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Solution itérative de la procédure d’auto-cohérence

Neste capítulo são apresentados os dados sobre a caracterização dos respondentes (questões de 1a5) e, em seguida, os dados coletados por meio das questões substantivas constantes da parte II do roteiro para as entrevistas.

Estes dados, oriundos da transcrição das falas dos entrevistados, foram sistematizados em categorias temáticas e computados quanto à frequência e percentual. Para melhor viabilização, eles estão apresentados em quadros e seguem a ordem das perguntas constantes no roteiro.

3.1 PROFESSORES

3.1.1 Caracterização da amostra

Os participantes desta pesquisa foram 10, dos 26 professores-cursistas do Curso Alfabetização e Linguagem, oferecido pela Universidade de Brasília-UnB em parceria com a Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal, no período de abril a dezembro de 2008 (Tabela 1). Nesta investigação fez-se uso da entrevista individual semiestruturada.

Dos 10 sujeitos pesquisados, 80% são do sexo feminino e 20% são do sexo masculino, demonstrando a predominância do gênero feminino. Quanto à faixa etária, o grupo está assim distribuído: 20% estão entre 51e 60 anos; 40% estão entre 41e 50 anos e os outros 40% estão com idade entre 31 e 40 anos.

Trata-se, portanto, de um grupo de profissionais experientes, cuja formação acadêmica é a seguinte: 50% são formados em Letras-Português e destes, 30% tem especialização em Educação a Distância. Os outros 50% são formados em Pedagogia com especialização em psicopedagogia.

Quanto ao tempo de serviço no magistério, o grupo está assim caracterizado: 30% possuem entre 17 e 19 anos; 30% possuem entre 11 e 13 anos; 10% contam entre 22 e 24 anos; 10% contam entre 20 e 21 anos; 10% estão entre 5 e 7 anos e o restante dos 10% contam entre 1 e 4 anos de pleno exercício profissional.

Quadro 1 – Caracterização dos respondentes

Professor Sexo Faixa Etária Formação Acadêmica Tempo de Serviço

P1 Masculino 41-50 Especialização em EAD Letras-Português 17-19 P2 Feminino 31-40 Especialização em EAD Letras-Português 20-21 P3 Feminino 51-60 Pedagogia com Especialização

Psicopedagogia

11-13

P4 Feminino 41-50 Pedagogia com Especialização

Psicopedagogia 17-19 P5 Feminino 31-40 Especialização em EAD Letras-Português 17-19

P6 Feminino 31-40 Letras-Português 1-4

P7 Feminino 51-60 Pedagogia com Especialização

Psicopedagogia 11-13 P8 Masculino 41-50 Letras-Português 5-7 P9 Feminino 31-40 Pedagogia com Especialização

psicopedagogia 11-13 P10 Feminino 41-50 Pedagogia com Especialização em psicopedagogia 22-24 Fonte: Dados obtidos na pesquisa.

3.1.2 Análise e discussão das questões substantivas

O corpus, oriundo da transcrição das verbalizações dos sujeitos pesquisados, foi organizado em quadros que sintetizam as categorias e indicam a frequência e o percentual com que foram manifestadas. Para facilitar a compreensão, a presente análise e discussão obedecem a sequência das questões apresentadas no roteiro de entrevista.

Os professores, quando questionados sobre as dificuldades encontradas por eles na construção do Blog, manifestaram distintas percepções que foram organizadas em quatro categorias:

1) Manuseio da Ferramenta; 2) Mistificação do Blog; 3) Dificuldade Inexistente e 4) Preconceito Tecnológico.

O quadro a seguir sintetiza as informações obtidas:

Quadro 2 – Dificuldades encontradas na construção do Blog

Fonte: Dados obtidos na pesquisa.

Os resultados mostram que 50% dos entrevistados encontraram dificuldades na construção do Blog devido ao desconhecimento deste, enquanto ferramenta tecnológica. Assim, a categoria “Manuseio da Ferramenta” foi explicitada nos seguintes depoimentos: “Eu não sabia o que era Blog” (P1); “Eu não conhecia a tecnologia.” (P2); “Foi a primeira vez que trabalhei com Blog.” (P3); “Eu não tinha habilidade com a tecnologia.” (P4) e “Eu desconhecia a ferramenta em si.” (P8).

As concepções emanadas das verbalizações dos entrevistados ratificam a necessidade defendida por Mercado (1999), que reconhece:

Na formação de professores, é exigido dos professores que saibam incorporar e utilizar as novas tecnologias no processo de aprendizagem, exigindo-se uma nova configuração do processo didático e metodológico tradicionalmente usado em nossas escolas nas quais a função do aluno é a de mero receptor de informações e uma inserção crítica dos envolvidos, formação adequada e propostas de projetos inovadores. (Mercado, 1999, p. 14).

Questão 6: “Durante o curso, quais foram as dificuldades encontradas por você na construção do Blog?”

Categorias Descrição da Categoria Sujeitos Percentual 1. Manuseio da

Ferramenta Dificuldades provenientes do desconhecimento do Blog enquanto ferramenta tecnológica. 5 50% 2. Mistificação do

Blog

Crença de que o Blog era algo novo e

tecnologicamente complicado. 3 30% 3. Dificuldade

inexistente O cursista não encontrou nenhuma dificuldade na construção do Blog. 1 10% 4. Preconceito

Tecnológico Crença de que a tecnologia, sobretudo as redes sociais (Blog, Orkut e Facebook) são afeitas aos desocupados.

1 10%

Pelo confronto entre os dados revelados pela pesquisa e os pressupostos teóricos defendidos por Mercado (1999), podemos inferir que as dificuldades encontradas pelos cursistas na construção do Blog vão além da inabilidade tecnológica. Visto que hoje, com o aperfeiçoamento dos recursos tecnológicos, a incorporação e a utilização das novas tecnologias estão facilitadas devido à quantidade de programas autoexplicativos.

Desse modo, por trás da suposta dificuldade de manuseio explicitada por 50% dos entrevistados, esconde-se uma mentalidade pedagógica arcaica que aguarda passivamente pelo modelo pronto, que não contribui para a criatividade do professor. Tal modelo de ensino baseado na troca de receitas é assim destacado por Ramalho et al., 2004:

Essa tradição pedagógica, esse saber tradicional constituído de regras repetidas, ritualizadas e não questionadas, adquiridas por imitação, vai marcar todo o período educacional do século XVII e se estende até a primeira metade do século XX. Entretanto, convém destacar que essa orientação ainda está presente em muitas escolas brasileiras. (RAMALHO et al., 2004, p. 56).

Para um grupo de 30% dos entrevistados, o Blog era algo novo e tecnologicamente complicado. Dessa forma, a categoria “Mistificação do Blog” foi marcante nas seguintes falas: “Foi muito difícil pensar essa questão do Blog.” (P4); “O Blog era novidade. Algo muito novo.” (P5) e “Foi difícil desmistificar que o Blog era um monstro. Uma coisa muito complicada.” (P10).

Pelo exposto, constata-se que alguns professores ainda não estão preparados para lidar com a novidade tecnológica do Blog bem como com o uso da tecnologia nas práticas de ensino.

A concepção de 10% dos professores demonstra a ausência de dificuldades durante a construção do blog. A categoria “Dificuldade Inexistente” aparece assim representada: “Não encontrei dificuldade na criação daquele Blog.” (P5).

Para os demais 10% dos profissionais consultados, a categoria “Preconceito Tecnológico” foi destacada. Havia a crença de que as redes sociais (Blog, Orkut e Facebook) eram passa-tempo de desocupados: “Eu era preconceituosa e falava que Internet era coisa para desocupado mesmo!” (P6).

Os pesquisados, ao serem interpelados sobre as facilidades encontradas por eles na construção do Blog, explicitaram diferentes conceitos que foram agrupados, sob as seguintes categorizações:

1) Ajuda mútua; 2) inovação;

3) Conhecimentos Prévios e 4) Praticidade.

As informações coletadas foram sintetizadas no quadro 3, a seguir:

Quadro 3 – Facilidades encontradas na construção do Blog

Fonte: Dados obtidos na pesquisa.

Os resultados mostram que 40% dos professores investigados consideram que a ajuda mútua ocorrida entre o Formador e os Cursistas facilitou o processo de construção do Blog. Em consequência, a categoria “Ajuda mútua” é refletida nas verbalizações seguintes: “Houve incentivo por parte do Formador.” (P3); “A ajuda veio do contato com os colegas.” (P7); “Eu procurava muito a ajuda das meninas.” (P9) e “Em casa eu tive ajuda também.” (P10).

Para Ragazzi (2010), “os blogs aproximam as pessoas, as ideias, permitem reflexões, troca de experiências, amplia a aula e a visão de mundo e oferece a todos as produções realizadas”. Similarmente, observamos nesta investigação que a ajuda

Questão 7: “Durante o curso, quais foram as facilidades encontradas por você na construção do Blog?”

Categorias Descrição da Categoria Sujeitos Percentual 1. Ajuda mútua Auxílio mútuo ocorrido entre Formador e cursistas.

4 40%

2. Inovação Gosto pela pesquisa e valorização de novos

conhecimentos advindos da construção do Blog. 3 30% 3.

Conhecimentos Prévios

Domínio de conhecimentos básicos em

informática. 2 20%

4. Praticidade Constatação de que o Blog é uma ferramenta de

fácil manuseio. 1 10%

mútua entre Formadores, Cursistas e outros usuários se deram nas seguintes situações:

a) Presencial, nos momentos diretos de estudo e discussão;

b) A distância, nas ocasiões em que postavam seus textos, liam e comentavam os trabalhos dos outros colegas, e

c) Durante as pesquisas livres em que o professor-cursista acessava trabalhos de outros professores-blogueiros.

Outros 30% dos pesquisados acreditam que o gosto do cursista pela pesquisa e a valorização de novos conhecimentos, facilitaram a construção do Blog. Desta forma, das concepções explicitadas pelos entrevistados, emergiu a categoria “Inovação” representada nas falas seguintes: “Mexendo, especulando, fuçando. Não tem receita pronta é no manuseio mesmo.” (P2); “Eu conhecia o Blog de outras pessoas.” (P4) e “O que facilita mesmo é a curiosidade.” (P5).

Os resultados revelados por esta investigação estão em conformidade com o pensamento Freireano que sustenta que a pesquisa, a busca e a indagação fazem parte da natureza da prática docente. Assim, sobre a pesquisa e a inovação, Freire (1996) nos lembra:

Não há ensino sem pesquisa e pesquisa sem ensino. Esses que-fazeres se encontram um no corpo do outro. Enquanto ensino continuo buscando, reprocurando. Ensino porque busco, porque indaguei, porque indago e me indago. Pesquiso para constatar, constatando, intervenho, intervindo educo e me educo. Pesquiso para conhecer o que ainda não conheço e comunicar ou anunciar a novidade. (FREIRE, 1996, p. 29).

Com relação ao domínio de conhecimentos básicos em informática, na concepção de 20% dos entrevistados, tais saberes facilitaram o processo de construção do Blog. Por isso, a categoria “Conhecimentos Prévios” pode ser identificada nas verbalizações a seguir: “Eu possuía conhecimentos em informática.” (P1) e “Eu já tinha conhecimentos sobre Blog.” (P4).

Os demais 10% dos pesquisados reconhecem o Blog como uma ferramenta de fácil manuseio. Desta maneira, a categoria “Praticidade” é assim manifestada: “O Blog é uma ferramenta fácil de manusear.” (P6).

Os entrevistados, ao serem questionados sobre a frequência com que registravam no Blog as atividades do curso, manifestaram distintas respostas que foram agrupadas nas categorizações:

1) Regularmente a cada semana;

2) irregularmente, conforme as condições de cada cursista e

3) Final do período. As informações coletadas foram sintetizadas no quadro a seguir:

Quadro 4 – Frequência das postagens no Blog

Fonte: Dados obtidos na pesquisa.

A análise do quadro demonstra que 60% dos entrevistados afirmaram que suas postagens eram semanais, ou seja: a cada final de encontro, conforme orientação do Formador. Assim, a categoria “Regularmente a cada semana” foi explicitada nas falas seguintes: “Era semanal.” (P1); “Era a cada encontro.” (P3); “No período de uma semana.” (P4); “A frequência era semanal.” (P6); “As postagens eram semanais.” (P7) e “No mínimo semanal.” (P10).

A maioria dos pesquisados acredita que a postagem semanal, imediatamente após o encontro, favorece a qualidade do texto por refletir a essência dos estudos e das discussões realizadas. Para esse grupo de professores, a demora na elaboração e na publicação das postagens poderia interferir na qualidade dos textos,

Questão 8: “Com que frequência você registrava no Blog as atividades desenvolvidas?” Categorias Descrição da Categoria Sujeitos Percentual 1. Regularmente

a cada semana. Postagens semanais, ocorridas a cada final de encontro, durante todo o curso, conforme

orientação do Formador. 6 60%

2. Irregularmente, conforme as condições de cada cursista.

Postagens ocorridas conforme a habilidade, a disponibilidade de tempo e a produtividade

do cursista. 3 30%

3. Final do

período. Postagem realizada ao final de cada fascículo estudado. 1 10%

além de prejudicar a nota final. É o que verificamos nas seguintes falas: “É melhor pegar o calor das reflexões e havia também a orientação pra gente não postergar”. (P2) e “Como era de certa forma uma avaliação, a gente se via na obrigação de fazer”. (P6).

Para 30% dos pesquisados a frequência das postagens eram irregulares. Elas ocorriam de acordo com a habilidade e a disponibilidade de tempo de cada cursista. Desta maneira, das verbalizações coletadas emergiu a categoria “Irregularmente, conforme as condições de cada cursista”, que foram assim manifestadas: “Eu tentei seguir a orientação do curso.” (P2); “Eu tentei colocar semanalmente.” (P5); “No começo demorei mais de um mês. Depois que paguei uma pessoa para me ajudar, passei a postar semanalmente.” (P9).

Os outros 10% dos professores investigados disseram que as postagens foram realizadas ao final de cada fascículo estudado. Logo, das falas coletadas surgiu a categoria “Final do período” que foi assim evidenciada: “Eu deixei a desejar. Era falta de tempo e eu deixei acumular e fiz tudo no final do período.” (P8).

3.1.2.4 Troca de saberes e experiências entre os cursistas

Quando questionados sobre a troca de saberes e experiências entre eles e os demais cursistas, os professores entrevistados manifestaram concepções que foram organizadas nas categorias:

1) Interação Presencial; 2) Interação Virtual e 3) Reciprocidade.

Dessa forma, as informações coletadas foram sintetizadas no quadro a seguir:

Quadro 5 – Troca de saberes e experiências entre os cursistas

Questão 9: “Houve troca de saberes e experiências entre você e os outros cursistas? Como se deu essa troca?”

Categorias Descrição da Categoria Sujeitos Percentual 1. Interação

Presencial

Troca de saberes e experiências ocorridas

Fonte: Dados obtidos na pesquisa.

Os resultados mostram que 60% dos entrevistados reconhecem que houve troca de saberes e experiências entre eles e os demais cursistas, durante os momentos presenciais do curso. Das verbalizações manifestas pelos sujeitos pesquisados, surgiu a categoria “Interação Presencial”: “Eu trocava ideia com a Zenilda e a Júlia.” (P1); “A gente acessava o Blog do colega.” (P2); “Senti que o curso tinha essa característica de troca.” (P2); “Aprendi muito com a Margareth.” (P5); “A gente aprendeu com a troca de ideias durante a aula.” (P6) e “Eu trocava ideias com os colegas sobre o Blog.” (P8).

As concepções dos pesquisados está de acordo com a perspectiva adotada pelo referencial teórico estudado. Trescastro (2009), por exemplo, ao falar sobre o uso do Blog na formação de professores, ressalta:

Por favorecer a interatividade entre os usuários, o blog possibilitou o intercâmbio de saberes e conhecimentos, promovendo um espaço de interação simultânea e trocas sociais que favorecem o processo de ensino-aprendizagem. A situação de interatividade permitiu aos participantes dialogar e intervir no processo educacional com ações, reações, provocações, intervenções, necessárias à construção de conhecimentos. (TRESCASTRO, 2009, p. 10).

Para 30% dos professores pesquisados a troca de saberes e experiências ocorridas entre os cursistas existiram em decorrência dos acessos aos Blogs dos pesquisados. Dessa forma, a categoria “Interação Virtual” se mostrou relevante e foi explicitada principalmente nas falas a seguir: “Pelo Blog a gente conhecia o trabalho do colega.” (P2) “Cada Blog que você abria era um visual novo.” (P3) e “O Blog da Margareth tinha coisa que eu não conhecia.” (P5).

A respeito das redes colaborativas, Lévy (1998) afirma que a prosperidade das nações, das empresas e dos indivíduos depende da capacidade destes em navegar nesse espaço do saber. Para esse autor, o papel das tecnologias digitais será promover a construção de coletivos inteligentes, nos quais as potencialidades sociais e cognitivas poderão desenvolver-se de forma recíproca.

2. Interação

Virtual Troca de saberes e experiências mediadas pelos acessos aos Blogs dos colegas cursistas. 3 30% 3.-

Reciprocidade

Troca simultânea de saberes e experiências entre dois cursistas facilitando a aprendizagem

mútua. 1 10%

Os outros 10% dos pesquisados salientaram a troca simultânea de saberes e experiências ocorrida entre dois cursistas em que ambos aprendem. Logo, a categoria “Reciprocidade” foi evidenciada na transcrição seguinte: “Totalmente... houve muita troca! Eu não só aprendi com os colegas, mas, também ofereci conhecimentos.” (P7).

Desta forma, verificou-se uma concordância entre os dados coletados e o referencial teórico estudado, demonstrando que a reciprocidade, presente nas interações dialógicas, constitui-se como uma das marcas do Blog.

3.1.2.5 Contribuições do Blog para o aprimoramento profissional

Os professores entrevistados, quando indagados a respeito das possíveis contribuições do Blog para o aprimoramento profissional, explicitaram conceitos que foram agrupados conforme a categorização:

1) Informatividade;

2) Alfabetização Tecnológica; 3) Motivação e

4) Reflexão crítica.

Os dados obtidos estão resumidos no quadro a seguir:

Quadro 6 – Contribuições do Blog para o aprimoramento profissional

(1) Capacidade do professor em lidar com as tecnologias no processo educativo (Sampaio, 1999). Questão 10: “Você acredita que o Blog contribui para o seu aprimoramento profissional? Em quais aspectos?”

Categorias Descrição da Categoria Sujeitos Percentual 1.Informatividade

Novos conhecimentos provenientes das pesquisas fomentadas pelo trabalho com os

Blogs. 3 30%

2.Alfabetização

Tecnológica (1) Saberes decorrentes do acesso às novas tecnologias durante a interação com os Blogs. 3 30% 3. Motivação Situações em que o trabalho com Blog

promoveu o incentivo entre os cursistas. 3 30% 4. Reflexão crítica Situações nas quais o Blog promoveu a reflexão

acerca da prática pedagógica do professor- cursista.

1 10%

Os resultados mostram que 30% dos professores investigados dizem que o aprimoramento profissional foi promovido pelos novos conhecimentos provenientes das pesquisas com Blogs. Das respostas emitidas surgiu a categoria “Informatividade” expressa nas verbalizações seguintes: “O Blog facilitou nosso trabalho de pesquisa e nosso acesso à tecnologia.” (P3); “O Blog serviu como ferramenta de incentivo à pesquisa.” (P7) e “O Blog serviu como ferramenta para ampliação dos conhecimentos.” (P7).

Para Mercado (1999), “a imensa quantidade de informações com as quais o cidadão tem que lidar, obriga o educador a reavaliar as estratégicas pedagógicas em uso”. Assim, nesta investigação, o Blog configurou-se como uma ferramenta eficaz para aquisição de novos conhecimentos, assumindo papel decisivo na ampliação da capacidade de pesquisa dos professores.

Para 30% dos entrevistados o aprimoramento profissional é decorrente dos saberes tecnológicos assimilados durante a interação com os Blogs. Assim, a categoria “Alfabetização Tecnológica” é evidenciada nas falas seguintes: “A construção de textos eletronicamente é bem mais prático.” (P1); “Eu passei a usar a tecnologia nas minhas aulas.” (P1) e “O Blog aumentou meu interesse pelas novas tecnologias.” (P4).

Do mesmo modo, Aguiar (2006) evidenciou o potencial interativo do Blog ao reconhecê-lo como espaço propício à troca de informações em permanente interação dialógica. A esse respeito, Moran et al. (2000) nos lembra:

Aprendemos melhor quando interagimos com os outros e o mundo e depois, quando interiorizamos, quando nos voltamos para dentro, fazendo nossa própria síntese, nosso reencontro do mundo exterior com a nossa reelaboração. (MORAN et al., 2000,p. 23)

Um grupo de 30% dos professores pesquisados reconhece que o aprimoramento profissional é resultado do incentivo promovido aos cursistas durante o trabalho com Blogs. Dessa maneira, do grupamento das temáticas apresentadas pelos entrevistados surgiu a categoria “Motivação” explicitada nas seguintes verbalizações: “O Blog contribui para a interação entre as turmas.” (P1); “O Blog provocou entusiasmo e promoveu uma competição saudável entre os cursistas.” (P2) e “O Blog favoreceu a construção de aulas mais dinâmicas.” (P4).

Os resultados obtidos confirmam o que Alencar e Fleith (2003) defendem a respeito da motivação. Para essas pesquisadoras, as condições ambientais são importantes para o desenvolvimento da criatividade. Assim, a investigação

comprovou que, tanto a motivação intrínseca quando a extrínseca, vivenciadas durante o curso, foram essenciais para o desenvolvimento da criatividade dos professores-cursistas.

Outros 10% dos entrevistados acreditam que o aprimoramento profissional dos cursistas se deu devido às situações de reflexão propiciadas pelo Blog sobre a prática pedagógica dos professores. Portanto, da análise das proposições dos pesquisados emergiu a categoria “Reflexão crítica” revelada na expressão que se segue: “Acredito que o Blog possibilitou a reflexão sobre o que é lido e escrito.” (P8). Para esse professor, o Blog mostrou-se facilitador do processo reflexivo. A esse respeito, Perrenoud (2002) afirma:

A autonomia e a responsabilidade de um profissional dependem de uma grande capacidade de refletir em e sobre sua ação. Essa capacidade está no âmago do desenvolvimento permanente, em função da experiência de competências e dos saberes profissionais. “Por isso, a figura do profissional reflexivo está no cerne do exercício de uma profissão”. (PERRENOUD, 2002, p. 13).

Do mesmo modo, Freire (1996) nos lembra que ensinar exige reflexão crítica sobre a prática e destaca:

Por isso é que, na formação permanente dos professores, o momento fundamental é o da reflexão crítica sobre a prática. É pensando criticamente a prática de hoje ou de ontem que se pode melhorar a próxima prática. O próprio discurso teórico, necessário à reflexão crítica, tem de ser de tal modo concreto que quase se confunda com a prática. (FREIRE, 1996, p.39).

Libâneo (2000), discutindo acerca da melhoria do ensino, nos lembra:

Quero destacar a necessidade da reflexão sobre a prática para a apropriação e produção de teorias, como marco para as melhorias das práticas de ensino. Trata-se da formação profissional crítico-reflexiva, na qual o professor é ajudado a compreender o seu próprio pensamento e a refletir de modo crítico sobre sua prática. (LIBÂNEO, 2000, p.86).

Na visão desse pesquisador, repensar a formação inicial e continuada de professores implica, necessariamente, a concepção de formação do professor crítico-reflexivo, compreendendo que a prática é a referência da teoria e que esta, é o nutriente de uma prática de qualidade.

Substanciando essa discussão, Alarcão (2001), versando sobre o desenvolvimento profissional na ação refletida, esclarece:

O professor é um profissional da ação cuja atividade implica um conjunto de atos que envolvem seres humanos. Como tal, a racionalidade que impregna a sua ação é uma racionalidade dialógica, interativa e reflexiva. (ALARCÃO, 2001, p.23).

3.1.2.6 Aprendizagem cooperativa

Ao serem indagados sobre a possível aprendizagem cooperativa ocorrida entre eles e os demais cursistas, os profissionais entrevistados revelaram proposições que foram organizadas nas seguintes categorias:

1) Cooperação;

2) Referência qualitativa e 3) Incentivo.

Assim, os dados obtidos foram sintetizados no quadro a seguir:

Quadro 7 – Aprendizagem cooperativa

Fonte: Dados obtidos na pesquisa.

A análise dos resultados releva que 50% dos profissionais pesquisados acreditam que a aprendizagem cooperativa ocorreu em situações de ajuda mútua entre os cursistas. Das proposições emanadas veio à luz a categoria “Cooperação”, manifesta principalmente nas falas que se seguem: “Todo mundo ajudava o outro. Todo mundo colaborava com o outro.” (P1); “A intenção dos formadores era a

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