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7.4 Applications

7.4.2 Simulation d’un d´eclenchement

Os alunos mencionaram a aplicação de várias estratégias de autorregulação das aprendizagens, tais como: pesquisa de informação; revisão de tarefas; gestão de tempo; procura de ajuda social; resolução de dificuldades; e de estruturação do ambiente físico. Contudo, outras estratégias também foram mencionados, mas por poucos alunos, nomeadamente: estratégias sobre o processamento de informação, organização, ou aplicação (transformação); autorreflexão e autoavaliação; estratégias psicológicas para melhorar a atenção e concentração; e a consciência/reflexão sobre as suas dificuldades.

Em relação às Estratégias de organização, planeamento e transformação, o indicador mais mencionado foi o de Organização - Pesquisa de Informação. Como alguns alunos mencionaram, as instruções que foram fornecidas aos alunos, definindo metas, fornecendo as

guidelines para cada tarefa, ajudou os alunos no planeamento da atividade, confirmando que o

apoio instrucional ajuda na aprendizagem dos alunos (Wäschle et al, 2014; Panadero & Jonsson, 2013). No entanto, no Caso 1 vários alunos mencionaram que não tinha uma estratégia de

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planeamento, algo que no Caso 2 não é mencionado, porque como explicaram os alunos, já estavam familiarizados com a abordagem e com tipo de tarefas solicitadas, permitindo-lhes uma melhor organização, por exemplo:

“Organizamo-nos melhor do que nos trabalhos anteriores. Melhor do que MP3.” (E3b, 25/02/2014)

No Caso 3, os alunos não mencionaram em detalhe o tipo de estratégias que adotaram. O contato semanal entre as equipas e um gestor ajudou-os na adoção de estratégias, ao longo do tempo. Mas é necessário analisar as reuniões estabelecidas entre o gestor e as equipas para confirmar este assunto. Porém, também há a limitação no número de alunos entrevistados (n=6) no Caso 3.

Em todos os casos (Caso 1, 2 e 3), poucas estratégias de transformação da informação foram mencionadas pelos alunos. No entanto, no Caso 1 “Some students mentioned in the weekly

forms the adoption of transformation strategies (…)” (Pedrosa et al., 2016b), e que um

instrumento para ajudar os alunos a realizar autorreflexão é essencial para a melhorar a sua consciência/reflexão sobre as tarefas da atividade que desenvolveram. Isto vai ao encontro da perspetiva de Bos & Brand-Gruwel (2016), no qual explicam a necessidade de criar momentos para ajudar os alunos a monitorizar a sua aprendizagem. No Caso 2 e no Caso 3, mais informações foram obtidas através da realização de uma triangulação de dados, incluindo: a análise dos formulários quinzenais pela equipa (Caso 2) e pelas reuniões quinzenais entre a equipa e gestor (Caso 3), no qual confirmam a hipótese de que um instrumento ou que a ajuda pedagógica de um gestor pode levar a melhoria da autoconsciência dos alunos.

Relativamente às Estratégias de gestão de tempo, a procrastinação foi mencionada principalmente no Caso 1, mas diminuiu no Caso 2, e no Caso 3 não foi mencionada pelos alunos. Acredita-se que no Caso 2 esta diminuição deveu-se à experiência anterior que os alunos tinham de MP3, pois já sabiam qual era a melhor forma para gerirem o seu tempo, de acordo com as tarefas que tinham de realizar (em que também já sabiam que tipo de tarefas eram). Já no Caso 3, acredita-se que a procrastinação não foi relatada devido ao acompanhamento de um gestor de forma mais personalizada junto de cada umas equipas.

Alguns alunos mencionaram que dedicavam um dia por semana para realizar as tarefas da atividade, e de que as guidelines contribuíram para os alunos organizarem as suas tarefas de acordo com os prazos, o que confirma a perspetiva de que o apoio instrucional tem impacto na aprendizagem (Wäschle et al., 2014).

Em todos os três casos, os alunos mencionaram várias razões para a falta de tempo na gestão das suas tarefas: “because of tasks and tests they need to account for in the various courses

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impacto na aprendizagem (Kyndt et al.,2014). Desta forma, recomenda-se que haja uma cuidadosa coordenação entre os professores das várias UC, na conceção de metas e processos de aprendizagem, para evitar sobrecarga de trabalho para os alunos.

Em relação à Identificação das dificuldades na atividade, nos três casos, alguns alunos (n=12) mencionaram que a atividade não era demasiado complexa. No Caso 2, houve alunos que relataram que sentiram dificuldades na compreensão teórica e na implementação prática. No Caso 1, verificou-se que os alunos especificaram as suas dificuldades nos formulários individuais (Cf. Capítulo 10), o que leva a concluir que os formulários são um instrumento útil para fazer os alunos refletirem sobre as suas dificuldades específicas nas tarefas (Pedrosa, et al., 2016b).

Quanto às Estratégias para a resolução de dificuldades, a estratégia mais mencionada pelos alunos foi a pesquisa de informação, mas também mencionaram a procura de ajuda social do professor e dos colegas. Porém, vários alunos no Caso 1 mencionaram não ter procurado ajuda. Algumas das razões apontadas para não procurar o professor relacionavam-se com sentimentos de timidez, vergonha, medo ou inferioridade. Havia alunos que desistiram de tentar resolver as dificuldades, isto é, não esclareciam as suas dúvidas/problemas, confirmando a complexidade e importância das relações que são estabelecidas entre professor-aluno (como reportado por Hagenauer & Volet, 2014). Além disso, sabemos que no Caso 1, os alunos procuraram a ajuda em comunidades on-line embora o resultado foi insatisfatório e sem sucesso, que é uma das tarefas exigidas pela abordagem Simprogramming (Pedrosa et al., 2016a, b), o que confirma que os alunos precisam de ter a intenção em aprender com a resposta (Newman, 2008).

Já nas Estratégias de revisão de trabalho, as estratégias mais mencionadas foram a revisão da ortografia e de erros gramaticais, correções ao nível de conteúdo e correções de construção frásica. No Caso 2 e no Caso 3, a revisão centrou-se mais no conteúdo, em vez de as revisões superficiais como aconteceu no Caso 1. Alguns alunos do Caso 1 afirmaram não ter procedido à revisão do seu trabalho/atividade, algo que no Caso 2 e no Caso 3 não foi mencionado. Os alunos expressaram fatores que afetaram sua motivação, sendo que a maioria é de natureza pessoal, mas também foram mencionados fatores relacionados com aspetos interpessoais e sociais. No Caso 2 e no Caso 3, os alunos estavam conscientes da importância da atividade para a sua aprendizagem, para o desenvolvimento de competências em programação e competências interpessoais.

Por fim, as Estratégias de estruturação do ambiente, os alunos mencionaram vários locais. Contudo, não mencionaram estratégias psicológicas para concentrarem-se e focarem-se nas tarefas, nenhuma explicação foi dada pelos alunos sobre este tipo de estratégias específicas. Esta falta de estratégias de concentração pelos alunos é preocupante, e em futuras experiências pedagógicas deve-se ter em consideração.

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Ao longo da discussão, tem-se vindo a referir a importância da adoção de técnicas de ensino (instrução, acompanhamento do gestor) como aspetos que têm impacto na melhoria da aprendizagem para os alunos em vários níveis, nomeadamente na adoção das estratégias de autorregulação das aprendizagens. De fato, a abordagem SimProgramming incentiva o desenvolvimento adequado de estratégias e técnicas de ensino para ajudar os alunos a alcançar os objetivos de aprendizagem.

Verificou-se melhorias nas estratégias de autorregulação das aprendizagens do Caso 1 para o Caso 2, nos alunos que participaram na atividade em MP3 (Caso 1) e depois em MP4 (Caso 2). Acredito que devido a experiência de os alunos já terem realizado uma atividade, de acordo com abordagem SimProgramming, os ajudou a realizar a atividade em MP4 (Caso 2). Além disso, algumas alterações para tarefas específicas demostraram ser adequadas, como explicou um aluno:

“ No ano passado mudaram isso [Caso 1; MP3 2012,2013

Implementação da abordagem SimProgramming] (…) melhorou e as

pessoas interessaram-se mais (…) foi bom porque era uma abordagem que estávamos mais habituados, que era fazermos o trabalho e apresentar aquilo que nos fizemos, e não dependia tanto das comunidades (…) ” (E26, 26/01/2014)

8.1.3. Conclusões

Os resultados suportam a noção de que a abordagem SimProgramming ajuda a melhorar as estratégias de autorregulação da aprendizagem dos alunos, nomeadamente: pesquisa de informação; revisão de trabalho; gestão do tempo; procura de ajuda social; resolução de dificuldades; e estruturação do ambiente. Também, as estratégias estão relacionadas com os objetivos pretendidos pela abordagem SimProgramming, por exemplo: na Fase 1, um dos objetivos da atividade relaciona-se com procura de informação sobre as tecnologias em estudo.

No entanto, é necessário a adoção de técnicas de ensino que estimulam outro tipo estratégias que foram pouco mencionadas pelos alunos, como por exemplo: estratégias de transformação, organização, ou aplicação da informação; estratégias de autorreflexão e autoavaliação; estratégias psicológicas para melhorar a atenção e concentração; e estratégias para fomentar a consciência sobre as dificuldades específicas próprias de cada um.

A participação em MP3 (Caso 1) nas atividades usando a abordagem SimProgramming ajudou os alunos a desenvolver e a melhorar estratégias de autorregulação das aprendizagens no Caso 2, porque verificou-se melhorias do Caso 1 para o Caso 2 em algumas estratégias de

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autorregulação das aprendizagens. Por exemplo, a melhoria da autoconsciência sobre as tarefas pode ser justificada pela experiência que os alunos tiveram com MP3. Isto suporta a importância de ter uma experiência anterior com a abordagem SimProgramming (no Caso 2) e o que o acompanhamento personalizado do gestor (no Caso 3) ajudou os alunos a permanecerem mais conscientes da necessidade de reverem as tarefas e ficarem consciencializados com as suas dificuldades.

Os fatores motivacionais também influenciaram, na perceção dos alunos, a autorregulação da aprendizagem e do progresso na atividade. No Caso 2 e no Caso 3, os alunos sentiram que a atividade ajudou a desenvolver competências em programação e de relacionamento interpessoal, e que contribuiu para uma melhor compreensão dos conteúdos da UC.

Ao longo dos três casos, a abordagem SimProgramming tem demostrado resultados promissores relativamente no suporte à aprendizagem autorregulada, ou seja, a melhoria das estratégias de autorregulação de aprendizagem dos alunos. As alterações que foram feitas ao longo do tempo na abordagem SimProgramming, particularmente em algumas das tarefas específicas, apoiam que essas alterações foram adequadas para atingir os objetivos pretendidos. O desenvolvimento de atividades para consciencializar os alunos sobre os vários tipos de estratégias que podem adotar para atingirem o sucesso em tarefas académicas, revela-se ser um caminho promissor para melhorar a abordagem.

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Capítulo 9 - Estratégias de corregulação da

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