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Sample Layer 2 Troubleshooting Flow

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A coleta do sinal de EMGs – desfecho primário do presente estudo – foi realizada longitudinalmente durante as duas modalidades da etapa assistencial: treino ortostático e treino de marcha assistidos.

Inicialmente foram coletados dados EMGs durante o treino de ortostatismo. Ao todo, realizadas oito sessões da etapa de avaliação para coletas de dados de eletromiografia, para cada um dos participantes, em dias distintos ao longo desta modalidade de treinamento. Os pacientes foram orientados a utilizar roupas leves durante o treinamento, especialmente durante as coletas de dados de eletromiografia e a utilizar um calçado confortável, a fim de permitir a descarga de peso segura e adequada sobre os pés.

Após a colocação dos sensores nos músculos avaliados, os mesmos foram pareados com o sistema de captação do sinal pelo EMGworks® Acquisition. Terminado o processo de pareamento, foi realizada a transferência do paciente da postura sentada no tablado para a postura de pé noStanding. O treino de ortostatismo e a captação dos dados de eletromiografia

Figura 5.8 – Foto representativa do ortostatismo assistido pelo Standing para assistência da postura antigravitária dos MMII e localização dos sensores de eletromiografia para coleta de dados durante tentativa de movimentação voluntária.

foram iniciados após adequação da postura e correções no alinhamento postural.

Os dados EMGs foram captados durante a manutenção da postura ortostática, com 100% de descarga de peso sobre os MMII durante a tentativa de realizar sua movimentação vo- luntária. Os indivíduos foram instruídos a fecharem os olhos e visualizar, em primeira pessoa, a execução de movimentos dos quadris, joelhos e tornozelos, de acordo com quatro comandos verbais distintos relacionados aos parâmetros cinemáticos da marcha, ao mesmo tempo em que tentassem realizá-los voluntariamente (HOTZ-BOENDERMAKER et al., 2008).

O registro do sinal de eletromiografia foi realizado durante 30 segundos, enquanto o paciente tentava realizar a imaginação e a movimentação voluntária dos MMII para cada comando verbal oferecido (STINEAR et al., 2006). Durante os primeiros 5 segundos de co- leta do sinal EMGs o paciente permaneceu em ortostatismo e sem realizar a imaginação e a tentativa voluntária do movimento. A partir do sexto segundo foi iniciado o comando verbal ofertado pelo fisioterapeuta, o qual indicava início da execução do movimento com o membro inferior direito. A coleta do sinal EMGs representativo da tentativa voluntária de movimentação dos MMII teve a duração de 25 segundos. O intervalo entre cada tentativa de movimentação voluntária foi de 1 minuto.

Os comandos verbais ofertados foram nomeados de ALTO, LARGO, LENTO e RÁ- PIDO. Para os comandos verbais: ALTO e LARGO, foram oferecidas dicas verbais relaci- onadas aos componentes cinemáticos angulares das articulações e dos segmentos corporais

Capítulo 5. Materiais e Métodos 39

de quadris, joelhos e tornozelos. Para o comando verbal ALTO, o indivíduo foi orientado a imaginar e tentar realizar os passos alternados, solicitando maior recrutamento muscular de flexores de quadril e joelhos durante a oscilação do membro inferior, como se estivesse marchando (PERRY, 2005). Durante o comando verbal LARGO foi solicitada a tentativa e imaginação do movimento de extensão dos joelhos e dorsiflexão dos tornozelos na fase do balanço terminal associada à realização de um passo largo, solicitando assim maior re- crutamento de músculos extensores de joelho e tibial anterior durante essa fase da marcha (PERRY, 2005). Com relação aos comandos verbais: LENTO e RÁPIDO, foram ofertadas di- cas verbais relacionadas à cadência da marcha, caracterizando propriedades espaço-temporais da marcha. No comando RÁPIDO foi solicitada a imaginação e tentativa de realização do passo em uma cadência alta; e no comando LENTO foi solicitada a imaginação e tentativa de realização do passo em uma cadência baixa (PERRY, 2005).

A cada sessão de coletas de dados em ortostatismo, foram avaliados oito músculos dos MMII (RFD, RFE, BFD, BFE, TAD, TAE, GMD, GME) nas quatro condições de comandos verbais distintas (ALTO, LARGO, LENTO e RÁPIDO). Ao total, foram realizadas oito ses- sões ao longo dos meses de treino ortostático, totalizando assim 32 coletas de cada músculo avaliado, sendo oito dados de eletromiografia referentes ao comando verbal ALTO, oito da- dos de eletromiografia referentes ao comando verbal LARGO, oito dados de eletromiografia referentes ao comando verbal LENTO e oito dados de eletromiografia referentes ao comando verbal RÁPIDO, para cada músculo.

Figura 5.9 – Procedimento experimental para captura do sinal EMGs em cada condição de comando verbal para tentativa de movimentação voluntária dos MMII durante treino de ortostatismo assistido.

treino assistido, o qual ocorreu em sequência ao treino ortostático, referente ao treino de marcha assistida pela órtese robótica. Para realização da coleta do sinal EMGs durante treino de marcha assistida no Lokomat®, foram colocados sensores de eletromiografia de superfície nos mesmos músculos avaliados durante o treino de ortostatismo, seguindo os mesmos procedimentos descritos previamente. Para realização do treino locomotor, o paciente foi instruído a utilizar uma calça confortável, preferencialmente em algodão, meia e tênis (Figura 5.10).

Figura 5.10 – Foto representativa do participante com sensores de eletromiografia fixados aos MMII, acoplado ao exoesqueleto e ao SSPC para início do treino de marcha assistida no Lokomat® e coleta de dados.

Foram captados sinais de eletromiografia de superfície longitudinalmente, em dias distintos ao longo do período de treino locomotor assistido. Após a colocação dos sensores nos músculos avaliados, os mesmos foram pareados com o sistema de captação do sinal pelo EMGworks® Acquisition. Terminado o processo de pareamento dos sensores de eletromiogra- fia, o paciente foi transportado para o Lokomat® por meio da sua cadeira de rodas e teve seu peso corporal suspenso em 100% pelo sistema de SPPC, quando o exoesqueleto foi acoplado aos seus MMII. Uma vez ajustada a órtese robótica às dimensões do paciente, foi iniciado o treino de marcha assistida. Inicialmente a esteira foi ligada e gradualmente a suspensão do peso corporal foi diminuída até alcançar a porcentagem pré-definida antes do início do treino

Capítulo 5. Materiais e Métodos 41

e já indicada pelo equipamento. Parâmetros fisiológicos da marcha foram checados ao início de cada treino para realização de ajustes cinemáticos adequados e para permitir a realização de uma marcha segura e fisiológica. Neste momento, ajustes em relação à velocidade, ADM de quadril e joelho bem como no alinhamento do exoesqueleto foram realizados para garantir adequado alinhamento biomecânico.

Uma vez alcançado um padrão de marcha fisiológico e seguro, foi iniciada a coleta de dados EMGs durante 120 segundos a fim de se garantir a captação de pelo menos 20 ciclos da marcha (DIETZ et al., 1994). Os dados foram coletados em duas condições distintas: inicialmente foi coletado dado EMGs durante a marcha assistida pela órtese robótica, sem nenhum comando verbal associado, enquanto o paciente tinha feedback visual através do espelho a sua frente. Terminada a coleta dos dados sem comando verbal, foi introduzido o comando verbal ALTO e LARGO, que solicitavam a imaginação e tentativa de realizar os movimentos de acordo com dicas cinemáticas relacionadas aos movimentos articulares de quadris, joelhos e tornozelos, como anteriormente descritos. Neste momento, foram coletados dados EMGs para verificar o comportamento do sinal durante treino locomotor assistido associado ao comando voluntário do movimento.

O início da captação do sinal EMGs durante o treino locomotor assistido dependeu do tempo necessário gasto para realizar a adequação do padrão de marcha do paciente ao equipamento de assistência à marcha, e apresentou-se variado de acordo com cada paciente e entre os dias de captação de dados.

A cada sessão de coletas de dados de eletromiografia durante treino locomotor as- sistido por órtese robótica foram analisados os mesmos músculos dos MMII já citados, bi- lateralmente. O número de sessões de coleta de dados de eletromiografia foi específico para cada paciente, variando de 5 a 9 sessões. Tal variação ocorreu de acordo com as condições de treino e das coletas, os quais estiveram sujeitos a fatores como assiduidade e frequência dos participantes ao programa de assistência fisioterapêutica. Ao final desta etapa o paciente foi reavaliado por todos os instrumentos de medida da avaliação inicial.

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