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Revue des exemples de formateurs de faisceaux par voie quasi-optique

Com o desenvolvimento e a inserção nas organizações das Tecnologias Digitais de Informação e de Comunicação novas possibilidades passam a existir uma vez que as TDIC’s propiciaram uma série de modificações, tanto na comunicação organizacional, como um todo (CORRÊA, 2005), como, especificamente, na comunicação entre os seus colaboradores (FRANÇA, 2009), dos quais, a mais relevante seja a capacidade, graças a natureza digital dos novos fluxos, de recuperação, de captura e de recolha da informação (PINTO, 2009) para posterior armazenamento e disseminação no seio organizacional.

Neste sentido a inclusão das TDIC’s, não propicia apenas uma nova gama de meios de comunicação a serem utilizados pelo planeamento comunicacional, e pelas rotinas organizacionais, mas também possibilita posturas diferenciadas por parte do público essencial de sustentação primário e alternativas aos suportes da informação.

A inclusão das TDIC’s imprimiu também à comunicação interna uma significativa mudança: a ampliação do contexto organizacional. Esta ampliação justifica-se pois, à medida que as TDIC’s avançaram o seu desenvolvimento e se tornaram mais acessíveis a todos os indivíduos, os limites do contexto organizacional, que antes se mantinham praticamente circunscritos às instalações da organização, passaram a transpor os muros que a limitava, possibilitando aos colaboradores, mesmo que fisicamente distantes, estarem ligados e participarem, sem limite de tempo/espaço deste contexto. Neste cenário Oliveira e de Paula (2007, p. 59) destacam que “o acesso às informações independe da distância e da hierarquia, e a organização deixa de ser o único pólo de emissão, convivendo com outras fontes de informações.” Os autores prosseguem ressaltando que a Internet “ajuda a desmistificar o oculto e o sigilo” e também facilitam “(…) ao trabalhador receber informações sobre processos internos”. Assim, neste contexto, expandido pelas TDIC’s os colaboradores passam a trocar “suas impressões e experiências com colegas” de trabalho ao estarem na organização ou fora dela “e ampliam sua visão sobre o mundo do trabalho” complementam os autores (OLIVEIRA et al., 2007, p. 59).

Configura-se um terceiro Modelo da comunicação interna, uma vez que aos anteriores foram agregados as TDIC’s, se estabelece, consequentemente, uma maior variedade de possibilidades de escolha dos meios de comunicação, mas sobretudo, permite aos integrantes das organizações que, além de exercerem os seus papéis organizacionais, se transformem em utilizadores-média (TERRA, 2011). Com esta nova atribuição a desempenhar o público essencial de sustentação primário passa a ter outras possibilidades de criar, de registar e de transmitir informações dentro do contexto organizacional.

Cabe entretanto ressaltar, como também o faz Corrêa (2009b) ao apresentar o seu Modelo da Comunicação Digital Integrada, que o uso das

TDIC´s na Comunicação Organizacional Digital só terá eficácia para uma organização caso haja a identificação e a recuperação das informações produzidas nos ambientes digitais. Desta forma, ao pensar-se no uso das TDIC’s na comunicação interna de uma organização pensa-se num primeiro momento apenas na produção, mas principalmente tem-se que considerar a capacidade de recuperação da informação orgânica produzida e registada pelos seus membros, independente da localização desta.

Com a finalidade de demonstrar estas possibilidades apresenta-se a

Figura 8, com uma representação da comunicação interna formal e informal num

contexto organizacional após a inclusão das TDIC’s. Nesta nova conceção do contexto organizacional, que agora ocorre tanto offline como online, os integrantes do público essencial de sustentação primário das organizações passam a ter ao seu dispor uma gama de dispositivos eletrónicos e digitais onde são oferecidos os mais diversos tipos de serviços e aplicações digitais, para serem usados tanto no ambiente organizacional, como externamente, configura- se desta forma um contexto organizacional expandido.

Usados, num primeiro momento, apenas como “artefactos” para o exercício profissional, as TDIC’s após sua disseminação e devido a sua versatilidade e popularidade permitem que hoje uma grande percentagem de indivíduos os possua para uso pessoal78. Assim, neste novo contexto organizacional, onde as TDIC’s estão também à disposição do uso e da aplicação pelo público essencial de sustentação primário, para a produção e o registo da informação orgânica, esta passa a ter um novo comportamento, não mais vem a ocorrer somente nos canais de comunicação e média formais que a organização estabelece, mas também nos escolhidos espontaneamente pelo colaborador que agora desempenha o seu papel de utilizador-média. Com esta nova oportunidade, criam-se novos fluxos informacionais sem a tutela e o controlo da organização onde os integrantes do público essencial de sustentação primário se encontram inseridos, mesmo que, nestes “novos” média, os colaboradores estejam registando informações orgânicas, quais sejam, informações da e na organização.

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Conforme dados de 2010 cerca de 44,6% dos portugueses já faziam uso da Internet naquele ano e destes, a quase totalidade (99,1%) possuía telemóvel. TABORDA;CARDOSO;ESPANHA - A Utilização de Internet em Portugal 2010.

Retoma-se, aqui, mais uma das indagações iniciais deste trabalho: a do número IV79. Considera-se que em função das suas características diferenciadas de registo e da sua circulação, ocorre a necessidade não só de estabelecer uma nova nomenclatura para este tipo de informação orgânica que circula em TDIC’s distintas das estabelecidas pela organização, mas também ocorre a necessidade de se repensar as nomenclaturas das informações que circulam em fluxos info- comunicacionais internos conforme já citado anteriormente. Isto porque nesta nova situação os elementos identificadores da comunicação da informação determinados por Le Coadic (2004), não mais se aplicam as características desta nova realidade de comunicação de informação orgânica, conforme explicitamos na Secção seguinte.