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What are the information sharing and other mechanisms used within your government and with other stakeholders to address critical information infrastructure?

No Brasil, após a saída de D. João VI, as coisas não iam muito bem, o Príncipe Regente, Dom Pedro, não possuía a confiança dos políticos da época por vários motivos, dentre eles: por ser português; porque a retomada do absolutismo na Europa iria influenciar alguns políticos e o próprio Imperador, que, apesar de ter ímpetos absolutistas, tentava vender a imagem de liberal; pelo decreto recolonizador assinado por D. João VI que agitou os movimentos liberais; além de que, com a morte de D. João VI, em Portugal, em 10 de março de 1826, D. Pedro I1 voltaria suas atenções aos problemas sucessórios daquela nação, o que faz questionar: Havia, mesmo, uma real independência do Brasil quanto a Portugal? Os movimentos separatistas e federalistas aumentaram a crise do Império. O decreto recolonizador colocou em risco a união de Brasil e Portugal, pois uniu grupos, outrora antagônicos, em torno de uma idéia de Independência de Portugal. Inclusive uniram-se a estes movimentos alguns portugueses residentes no Brasil, com intuito de manter seu poder político e econômico; A maçonaria se manifestava com idéias iluministas. A Revolução de Pernambuco dava provas das intenções de independência de parte da população. Além de que, a idéia de Independência não era nova, vindo desde o movimento chamado de Inconfidência Mineira, até mesmo, as influências do liberalismo da Revolução Francesa e Independência dos Estados Unidos da América e várias Colônias Espanholas. Além de

várias capitanias sobre o controle administrativo direto de Portugal serem Juntas Governativas que não reconheciam a autoridade do Príncipe, somando-se a isso a total falta de habilidade do governo português em resolver os conflitos do Brasil. Neste cenário, o processo de independência iniciou-se. Prova disto é que D. Pedro convoca a Assembléia Constituinte em 3 de junho de 1822, ou seja, antes do famoso grito da Independência, em 7 de setembro daquele ano.

Quanto à Província do Pará, as autoridades de Portugal sempre tiveram os olhos voltados àquele território, inclusive, mantendo sua administração direta com Lisboa. Mesmo com a Proclamação da Independência do Brasil por D. Pedro I, a Província do Pará continuava na mesma situação que antes, ou seja, os portugueses continuavam sua dominação na região, inclusive financiando exércitos na Província do Pará para se protegerem da Independência do Brasil. Sendo assim, mesmo com o Brasil independente de Portugal, muitas províncias se negaram a aceitar tal fato, no caso da região Norte, Pará e Amazonas e meio norte, Maranhão, em virtude de grande controle, tanto político quanto econômico, português nestas áreas.

Para CHIAVENATO (1984:23):

“Quando fez a independência no grito, Pedro I não tinha cacife para bancar

jogo algum. Mas teve aval da Inglaterra. As tropas e a armada de Portugal no Brasil não poderiam ser muito audazes para restabelecer o domínio luso. Na verdade, Pedro I ficou sem navios e força militar. Oficiais, comandantes e a maioria dos soldados eram portugueses, assim como a totalidade da Marinha. Seria fácil depor Pedro I e devolvê-lo ao pai português. A colônia permaneceria dócil e saqueada como sempre”.

Para a Inglaterra, ter o Brasil como consumidor e escoador de seus produtos industrializados seria algo economicamente ótimo, portanto, o apoio deste país à Independência do Brasil se deu dentro dos grandes jogos que regem os interesses que

existem entre as relações econômicas de países fracos que aceitam apoio de países economicamente fortes, ou seja, exploração. Além disso, o Império Brasileiro recorreria a mercenários alemães, franceses, irlandeses e, logicamente, ingleses.

Quanto à obtenção de apoio dos comerciantes portugueses residentes no Brasil, o problema foi resolvido dando-lhes todas as garantias de que seus negócios gozariam dos mesmos privilégios que tinham antes.

Quanto aos militares lusos, muito bem diz CHIAVENATO (1984:27) “... era

uma questão de aumento de soldos...”

Para garantir a Independência do Império, D. Pedro I deu a responsabilidade ao lorde Inglês Cochrane para que assegurasse a soberania do Imperador sobre a região Norte. lorde Cochrane ordenou que o capitão Inglês John Pascoe Greenfell viesse à Província do Pará e aplicasse a falácia que se dirigia com uma grande frota imperial, fortemente armada, para render aqueles que não aderissem à Independência do Brasil, além de que, assegurava aos portugueses o direito sobre seus bens se não causassem problemas. Lógico que, neste caso, a oferta de teor econômico com fins meramente políticos foi muito atraente aos lusitanos que temiam ver seus direitos ameaçados, e a oferta deixaria tudo como estava, apenas mudando o nome do país. Para a população nascida na região, as coisas ficariam na mesma, ou ainda pior, apesar de verem na adesão do Pará a Independência uma grande saída a seus grandes problemas, que tinham como causa principal Portugal. Daí, a facilidade da aceitação da proposta do lorde Cochrane e John Pascoe Greenfell pelos portugueses e paraenses natos, o que se concretizaria, após uma reunião da Junta Governamental, em 11 de agosto de 1823, constituída por: D. Romualdo Coelho (Bispo), general Moura (Governador das Armas) e outras autoridades da Província, onde decidiram aderir à Proclamação da

Independência por medida de segurança, contudo, Greenfell ordena a prisão do General Moura e do coronel Pereira Vilaça, estabelecendo-se uma Junta Provisória de Governo eleita com os seguintes membros: Giraldo José de Abreu (Presidente), José Ribeiro Guimarães (Secretário), João Batista Gonçalves Campos, Félix Antônio Clemente Malcher, João Henrique de Matos (Vogais), ou seja, uma boa maioria de conservadores, não bem vistos pelos habitantes da província.

Vale ressaltar que as concessões do Imperador D. Pedro I aos portugueses da Província do Pará aumentaram seus poderes políticos e econômicos, levando a agravar a luta dos nativos contrários aos lusitanos, eclodindo grandes revoltas.