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Considerations for mobile PET/CT facilities

6. ROUTINE QUALITY CONTROL PROCEDURES

6.4. Considerations for mobile PET/CT facilities

Retomando, por fim, o preceito de Flusser que citamos na introdução deste trabalho, de que um filme, ao mesclar superfície e linearidade, se traduz necessariamente em uma tese; e diante do rol de referências de artistas que citamos no decorrer do texto, algumas reconhecidas pelo próprio Andersson (como Callot, Brueguel, Hopper, Vallejo e Beckett), outras que foram surgindo ao longo da pesquisa (Crewdson, Maes e Hammershoi), bem como - e principalme nte – através dos elementos particulares erigidos pela “estética da imobilidade” e a “image m- complexa” anderssoniana, é possível encontrar algumas chaves de compreensão sobre a tese de Andersson sobre a existência humana expressa em sua Trilogia.

Em uma primeira vista, percebe-se logo que tais referências são deveras difusas, com artistas oriundos de contextos muito diversos da história da Arte (Brueguel e Hopper, por exemplo: um italiano renascentista do século XVI e um americano realista do século XX). Mas há dois pontos, podemos dizer, que se evidencia em todos eles: o interesse pelo homem comum – uma banalidade que se inscreve tanto no corpo como no espaço/paisagem; e a solidão que sedimenta a base da existência deste homem.

Mas há um terceiro ponto, talvez menos evidente, tanto em Andersson como nos outros, que se contrapõe à excessiva dramaticidade que tal fatalismo poderia sugerir. Ao contrário, há algo que aponta para uma certa leveza na obra de todos estes artistas: apesar de solitários, os seres humanos retratados por eles parecem carregar na alma uma fé e uma esperança inabaláveis (muitas vezes contraintuitiva) de que haverá uma luz no fim do túnel deste suplício, o suplício da consciência sobre a própria condição.

Seja nos personagens planos e aterrados de Beckett, nas figuras sorumbáticas de Hopper e Crewdson, ou nos camponeses ridículos das telas de Brueghel, em todos estes há – como também em Andersson – um olhar de ternura sobre os personagens, uma piedade que se manifesta não sobre a dor, mas sobre a esperança, e é o que torna possível articular um efeito de comicidade (presente, em maior ou menos grau, na obra de todos estes artistas), mesmo na condição pesarosa e dramática a que os personagens estão submetidos.

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