Programme de physique de la voie TPC2
Partie 3 : Formation disciplinaire
1. Sources du champ électromagnétique 1 Description microscopique et
A maioria das definições de turismo referida na literatura é classificada como definições do lado da procura. Realidade justificada pela natureza humana e social desta actividade e pelo facto de existir alguma dificuldade em delimitar o conjunto de bens e serviços que é consumido pelos visitantes, uma vez que muitos desses bens e serviços são também consumidos pela população local.
Uma das primeiras definições conceptuais do turismo do lado da procura foi apresentada pelo economista austríaco, Herman von Schulland, em 1910 (Gilbert, 1990:8), afirmando que o turismo é: “a soma total das operações, principalmente de natureza económica, que estão directamente relacionadas com a entrada, estada e movimento de estrangeiros dentro de um determinado país, cidade ou região”.
A definição apresentada por Herman von Schulland, apesar de contribuir para uma melhor clarificação do conceito de turismo, apresenta bastantes limitações, uma vez que não exemplifica claramente a verdadeira natureza deste fenómeno, ao excluir as viagens domésticas.
Região de origem dos turistas Região de destino dos turistas Região de Trânsito Chegada e estadia dos turistas Partida de turistas Regresso dos turistas Indústria Turística
Ambiente externo: físico, cultural, social, político e tecnológico
Região de origem dos turistas Região de destino dos turistas Região de Trânsito Chegada e estadia dos turistas Chegada e estadia dos turistas Partida de turistas Regresso dos turistas Indústria Turística
Em 1942, os Professores Hunziker e Krapf, da Universidade de Berna, definiram turismo como: “a soma dos fenómenos e relações provenientes da viagem e da estada de não-residentes, desde que essa estada não constituísse uma residência permanente, nem tivesse como objectivo exercer uma actividade profissional” (Holloway, 1995:1).
Esta definição, embora já incorporasse as viagens domésticas no âmbito do turismo excluía as viagens de negócios.
Da década de 40 até à década de 80, muitas outras definições de turismo aparecem na literatura, umas com um carácter mais abrangente, outras com um carácter mais restritivo. No entanto, quase todas elas eram objecto de algumas limitações.
A necessidade de adoptar uma abordagem que pudesse ser aceite universalmente e através da qual fosse possível efectuar estudos comparativos e aumentar a credibilidade do turismo, estiveram na base de múltiplos esforços desenvolvidos por várias entidades, nomeadamente a Organização das Nações Unidas (ONU), a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), a União Europeia (UE) e a Organização Mundial do Turismo (OMT). Estes esforços permitiram apresentar a seguinte definição
conceptual de turismo: “turismo diz respeito às actividades praticadas pelos indivíduos durante as suas
viagens e permanências em locais situados fora do seu ambiente habitual por um período contínuo que não ultrapasse um ano, por motivos de lazer, negócios e outros” (ONU e OMT, 1994).
A utilização desta definição conceptual não invalida o recurso a uma definição de carácter técnico, onde seja possível delimitar as viagens que são efectuadas no âmbito do turismo e as que não fazem parte deste grupo, pois só assim será possível conhecer a verdadeira dimensão deste fenómeno.
A definição conceptual de turismo apresentada pela ONU e pela OMT (1994) traduz-se numa definição
técnica através das seguintes delimitações:
- duração mínima da estada – 24 horas para os visitantes que pernoitam no local visitado; - duração máxima de estada – um ano;
- motivos específicos de visita – lazer, recreio e férias; visitar familiares e amigos, negócios, saúde,
religião e outros;
- distância mínima considerada – muitas vezes é definida uma distância mínima para delimitar o
termo “ambiente habitual” – a OMT recomenda 160 Km. (Cooper et al., 1998).
A definição de turismo do lado da procura realça claramente o papel dos praticantes desta actividade (visitantes), urge assim, identificá-los e delimitá-los de forma objectiva.
Durante muito tempo, utilizou-se o termo turista para simbolizar o grupo de praticantes da actividade turística. Tal como afirma Leiper (1993:539), “se ismo representa um conjunto de ideias, de teorias colocadas em prática pelos seus aderentes istas, então, numa primeira análise, poder-se-á dizer que os turistas são os
praticantes do turismo”. A definição deste conceito não é, no entanto, assim tão simplista. A diversidade de definições encontradas na literatura é disso um bom exemplo.
Smith (1990) procura interpretar essa realidade, agrupando as definições de turistas em três grupos: definições populares, heurísticas e técnicas.
O facto de as definições populares5 serem, normalmente, subjectivas e imprecisas, obriga a que
academicamente se utilize outro tipo de definições, as heurísticas (Leiper, 1993).
Na literatura existem várias definições heurísticas de turista6, que não necessitam de prescrição oficial,
podem variar de acordo com as características de cada pesquisa e são utilizadas, normalmente, em pesquisas qualitativas.
Após a análise das definições populares e das definições heurísticas de turista, verificou-se que nenhuma delas se adequa aos objectivos deste estudo, uma vez que é necessário recolher, analisar, interpretar e comparar informação estatística. Desta forma, considera-se que uma definição técnica deste conceito é a mais adequada.
A primeira definição técnica de turista foi apresentada em 1937, pela Liga das Nações Unidas, que recomendou a utilização a nível internacional da seguinte definição de turista: “pessoa que viaja por um período de pelo menos 24 horas num país que não seja o da sua residência habitual” (Holloway, 1995: 2). A principal limitação da definição apresentada em 1937 é a de ignorar o movimento de pessoas a nível doméstico.
Em 1963, numa conferência das Nações Unidas sobre Turismo Internacional, foram colocadas em evidência as recomendações feitas, em 1950, pela International Union of Official Travel Organizations (IUOTO)7. A
partir desta altura, recomendou-se a utilização do termo visitante para descrever os praticantes de turismo, que poderão ainda ser denominados turistas ou excursionistas.
O termo turista é utilizado para visitantes temporários que permanecem pelo menos 24 horas no local visitado e cujo motivo da visita possa ser incluído num dos seguintes grupos: férias; negócios; saúde; estudos; participação em conferências, congressos e reuniões; visita de familiares e amigos; religião e desporto.
5 - Um exemplo deste tipo de definições encontra-se no Wester´s New International Dictionary, onde “turista é definido
como uma pessoa que faz uma viagem por motivos de lazer ou cultura e permanece, pelo menos, uma noite no local visitado, normalmente numa estalagem ou motel” (citado por Leiper, 1993: 540).
6 - Leiper (1993: 541) refere o seguinte exemplo deste tipo de definições: “turista é um visitante de uma determinada
região, que permanece pelo menos uma noite e menos do que um ano, e que o seu objectivo não seja o de ganhar dinheiro no local visitado”.
Por sua vez, o termo excursionista8, ou visitante que não pernoita no local visitado, é utilizado para
visitantes temporários que permanecem menos do que 24 horas no local visitado.9
Em Junho de 1991, na conferência internacional sobre estatísticas de viagem e turismo, realizada em Otava pela OMT juntamente com o governo do Canadá, foi elaborado um conjunto de recomendações, conceitos, definições e classificações relacionado tanto com a procura turística como com a oferta.
Após todos os esforços desenvolvidos, principalmente pelas Nações Unidas e pela OMT, pode afirmar-se que actualmente existe um quadro conceptual que permite uma visualização completa dos praticantes de
turismo, como se pode observar na Figura 2.2.
Figura 2.2 - Classificação dos viajantes Fonte: elaborado com base em OMT (1995)
Todos os visitantes são viajantes mas nem todos os viajantes são visitantes. A categorização dos viajantes em visitantes e em outros viajantes baseia-se nos seguintes critérios:
- a viagem dever ser efectuada a um local que não corresponde ao “ambiente habitual” do viajante; - a duração da viagem não deve ser superior a 12 meses consecutivos;
- o principal propósito da viagem não deve ser o de exercer uma actividade remunerada no local
visitado.
8 - Na literatura inglesa é utilizado também o termo “day visitor”. 9 - Inclui visitantes de um dia, passageiros de cruzeiros e tripulações.
Viajantes
Fora do seu ambiente habitual?
Sim Não
Por um período de tempo inferior a 12 meses consecutivos
Sim Não
O principal motivo da viagem não é o de exercer uma actividade remunerada nos locais visitados
Sim Não Visitante Excursionistas Turistas Outros Viajantes
Com permanência na região de destino por um período igual ou superior a 24 horas?
Não Sim
Pessoas viajando no seu ambiente habitual
Pessoas que mudam de lugar de residência
Pessoas sem lugar de residência fixa Pessoas que viajam para locais onde são remunerados
Outros viajantes excluídos por convenção
habitantes dos arredores; trabalhadores fronteiriços; pessoas que viajam nos arredores imediatos do seu local de residência
Migrantes a longo prazo; pessoas que se deslocam para outro local do seu país de residência
Nómadas, Vagabundos, Refugiados Migrantes a curto prazo; trabalhadores sazonais; conferencistas e artistas em tournée,
Passageiros em trânsito; membros das forças armadas; representantes consulares, diplomatas; prisioneiros
Motivos da Visita:
•Lazer, recreio e férias •Visitar familiares e amigos •Negócios e motivos profissionais •Saúde
•Religião / peregrinação •Outros
Viajantes
Fora do seu ambiente habitual?
Sim Não
Por um período de tempo inferior a 12 meses consecutivos
Sim Não
O principal motivo da viagem não é o de exercer uma actividade remunerada nos locais visitados
Sim Não Visitante Excursionistas Turistas Outros Viajantes
Com permanência na região de destino por um período igual ou superior a 24 horas?
Não Sim
Pessoas viajando no seu ambiente habitual
Pessoas que mudam de lugar de residência
Pessoas sem lugar de residência fixa Pessoas que viajam para locais onde são remunerados
Outros viajantes excluídos por convenção
habitantes dos arredores; trabalhadores fronteiriços; pessoas que viajam nos arredores imediatos do seu local de residência
Migrantes a longo prazo; pessoas que se deslocam para outro local do seu país de residência
Nómadas, Vagabundos, Refugiados Migrantes a curto prazo; trabalhadores sazonais; conferencistas e artistas em tournée,
Passageiros em trânsito; membros das forças armadas; representantes consulares, diplomatas; prisioneiros
Motivos da Visita:
•Lazer, recreio e férias •Visitar familiares e amigos •Negócios e motivos profissionais •Saúde
•Religião / peregrinação •Outros
Motivos da Visita:
•Lazer, recreio e férias •Visitar familiares e amigos •Negócios e motivos profissionais •Saúde
•Religião / peregrinação •Outros
Relativamente ao critério de “ambiente habitual”, existem duas dimensões que estão relacionadas com este critério: a frequência e a distância. Desta forma, os lugares que são visitados pela pessoa em termos de rotina fazem parte do seu ambiente habitual. Além disso, os locais que fazem parte da sua área de residência também fazem parte do seu ambiente habitual. Perante tais verificações é possível delimitar “ambiente habitual” como sendo a área em redor do local de residência e todos os locais visitados frequentemente (OMT, 1995).
Embora ainda não exista uma definição operacional de “ambiente habitual” que possa ser aplicada universalmente, de acordo com a OMT (1995), podem utilizar-se vários critérios, como por exemplo: duração mínima da ausência do local de residência; distância mínima viajada e exclusão explícita de algumas viagens de rotina. Estes critérios podem ser utilizados de forma isolada ou combinada.
Após terem sido avaliados os diferentes critérios de delimitação do “ambiente habitual” em termos de vantagens e de limitações, não se considera adequado a utilização nesta dissertação de apenas um critério, optando-se pelo recurso à combinação de vários critérios. A OMT (1995) sugere a combinação do critério da distância com a exclusão explícita de viagens de rotina. Esta combinação permite incorporar a dimensão espacial de ambiente habitual com a frequência das viagens.
Em termos de frequência das viagens, são excluídas as viagens entre o local de residência e o local de trabalho, ou escola, e vice-versa. Esta exclusão irá eliminar as viagens de rotina efectuadas pelos viajantes que ao ser associado ao critério da distância permitirá uma delimitação clara e operacional do conceito de “ambiente habitual”. A questão que se coloca é a de definir qual o limite mínimo de distância a considerar? Este limite variará de país para país e também de praticante para praticante, tornando-se muito difícil a determinação de um limite mínimo que pudesse ser utilizado de forma generalizada. Devido a esta dificuldade optou-se neste estudo por delimitar “ambiente habitual” como sendo o território definido pelo concelho de residência, mais o concelho onde o viajante exerce uma actividade profissional e os concelhos entre o local de residência e o local de trabalho.
Em relação ao critério da duração da estada não existe ambiguidade, uma vez que uma pessoa que permanece pelo menos um ano no local visitado é considerada residente desse local, logo não poderá ser categorizada como visitante. Por sua vez, o critério de remuneração no local visitado permite excluir deste grupo desde trabalhadores sazonais a artistas e outros consultores que sejam remunerados no local visitado. Tendo em atenção o país de origem dos visitantes, é possível categorizá-los em dois grandes grupos: domésticos e internacionais (Figura 2.3).
Figura 2.3 - Classificação dos visitantes de acordo com o país de origem Fonte: elaborado a partir de OMT (1995)
Turismo Doméstico Turismo Receptor Turismo Emissor Turismo Internacional Turismo Interno Turismo Nacional + + +
Tipo de turismo Conceito
Turismo Doméstico Compreende as actividades dos residentes que viajam dentro do seu próprio país mas para fora do seu ambiente habitual, por um período não superior a 12 meses consecutivos por motivos de lazer, negócios ou outros.
Turismo Receptor Compreende as actividades dos visitantes não residentes de um país que permanecem no país visitado não mais do que 12 meses consecutivos por motivos de lazer, negócios ou outros.
Turismo Emissor Compreende as actividades dos residentes de um determinado país que viajam para fora desse país não mais do que 12 meses consecutivos, por motivos de lazer, negócios ou outros.
Turismo Interno Engloba o turismo doméstico e o turismo receptor. Turismo Internacional Engloba o turismo receptor e o turismo emissor. Turismo Nacional Compreende o turismo doméstico e o turismo emissor.
Figura 2.4 - Classificação dos diferentes tipos de turismo de acordo com o país de origem dos visitantes Fonte: elaborado a partir de OMT (1995)
Visitantes Visitantes internacionais Visitantes domésticos Excursionistas Turistas Visitantes Visitantes Visitantes internacionais Visitantes internacionais Visitantes domésticos Visitantes domésticos Excursionistas Excursionistas Turistas Turistas
Enquanto que um visitante internacional se define como alguém que viaja para um país diferente do seu país de residência habitual, por um período não superior a doze meses e cujo principal motivo da sua visita não é o de exercer uma actividade remunerada no local visitado, um visitante doméstico viaja dentro do seu próprio país de residência. Por sua vez, tanto os visitantes internacionais como domésticos podem ser denominados turistas, se pernoitarem no local visitado, e por excursionistas, se não pernoitarem (Figura 2.3). Relacionado com esta classificação de visitantes é ainda possível identificar os tipos de turismo descritos na Figura 2.4. A classificação apresentada é sugerida pela OMT (1995) quando a área geográfica em análise corresponde ao país. Uma vez que neste estudo a área geográfica em análise é a região é necessário efectuar algumas adaptações em relação aos conceitos já enunciados para descrever os diferentes tipos de turismo que estão relacionados com a origem dos visitantes. Foi com este objectivo que se procurou esquematizar na Figura 2.5 os diferentes tipos de turismo de uma determinada região A do país B. Esta será a categorização de turismo que irá ser utilizada nesta dissertação, tendo em atenção a origem dos seus praticantes.
Figura 2.5 - Classificação dos diferentes tipos de turismo que ocorrem numa região de acordo com a origem dos visitantes
Fonte: elaborado a partir de OMT (1995)
Como se pode observar na Figura 2.5, existem algumas diferenças relativamente aos conceitos apresentados na Figura 2.4. Assim, quando a área geográfica em análise não é o país mas sim a região, considera-se que o turismo doméstico é praticado pelos residentes da região que se deslocam para fora do seu ambiente habitual, mas para destinos turísticos localizados nessa região, pelos motivos enunciados na
Turismo doméstico da região A Turismo receptor da região A de outras regiões do país B Turismo receptor da região A de outros países Turismo emissor da região A para outras regiões do país B
Turismo emissor da região A para outros
países Turismo interno da região A Turismo internacional da região A + + + + Turismo receptor da região A + Turismo emissor da região A Turismo regional da região A Turismo doméstico da região A Turismo doméstico da região A Turismo receptor da região A de outras regiões do país B Turismo receptor da região A de outras regiões do país B Turismo receptor da região A de outros países Turismo receptor da região A de outros países Turismo emissor da região A para outras regiões do país B Turismo emissor da região A para outras regiões do país B
Turismo emissor da região A para outros
países Turismo emissor da região A para outros
países Turismo interno da região A Turismo interno da região A Turismo internacional da região A Turismo internacional da região A + + + + Turismo receptor da região A Turismo receptor da região A + Turismo emissor da região A Turismo emissor da região A Turismo regional da região A Turismo regional da região A
Figura 2.2. Por sua vez, o turismo interno é constituído pelos visitantes domésticos mais os visitantes provenientes de outras regiões do país e os visitantes provenientes de outros países. Em contrapartida, o turismo emissor em estudo é constituído pelos residentes que visitam outras regiões do país e pelos residentes que visitam outros países. O turismo receptor incorpora os visitantes provenientes de outras regiões do país mais os visitantes residentes em outros países. A soma do turismo emissor para outros países e do turismo receptor de outros países constitui o turismo internacional da região em estudo. Por fim, a soma do turismo doméstico com o turismo emissor constitui o turismo regional.
Como se pôde observar, as definições do turismo do lado da procura centralizam-se nos praticantes da actividade – os visitantes. Este tipo de definições permite delimitar adequadamente o conceito de procura
turística.
Segundo Cooper et al. (1998), as definições de procura turística variam de acordo com a perspectiva do autor, significando que as definições deste conceito apresentadas por um economista são diferentes das definições enunciadas por um geógrafo, sociólogo ou psicólogo. Enquanto que um economista define procura turística como a quantidade de um bem ou serviço turístico que as pessoas estão dispostas a adquirir a um determinado preço e num determinado período de tempo, os psicólogos definem-na mais em termos de comportamento e motivações e os geógrafos como o número total de pessoas que viajam ou desejam viajar para utilizar os equipamentos turísticos e serviços turísticos num local fora do seu espaço habitual de residência e de trabalho (Mathieson e Wall, 1990).
Embora se considere de interesse avaliar o conceito de procura turística com base em todas as perspectivas apresentadas, devido à natureza desta dissertação, adopta-se o conceito de procura turística apresentado pelos economistas, tal como é sugerido pela Conta Satélite do Turismo (CST) (OMT, 1999). Desta forma, considera-se que procura turística incorpora as seguintes componentes:
(i) consumo turístico individual; (ii) consumo colectivo turístico;
(iii) formação bruta de capital fixo turístico.
Das componentes da procura turística enunciadas, a que detém maior impacte nas economias dos destinos turísticos é, por excelência, o consumo turístico individual, embora se considere também que tanto o consumo turístico colectivo, como a formação bruta de capital fixo turístico sejam componentes de grande relevância e que em determinados destinos turísticos e períodos possam deter um peso muito significativo no valor total da procura turística.
A componente consumo colectivo turístico inclui todas as despesas das autoridades públicas em certos serviços colectivos não mercantis, utilizados pelos visitantes e pelas actividades produtivas que os servem. São exemplos de despesas a incorporar nesta componente da procura turística as despesas realizadas pelas autoridades públicas a nível nacional, regional e local em termos “de promoção turística, planificação geral e
coordenação relativa a assuntos turísticos, elaboração de estatísticas e informação de base sobre o turismo, administração de agências de informação, controlo e regulamentação dos estabelecimentos em contacto com os visitantes, controlo específico dos visitantes que provêem do exterior e serviços específicos de