Mathematical concepts for discrete inverse problems
2.4 Solution by optimization
tecnológicos elaborado pelo Ministério da Educação - Departamento do Ensino Secundário, com homologação em 2001, divide a disciplina de EF em 4 tipos de atividades físicas: (1) atividades físicas desportivas; (2) ARE (3) jogos tradicionais e populares e (4) atividades de exploração da natureza. O meu projeto de investigação- ação baseia-se no 2º grupo, as atividades rítmicas e expressivas, tal como já foi referido anteriormente. Deste grupo fazem parte as matérias de dança moderna, danças tradicionais portuguesas (folclore), danças sociais e aeróbica. Assim sendo, a dança surge como matéria nuclear mas também como matéria alternativa. Um dos objetivos gerais do programa refere que o aluno deve “apreciar, compor e realizar sequências de elementos técnicos da dança em coreografias individuais e de grupo, correspondendo aos critérios de expressividade, de acordo com os motivos das composições” (Jacinto et al., 2001, p. 15).
No nível elementar (10º ano) do programa são descritos objetivos na medida em que o aluno:
“1 - Coopera com os companheiros, incentiva e apoia a sua participação na atividade, apresentando sugestões de aperfeiçoamento da execução das habilidades e novas possibilidades de movimentação, e considerando, por seu lado, as iniciativas (sugestões, propostas, correções) que lhe são dirigidas;
104 2 - Analisa a sua ação e as dos companheiros, nos diferentes tipos de situação, apreciando as qualidades e características do movimento, utilizando eventualmente essa apreciação como fonte de inspiração para as suas iniciativas pessoais;
3 - Em situação de exercitação individual, a par ou em pequenos grupos, com ambiente musical adequado, aperfeiçoa as habilidades aprendidas anteriormente e as seguintes, associando-as entre si de maneira adequada:
3.1 - Sequências de saltos no mesmo lugar, variando os apoios (dois/dois, um/dois, dois/um, um/um), mantendo a figura definida na partida, durante a fase de voo e na receção, impulsionando-se e amortecendo a queda corretamente;
3.2 - Sequências de voltas, no lugar à direita e à esquerda, sobre dois e um apoio (1/2 ponta), dominando o corpo nas fases de preparação (torção), na rotação propriamente dita e na fase final (desaceleração e travagem);
3.3 - Sequências de passos nas ações características (deslizar, balançar, puxar, empurrar, subir, descer, afastar, juntar, etc.), combinados com voltas, saltos (e outros deslocamentos) e poses;
3.4 - Sequências de saltos (alternando os apoios como em 3.1), nas diferentes direções e sentidos definidos pela sua orientação própria e variando a amplitude, as figuras definidas à partida e o número de repetições, impulsionando e amortecendo corretamente;
3.5 - Sequências de voltas, idênticas a 3.2, aumentando a amplitude (volume definido pela perna e pelos membros superiores) e o número de voltas, variando a distância e a posição dos segmentos corporais em relação ao eixo de rotação; 4 - Em situação de exploração do movimento em grupo, com ambiente musical adequado ao tema escolhido:
4.1 - Combina habilidades referidas em 2, seguindo a evolução do grupo em linhas retas, quebradas, curvas e mistas (simples e múltiplas);
4.2 - Ajusta a sua ação para realizar alterações ou mudanças da formação, sugeridas pela dinâmica e agógica da música, evoluindo em toda a área;
5 - Em situação de exploração do movimento a pares e em trios, de acordo com temas e ambiente musical escolhidos por si:
5.1 - Movimenta-se livremente, utilizando movimentos locomotores e não locomotores, pausas e equilíbrios, e também o contacto com o(s) parceiro(s), conduzindo a sua ação, facilitando e esperando por ele, se necessário;
105 5.2 - Segue a movimentação do(s) companheiro(s), realizando as mesmas ações com qualidades de movimento idênticas.
5.3 - Segue a movimentação do(s) companheiro(s), realizando as ações inversas e contrárias e/ou com qualidades de movimento antagónicas (contração/relaxamento, extensão/flexão, salto/queda, etc.).
6 - Propõe, prepara e apresenta projetos coreográficos, individuais, a pares ou em grupo, na turma, de acordo com o motivo e a estrutura musical escolhidos, integrando as habilidades e combinações exercitadas com coordenação, fluidez de movimentos e em sintonia com a música” (Jacinto et al., 2001, pp. 74-75).
No nível avançado (11º e 12º ano) do programa, o ponto 1 e 2 referido anteriormente, também é pedido neste nível. Além disso o aluno:
“3 - Apresenta um projeto de criação de uma coreografia ou de recolha de uma Dança, integrando os seguintes elementos: tema; acompanhamento musical; nome dos intérpretes; cenário pretendido; guarda-roupa; design espacial; principais habilidades a utilizar (movimentos locomotores e não locomotores), ainda que de forma rudimentar; plano de concretização do projeto e respetiva calendarização;
4 - Participa numa composição, da autoria de um colega, da sua autoria ou da autoria de outrem (no caso de se tratar de um projeto de recolha), com as seguintes exigências: interpretação respeitando a ideia do autor; realização correta e esteticamente rica das habilidades aprendidas e incluídas na composição; capacidade de comunicação e projeção artística;
5 - Apresenta à turma, escola ou comunidade uma pequena composição da sua autoria (de 4 a 5 minutos), respeitando os seguintes critérios de apreciação: originalidade do tema e das formas encontradas para o desenvolver; unidade e coerência temáticas; fluidez e qualidade dos movimentos; grau de elaboração (sensibilidade aos problemas tratados, número de detalhes, variedade dos elementos, estruturação temporal, ritmo de execução, estruturação espacial e harmonia de todos os elementos da composição: música, intérpretes, coreografia, tema, roupa, etc.)” (Jacinto et al., 2001, pp. 159-160).
Para o 11º e 12º ano ainda são propostos tipos de dança a nível introdutório, elementar e avançado, tais como:
• Danças sociais, na qual o aluno deve assumir uma postura natural, dominar princípios básicos de condução dentro do Merengue, Rumba Quadrada, Valsa
106 Lenta, Foxtrot social (nível introdutório), Danças Latino-Americas, Chá-Chá-Chá, Roch, Salsa, Tango e novamente a Rumba Quadrada Foxtrot Social e Valsa Lenta (nível elementar) Jive, Rumba, Cubana, Quiqustep e novamente o Chá-Chá-Chá, Valsa Lenta e Tango.
• Danças tradicionais portuguesas, na qual o alunos deve saber dançar o Regadinho, Erva Cidreira, Sariquité (nível introdutório), Vai de Roda Siga a Roda, Malhão Minhoto, Tocão e Bico (nível elementar), Enleio, Repenicadinho e Toma Lá Dá Cá (nível avançado).
• Aeróbica na qual deve dominar passas básicos como: Marcha, corrida, passo e toque, elevação do joelho, passo cruzado, passo em v (nível introdutório), balanços, agachamentos, mambo, chassé, chuto, scoop, pónei, tesouras, twist, slide (nível elementar). Nestes dois níveis deve ainda combinar passos e apresentar sequências. No nível avançado deve apresentar, à escola ou comunidade, uma coreografia no estilo musical escolhido pelo próprio, respeitando que seja original, com realização correta e esteticamente rica dos passos aprendidos e incluídos na coreografia; comunicativa e com harmonia de todos os elementos da coreografia (tema, música, intérpretes, combinações de passos) (Jacinto et al., 2001).
Segundo Gonçalves (2007, p. XV), dança “é uma forma artística em que a partir do movimento do corpo se comunica e desenvolve a criatividade do ser humano”. Trata-se de uma forma de comunicarmos com o intuito de transmitir algo através dos movimentos do corpo, principalmente expressar sentimentos e emoções. Resume-se, assim, numa forma artística em que através do movimento do corpo se comunica e desenvolve a criatividade do ser humano através de momentos de exploração. Quanto às atividades rítmicas e expressivas, a autora refere também que estas, através da dança, “apresentam uma conceção de educação capaz de abranger o estético, a vivência estética, a experiência da beleza e da sensibilidade” (Gonçalves, 2007, p. XV).
A dança abordada nas aulas de EF pode trazer ao aluno benefícios tais como: “i) o desenvolvimento da perceção da imagem corporal e crescente consciencialização corporal e orientação espacial;. ii) desenvolvimento da perceção sensorial (…); iii) desenvolvimento cognitivo – maior consciencialização dos movimentos e das sensações que gera; iv) desenvolvimento social – maior número de ações ou de sentimentos expressos de uma forma correta; v) desenvolvimento estético – vivência
107 de experiências que permitem a estruturação do conceito estético, adaptado a cada indivíduo (…); vi) desenvolvimento da capacidade de concertação e libertação de emoções e tensões.”(Castro, 1999, cit. por Correia, 2008, p. 112).
Devido a estes benefícios, devemos motivar os alunos para estas atividades de forma a formarmos alunos mais competentes e desenvolvidos a nível da perceção pessoal, sensorial, cognitivo, social, estético e da forma de se expressar.