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What role does the government play in the risk management of CII?

A economia da Província do Pará (Brasil), quando colônia, caracterizava-se pela exploração impiedosa pelos colonizadores e sua política mercantilista. A mão-de-obra escassa levaria os colonizadores à tentativa de escravizar os silvícolas, o que foi frustrado, pois estes conheciam a selva amazônica como ninguém, além de que muitos preferiam morrer a trabalhar para outro homem, porque, em suas culturas, o homem tem que produzir o que consome, diante disto, havia muitas fugas. Os colonizadores portugueses tentaram solucionar isto com a destribalização, ou seja, misturar índios de tribos e línguas diferentes, o que se pode chamar de aculturação imposta. Por outro lado, os jesuítas exploravam a mão-de-obra indígena, com pagamentos simbólicos, o que levaria, em muitos casos, a terem uma produção maior do que a muitos fazendeiros, resultando em constantes contendas, não porque os jesuítas quisessem manter os silvícolas livres e repartir a produção, mas porque os exploravam em nome da igreja Católica Apostólica Romana. O resultado disso foi que o Marquês de Pombal expulsou os jesuítas do Brasil e proibiu a escravidão indígena. Contudo, alguns autores acreditam que a escravidão indígena prosseguiu por mais tempo. Um deles, MONTEIRO (1994, p. 27) afirma que:

“É provável que a escravidão indígena da Amazônia Colonial tenha

atravessado o século XIX e chegado ao século XX metamorfoseada em algum tipo de trabalho compulsório, principalmente nas áreas de fronteiras, de frentes de expansão de frentes pioneiras.”

A região Amazônica, por ser uma área de floresta tropical, apresenta um solo fraco para determinadas produções agrícolas. Há, contudo, um grande potencial para o extrativismo, desde que haja um controle ambiental adequado. Os colonizadores,

entretanto, não se importavam com as agressões ao meio ambiente. Além de que, Belém seria um porto estratégico para as exportações para a Europa e demais países da América, fazendo com que a exploração fosse voraz e devastadora.

Outro fator é que, enquanto na Europa surgiam os movimentos Renascentistas, o Humanismo começava a ser cultuado nas artes, o liberalismo econômico começa a ser discutido. Portugal divergia, pois adotava, destacadamente para as colônias, uma política mercantilista exploradora e opressora, principalmente para os indígenas (primeira fase) e, mais tarde, com os escravos de origem africana, que perdiam sua liberdade para servirem de ferramenta de trabalho aos donos de sítios e fazendas da região.

Na Província do Pará, de certo modo, produziam-se algodão, cacau, cana-de- açúcar, arroz, fumo, gado bovino e equino, café, além de urucum, anil, cal, salsaparrilha, cravo da índia, castanha do Pará, cola elástica (seringa), plantavam-se muitos outros produtos de economia de subsistência, como a mandioca, consumida como base da alimentação dos nativos, dentre outros produtos. Quanto à questão da extração mineral, os colonizadores sabiam que havia muitos minérios na região, contudo, não queriam explorá-los, talvez, para não despertar a cobiça de alguns países que facilmente poderiam invadir a Província, como em outros tempos fizeram, pois esta era pouco povoada, portanto, com dificuldades de vigilância por falta de mão-de-obra qualificada e de confiança para tal.

A Economia enfrentou diversos problemas, dentre eles: falta de mão-de-obra, exploração indiscriminada das classes pobres, inúmeros motins, revoluções, dentre outros. Afirma SANTOS (1980, p. 34) que: “Como era de se esperar, tanto motins

iniciais como, finalmente, os agudos conflitos deflagrados em 1835, contribuíram profundamente para o enfraquecimento de uma economia já de si deprimida”

SANTOS (1980, p. 28), referindo-se às causas da decadência econômica da Província, diz que:

“... a inversão da marcha do preço do cacau; o quadro mundial geralmente adverso para produtos tropicais; o esforço de guerra do Pará na campanha da Guiana, associado a ocupação de Portugal por tropas francesas; e os movimentos políticos locais, especialmente a Cabanagem. (...) o panorama da economia mundial não se mostrava favorável aos produtos tropicais em geral. A reconquista dos mercados de algodão pelos Estados Unidos e o notável crescimento de sua produção algodoeira, cuja oferta crescente contribuiu para a fortíssima baixa do preço por volta da década de 30 (...) A oportunidade não se mostrava propícia, tampouco, para desenvolver culturas como o café, o fumo, a cana-de-açúcar, ou mesmo a borracha”.

Fato é que, diante das crises econômicas, quem mais sofre é a classe proletária, aumentando as possibilidades de revoltas, como ocorreu na Cabanagem, que foi um dos gritos de liberdade dos explorados contra os exploradores.

Com a Cabanagem, Belém teria sua economia arrasada por cerca de 5 anos de guerra civil que atingiu os dois lados. Segundo RAIOL (1970, p.943):

A agricultura, o comércio, todo o movimento industrial tinha paralizado. Os operários fecharam suas oficinas, os lavradores desampararam as suas roças e plantações; uns refugiavam-se nos matos, outros voluntariamente ou constrangidos faziam causa comum com os rebeldes. E assim perturbadas as leis econômicas do trabalho era conseqüente a penúria geral...”.

As poucas indústrias pararam e, consequentemente, tiveram dificuldades de se restabelecer por vários motivos, dentre eles: a política de austeridade que o governo brasileiro impôs à região; outro seria o medo dos investidores aplicarem seus capitais numa região que, mesmo antes da cabanagem, sofria, periodicamente, guerras, guerrilhas, revoltas e motins. Segundo SANTOS (1980: 354):

“A obra de restauração empreendida pelo governo provincial após a

derrota definitiva dos cabanos representou muito do ponto de vista conjuntural, mas não logrou recuperar os padrões de vida já alcançados ao tempo em que os estímulos externos faziam sentir seus efeitos. Em 1840, a renda per capita da Amazônia ainda se situava em 49 dólares de poder aquisitivo atual, e as dos homens livres em 60 dólares.”

A grande produção da borracha (Hervea brasiliense) ocorreu a partir da cabanagem, quando a agricultura e pecuária sofreram grandes quedas e as pessoas direcionavam-se ou para o serviço legalista, ou para combaterem ao lado dos cabanos, além do medo e insegurança que a guerra causava aos agricultores. Naquele momento e, principalmente, depois da guerra, o extrativismo da borracha teria maior impulso, principalmente com a chegada de retirantes nordestinos fugindo da seca que sempre assolou aquela região. Atualmente, a economia do Pará ainda tem seu grande forte no extrativismo, contudo, não é mais pela borracha, e, sim, pelo extrativismo mineral do ouro, ferro, alumínio, dentre outros, que se somam ao extrativismo madeireiro.