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Design of States, Actions, and Immediate Rewards

Dans le document STATISTICAL REINFORCEMENT LEARNING (Page 120-127)

7.4 Application in Computer Graphics: Artist Agent

7.4.2 Design of States, Actions, and Immediate Rewards

Cantharis fulva Scopoli, 1763: 39. Localidade do tipo: Carniola (a parte ocidental da atual Eslovénia) (não é referida expressamente, pelo que se interpreta como a área de estudo do trabalho em questão).

=Telephorus bimaculatus De Geer, 1774: 71. Localidade do tipo: “Utrecht” (Holanda: Utrecht).

=Cicindela maculata Geoffroy in Fourcroy, 1785: 60. Localidade do tipo: Paris (França) [localidade não referida na descrição, mas inferida de acordo com o título (“Entomologia Parisiensis”) e a introdução].

=Telephorus melanurus sensu A. G. Olivier, 1790: n.º 26: 8 et auct. non Linnaeus, 1758: 403. Nota: Cada género apresenta na obra de Olivier uma paginação própria, sendo as espécies de Cantharidae incluídas no género n.º 26 (Telephorus).

=Ragonycha (sic!) terminalis L. Redtenbacher, 1847: 324. Localidade do tipo: “Alpen” (Alpes). Nota: Segundo foi esclarecido em 2011 no Catalogue of Palaearctic Coleoptera (vol. 7, p. 22), a obra Fauna Austriaca, de L. Redtenbacher, considerada geralmente como publicada em 1849, foi na realidade distribuída por partes, com as páginas 1-480 a serem publicadas em 1847, as páginas 481-640 em 1848 e as páginas I-XVII e 641-884 em 1849. Desta forma, o ano de publicação da parte dedicada a Cantharidae é 1847, sendo esta a data considerada para a descrição deste taxon nominal e para as informações morfométricas citadas no Capítulo 3. =Telephorus ustus Gemminger, 1870: 121 [nome de substituição para “Telephorus

terminalis Redtenb., 1849” (a data correta é 1847, como foi comentado em relação ao sinónimo anterior) por homonímia com Telephorus terminalis Laporte, 1840, atualmente Cantharis terminalis (Laporte, 1840)].

=Rhagonycha fulva var. delahoni Schilsky, 1908: 602. Localidade do tipo (de acordo com o título do trabalho): região de Luckenwalde, na Alemanha.

=Rhagonycha cailloli Chobaut, 1914: 31 (descrição não consultada).

=Rhagonycha fulva var. inapicalis Fiori, 1914: 87. Localidade do tipo: “Sicilia” (Itália: Sicília).

=Rhagonycha fulva var. curtithorax Pic, 1920: 17. Localidade do tipo: “Maroc: Sebou” (Marrocos: Sebou).

Caraterização dos adultos

Coloração geral: Vermelho-alaranjada com o ápice elitral negro.

Cabeça: Vermelho-alaranjada, brilhante. Antenas castanho-alaranjadas, com a exceção do 1.º artículo e da parte basal do 2.º, que são mais claros, alaranjados. Palpos castanho- alaranjados. Nos machos analisados (n=10), a largura ocular oscila entre 34% e 47% da largura total da cabeça (média: 41%), enquanto nas fêmeas (n=10) varia entre 32% e 38% (média: 34%).

Pronoto: Vermelho-alaranjado, brilhante, com pilosidade concolor. Formato trapezoidal, mais largo atrás e com o bordo anterior arredondado. Nove dos dez machos analisados apresentam o pronoto ligeiramente transverso (largura/comprimento: 1,03–1,19), enquanto o décimo exemplar tem o pronoto ligeiramente alongado (largura/comprimento:

0,94). A média global do rácio largura/comprimento do pronoto destes machos é 1,07. No caso das fêmeas, nove dos dez exemplares analisados apresentam o pronoto ligeiramente transverso (largura/comprimento: 1,03–1,16) e o décimo exemplar possui o pronoto tão largo como comprido. A média global do rácio largura/comprimento do pronoto das fêmeas é 1,08.

Escutelo: Vermelho-alaranjado, brilhante, com pilosidade concolor.

Élitros: Vermelho-alaranjados, revestidos por pilosidade concolor e com uma mancha negra de bordo mal definido, situada na extremidade e ocupando cerca de 1/8 do comprimento elitral. Apresentam pontuações em toda a sua extensão, cuja disposição confere um aspeto transversalmente rugoso. A proporção comprimento elitral/comprimento corporal dos machos analisados (65%–70%) varia ligeiramente mais do que no caso das fêmeas estudadas (66%–69%), apresentando ambos os sexos a mesma média (67%).

Patas: Vermelho-alaranjadas. Os tarsos são escurecidos e as unhas são cor de laranja. Face ventral: Vermelho-alaranjada.

Edeago: Foi ilustrado por DAHLGREN (1968) e KUŚKA (1995) (Fig. 21), mas a ilustração de KUŚKA (1995) revela-se pouco rigorosa, especialmente no que se refere ao formato dos parâmeros. A Fig. 22 baseia-se no material ibérico analisado. Os parâmeros são moderadamente longos, achatados e com o terço apical de lados retos convergindo até ao ápice, que é rombo. A placa dorsal, que se assemelha à de várias espécies, exibe alguma variabilidade na profundidade da chanfradura apical. Os bordos internos dos lobos laterais também variam, formando em conjunto um perfil que oscila entre um “V” de vértice arredondado e um “Y”, exibindo sempre uma superfície aplanada que tem origem junto às bases dos parâmeros e se estende até à junção central dos dois lobos laterais (Fig. 22).

Morfometria (dados bibliográficos): SCOPOLI (1763, Eslovénia, descrição original): élitros com 7,15 mm de comprimento e 1,65 mm de largura; GEOFFROY in FOURCROY (1785, França, descrição original do sinónimo júnior Cicindela maculata): 8,80 mm de comprimento e 2,20 mm de largura; STEPHENS [1839, como “Ragonycha melanura Fab.” (sic!)]: 7,70–9,90 mm; L. REDTENBACHER (1847): 8,80 mm de comprimento (como R. melanura) e 7,70–8,80 mm de comprimento [Alpes, descrição original do sinónimo júnior Ragonycha terminalis (sic!)]; BACH (1854, como R. melanura): 8,80 mm de comprimento; L. REDTENBACHER (1858): 8,80 mm de comprimento (como R. melanura) e 7,70–8,80 mm de comprimento (como R. terminalis); MULSANT (1862): 7,1–10,0 mm de comprimento e 1,4–2,2 mm de largura (como R. melanura) e 7,8–9,0 mm de comprimento (como R. terminalis); MULSANT (1863): 7,1–10,0 mm de comprimento e 1,4–2,2 mm de largura (como R. melanura) e 7,8–9,0 mm de comprimento (como R. terminalis); MARSEUL (1864): 11,0 mm de comprimento e 3,0 mm de largura

(como R. melanura) e 9,0 mm de comprimento e 3,0 mm de largura (como R. terminalis); C. G. THOMSON (1864): 6,60 mm de comprimento; PORTA (1929): 7,0–11,0 mm de comprimento (como R. fulva) e 7,5–9,0 mm de comprimento (como R. fulva v. usta); PORTEVIN (1931): 9,0–10,0 mm de comprimento; JOY (1932): 8,0–10,0 mm de comprimento; KUŚKA (1995, Polónia): 8,22–10,67 mm (média: 9,41 mm) de comprimento (♂) e 7,87–10,85 mm (média: 9,80 mm) de comprimento (♀).

Morfometria (material estudado): Machos: CC: 1,22–1,68 mm (média: 1,52 mm); LC: 1,44– 1,70 mm (média: 1,59 mm); DI: 0,84–1,01 mm (média: 0,93 mm); CP: 1,58–2,04 mm (média: 1,85 mm); LP: 1,71–2,18 mm (média: 1,98 mm); CE: 5,98–8,09 mm (média: 6,92 mm); LE: 1,06–1,72 mm (média: 1,44 mm); CT (CC+CP+CE): 8,87–11,77 mm (média: 10,28 mm) (10 ♂); Fêmeas: CC: 1,50–1,86 mm (média: 1,62 mm); LC: 1,38–1,66 mm (média: 1,52 mm); DI: 0,89–1,12 mm (média: 1,01 mm); CP: 1,59–2,50 mm (média: 2,02 mm); LP: 1,70–2,50 mm (média: 2,18 mm); CE: 6,16–8,24 mm (média: 7,36 mm); LE: 1,01–1,77 mm (média: 1,54 mm); CT (CC+CP+CE): 9,25–12,10 mm (média: 11,00 mm) (10 ♀).

Análise estatística do dimorfismo sexual (material estudado): Os resultados dos testes Mann-Whitney realizados sugerem diferenças estatisticamente significativas entre machos e fêmeas para as características DI e LP e para o rácio (LC–DI)/LC.

Fig. 21. Edeago de Rhagonycha fulva (Scopoli, 1763): vista ventral (A e C), placa

dorsal em vista dorsal (B) e vista dorsal (D) (A e B, adaptado de DAHLGREN, 1968; C e D, adaptado de KUŚKA, 1995).

Material estudado

Foram identificados 1327 exemplares desta espécie, colhidos em Portugal e Espanha, cuja lista é apresentada no Anexo 2. Destes, 735 foram observados no campo mas não colhidos, uma vez que a identificação de R. fulva não requer a análise do edeago, podendo ser feita de forma rigorosa com base na coloração.

Dos 591 exemplares estudados em laboratório determinou-se o sexo de 196 (101 machos e 95 fêmeas), enquanto os restantes 395 exemplares, preservados a seco em várias coleções, foram analisados sem disseção e, consequentemente, sem a determinação do seu sexo.

Fig. 22. Edeago de Rhagonycha fulva (Scopoli, 1763): vista ventral ilustrando os

extremos de variabilidade observados na chanfradura apical da placa dorsal e nos bordos internos dos lobos laterais. O lobo mediano não está representado.

Comentários taxonómicos

A nível ibérico, a distinção de Rhagonycha fulva relativamente às restantes espécies do género não coloca quaisquer dificuldades, mesmo no campo, dada a coloração inconfundível da espécie. A identificação laboratorial com recurso à genitália masculina não se considera, por essa razão, um procedimento obrigatório, razão pela qual a sua identificação foi considerada segura no campo, sendo a única espécie de que foram considerados registos válidos as observações realizadas no campo sem a colheita de exemplares.

O estatuto específico de Rhagonycha fulva é, para além da coloração, suportado pelas diferenças observadas ao nível do edeago, cuja morfologia permite a sua distinção das restantes espécies do género. Trata-se dum taxon com uma área de ocorrência muito ampla, como se pode verificar na secção 4.6., sendo este um facto que contribui de forma significativa para a lista sinonímica da espécie, que é uma das mais extensas da fauna ibérica do género Rhagonycha.

Relativamente às características analisadas morfometricamente, os resultados dos testes Mann-Whitney realizados sugerem a existência, em R. fulva, de dimorfismo sexual nas características DI e LP e no rácio utilizado para a descrição da morfologia da cabeça (LC–DI)/LC.

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