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Quanto a integridade intestinal, é possível notar que nos peixes da linhagem Supreme alimentados com a dieta incial farelada sem prebióticos (SF), existem rupturas nas bordas das vilosidades (figuras 4 e 5), podendo ser essa uma das explicações para o pior desempenho das tilápias neste tratamento. Já nas tilápias GIFT, também alimentadas com esta dieta (GF), (figura 6 e 7), é possível notar deterioração nas vilosidades, porém em menor proporção, nas duas linhagens alimentadas com dieta incial microextrudada com prébioticos (SM e GM) (figuras 8, 9, 10, 11 e 12) a integridade das vilosidades são nítidas com pequenas rupturas em menores proporções se comparadas aos peixes alimentados com a outra dieta.

Figura 4 – Micrografia das vilosidades do intestino posterior de tilápia-do-Nilo, linhagem Supreme alimentadas com a dieta I (farelada e sem aditivos). Aumento de 1000 x. *As setas indicam possíveis rupturas no tecido.

Figura 5 – Micrografia das vilosidades do intestino posterior de tilápia-do-Nilo, linhagem Supreme alimentadas com a dieta farelada sem aditivos (SF). Aumento de 3000 x. *As setas indicam possíveis rupturas no tecido.

Figura 6 – Micrografia das vilosidades do intestino posterior de tilápia-do-Nilo, linhagem GIFT,

alimentadas com a dieta farelada sem aditivos (GF). Aumento de 131 x. *As setas indicam possíveis rupturas no tecido.

Figura 7 – Micrografia das vilosidades do intestino posterior de tilápia-do-Nilo, linhagem GIFT alimentadas com a dieta farelada sem aditivos (GF). Aumento de 1000 x. *As setas indicam ruptura no tecido.

Figura 8 – Micrografia das vilosidades do intestino posterior de tilápia-do-Nilo, linhagem Supreme

Figura 9 – Micrografia das vilosidades do intestino posterior de tilápia-do-Nilo, linhagem Supreme alimentadas com a dieta microextrudada com aditivos (SM). Aumento de 1000 x. * A seta indica início de processo inflamatório.

Figura 10 – Micrografia das vilosidades do intestino posterior de tilápia-do-Nilo, linhagem GIFT alimentadas com a dieta microextrudada com aditivos (GM). Aumento de 450 x.

Figura 11 – Micrografia das vilosidades do intestino posterior de tilápia-do-Nilo, linhagem GIFT alimentadas com a dieta microextrudada com aditivos (GM). Aumento de 3000 x. * As setas são sugestivos de leucócitos.

Figura 12 – Micrografia das vilosidades do intestino posterior de tilápia-do-Nilo, linhagem Supreme

alimentadas com a dieta microextrudada com aditivos (SM). Aumento de 3000 x. As setas indicam biofilme bacteriano.

Em peixes criados em gaiolas, dentro de reservatórios de usinas hidrelétricas o incremento de MOS na dieta de tilápias tem demonstrado eficiência quando analisadas as criptas intestinais, em comparação aos peixes criados em caixas de polietileno com ambiente controlado. Estes resultados sugerem a eficiência do prebiótico nos peixes submetidos ao estresse da criação a campo, com maiores provações sanitárias. A adição de MOS à dieta tende a propiciar o aumento da carga

bacteriana intestinal, seguida de estabilização, pois as bactérias degradam o polissacarídeo, produzindo ácidos orgânicos, reduzindo o pH lumeinal e a ação de microorganismos nocivos ao epitélio das vilosidades intestinais. Esta redução do pH proporciona maior comprimento das vilosidades intestinais e maior ganho de peso dos peixes nestas condições (CECHIM, et al. 2015; GARCIA, 2008). Estas informações parecem interagir com o presente trabalho, pois os peixes que receberam a dieta com prébioticos estão associados a maior integridade intestinal.

A integridade intestinal está diretamente ligada à presença de microorganismos patogênicos e o uso de MOS atua no controle direto da ação destes nas vilosidades intestinais. O prebiótico após ingerido é fermentado por bactérias acidófilas, principalmente no intestino posterior, liberando a manose e este carboidrato se liga seletivamente às bactérias patogênicas do intestino e esta ligação dificulta a ação degradativa sobre as vilosidades, melhorando assim a sua integridade (GOSH; MEHLA, 2012).

Além da integridade das vilosidades intestinais, o melhor desempenho está associado à maior absorção de nutrientes e isso ocorre devido à maior área das vilosidades e das microvilosidades, pois a ação dos prébioticos no intestino dos peixes pode proporcionar este aumento. Porém ainda são necessários estudos mais detalhados com avaliações da microbiota e da morfologia intestinal de peixes em criações comerciais entendendo melhor estes resultados no campo (SADO et al., 2015)

A maior parte da absorção de nutrientes acontece no intestino posterior, a integridade deste é fundamental à eficiência nutricional dos peixes (BALDISSEROTTO, 2013). A presença de bactérias patogênicas, como a Escherichia

Coli, por exemplo, podem provocar lesões nas vilosidades intestinais, (MOXLEY;

SMITH, 2010). As lesões observadas podem estar associadas à presença de bactérias alojadas no intestino dos peixes avaliados. Bem como a colonização de bactérias benéficas tende a acontecer nos peixes alimentados com os prebióticos (LIRANÇO et al., 2013), as figuras 8, 9, 10 e 12, dão a ideia da presença de microorganismos não patogênicos, pois existe a presença de biofilme bacteriano, porém, sem lesões aparentes.

4 CONCLUSAO

O desempenho dos peixes da linhagem GIFT associados ao uso da ração inicial microextrudada e com aditivos prebióticos, nas condições estudadas, foi mais adequado à produção em gaiolas no Rio Iguaçu em relação a linhagem GenoMar Supreme, já os peixes das duas linhagens avaliadas, que receberam a ração inicial farelada e sem aditivos não diferiram entre si.

Os peixes da linhagem GIFT apresentaram crescimento maior do que os peixes da linhagem GenoMar Supreme, provocando maior deposição de nutrientes no corpo inteiro das tilápias. A integridade das vilosidades intestinais de tilápias não apresentou diferença entre as linhagens que receberam a ração inicial microextrudada e suplementada com prebióticos, mas apresentou maior degradação nos peixes da linhagem GenoMar Supreme que foram alimentadas com a ração inicial farelada e sem prebióticos.

Para melhor compreensão dos resultados, sugere-se avaliação da microbiota intestinal dos peixes submetidas às dietas com e sem aditivos, bem como a avaliação histológica quantitativa, para determinação da interferência dos tratamentos na área das vilosidades intestinais.

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CAPITULO 3 - AVALIAÇÃO ECONÔMICA DE DUAS LINHAGENS DE TILÁPIAS

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