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Reward-Weighted Regression with Sample Reuse

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8.2 Sample Reuse

8.2.5 Reward-Weighted Regression with Sample Reuse

Cantharis (Rhagonycha) genistae Kiesenwetter, 1866b: 392. Localidade do tipo: “Castiliae montibus” (Espanha: Montes de Castela).

Não são atualmente reconhecidas sinonímias para esta espécie. Caraterização dos adultos

Coloração geral: Bicolor, com partes amarelas e partes negras ou castanho-escuras. O corpo e os apêndices apresentam-se cobertos por pilosidade amarelada.

Cabeça: Negra, com as genas e as mandíbulas amarelas. Por vezes o clípeo é acastanhado. Antenas castanhas, com os artículos 1-4 mais claros na face inferior. Palpos amarelos ou alaranjados. Nos machos analisados (n=10), a largura ocular varia entre 33% e 45% da largura total da cabeça (média: 39%), enquanto nas fêmeas (n=10) oscila entre 29% e 39% (média: 36%).

Pronoto: Quase quadrado, apenas ligeiramente mais largo do que comprido, ligeiramente estreitado na frente. Bicolor, com o padrão ilustrado na Fig. 25: uma mancha discoidal negra completamente rodeada por uma orla amarela, que alarga formando uma mancha amarela nos ângulos anteriores. Em todo o material estudado observou-se uma discrepância relativamente à descrição original, na qual é referido que a mancha do pronoto “alcança a base sem contudo atingir o ápice”. Todos os dez machos analisados apresentam o pronoto ligeiramente transverso (largura/comprimento: 1,04–1,19; média: 1,12), o mesmo acontecendo no caso das dez fêmeas analisadas (largura/comprimento: 1,03–1,19; média: 1,13).

Escutelo: Negro.

Élitros: Bicolores, com faixas sutural e peri-epipleural negras ou castanho-escuras (a peri- epipleural inicia-se no calo umeral), uma banda central amarela ou castanho-clara e uma faixa amarela ao longo do bordo epipleural. A faixa epipleural amarela pode faltar e a coloração escura da faixa peri-epipleural estender-se, dessa forma, à epipleura. A largura da banda central amarela é variável, sendo por vezes muito larga. O quinto apical dos élitros é negro ou castanho-escuro. A proporção comprimento elitral/comprimento corporal dos machos analisados (66%–68%) é ligeiramente menos variável do que a das fêmeas estudadas (65%–69%), sendo a média deste rácio a mesma nos dois sexos (67%).

Patas: Bicolores, com fémures negros ou castanho-escuros com o ápice amarelo, tíbias com a metade basal amarelada e a metade apical negra ou castanho-escura (as anteriores por vezes inteiramente amarelas), tarsos castanho-alaranjados e unhas amarelas e castanhas em proporção variável.

Face ventral: Tórax e abdómen negros, os segmentos abdominais com os bordos posteriores amarelados ou esbranquiçados. O bordo posterior do 8.º esternito apresenta, em ambos os sexos, uma ligeira chanfradura.

Edeago: A Fig. 26 ilustra o edeago desta espécie com base no estudo de material ibérico (incluindo a variabilidade observada) e reproduz a ilustração apresentada por DAHLGREN (1972). As principais caraterísticas distintivas do edeago de R. genistae são: (1) os parâmeros mais espessos na base, progressivamente mais estreitos (podendo afilar bastante até à extremidade) e ligeiramente curvados, com a concavidade virada para fora (caraterística especialmente notória na face externa dos parâmeros), (2) o formato e comprimento da placa dorsal, que possui uma chanfradura semicircular e é, ao nível das bases dos parâmeros, mais estreita do que o espaço entre estas, e (3) os bordos internos dos lobos laterais, que formam superfícies planas e largas estreitamente separadas no meio. Na vista ventral do edeago apresentada por DAHLGREN (1972), os parâmeros são representados como estruturas muito finas e aproximadamente retas (Fig. 26 C), o que não corresponde ao observado na maioria dos exemplares analisados, cujos parâmeros são notoriamente espessos na base e estreitam pouco até à extremidade (Fig. 26 A). Na generalidade dos exemplares estudados, os bordos internos dos lobos laterais apresentam um contorno curvo, formando em conjunto uma concavidade larga e arredondada (Fig. 26 A), uma morfologia diferente da representada por DAHLGREN (1972) (Fig. 26 C) que corresponde a um extremo de variação e foi observada num número reduzido de exemplares. Em geral, o formato da placa dorsal dos exemplares estudados corresponde ao ilustrado por DAHLGREN (1972), tendo sido observada alguma variabilidade na profundidade da chanfradura apical e no contorno lateral da placa dorsal, conforme ilustrado na Fig. 26 B. Assim, globalmente, o edeago de R. genistae apresenta alguma variabilidade na forma dos parâmeros e da placa dorsal (ilustrada na Fig. 26 A e B) e dos bordos internos dos lobos laterais, que não afeta a sua capacidade discriminante relativamente às restantes espécies estudadas.

Morfometria (dados bibliográficos): KIESENWETTER (1866b, Espanha, descrição original): 4,40 mm de comprimento.

Morfometria (material estudado): Machos: CC: 0,86–1,00 mm (média: 0,92 mm); LC: 0,89– 0,97 mm (média: 0,93 mm); DI: 0,51–0,65 mm (média: 0,56 mm); CP: 0,75–0,85 mm (média: 0,82 mm); LP: 0,87–0,97 mm (média: 0,92 mm); CE: 3,24–3,71 mm (média: 3,51 mm); LE: 0,62–0,79 mm (média: 0,70 mm); CT (CC+CP+CE): 4,86–5,54 mm (média: 5,25 mm) (10 ♂); Fêmeas: CC: 0,90–1,10 mm (média: 1,01 mm); LC: 0,92–1,02 mm (média: 0,97 mm); DI: 0,57–0,68 mm (média: 0,62 mm); CP: 0,89–1,04 mm (média: 0,94 mm); LP: 0,98–1,14 mm (média: 1,06 mm); CE: 3,74–4,33 mm (média: 3,99 mm); LE: 0,82–1,10 mm (média: 0,94 mm); CT (CC+CP+CE): 5,65–6,24 mm (média: 5,94 mm) (10 ♀).

Análise estatística do dimorfismo sexual (material estudado)

Mann-Whitney realizados sugerem diferenças estatisticamente significativas entre machos e fêmeas para todas as características

LE) e para o rácio (LC

Fig. 25. Formato da mancha negra do pronoto de

(Kiesenwetter, 1866).

Fig. 26. Edeago de

C) e placa dorsal em vista dorsal (

DAHLGREN, 1972).

Material estudado Foram identificados

exemplares de sexo não determinado se apresenta no Anexo 2

A

Análise estatística do dimorfismo sexual (material estudado): Os resultados dos testes Whitney realizados sugerem diferenças estatisticamente significativas entre machos e fêmeas para todas as características analisadas (CT, CC,

) e para o rácio (LC–DI)/LC.

Formato da mancha negra do pronoto de Rhagonycha genistae (Kiesenwetter, 1866).

Edeago de Rhagonycha genistae (Kiesenwetter, 1866) em vista ventral ) e placa dorsal em vista dorsal (D) (A e B, originais; C e

DAHLGREN, 1972).

dos 68 exemplares desta espécie (38 machos

exemplares de sexo não determinado), maioritariamente procedentes de Portugal, Anexo 2.

B C

: Os resultados dos testes Whitney realizados sugerem diferenças estatisticamente significativas entre CC, LC, DI, CP, LP, CE e

Rhagonycha genistae

(Kiesenwetter, 1866) em vista ventral (A a e D, adaptado de

machos, 27 fêmeas e três mente procedentes de Portugal, cuja lista

A identificação das fêmeas baseou-se no facto de terem sido colhidas com machos desta espécie, identificados por análise do edeago, e por a sua coloração ser congruente com a dos machos e com a informação disponível sobre a espécie.

Os três exemplares de sexo não determinado, colhidos em S. Martinho de Anta e pertencentes à Coleção MNCN, estavam colados em etiquetas juntamente com um quarto exemplar, do sexo masculino, cuja identificação foi feita através do estudo do edeago. Uma vez que os quatro exemplares apresentam coloração idêntica e deverão ter sido colhidos em conjunto (a razão para estarem conservados no mesmo alfinete), não se entendeu ser necessário proceder à disseção de todos, tendo-se mantido o grupo no mesmo alfinete tal como se encontravam.

Entre os exemplares analisados encontram-se três machos, identificados através da morfologia do edeago, que se encontravam identificados como R. plagiella na Coleção Geral do Museo Nacional de Ciencias Naturales, sendo todos procedentes da província de Madrid (concretamente das localidades de Cercedilla, La Granja e Santa Maria de El Paular).

Comentários taxonómicos

O estatuto específico de Rhagonycha genistae não suscita quaisquer dúvidas em face do material analisado neste estudo, verificando-se uma grande concordância entre os exemplares analisados e as caraterísticas cromáticas mencionadas na descrição original da espécie. A utilidade da morfologia do edeago para a identificação da espécie foi igualmente confirmada, tendo-se verificado uma grande semelhança entre a morfologia ilustrada por DAHLGREN (1972) e a observada nos exemplares analisados. A este respeito, a principal discrepância notada relaciona-se com a espessura dos parâmeros, muito mais finos na ilustração de DAHLGREN (1972) (Fig. 26 C) do que no material ibérico analisado (no qual se observou alguma variabilidade conforme representado na Fig. 26 A e B). Verificou-se ainda a existência de alguma variabilidade na forma da placa dorsal (contorno geral e chanfradura), que se ilustra na Fig. 26 A e B, mas que não afeta a morfologia global do edeago e a sua capacidade discriminante.

Apesar de R. genistae ser uma das espécies de menores dimensões entre as analisadas, existe a possibilidade de confusão com exemplares pequenos de outras espécies, particularmente de R. hesperica e R. opaca, dado que estas também apresentam bandas escuras e claras nos élitros (no caso da primeira espécie, na forma 2 e nos indivíduos de transição entre as formas 1 e 2). Desta forma, as dimensões reduzidas proporcionam uma indicação não conclusiva da identidade dos exemplares de R. genistae, pelo que a sua identificação deverá ser realizada com recurso à morfologia do edeago, distinta da de todas as outras espécies presentes a nível ibérico.

Relativamente às características estudadas morfometricamente, os resultados dos testes Mann-Whitney realizados sugerem a existência, em R. genistae, de dimorfismo sexual na totalidade das características analisadas e no rácio (LC–DI)/LC, utilizado para a descrição da morfologia da cabeça.

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