Generalized List Using indexes
6.2 Solving Problems Using a Hash table and the Hash Method
Ao agruparmos os dados produzidos pelo presente trabalho, em relação ao indivíduo possuir ou não um veículo e qual tipo de veículo possui, percebe-se com facilidade que a população de Picos é motorizada, principalmente por meio das motocicletas. Os percentuais relacionados à motorização da população atingem o patamar de cinquenta e nove vírgula trinta e dois por cento (59,32%). Desse percentual, quarenta e sete vírgula setenta e sete (47,77%) afirmaram ter uma moto, vinte e nove vírgula noventa e quatro por cento (29.94%) afirmaram ter carro, e dezenove vírgula setenta e cinco (19,75%) informaram ter carro e moto. Desse modo, setenta e sete vírgula setenta e um por cento (77,71%) dos que afirmaram possuir algum tipo de veículo possuem também motocicletas. Os gráficos que representam os dados sobre a posse de veículos ficam assim construídos:
Gráfico 38: Referente a possuir veículo. Gráfico 39: Qual tipo de veículo possui.
Fonte: Elaborados pelo autor/2017.
Como poderá ser observado nos gráficos 40 e 41 ao decompor a vitimização em alguns grupos obtém-se algumas informações importantes: a primeira refere-se a um elevado número de pessoas que presenciaram acidentes de trânsito envolvendo motos,
Não 40.68% Sim 59.32% Não Sim Moto 47.76% Carro 29.94% Moto e Carro 19.75% Outros 2.55%
sessenta e cinco vírgula trinta e quatro por cento (65,34%) afirmaram ter testemunhado esse tipo de acidente. A segunda informação aponta para um patamar de trinta e três vírgula trinta e três por cento (33,33%) de pessoas que afirmando serem vítimas de algum tipo de acidente de transporte. Ao imaginarmos que esse último percentual está também relacionado a possibilidade da ocorrência de um acidente de trânsito em Picos- PI, o problema toma uma proporção assustadora. Essas duas informações trazem a tona características de uma população fortemente vitimada pelo evento acidente de transporte.
Gráfico 40: Já sofreu acidente de trânsito? Gráfico 41: Já testemunho acidente de motos?
Fonte: Elaborados pelo autor/ 2017.
Ainda no grupo de informações dos que testemunharam acidentes de motos, tentando identificar algum dado indicativo da frequência desses eventos, inquiriu-se, a população amostral, sobre a quantidade de acidentes presenciados. Os resultados obtidos foram divididos pelo número de acidentes presenciados.
Gráfico 42: Referente a quantos acidentes presenciou.
Fonte: Elaborado pelo autor.
Sim 33.33% Não 66.67% Sim Não Sim 65.34% Não 34.66% Sim Não 01 Acidente 19.51% 02 Acidentes 18.90% 03 Acidentes 17.08% 04 Ou mais acidentes 44.51%
Portanto, dentro do grupo das pessoas que presenciaram algum acidente de moto, há um total de oitenta vírgula quarenta e oito por cento (80,48%) dos que avistaram dois ou mais acidentes com motociclistas, indicativo forte da alta frequência desse evento no município estudado reforçando a ideia de um população altamente vitimada pelo evento acidente de moto.
Quando perguntou-se, aos que responderam a P.V.A.P – 2016, sobre a ocorrência de morte nos acidentes nos quais eles presenciaram, os valores são também muito significantes, pois quase metade das pessoas, quarenta e nove vírgula setenta por cento (49,70%), informaram que houve mortes em decorrência dos acidentes que presenciaram. Esses dados refletem as taxas de óbitos e os números absolutos que fizeram Picos adentrar no ranking nacional das cidades brasileiras que mais matam em acidentes de trânsito.
Gráfico 43: Refere-se à ocorrência de mortes nos acidentes presenciados pelos que responderam à P.V.A.P – 2016.
Fonte: Elaborado pelo autor.
As motocicletas têm correspondido com um percentual muito elevado na participação dos acidentes, é comum em cidades de porte pequeno, as motos representarem por anos, a quase totalidade dos casos para acidentes de transportes, mesmo em Picos-PI uma cidade com mais de setenta mil (70.000) habitantes e com uma movimentação intensa de automóveis a proporção de atendimentos do SAMU para o ano de 2014 entre acidentados de motos e acidentados de carro foi, respectivamente de dez (10) casos de motos para cada caso com carros.
Sim 49.70% Não
50.30%
Ao questionarmos aos que afirmaram ter sofrido acidente de trânsito sobre qual tipo de veículos estavam utilizando quando da ocorrência do acidente, os números indicam forte preponderância da presença das motos nesses eventos, pois oitenta e seis vírgula seis por cento (86,36%) das pessoas afirmaram que guiavam ou estavam em uma moto quando ocorreu o fato. Desse modo, confirma-se e sustenta-se a afirmação de que as motos são os principais veículos a se envolverem em acidentes de transporte em nosso lócus de pesquisa.
Gráfico 44: Em qual tipo de veículo sofreu o acidente.
Fonte: Elaborado pelo autor.
Ao focalizarmos na gravidade das lesões provocadas pelos acidentes, observa-se que a maioria é de escoriações leves, pois setenta e nove vírgula trinta e um por cento (79,31%) não precisaram permanecer internados em decorrência dos acidentes.
A gravidade destes ferimentos provocados em acidentes com motos depende de muitos fatores, como por exemplo: velocidade, uso de equipamento de segurança, se o acidente foi provocado por queda ou colisão, o que os cálculos físicos demonstram que devido a pouca proteção oferecida pelas motocicletas os acidentes são potencialmente mortais, e seus resultados para a vítima mesmo em baixa velocidade depende significativamente de detalhes como onde ela é atingida, do uso do capacete, se o corpo do motociclista se chocou com algo logo após o impacto e de onde e como o motociclista caiu. Por ser um veículo aberto, é muito comum que seus ocupantes sejam projetados a metros de distância em caso de colisão ou queda, o que denota a situação
Moto 86.36% Carro
13.64%
de usuários com pouca, ou nenhuma, proteção para seus corpos e, imediatamente após o fato ter ocorrido58.
Em virtude da falta de proteção aos usuários de motocicletas, consideram-se os fenômenos físicos como muito significativos para entender as possibilidades de morte e ferimentos graves acometidos às vítimas destes acidentes, mesmo que este não ocorra em elevada velocidade. O Gráfico 45 expõe as porcentagens dos que necessitaram permanecer internados após o acidente de moto.
Gráfico 45: Referente à necessidade de permanecer internado em hospital após o acidente.
Fonte: Elaborado pelo autor.
Em alguns casos, os ferimentos produziram efeitos no corpo das vítimas que podem ser identificados como sequelas59 e que variam de deformidades físicas, perda de membros, lesões neurológicas a traumas psicológicos, entre outros problemas com potencial de modificar para pior a vida dessas pessoas acidentadas. O tratamento estatístico e o agrupamento dos gráficos que abordam esse aspecto demonstraram que vinte por cento (20%) das pessoas que informaram ter sofrido acidente afirmaram ter
58 Nos carros, há o cinto de segurança, para evitar a projeção do motorista em direção a algum obstáculo, airbag, que amortece a velocidade resultante de um provável impacto para o usuário, e a lataria do veículo, que absorve muito da força produzida em colisões e serve como cápsula protetora.
59Para um estudo mais aprofundado sobre acidentes com motocicletas e sequelas deixadas nas vítimas ver: OLIVEIRA NLB, Sousa RMC. Diagnóstico de lesões e qualidade de vida de motociclistas, vítimas de acidentes de trânsito. Rev Latinoam Enferm 2003., bem como: LIMA, Maria Luiza Lopes Timóteo de; SILVA, Maria Gabriella Pacheco da; SILVA, Vanessa de Lima. Lesões craniofaciais decorrentes de acidentes
por motocicleta: uma revisão integrativa. Recife: Vev. CEFAC, 2015.
Sim 20.69%
Não 79.31%
ficado com sequelas e, desses, dezoito vírgula dezoito por cento (18,18%) declararam que essas sequelas têm atrapalhado suas vidas.
Gráficos 46: Ficou com alguma sequela? Gráfico 47: A sequela tem atrapalhado sua vida?
Fonte: Elaborados pelo autor/2017.
Um universo com um número elevado de acidentes, no qual o veículo que representa a maior frequência desses acidentes tem uma baixíssima proteção para seus usuários e ao mesmo tempo é de baixo custo pecuniário, e vem se popularizando e aumentado seguidamente o número de unidades vendidas, constitui um desafio para a pesquisa acadêmica e os entes governamentais que devem gerir o trânsito nos âmbitos nacional, estadual e municipal.