ano de 2013, e através da projeção ela tende a continuar em crescimento no ano de 2014. Vários fatores são importantes nessa consolidação da empresa no mercado atual, desde o ponto comercial, pois ela atua desde meados de 1960, também a marca do produto reconhecida e de qualidade, fatores ligados diretamente com o crescimento.

Observou-se que a implantação do sistema orçamentário provoca mudanças no andamento da empresa, e a mesma deve ter pessoas capacitadas para realizar tal processo, portanto é necessário investimento, dedicação e treinamento, pois nenhum orçamento vai resolver todos os problemas da empresa, porém vai ajudar na prevenção, pois as projeções dos

orçamentos forneceram relatórios importantes que permitem controlar e analisar o andamento da empresa e que se bem utilizados podem ser uma grande ferramenta no processo de gestão.

Para o aluno o estudo aprofundou os conhecimentos na área orçamentária, que foi de grande aprendizagem tanto para a formação acadêmica, como na aplicação da prática na área de interesse, aprofundando conhecimentos na área econômica, financeira, na estrutura das demonstrações contábeis e a sua importância, gerando informações que refletem a realidade da empresa.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

BASSO, Irani Paulo. Contabilidade Geral Básica. 3 ed. rev. Ijuí: Unijuí, 2005, 336 p.

CARDOSO, Ruy Lopes. Orçamento Empresarial: Aprender fazendo. São Paulo: Atlas,

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