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Semantic interpretation of Quest c

Dans le document A semantic basis for Quest (Page 36-41)

Apesar de as empresas não informarem a quantidade e o valor gerado pela celulose exportada por país de destino e de o MDIC não apresentar a quantidade e o valor gerado pelos produtos exportados pelas unidades da federação ou municípios70 e seus países de destino, é possível traçar um paralelo a partir dos dados fornecidos pelo MDIC referentes aos principais destinos dos produtos exportados por Três Lagoas.

Traçar esse paralelo é possível porque, conforme apresentado na Tabela 32, a celulose representou, em 2016, 91,77% das exportações do referido município. Assim, mesmo não respondendo pela totalidade, a celulose possui grande representatividade no que tange às exportações locais. Outro fator que autoriza a traçar o mencionado paralelo é o fato de os 10 primeiros países de destino das exportações de Três Lagoas estarem no Quadro 8 e no Mapa 11, apresentados anteriormente, referentes às exportações da Eldorado.

Desse modo, a partir da Tabela 46, é possível ter uma noção aproximada do valor gerado a partir da celulose por país de destino, indicando quais países podem ser os maiores consumidores da celulose produzida em MS. Sem muitas surpresas, os países que ocupam as primeiras colocações são os da Ásia – com destaque para a China – e da Europa, além dos Estados Unidos.

Tabela 46. Três Lagoas: principais países de destino dos produtos exportados (2016)

Países US$ FOB %

China 369.680.173 32,67

Itália 224.018.947 19,80

Países Baixos (Holanda) 126.277.717 11,16 Estados Unidos 89.600.304 7,92 Coréia do Sul 56.549.505 5,00 Indonésia 26.522.297 2,34 França 14.848.448 1,31 Tailândia 28.581.781 2,53 Espanha 24.306.468 2,15 Argentina 24.185.430 2,14 Fonte: MDIC, 2017.

Para colocarem suas produções em movimento, a Fibria e a Eldorado Brasil possuem escritórios comerciais e centros de distribuição em diversos países da América do Norte, Ásia e Europa, conforme apresentado no Capítulo 3. Nesse sentido, como enfatizado desde o início das descrições sobre as etapas da produção de eucalipto e celulose, a circulação constitui-se como elemento fundamental do circuito espacial produtivo de celulose.

A circulação não é importante apenas na etapa final do circuito espacial produtivo de celulose, ou seja, na comercialização, pois também está presente nas etapas anteriores

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(transporte de insumos aos viveiros, aos eucaliptais, às fábricas; transporte das mudas dos viveiros aos eucaliptais; transporte das toras de eucalipto dos hortos florestais às fábricas etc.). Destarte, a circulação está presente na produção propriamente dita e na distribuição, configurando-se como condição necessária para que ocorra o consumo.

Reforçando a importância da circulação, Santos (2006, p. 186) aponta que não basta que a empresa produza, pois é fundamental colocar sua produção em movimento. Nessa perspectiva, o autor afirma: “em realidade, não é mais a produção que preside à circulação, mas é esta que conforma a produção”.

Ainda conforme Santos (2006, p. 186), os agentes econômicos que conseguem colocar a produção em movimento geram fluxos, enquanto os que apenas produzem geram massas, volumes, pois “[...] não têm a força de transformá-los em fluxos”.

Nessa conjuntura, o setor logístico e de transportes, responsável por colocar a produção em movimento, tem se tornado cada vez mais importante para o sucesso das empresas. Para Castillo e Frederico (2010), a logística, entendida enquanto expressão geográfica da circulação corporativa, é fundamental para compreender como os diferentes momentos e etapas do processo de produção são articuladas pelas grandes empresas, desde a escala local até a global. O Quadro 9 apresenta as empresas identificadas do setor de transportes e logística das companhias pesquisadas.

Quadro 9. CEPC em Mato Grosso do Sul: empresas fornecedoras de equipamentos e insumos

para o setor logístico e de transportes para a Fibria e a Eldorado Brasil

Empresa Insumos País de origem Fábrica no Brasil

Mercedes Benz Caminhões Alemanha São Bernardo do Campo (SP), Juiz de Fora (MG)

MAN/ Volkswagen Caminhões Alemanha Resende (RJ) Volvo Caminhões Suécia Curitiba (PR) Iveco Caminhões Itália Sete Lagoas (MG)

Scania Caminhões Suécia São Bernardo do Campo (SP) Hyundai Empilhadeiras Coréia do Sul Itatiaia (RJ)

Hyster Empilhadeiras Estados Unidos Itu (SP)

Linde Empilhadeiras Alemanha São Bernardo do Campo (SP)

Caterpillar Empilhadeiras Estados Unidos São Paulo (SP), Piracicaba (SP), Campo Largo (PR)

General Electric Locomotivas Estados Unidos Contagem (MG) Petrobrás Combustível Brasil Paulínia (SP) etc.

Fonte: TRABALHO DE CAMPO, 2017; ELDORADO BRASIL, 2017 (Informação via correio eletrônico).

Além das empresas mencionadas no Quadro 9, é importante salientar o papel da América Latina Logística (ALL)71, cuja sede está localizada em Curitiba (PR), pois a celulose

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produzida em Mato Grosso do Sul é escoada por ferrovias sob sua concessão. Por isso, as empresas produtoras de celulose possuem contratos com a ALL.

Além dos caminhões, empilhadeiras e demais equipamentos, o setor logístico necessita contratar empresas prestadoras de serviços. Essas empresas são contratadas para executar desde o transporte dos trabalhadores, passando pelo transporte das toras de eucalipto, até o transporte da celulose. Justamente por isso, as empresas produtoras de celulose possuem contratos com diversas empresas prestadoras de serviços logísticos e de transportes.

O Quadro 10 apresenta as empresas prestadores de serviços logísticos e de transportes identificadas, bem como seus municípios e estados de origem. Nesse quadro, é possível notar que a maior parte das empresas são oriundas de outras unidades da federação e, sobretudo, de municípios localizados em regiões cuja produção florestal é mais antiga, como Luis Antônio, Mogi das Cruzes, Mogi Guaçu, Eunápolis, entre outros, evidenciando a especialização de algumas prestadoras de serviços logísticos e de transportes na área florestal. Situação semelhante ocorreu na análise referente às empresas prestadoras de serviços florestais.

Quadro 10. CEPC em Mato Grosso do Sul: empresas prestadoras de serviços logísticos e de

transportes para a Fibria e a Eldorado Brasil

Empresa Município e UF de origem

Grupo JSL Mogi das Cruzes (SP)

Grupo Gafor São Paulo (SP)

Breda Transportes e Serviços S/A São Bernardo do Campo (SP)

Expresso Nepomuceno Lavras (MG)

Viação Campestre Cosmópolis (SP)

Viação Clewis Ltda. Americana (SP)

Crisp-Tur Transporte e Turismo Luiz Antônio (SP)

Lotrans Mogi Guaçu (SP)

Rabôni Transportes Três Lagoas (MS)

BRA Logística de Transportes LTDA Eunápolis (BA)

GAC Transportes Campinas (SP)

Trans Alquaz Brasilândia (MS)

Fonte: TRABALHO DE CAMPO, 2017.

Como verificado, foram identificadas, mormente, empresas especializadas no transporte rodoviário, notabilizando que, na divisão territorial do trabalho atual, o transporte rodoviário é um dos grandes responsáveis por dar fluidez ao território, articulando o território nacional (HUERTAS, 2017).

Após apresentar sequencialmente o circuito espacial produtivo de celulose, desde os viveiros de mudas até a exportação da celulose, apresentam-se, no próximo item, outros elementos importantes existentes no interior das plantas industriais produtoras de celulose: a recuperação de químicos, a cogeração de energia e o tratamento de água e de efluentes.

4.2.3 Recuperação de químicos, cogeração de energia e tratamento de água e de efluentes

A recuperação dos insumos utilizados durante o processo de produção da celulose tem aumentado sua importância, pois além de diminuir custos devido ao reaproveitamento de insumos, as companhias têm conseguido ampliar suas margens de lucro com a comercialização de subprodutos, como a energia elétrica. Os fluxos de recuperação são os seguintes: evaporação, queima (caldeiras de recuperação e de biomassa), caustificação e forno de cal. Ademais, além desses, as plantas industriais de celulose também possuem outros aspectos importantes, como a cogeração de energia, produzida a partir das caldeiras de recuperação e de biomassa, e as estações de tratamento de água (ETA) e de efluentes (ETE).

4.2.3.1 Evaporação

A Fibria possui uma planta de evaporação, a qual objetiva “[...] concentrar o licor negro proveniente do cozimento desde a concentração inicial de 14,9% para 80% de sólidos” (FIBRIA, 2011, p. 27). Esse estágio de concentração do licor ocorre após “[...] vários estágios dos evaporadores” (FIBRIA, 2011, p. 27). Após esse processo, o licor é armazenado e, posteriormente, é queimado na caldeira da recuperação. A finlandesa Metso forneceu a planta de evaporação da primeira linha de produção da Fibria e da Eldorado Brasil (CORREIO DO ESTADO, 09/03/2011) e a Andritz foi a responsável por fornecer a linha de evaporação da linha II da Fibria (FIBRIA, 31/07/2015).

4.2.3.2 Caldeiras de recuperação e de biomassa

O licor negro concentrado, obtido a partir do processo de evaporação, é queimado na caldeira de recuperação. A caldeira de recuperação (Figura 25) tem como intuito recuperar os produtos químicos utilizados durante o cozimento da madeira; reduzir o sulfato de sódio para sulfeto de sódio; gerar vapor através da utilização da energia resultante da queima da matéria orgânica extraída da madeira (FIBRIA, 2011).

Figura 25. Eldorado Brasil: caldeira de recuperação

Fonte: ELDORADO BRASIL, 2013.

A caldeira de biomassa (Figura 26) tem como função “[...] complementar a quantidade de vapor gerado pela caldeira de recuperação para suprir as necessidades da fábrica, para geração de energia e para o processo” (FIBRIA, 2011, p. 28).

Figura 26. Eldorado Brasil: caldeira de biomassa

Fonte: ELDORADO BRASIL, 2013.

Para o abastecimento da caldeira de biomassa, uma parte da madeira de eucalipto é descascada na própria indústria. A casca da madeira e os cavacos inapropriados para a

fabricação da celulose são enviados para a caldeira de biomassa. O vapor produzido pela caldeira de biomassa é enviado ao turbogerador e misturado com o vapor oriundo da caldeira de recuperação para a geração de energia elétrica (FIBRIA, 2011).

A caldeira de recuperação da linha II da Fibria foi fornecida pela Andritz (FIBRIA, 28/09/2016), enquanto a caldeira de recuperação da Eldorado Brasil foi fabricada pela Metso (PAINEL FLORESTAL, 16/10/2012). A CBC Indústrias Pesadas S.A., empresa do grupo Mitsubishi Heavy Industries, produziu uma caldeira de leito fluidizado para queima de biomassa para a Eldorado (O PAPEL, 12/2012).

4.2.3.3 Caustificação

O processo de caustificação é responsável pela recuperação da soda cáustica, um dos principais produtos químicos utilizado no cozimento da madeira. No processo de caustificação, o licor verde oriundo da caldeira de recuperação recebe cal virgem (óxido de cálcio – CaO) e é transformado em licor branco, utilizado no cozimento dos cavacos de madeira. Durante o processo, são gerados resíduos de cal e a lama de cal. Os resíduos, combinados com outros elementos, são utilizados para corrigir a acidez do solo dos hortos florestais da Fibria ou comercializados, enquanto a lama de cal é enviada para o forno de cal (FIBRIA, 2011). Os sistemas de caustificação da linha II da Fibria e da Eldorado Brasil foram fornecidos pela austríaca Andritz (FIBRIA, 31/07/2015).

4.2.3.4 Forno de Cal

A calcinação objetiva a transformação do carbonato de cálcio, oriundo da caustificação, em cal virgem, utilizado na reação com o licor verde. O forno de cal (Figura 27) possui um secador externo para a lama de sal e resfriadores para a cal queimada. O pó de cal gerado durante o processo “[...] é removido dos gases de exaustão por meio de um precipitador eletrostático, de eficiência prevista superior a 99%, e retornará ao forno de cal” (FIBRIA, 2011, p. 29). A Andritz foi a empresa responsável por fornecer o forno de cal da linha II da Fibria e da Eldorado Brasil (FIBRIA, 31/07/2015; CELULOSE ONLINE, 20/10/2014). Os fornos de cal das companhias necessitam de um insumo muito importante: o gás natural, que é fornecido pela Companhia de Gás de Mato Grosso do Sul (MSGÁS).

Figura 27. Fibria: forno de cal e caustificação da linha II

Fonte: AFONSO FRANÇA, 2017.

4.2.4 Cogeração de energia

O sistema de cogeração é constituído por turbogeradores que objetivam “[...] transformar a energia térmica do vapor de alta pressão em energia mecânica para acionar os geradores de energia elétrica” (FIBRIA, 2011, p. 30). Os vapores são oriundos das caldeiras de recuperação e de biomassa, conforme exposto anteriormente.

O sistema de cogeração torna a Fibria autossuficiente em energia, além de poder comercializar o excedente. Somando as linhas I e II, a Fibria estimava comercializar entre 112 e 167 MW de energia (FIBRIA, 2011). Segundo a Fibria, apenas em 2016, a companhia obteve R$ 14.314.581,00 com a comercialização da energia produzida pela fábrica de Três Lagoas.

A Eldorado Brasil também é autossuficiente do ponto de vista energético. Nos últimos anos, a energia elétrica tem se tornado um subproduto cada vez mais importante para a companhia, contribuindo para ampliar a margem de lucro devido à comercialização da energia excedente. Entre 2015 e 2016, a empresa ampliou a comercialização de energia em 5,76%, passando de 172.985,47 MWh (Megawatt-hora), em 2015, para 182.957,31 MWh, em 2016 (Tabela 47).

Tabela 47. Eldorado Brasil: energia elétrica (2015-2016) Eletricidade (MWh) 2015 2016 Gerada 1.338.036,65 1.323.634,01 Comprada 13.997,63 20.688,57 Consumida 1.179.048,47 1.161.365,27 Vendida 172.985,47 182.957,31 Fonte: ELDORADO BRASIL, 2016a.

A Eldorado tem capacidade para produzir até 220 MWh. Desta capacidade, cerca de 95 MWh são utilizados na fábrica de celulose, 50 MWh são fornecidos para indústrias localizadas na planta industrial da companhia, como a Akzo Nobel e a White Martins, e o restante é fornecido para o sistema nacional de energia. Conforme a companhia, essa quantidade é suficiente para abastecer uma cidade com aproximadamente 1 milhão de habitantes.

Os turbogeradores da linha II da Fibria foram adquiridos junto a Siemens, e o sistema de transmissão e distribuição de energia foi fornecido pela ABB (Asea Brown Boveri) (FIBRIA, 31/07/2015). A Siemens também forneceu os turbogeradores para a Eldorado Brasil (Figura 28), enquanto o Grupo WEG forneceu a unidade de transmissão e distribuição. O pacote fornecido pelo Grupo WEG incluiu 46 transformadores, 89 inversores, 1.000 motores e 796 CCM (Centro de Controle de Motores) (O PAPEL, 12/2012).

Figura 28. Eldorado Brasil: sala dos turbogeradores

4.2.5 Tratamento de água e de efluentes

As estações de tratamento de água (ETA) e de efluentes (ETE) (Figura 29) das plantas industriais são extremamente importantes, sobretudo do ponto de vista ambiental, pois viabilizam a reutilização da água para novos processos industriais, além de devolver grande parte da água captada no rio Paraná.

Figura 29. Fibria: estações de tratamento de água (ETA) e de efluentes (ETE)

Fonte: AFONSO FRANÇA, 2017.

Os tanques construídos para a ETE da segunda linha de produção da Fibria possuem capacidade para tratar 6.900 m3 de efluente por hora. Em função dessa capacidade, essa ETE se constitui como a maior do país. Para a construção dos tanques foram necessárias 2.000 placas/peças pré-moldadas, que possuem cerca de 25 toneladas cada (FIBRIA, 20/07/2017).

O pacote da ilha de águas da linha II da Fibria foi fornecido pela francesa Veolia e inclui: produção de água desmineralizada para a caldeira de recuperação; tratamento da água bruta para a utilização no processo industrial; e, tratamento de efluentes.

A Veolia também foi responsável por instalar a planta de tratamento de água da Eldorado Brasil. O pacote inclui uma unidade de tratamento de água para selagem e uma unidade de tratamento de água para caldeira. Diversos aditivos para o tratamento da água na Eldorado Brasil são fornecidos pela norte-americana Ashland Water Technologies.

Algumas empresas não foram citadas no decorrer das etapas/processos, porém foram identificadas como fornecedoras, como a norte-americana Flowserve, a suíça Sulzer, a japonesa Yokogawa, a sueca Atlas Copco e a belga Hamon.

A Flowserve forneceu válvulas automáticas para a Fibria e para a Eldorado Brasil, enquanto a Sulzer forneceu bombas centrífugas para a Fibria. A Yokogawa foi responsável pela automação e pela instrumentação da Eldorado Brasil e pela instrumentação da Fibria. Somente na Eldorado, a Yokogawa instalou mais de 2.500 instrumentos de campo, “[...] incluindo medidores de vazão, analisadores e transmissores de pressão” (YOKOGAWA, 2012). A Atlas Copco forneceu compressores de ar para a segunda linha de produção da Fibria. Por fim, a Hamon produziu torres de resfriamento de água para a Eldorado Brasil e para a segunda linha de produção da Fibria (HAMON, 05/02/2014; FIBRIA, 28/12/2015).

Os processos de recuperação e de cogeração de energia, assim como as estações de tratamento de água (ETA) e efluentes (ETE), localizam-se nas plantas industriais e são fundamentais para as companhias produtoras de celulose, pois possibilitam a reutilização de insumos, além de gerar subprodutos. Devido a isso, optou-se por elaborar um único quadro (Quadro 11) para apresentar as empresas fornecedoras de equipamentos industriais, máquinas e insumos para as atividades realizadas nas plantas industriais da Fibria e da Eldorado Brasil.

Quadro 11. CEPC em MS: empresas fornecedoras de equipamentos e insumos para as

operações industriais e para os processos de recuperação, cogeração de energia e estações de tratamento das plantas industriais de celulose da Fibria e da Eldorado Brasil

Empresas Equipamentos industriais/insumos País de

origem

Fábrica/localização no Brasil

Andritz Linha de fibras (digestor, lavagem, depuração e branqueamento), máquinas de secagem e enfardamento, linha de evaporação, caldeira de recuperação, caustificação, forno de cal

Áustria Curitiba (PR)

Metso Caldeira de recuperação, linha de evaporação

Finlândia Sorocaba (SP)

Voith Paper Máquina de secagem Alemanha São Paulo (SP)

Demuth Pátio de madeira Brasil Novo Hamburgo (RS), Portão (RS)

Akzo Nobel Produtos químicos (clorato de sódio, dióxido de cloro etc.)

Holanda Três Lagoas (MS) etc.

White Martins Oxigênio Estados

Unidos

Três Lagoas (MS) etc.

Grupo WEG Transmissão e distribuição de energia Brasil Jaraguá do Sul (SC), Mauá (SP) etc.

CBC Indústrias Pesadas (Grupo Mitsubishi)

Caldeira de biomassa Japão Jundiaí (SP)

MSGÁS Gás natural Brasil Campo Grande (MS)

Siemens Turbogeradores Alemanha Jundiaí (SP), Canoas (RS) etc.

ABB Sistema de transmissão e distribuição de energia

Suíça Guarulhos (SP), Sorocaba (SP) etc.

Veolia Ilha de águas França Barueri (SP)

Ashland WT Aditivos para o tratamento da água Estados Unidos

Leme (SP), Americana (SP) e Paulínia (SP) Yokogawa Automação e instrumentação Japão São Paulo (SP) Flowserve Válvulas automáticas Estados

Unidos

Rio de Janeiro (RJ), São Caetano (SP)

Sulzer Bombas centrífugas Suíça Jundiaí (SP), Curitiba (PR) Atlas Copco Compressores de ar Suécia Barueri (SP), Sorocaba

(SP)

Hamon Group Torres de resfriamento de água Bélgica São Paulo (SP)

Fonte: CORREIO DO ESTADO, 2011; PAINEL FLORESTAL, 2012; O PAPEL, 2012; CELULOSE ONLINE, 2014, 2015; FIBRIA, 2015, 2016; TRABALHO DE CAMPO, 2017.

A despeito de não fornecer equipamentos, máquinas ou insumos, existe uma empresa que merece ser destacada: a finlandesa Pöyry, líder mundial em consultoria e engenharia no setor de celulose e papel. A Pöyry participou de todos os projetos da Fibria e da Eldorado Brasil em Mato Grosso do Sul.

Na segunda linha de produção da Fibria, a Pöyry estava envolvida desde o ano de 2011, quando foi contratada para a realização dos estudos conceitual e ambiental do projeto.

Posteriormente, em 2015, a empresa iniciou seus trabalhos para a realização do BOP (Balance of Plant)72, na modalidade EPCM (Engineering, Procurement, Construction and Management). Desse modo, a Pöyry foi a responsável pelo gerenciamento do projeto (PÖYRY, 09/10/2017).

No projeto da Eldorado, a Pöyry teve atuação similar, pois ficou encarregada “do estudo de viabilidade e licenciamento ambiental, do projeto de engenharia (conceitual, básica e detalhada) e o Balance of Plant (BOP)” (PÖYRY, 201-).

Também é importante mencionar que diversas empresas, sobretudo de engenharia, são contratadas para a realização de obras e serviços de infraestrutura, como, por exemplo, terraplanagem, montagem de infraestruturas e equipamentos, construção de aterros, construção de estradas, entre outros, que ocorrem no período de instalação e após o início das operações dos projetos. Nessa linha de atuação, foram idenficadas as seguintes empresas: Afonso França Engenharia, Time-Now Engenharia, Imetame Metalmecânica, Fortes Engenharia, Hidroplan, Meta Gerencial Projetos e Obras, Serviobras, Tucumann Engenharia e Empreendimentos, Niplan (Quadro 12). As empresas identificadas, em sua maior parte, são originárias de estados em que a produção florestal e de celulose é mais tradicional, como verificado com as empresas prestadoras de serviços florestais e de transportes e logística. Muitas, inclusive, como a Time-Now e a Imetame, realizaram diversos tipos de obras e serviços para diferentes empresas do setor.

72 O BOP se refere “[...] a execução da montagem eletromecânica responsável pela interligação de todas as áreas de processos [...]” (FIBRIA, 06/04/2016).

Quadro 12. CEPC em Mato Grosso do Sul: empresas contratadas para a realização de obras e

serviços de infraestrutura

Empresa Município e UF de

origem

Obras/serviços realizados

Afonso França Engenharia São Paulo (SP) Fibria: instalação do forno de cal e caustificação da linha II.

Time-Now Engenharia Vitória (ES) Fibria: gerenciamento das obras da linha II. Imetame Metalmecânica Aracruz (ES) Fibria: atividades realizadas nas áreas de secagem,

linha de fibras e BOP (Balance of Plant) da linha II.

Eldorado Brasil: atividades nas áreas do BOP, casa de força e pacote de águas.

Fortes Engenharia Vitória (ES) Fibria: prédios temporários (prédios construídos para uso durante as obras. Ex.: restaurante, ambulatório médico, escritórios).

Hidroplan Presidente Venceslau (SP)

Eldorado Brasil: escavações para a instalação da fábrica, aterro industrial, heliponto, pavimentação da subestação principal etc.

Fibria: aterro sanitário, infraestrutura da linha II, aterro industrial, aterro sanitário etc.

Meta Gerencial Projetos e Obras

São Paulo (SP) Fibria: Pacote de Gerenciamento da Central de Serviços Administrativos (gestão dos serviços de limpeza, segurança patrimonial, restaurante e canteiros da obra, entre outros).

Serviobras Jacareí (SP) Fibria: terraplanagem da linha II

Construbrás Barra Funda (RS) Fibria: abertura e manutenção de estradas florestais; terraplenagem pátio para estocagem de madeira.

Tucumann Engenharia e Empreendimentos

Curitiba (PR) Eldorado Brasil: Terminal multimodal (Aparecida do Taboado)

Niplan Engenharia São Paulo (SP) Fibria: montagem eletromecânica do BOP 2 e da ilha de águas da linha II.

Fonte: FIBRIA, 2015; TRABALHO DE CAMPO, 2017; 2018; AFONSO FRANÇA, 2017; IMETAME METALMECÂNICA, 2017; HIDROPLAN, 2017; NIPLAN, 2017; SERVIOBRAS, 2017; TUCUMANN, 2017.

Na sequência, estão os mapas 12 e 13. O primeiro apresenta os países de origem das empresas identificadas fornecedoras de máquinas, equipamentos e insumos para o circuito espacial produtivo de celulose em Mato Grosso do Sul. Como explícito nos quadros anteriores, essas empresas possuem filiais/fábricas no Brasil. Por isso, o segundo mapa apresenta os estados brasileiros de origem das máquinas, equipamentos e insumos, bem como das empresas prestadoras de serviços florestais e logísticos e das empresas contratadas para a realização de obras e serviços de infraestrutura.

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