Chapitre II: Transferts Sédimentaires ‘Continent-Océan’ sur Les Marges Glaciaires -
C. La sédimentation sur les marges océaniques : cas des marges glaciaires - périglaciaires 43
2. Transport du sédiment en surface par radeaux de glace (rafting processes) : sources et
2.1. Les sources
(%) Média (%) Abaixo da média (%) Extremo negativo (%) Qualidades atléticas 13.1 32.5 34.8 15.7 2.9 Agilidade 12.7 39.7 36.6 09.9 0.4 Condição física 15.7 35.4 33.6 13.2 1.5 Velocidade 13.9 36.4 33.7 13.9 1.3 Força 06.5 33.0 42.9 15.8 1.0 Coragem 12.3 41.6 37.6 06.5 0.7
Do sistema de classificação global da percepção de competência, verificou-se que 51.9% consideraram-se competentes, 38.6% posicionaram-se ao nível dos seus colegas e pouco menos de 9% apresentaram uma auto-percepção negativa (Quadro 30).
Quadro 30 – Percepção global de competência
Percepção de Competência Frequência absoluta Frequência relativa (%)
Muito competente 118 14.3
Acima da média 311 37.6
Na média 319 38.6
Abaixo da média 71 8.6
Não sou competente 3 0.4
Não respondeu 5 0.6
Total 822 100.0
Referente à percepção de imagem corporal, de salientar que mais de metade dos alunos estavam satisfeitos ou muito satisfeitos com a sua aparência física. Os que se consideraram dentro da normalidade eram 25.5% e 17.8% não estavam satisfeitos. O instrumento não nos permitiu aferir qual a razão do sentimento em relação à satisfação com a aparência, podendo estar ou não relacionado com características alteráveis ou idiossincráticas. No entanto, outras duas questões podem ajudar a interpretar esses dados – percepção da estatura e do peso.
Na avaliação da auto-percepção destas duas características os valores mais elevados estavam na tendência central. Isso é perfeitamente compreensível se atendermos que ser considerado grande ou pequeno, gordo ou magro, pode ser depreciativo, pelo que o posicionamento na média pode revelar satisfação. Desta forma, esta resposta corrobora a satisfação que os alunos revelaram com a aparência. O quadro 31 mostra os valores das respostas dos alunos a estas questões.
Quadro 31 – Percepção de imagem corporal
Percepção Extremo positivo
(%) Acima da média (%) Média (%) Abaixo da média (%) Extremo negativo (%) Percepção da estatura 5.9 24.7 42.1 22.0 4.5 Percepção do peso 4.5 25.3 54.1 13.4 2.2
Satisfação com a aparência 22.3 33.9 25.5 14.5 3.3
Dos resultados apresentados para as percepções é interessante verificar que em todas existia a mesma tendência. Os alunos referiram, na sua maioria, ter um bom estado de saúde, consideraram-se competentes e estavam satisfeitos com a sua aparência.
No âmbito das atitudes, estudámos os sentimentos que os alunos tinham face à escola, Educação Física e prática das actividades físicas e desportivas. Em qualquer das questões mais de metade manifestaram uma atitude favorável. Face à escola esse valor foi de 65.7%, ligeiramente mais baixo do que os 67.2% em relação à disciplina de Educação Física. Para as actividades físicas e desportivas a percentagem de alunos com atitude favorável foi de 79.4% (Quadro 32).
O número de alunos que revelou neutralidade foi superior para a escola, no entanto, os que responderam que não gostavam muito ou nada atingiram os 16% para a disciplina de Educação Física, um pouco diferente dos 10.3% para a escola e muito diferente dos 4.6% para as actividades físicas e desportivas. A diferença que se observou entre os valores da Educação Física e das actividades físicas e desportivas é merecedora de atenção, uma vez que a Educação Física é uma disciplina eminentemente prática cujas matérias são as actividades físicas e desportivas. Isso pode sugerir que a avaliação ou a leccionação de algumas matérias não seja do agrado de alguns alunos.
Quadro 32 – Atitudes face à escola, Educação Física e actividades físicas e desportivas
Atitude face à:
Sentimento Escola (%) Educação Física (%) Actividades físicas e desportivas (%)
Não gosto nada 1.8 4.2 0.9
Não gosto muito 8.5 11.7 3.8
Indiferente 23.5 16.2 15.6
Gosto bastante 58.3 52.2 49.8
Gosto mesmo muito 7.4 15.0 29.6
Não respondeu 0.6 0.6 0.4
Total 100.0 100.0 100.0
A grande maioria considerou que “estar em forma” (95.5%) e “ser bom aluno no maior número de disciplinas” (91.1%) era importante. Em relação ao segundo aspecto
com o facto de ser uma escola com ensino secundário, existindo entre os alunos uma consciência da utilidade das notas para ingresso no ensino superior. Ter bom aspecto e ser bom no desporto foram também considerados importantes ou muito importantes por uma grande percentagem de alunos – 85.7% e 83.9%, respectivamente. Por outro lado, a popularidade entre as raparigas (49.5%) e rapazes (34.6%) foi considerado importante por menos de metade dos respondentes.
Ao atendermos à percepção que os alunos tinham da prática desportiva dos pais, uma grande percentagem poderia ser considerada sedentária (64.9% dos pais e 72.4% das mães), como se pode observar no quadro 33. Sem sabermos a frequência semanal, analisando apenas a regularidade anual, 27.7% dos pais e 22.7% das mães eram praticantes regulares, de acordo com os alunos. É visível, ainda que não sendo valores muito díspares, que os filhos percepcionaram que os pais eram mais activos do que as mães.
Quadro 33 – Prática desportiva dos pais
Pais Mães Frequência da prática desportiva dos pais
N % N %
Nunca 282 34,1 368 44,5
Uma vez de tempos a tempos ou unicamente nas férias 255 30,8 231 27,9 Pelo menos uma vez por semana todo o ano 229 27,7 188 22,7
Não sei 41 5,0 33 4,0
Não respondeu 20 2,4 7 0,9
Total 827 100.0 827 100.0
Resumindo, as actividades de lazer mais praticadas eram passivas, no entanto, consideravam que a prática de actividade física formal era muito importante. O trajecto entre a casa e a escola era percorrido fundamentalmente de carro e de transportes público, assim como o regresso, mas a percentagem dos que recorriam ao transporte activo aumentava. Entre os alimentos mais consumidos regularmente figuraram o leite, fruta, pão e carne, por outro lado, a cerveja e o café foram mencionados como sendo os menos consumidos. Concernente à prática de actividades físicas e desportivas, mais de metade referiu praticar uma ou menos vezes por semana a título informal. Em termos formais mais de metade referiu nunca praticar. As principais razões evocadas para o envolvimento nas actividades físicas foram o desejo de fazer algo benéfico, a diversão e a manutenção da condição física. Entre os não praticantes a falta de tempo foi considerada o maior impedimento. A orientação dominante para a prática de actividade física estava relacionada com a tarefa, havendo uma pequena percentagem orientada
para o ego. De uma maneira geral os alunos consideraram-se competentes, saudáveis e estavam satisfeitos com a imagem corporal. Face à escola, Educação Física e actividades físicas e desportivas manifestaram uma atitude globalmente favorável. Quanto à prática desportiva dos pais, percepcionaram que eram pouco activos.
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1..11.. RER
ESSUULLTTAADDOOSSRREELLAATTIIVVOOSSAAOOSSCCOONNHHEECCIIMMEENNTTOOSSDDEEAAPPTTIIDDÃÃOOFFÍÍSSIICCAAEE SSAAÚÚDDEE
Para avaliarmos o capital de conhecimentos que os alunos tinham efectivamente adquirido ao longo da escolaridade, apresentámos um questionário aos finalistas com algumas questões que, de acordo com o programa oficial da disciplina de Educação Física, os alunos deveriam responder correctamente ao terminarem o currículo escolar do ensino secundário.
Responderam ao questionário 148 alunos, 67 rapazes e 81 raparigas, com uma média de 17.6 (±0.77) anos de idade, variando entre os 17 e os 21. Destes alunos, 87.2% frequentava a escola a 3 ou mais anos e 12.8% a menos de 2 anos.
Quando foram questionados sobre a organização do próprio treino físico, a maioria respondeu não o fazer (79%), contrastando com os 21% que respondeu afirmativamente. As principais razões mencionadas para justificarem a resposta anterior foram a existência de alguém que o fazia (37.2%) e a inactividade física (25.7%). Foi curioso observar que 14.2% dos alunos seleccionaram a opção “não penso nisso”, ou seja, a actividade física parece ser praticada sem método e sem respeito pelos princípios fundamentais do treino físico. Essas respostas demonstram que não utilizavam os conhecimentos que tinham sido leccionados na disciplina de Educação Física, que se esperava que os alunos tivessem adquirido. Apenas 2% respondeu que não sabia organizar o seu próprio treino (Quadro 34).
Quadro 34 – Razões para não organizar o treino físico
Razão Frequência absoluta Frequência relativa (%)
Não pratico actividade física 38 25.7
Não sei organizar o treino 3 2.0
Não penso nisso 21 14.2
Alguém organiza 55 37.2
Em relação à natureza dos exercícios, 97.3% respondeu que conseguia distinguir se eram de resistência, velocidade, força e flexibilidade. Seguidamente foi apresentada uma lista com diferentes exercícios, pedindo-se que os classificassem relativamente às capacidades motoras mais solicitadas. Na generalidade os exercícios foram bem classificados (Quadro 35), tendo a maior parte dos alunos aprendido correctamente. Contudo, convém salientar que quase 15% não soube caracterizar correctamente os “abdominais”, havendo 11.4% que considerou ser um exercício de resistência.
Quadro 35 – Caracterização dos exercícios quanto às capacidades motoras mais solicitadas
Força Flexibilidade Resistência Velocidade
Corrida de 80 metros 1.4 0.7 8.8 89.1 Flexões de braços 95.2 3.5 1.4 0.0 45 minutos de corrida 0.0 0.7 95.2 4.1 Ponte 2.1 96.6 1.4 0.0 Corrida de 10000 metros 0.0 0.7 91.0 8.3 Estafetas 4x100 metros 1.4 2.1 6.3 90.3
Em pé, tocar no solo sem flectir os joelhos 2.1 95.2 2.7 0.0
Abdominais 85.1 3.6 11.4 0.0
A maioria dos alunos (78%) afirmou que sabia medir a frequência cardíaca, um importante parâmetro de controlo do treino. A estes foi, então, pedido que o dissessem como o faziam. Das respostas dadas cerca de metade estavam correctas (50.7%), 22.1% incompletas e 26% erradas. Um aluno que tinha referido saber avaliar a frequência cardíaca optou por não responder como o fazia.
Todos os alunos finalistas consideraram que a prática regular de actividades físicas e desportivas era benéfica para a saúde. Embora houvesse unanimidade ao considerarem isso, as respostas variaram no que concerne à frequência, duração e intensidade das sessões (Quadro 36). Relativamente à frequência semanal, 19.5% respondeu que 1 ou 2 vezes por semana era suficiente. Cerca de metade (53.1%) considerou ser necessário 3 vezes e para 16.3% a resposta certa seria 4 ou 5 vezes, estando em linha com Fletcher (1997) e Fletcher et al. (1992). Nenhum aluno escolheu 6 vezes e 11.6% registou que seria necessário praticar todos os dias. Estes últimos eram mais exigentes e aproximavam-se das recomendações de Cavill et al. (2005) e Strong et al. (2005). Relativamente à duração das sessões, apenas 2% respondeu que menos de 20 minutos era suficiente. Por outro lado, 31.3% afirmaram que os benefícios seriam sentidos caso as sessões fossem de 20 a 45 minutos. Entre 45 e 90 minutos respondeu 61.2% e somente dois alunos julgaram que deveria ser superior a duas horas. Sobre a
e “moderada a vigorosa” (41.1%). Apenas 2% seleccionou a opção correspondente a intensidade “leve”. Apesar de existirem diferenças entre as recomendações, que podem ser explicadas pelos factores de risco que pretendem atingir, de uma maneira geral tem- se admitido que a intensidade deverá ser moderada (Fletcher et al., 1992; Cavill et al., 2001; USDHHS, 1996) ou moderada a vigorosa (Corbin et al., 1994; Sallis & Patrick, 1994; Strong et al., 2005), indicando que os alunos da escola tinham o conhecimento correcto sobre este aspecto.
Quadro 36 – Quantidade de actividade física suficiente para beneficiar a saúde
Frequência semanal (%) Duração das sessões (%) Intensidade das sessões (%)
1 vez 2.0 Menos de 20 minutos 2.0 Leve 2.1
2 vezes 17.0 20 – 30 minutos 8.2 Moderada 56.9
3 vezes 53.1 30 – 45 minutos 23.1 Moderada a vigorosa 41.1
4 vezes 12.9 45 – 60 minutos 37.4 Vigorosa 0.0
5 vezes 3.4 60 – 90 minutos 23.8 Total 100.0
6 vezes 0.0 90 – 120 minutos 4.1
Todos os dias 11.6 Mais de 120 minutos 1.4
Total 100.0 Total 100.0
Sendo a actividade física considerada benéfica para a saúde, procurámos averiguar que benefícios estavam associados, de acordo com os alunos. De uma lista apresentada o que mais se destacou era o que estava relacionado com a redução, manutenção ou prevenção do aumento do peso, merecendo a atenção de 45.3% dos alunos. O benefício que surgiu na segunda posição, distando grandemente do primeiro, era a manutenção ou aquisição de um nível de aptidão física capaz de permitir a realização das tarefas diárias sem provocar cansaço (15.5%). Com um valor de 10.8% apareceu “boa forma física” e o melhoramento do funcionamento do sistema cardiovascular. De perto estava a prevenção das doenças cardiovasculares (9.5%). Ninguém considerou que a actividade física seria benéfica para a prevenção das diabetes e para dois alunos não estava associada a qualquer benefício para a saúde (Quadro 37).
Quadro 37 – Benefícios associados a um estilo de vida activo e saudável
Perigos da inactividade física Frequência absoluta Frequência relativa (%)
Não considero que tenha qualquer benefício 2 1.4
Redução/manutenção/prevenção do aumento do peso 67 45.3
Boa aptidão física, que permita realizar as tarefas sem cansaço 23 15.5
Boa forma física 16 10.8
Melhor funcionamento do sistema cardiovascular 16 10.8
Prevenção das diabetes 0 0.0
Prevenção das doenças cardiovasculares 14 9.5
Na sequência dos benefícios que poderiam estar associados à actividade física estavam, logicamente, os malefícios ou perigos relacionados com a inactividade. Algumas das respostas dadas a esta pergunta estavam em conformidade com as apresentadas anteriormente. Os alunos consideraram que o principal perigo associado à inactividade física era o aumento do peso ou a obesidade (67.6%). Outro dos perigos também considerados por uma razoável percentagem foi o de doenças cardiovasculares (24.3%). A soma dos restantes perigos (hipertensão, diabetes e outros não constantes da lista) apenas mereceu a atenção de 4 alunos. Interessante foi observar-se que para 5 alunos a inactividade física não representava qualquer perigo para a saúde (Quadro 38).
Quadro 38 – Perigos que poderão estar associados à inactividade física
Perigos da inactividade física Frequência absoluta Frequência relativa (%)
A inactividade física não representa qualquer perigo 5 3.4
Aumento do peso/obesidade 100 67.6 Hipertensão 2 1.4 Diabetes 1 0.7 Doenças cardiovasculares 36 24.3 Outro 1 0.7 Não respondeu 3 2.0 Total 148 100.0
Relativamente ao local onde aprenderam os conhecimentos de aptidão física relacionada com a saúde, a maioria afirmou que foi na escola (74.3%). Nesta resposta não foi especificado se o termo “escola” se referia à escola investigada ou à escola como instituição, contudo, a reter está o facto de que os conhecimentos foram adquiridos num contexto pedagógico. Em oposição aos que responderam desta forma estavam os que afirmaram que aprenderam sozinhos, sem ajuda de qualquer outra pessoa (10.1%). Muito próximo surgiram os que aprenderam com o treinador (9.5%). Resta apenas 2.7% que registou ter sido com os pais. Os familiares não foram mencionados por nenhum aluno. Estes dados indicam que a escola é um local privilegiado para a transmissão e aquisição dos conhecimentos sobre a aptidão física relacionada com a saúde.
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1..22. .RER
ELLAATTOODDAASSAACCTTIIVVIIDDAADDEESSRREEAALLIIZZAADDAASSNNOODDIIAAAANNTTEERRIIOORRAos 40 alunos que foram observados nas aulas de Educação Física, com recurso ao SOFIT e monitorizados com cardiofrequencímetros, foi solicitado que preenchessem uma ficha onde constasse todas as actividades que tinham realizado no dia anterior, entre as 7 horas da manhã e as duas horas da madrugada, com intervalos temporais de 30 minutos. Depois de termos um perfil do aluno na aula de Educação Física, era importante traçar um perfil fora da aula, considerando todo o dia. A vantagem desse método é que permite identificar o contexto em que os eventos ocorrem. A recolha de informação foi feita ao longo de 7 dias consecutivos. Recorda-se que os alunos, diariamente, com a excepção do fim-de-semana, entregavam a ficha correspondendo ao dia anterior e recebiam uma ficha relativa ao próprio dia, que deveria ser preenchida no final do dia e entregue no dia seguinte.
Com base nos dados provenientes dessas fichas, observou-se que, durante a semana, a actividade que mais ocupou os alunos foi “estudar” (Quadro 39). Este era um resultado esperado, pois o instrumento foi aplicado em tempo lectivo, próximo do final do 3º período. Para além do tempo passado na escola, dentro da sala de aula, houve um acréscimo do tempo dedicado a fazer os trabalhos suplementares da escola e preparação para testes e exames. Em termos médios os alunos referiram dedicar 451 minutos diários a estudar, o que correspondia a 35.1% do tempo. Durante o fim-de-semana esse tempo decresceu significativamente (t(39)=7.100, p<0.001), correspondendo a 8.8%.
Quadro 39 – Resultados da ficha das actividades realizadas no dia anterior Dia de semana Dia de fim-de-semana Actividade
% Média (minutos) % Média (minutos)
Dormir/descansar 15.8 203 28.1 328
Cuidados com o corpo 14.5 187 14.8 173
Actividades culturais 0.7 9 0.6 9 Prática desportiva 4.2 53 2.5 29 Actividades activas 3.4 44 7.6 89 Actividades passivas 12.8 164 21.8 255 Transporte activo 4.0 51 1.4 17 Transporte passivo 5.3 68 3.7 44 Estudos 35.1 451 8.8 103 Actividades sociais 4.2 54 10.7 125
A actividade mais praticada no fim-de-semana foi dormir (328 minutos). Importa recordar que o tempo de registo era compreendido entre as 7 horas da manhã e
cerca de 2 horas, sendo significativas as diferenças (t(39)=-4.230, p<0.001). Esse aumento pode ter sido causado pelo facto dos alunos se terem deitado mais tarde nos dias de fim-de-semana, ou simplesmente aproveitavam para dormir um pouco mais, visto que não tinham aulas nos dias seguintes, pois para os adolescentes e jovens “dormir” é uma forma de prática de lazer (Matos et al., 2003).
O tempo dedicado aos cuidados com o corpo e às actividades culturais foi aproximadamente o mesmo durante a semana e ao fim-de-semana, não tendo sido encontradas diferenças significativas (t(39)=0.506, p=0.615; t(39)=-0.111, p<0.912).
Para as restantes actividades foram encontradas diferenças significativas entre os dias da semana e fins-de-semana. O tempo dedicado à prática de actividades físicas e desportivas (t(39)=3.159, p=0.003), transporte activo (t(39)=4.507, p<0.001) e passivo (t(39)=2.222., p=0.032) foi maior nos dias de semana. Para as actividades activas (t(39)=-2.748, p=0.009), passivas (t(39)=-3.419, p=0.001) e sociais (t(39)=-3.671,
p=0.001) o tempo foi superior no fim-de-semana.
Considerando a prática de actividades físicas e desportivas, os alunos dedicaram em média 53 minutos diários durante a semana e 29 minutos aos fins-de-semana. Contudo, esses dados devem ser analisados com algumas reservas, porque os valores variaram entre 0 e 189 minutos nos dias da semana e entre 0 e 195 minutos nos dias de fim-de-semana. Verificando-se que a diferença entre os valores máximos e mínimos foi superior nos dias de fim-de-semana e o valor médio era inferior, isso indica que a maior parte dos alunos não praticou qualquer actividade física durante o fim-de-semana. Comparando os alunos de ambos dos sexos, os rapazes apresentaram maior tempo de prática de actividade física do que as raparigas durante os dias da semana, sendo estatisticamente significativas as diferenças (U=112.5; p=0.018). Por outro lado, nos dias de fim-de-semana, apesar dos rapazes terem também apresentado um tempo de prática superior ao das raparigas, as diferenças que se registaram não tiveram a mesma significância (U=155.5; p=0.157), indicando que eram igualmente pouco activos. Relativamente ao ciclo de ensino em que os alunos de encontravam (3º ciclo do ensino básico e ensino secundário), que de certa forma reflectia a idade, tanto nos dias de semana (U=165.0; p=0.929) como de fim-de-semana (U=120.5; p=0.100) não foram encontradas diferenças significativas no que se refere à prática de actividades físicas e desportivas.
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1..33. .CAC
ARRAACCTTEERRIIZZAAÇÇÃÃOODDOOSSAALLUUNNOOSSPPEELLOOSSEEXXOOA variável sexo é obviamente constituída por duas modalidades, resultando daí duas classes, a dos alunos do sexo masculino e os do sexo feminino. Para a ilustração das classes foram seleccionadas todas as variáveis relativas ao estilo de vida, percepções e orientação dos objectivos para a prática.
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CLLAASSSSEEDDOOSSAALLUUNNOOSSDDOOSSEEXXOOMMAASSCCUULLIINNOO
Esta classe é composta por 407 alunos, que corresponde a 49.2% dos inquiridos. Relativamente ao lazer foi interessante observar a consistência entre a importância atribuída e a prática de algumas actividades. A título de exemplo podem ser referidas actividades como ver montras, ler, ajudar na lida da casa, tocar um instrumento ou cantar e sair de noite para dançar. A estas actividades foi atribuída pouca importância e ao mesmo tempo referiram que não as praticavam regularmente. Por outro lado, a assistência de acontecimentos desportivos era praticado pela maioria (78.5%) e simultaneamente considerada muito importante. Estes resultados parecem indicar que os alunos tinham alguma autonomia na escolha das actividades de lazer, uma vez que referiram praticar as actividades do seu agrado ou que julgavam ser importantes.
Quanto à participação nas actividades físicas, estes alunos caracterizavam-se por praticarem formal e informalmente, destacando-se o Futebol, Basquetebol e desportos de combate. Concernente ao Futebol, 35% responderam praticar informalmente e 11.9%, que corresponde a 90.2% da totalidade da modalidade, eram praticantes ao nível de clubes. A prática de Basquetebol também ilustra a classe, ainda que tivesse surgido com valores mais modestos, 4.5% da classe e 82.4% na modalidade a nível informal e 4.2% da classe e 86.7% na modalidade a nível formal. Com semelhante parcimónia apareceram também os desportos de combate. Considerando os valores referentes à totalidade da modalidade percebe-se que havia uma hegemonia do sexo masculino na prática das duas modalidades colectivas. A frequência característica dos momentos de prática foi de 4-6 vezes por semana e todos os dias, aparecendo para ilustrar a duração semanal das sessões “7 horas por semana”.
desportiva, o sentimento de pertença ao estarem inseridos numa equipa e a influência e presença dos amigos. Entre estas destacou-se o gosto pela competição.
Estes alunos manifestaram ter um perfil de orientação dos objectivos tendencialmente direccionada para o ego, ao terem considerado importante ou muito importante marcarem mais golos ou pontos do que os companheiros (31.4% da classe, 69% na modalidade), conseguirem fazer melhor do que os outros (45.8% da classe, 63.3% na modalidade), quando os outros não faziam tão bem (7.1% da classe, 78.6% na modalidade) e quando eram os únicos capazes de fazer bem a tarefa (15.1% da classe, 63.5% na modalidade).
Os níveis de percepção de competência que ilustram a classe são elevados, sendo que 24.7% da classe e 82.3% na modalidade consideraram-se muito competentes. Dos vários itens questionados salientaram-se a percepção das qualidades atléticas, velocidade, força, agilidade e coragem, tendo-se posicionado no extremo positivo da escala tendencial, quando se comparavam com os seus pares.
O estado de saúde comum referido pelos elementos da classe era positivo, assim como a percepção da imagem corporal, em que a satisfação era uma modalidade característica.
No diz respeito às atitudes, as respostas foram positivas quanto à disciplina de Educação Física e à prática de actividades físicas e desportivas, denotando o gosto pela actividade física.
O quadro seguinte apresenta a ilustração da classe através de todas as variáveis e modalidades.
Quadro 40 – Classe dos alunos do sexo masculino
Variável Nominal Modalidade
Valor
Teste Prob. Global Classe/ Modalidade
Modalidade/ Classe
Sexo Masculino 28.25 0.000 49.2 100.0 100.0
Lazer - Passear ou ver montras Não faço 10.85 0.000 31.1 85.3 50.0
AF que pratica – informal Futebol 9.36 0.000 21.1 88.7 35.3
Importância - Ser popular entre as raparigas Muito importante 8.83 0.000 15.8 92.5 27.6
Percepção das qualidades atléticas Extremo positivo 7.09 0.000 15.7 85.9 25.3
Lazer - Jogar às cartas ou jogos de vídeo Faço 7.01 0.000 74.7 61.5 86.5