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Siao tshou

Dans le document YI KING (Page 184-200)

No início do projeto, em janeiro, realizámos uma reunião de trabalho, um questionário e uma entrevista semi-diretiva. Na primeira reunião de trabalho, como nas seguintes, estivemos presentes, assim como as respetivas Educadoras da amostra.

O primeiro questionário e a entrevista foram aplicados às Educadoras de Infância. Passamos a explicar os procedimentos da primeira reunião de trabalho.

7.1.1.1 Primeira reunião de trabalho

A primeira reunião de trabalho, efetuada em 11 de Janeiro de 2012, teve como objetivo:

 Dar a conhecer o projeto.

Nesta primeira reunião de trabalho foi feito um breve relato sobre o conteúdo do estudo. As Educadoras foram informadas das questões e dos objetivos de investigação, bem como foram dadas explicações sobre o método a usar, investigação qualitativa e algumas das suas estratégias (investigação-ação-formação; estudo de caso), uma vez que as mesmas desconheciam esta metodologia.

Foram informadas de autores (Borgdan § Briken, Bardin, Alarcão, Schön) que de uma ou outra forma se referem à metodologia. Estes dados pretendiam além da informação motivar as Educadoras para o projeto.

Um pouco preocupadas mas ao mesmo tempo com vontade de “abraçar” o projeto, surgiram algumas questões por parte destas que tentámos esclarecer e resolver.

No mês de janeiro ainda foi aplicado o Questionário I às Educadoras de Infância, entregue em mão e rececionado após a sua realização, no mesmo dia (Quivy e Campebhoudt, 1992). 7.1.1.2 Questionário I aplicado às Educadoras de Infância

O primeiro questionário foi entregue às Educadoras de Infância e dadas as explicações necessárias. A sua entrega decorreu num espaço de tempo curto para que as respostas fossem as

Janeiro Fevereiro Fevereiro Fevereiro Fevereiro Março Abril Maio Junho Observações às crianças Questionários II 4.ª Reunião 1.ª reunião Questionários I Entrevistas às Educadoras 2.ª Reunião 3.ª Reunião Entrevistas às crianças Formação às Educadoras Questionário aos pais

menos documentadas possíveis e as mais espontâneas. Este inquérito I decorreu na penúltima semana de janeiro, com os seguintes objetivos:

 Conhecer as Educadoras de Infância a nível pessoal e profissional;

 Saber quais os conhecimentos das Educadoras de Infância sobre o PI;

 Perceber quais as opiniões das Educadoras de Infância;

 Identificar quais as dificuldades das Educadoras de Infância em relação ao PI.

O questionário I (Anexo 2) é constituído por duas partes. A primeira, com questões fechadas, onde recolhemos dados que caracterizam a amostra das Educadoras de Infância. A segunda parte, constituída por catorze questões, de questão aberta, elaboradas no sentido de recolher dados que permitissem conhecer, compreender e interpretar a abordagem das Educadoras de Infância ao Plano Individual.

Após a leitura e a releitura de todas as respostas, tarefa considerada por nós complicada, devido às respostas nem sempre muito clarificadoras, existindo mesmo alguma imprecisão, realizámos o levantamento de ideias chave para definirmos as categorias e subcategorias.

Deste modo, optou-se por organizar as seguintes categorias e subcategorias:

Conhecimento do Plano Individual, com duas subcategorias - primeira e

segunda edição. Onde se enquadram as questões 2.1 e 2.2, colocadas às Educadoras:  Tem conhecimento do Plano Desenvolvimento Individual, um processo do modelo de SGQRS;  Tem conhecimento do Plano Individual, um processo da segunda edição do modelo de SGQRS;

Através desta abordagem, pudemos desenvolver entendimentos teóricos acerca dos conhecimentos que as Educadoras têm do PI, um processo do SGQ.

Diferença entre PI, esta categoria tem, também, duas subcategorias – primeira e

segunda edição. No seguimento da categoria anterior e para completar a informação teórica, foi colocada nova questão, 2.3, para coligir dados que confirmassem, ou não, conhecimentos sobre o PI.

Existem diferenças entre o Plano de Desenvolvimento Individual e o Plano Individual.

Implementações do PI, para esta categoria foram consideradas as seguintes

subcategorias: Individual; Intervenientes; Periodicidade; Monotorização/Avaliação; Contributo para o Desenvolvimento Global da Criança; Desvantagens para o desenvolvimento global da criança; Contributos para as práticas das Educadoras. Relacionadas com esta categoria encontram-se as respostas às questões 2.4, 2.5, 2.6, 2.7, 2.8, 2.9, 2.11, 2.12 e 2.13:

Na sua sala é elaborado o Plano Individual a cada criança? Quando o Plano Individual é concebido é sempre individualizado?

Quando elabora o Plano Individual usa a mesma periodicidade para todas as crianças?

Realiza a monitorização do Plano Individual e a sua avaliação? Qual a periodicidade da monitorização?

 Quais os intervenientes do processo do Plano Individual?

 Considera que existe algum contributo para o desenvolvimento global da criança?  Existem desvantagens da aplicação do Plano Individual à criança?

 Identifica algum contributo para a sua prática como Educadora?

Procedeu-se à interpretação destas questões abertas com o objetivo de obter uma melhor compreensão acerca do modo de implementação do PI efetuado pelas Educadoras. Para além disso, procurou-se recolher dados sobre o impacto, ou não, do PI na prática profissional das Educadoras, no desenvolvimento global da Criança e sobre a avaliação das Educadoras a respeito da necessidade do mesmo.

Conceção sobre o Plano Individual, esta nova categoria inclui duas

subcategorias – o Parecer sobre o PI do SGQRS – Creche e o Parecer sobre o PI desejável. Foram consideradas as questões 2.10 e 2.14:

Qual a sua opinião sobre o Plano Individual?

Pense no que seria par si o Plano Individual ideal. Defina a sua estrutura, não esquecendo a periodicidade, os intervenientes, a monitorização e avaliação do mesmo.

Como referimos, ainda em janeiro realizamos entrevistas às Educadoras sobre as quais de seguida documentaremos os procedimentos.

7.1.1.3 Entrevistas semi-diretivas às Educadoras de Infância

Na mesma semana da receção do Questionário I, ou seja, entre 16 a 21 de janeiro, foram realizadas entrevistas semi-diretivas às Educadoras de Infância, com o objetivo geral de obter mais informações e validarem, ou não, as declarações expostas no Questionário I. Assim pretendíamos:

- Recolher dados dos Educadores que permitam conhecer as razões de adotarem o PI;

- Recolher dados que permitam saber se as Educadoras de Infância encontram vantagens/contributos na elaboração e implementação do PI;

- Recolher dados que permitam saber se as Educadoras de Infância encontram desvantagens na elaboração e implementação do PI;

- Recolher dados dos Educadores que permitam conhecer as dificuldades na concretização do PI;

- Recolher dados para conhecer se existem alterações à prática;

- Recolher dados para conhecer a opinião das Educadoras de Infância em relação ao tema. Quadro nº 10 – Objetivos das entrevistas semi-diretivas às Educadoras de Infância

A fim de realizar as entrevistas semi-diretivas foi construído um guião (Anexo 3). No entanto, como o próprio instrumento nos permite, ao longo do mesmo foram introduzidas outras questões que permitiram aperfeiçoar esse mesmo guião e aumentar as suas potencialidades.

Estas entrevistas foram realizadas individualmente, com uma duração média de trinta minutos. No início, explicámos às Educadoras de Infância o método a utilizar, ou seja, eram feitas algumas questões às quais as Educadoras respondiam, tendo todo o espaço para o fazer. De referir, que as entrevistas iriam ser gravadas para que as suas transcrições, em papel, facilitassem o tratamento e uma maior fidelidade na recolha de dados sobre os acontecimentos.

Após várias leituras das entrevistas, na sua análise, foram consideradas cinco categorias: as razões de elaborar o PI; vantagens/contributos do PI; desvantagens do PI; dificuldades em relação ao PI; alterações na prática.

Na apresentação dos dados cada Educadora de Infância foi identificada com a palavra Educadora, seguida de uma letra maiúscula, a negrito, por exemplo: Educadora A.

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