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Dans le document SAIP 1998: Reading and Writing II (Page 22-44)

NOTES ON STATISTICAL INFORMATION

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TECNOLÓGICO

Os principais desafios nas empresas para aplicação do processo de mapeamento tecnológico são comentados a seguir.

Antes de mais nada é importante apresentar o conceito e os benefícios do processo para a alta gerência (McMILLAN, 2003) demonstrando como o trabalho está relacionado ao negócio da empresa, os benefícios que serão obtidos e o tempo apropriado para a sua realização (PHAAL, 2001b). Busca-se com isso, também, obter o apoio da alta gerência patrocinando e incentivando o processo e retirando aquela impressão de que é mais uma ferramenta para melhoria de processos (AUSTRALIA, 2001; GROENVELD, 2007).

Empresas com uma cultura funcional, frequentemente, encontram dificuldades em iniciar o processo, pois as áreas tendem a desenvolver seus mapas (ex: mapa de produto), individualmente. A participação da alta gerência, nesse caso, é fundamental, encorajando a cooperação multifuncional (GROENVELD, 2007).

Um dos pontos principais do desenvolvimento de mapas é o treinamento da equipe que estará envolvida. Uma etapa de exercícios com casos práticos é, muitas vezes, essencial para o bom desenvolvimento do mapa (ALBRIGHT; KAPPEL, 2003).

Saber como iniciar o processo, também, é fundamental. Deve-se definir por qual linha de produtos iniciar. Dar prioridade por linhas mais estratégicas, aquelas que trarão mais oportunidades para o negócio, ao invés de querer implantar em todas as linhas de produto da empresa ao mesmo tempo (ALBRIGHT; KAPPEL, 2003).

O método deve ser adaptado às necessidades específicas da empresa e seu contexto de negócio para que seja bem sucedido. Não há um modelo pronto e acabado para uma determinada empresa. É necessário que seja desenvolvido e aplicado inúmeras vezes até que esteja adequado (PHAAL; FARRUKH; PROBERT, 2001a; PHAAL et al., 2003)

Outro desafio é definir com os participantes, de forma clara, o escopo do trabalho em termos de objetivos e recursos. Todos precisam estar cientes de como o processo pretende alcançar os objetivos definidos. O principal custo envolvido no processo é o tempo dispensado pelos participantes durante o seu desenvolvimento e revisão (AUSTRALIA, 2001). O tempo e esforço necessário para o processo é, normalmente, subestimado e outras atividades tornam-se prioritárias com o passar do tempo, principalmente, quando o mapeamento tecnológico é introduzido como uma solução rápida para problemas existentes (GROENVELD, 2007)

O processo depende, fortemente, da disponibilidade e da qualidade das informações/conhecimentos obtidas que, em termos, depende que sejam escolhidas pessoas capazes para compor a equipe e que estejam envolvidas e comprometidas (WELLS et al., 2004). Conhecimento, competência e objetividade dos participantes são importantes e devem cobrir áreas multidisciplinares e multifuncionais, relacionadas com o mercado, produto e tecnologia, para que o resultado seja um mapa bem fundamentado e confiável (AUSTRALIA, 2001).

Groenveld (2007) e Australia (2001) assinalam que além da formação da equipe que irá trabalhar durante todo o processo há necessidade da escolha de um responsável, um líder ou facilitador que coordenará o processo e será “o dono” do mapa.

Integrar o processo de mapeamento tecnológico aos processos já existentes, mantê-lo vivo e atualizado são, frequentemente, grandes desafios (WELLS et al., 2004). O mapa requer atualizações devido à dinâmica dos direcionadores nele contidos, tais como: mudanças nas

demandas do mercado, maturidade de novas tecnologias e mudanças no foco tecnológico. Re-estruturações na empresa, normalmente, param o processo, a não ser que tenha-se conseguido torná-lo uma prática comum. Essa situação permanece até que sintam necessidade e identifiquem pessoas chaves para reiniciá-lo (GROENVELD, 2007). É importante que resultados passados sejam aproveitados na construção de outros mapas e isso pode tornar-se mais recorrente com a utilização de um software para capturar, gerenciar e manter as informações (WELLS et al., 2004).

3.8.CONSIDERAÇÕES FINAIS

Neste capítulo foram vistos os principais conceitos e aspectos que envolvem o mapeamento tecnológico e sua aplicação.

Observa-se, ao longo do capítulo, segundo diversos autores, que o mapeamento tecnológico está comprometido com o planejamento da “entrega” dos novos produtos ao mercado. Isso mostra um alinhamento deste método com o planejamento de produtos, que também possui tal objetivo. Este alinhamento é importante para o objetivo desta pesquisa.

Alguns autores como Phaal, Farrukh e Probert (2001b) e Albright e Kappel (2003) apresentam o mapeamento tecnológico na forma de um processo com fases e sugestão de ferramentas a serem utilizadas objetivando a sua aplicação prática. Porém, observou-se que essas propostas deixam uma lacuna no que tange, principalmente, ao fluxo de informações. Ou seja, informações que entram e saem de cada fase e atividade e como são tratadas. Essa questão já aparece mais bem resolvida na proposta de Ibarra (2007), que fez um apanhado das melhores práticas descritas na literatura sobre o tema e organizou esse conhecimento sob a forma de uma sistemática do processo de mapeamento tecnológico de produtos.

Com o conhecimento organizado nos dois capítulos de revisão da literatura, parte-se, no capítulo seguinte, para uma aplicação prática do mapeamento tecnológico em uma empresa, utilizando a sistemática de Ibarra (2007), com vistas à formulação de uma proposta de sistemática mais bem adequada ao seu processo de planejamento de produtos.

CAPÍTULO 4 PESQUISA EXPLORATÓRIA – ESTUDO DE CASO __________________________________________________________

4.1.INTRODUÇÃO

Neste capítulo é apresentado o desenvolvimento e os resultados da pesquisa exploratória baseada num estudo de caso aplicado em uma indústria nacional do setor eletroeletrônico.

O objetivo desse estudo de caso é conhecer os principais aspectos que envolvem a aplicação do mapeamento tecnológico numa empresa que possua um processo de desenvolvimento de produtos buscando confirmar os conceitos revisados na literatura e encontrar oportunidades para o desenvolvimento de uma proposta mais adequada a sua realidade.

A partir desse objetivo mais geral definiram-se os seguintes objetivos específicos:

a)Entender o processo de planejamento de produtos da empresa; b)Aplicar o mapeamento tecnológico sob a forma da sistemática

do processo de mapeamento tecnológico de produtos (IBARRA, 2007);

c)Avaliar, qualitativamente, a aplicação por meio de um questionário.

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