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processamento da idéia.

Na condução das etapas (I) e (II), a construção e concretização das idéias são cabíveis de visualização a partir de elementos novos e/ou preestabelecidos: formas geométricas simples (Fig.21), fontes alfanuméricas etc. servindo como um tipo de alfabeto básico permitindo a escolha e modificação de figuras e da adição de elementos novos, tratados ou inventados pelos alunos, criando assim um acervo, que também é uma forma de reciclagem de idéias.

As formas (básicas, recicladas, inventadas ou importadas) podem ser escolhidas e tratadas pelos alunos, orientando-se pela composição celular. Elementos integrantes da composição podem crescer, encolher, mudar de cor, tamanho, textura, transparência etc., percentualmente, formando uma seqüência coerente (Fig.22) ou se tornarão um jogo de “Figura” e “Fundo” (Fig.23) dependendo do tratamento dado.

círculo quadrado triângulo Figura 21 – Formas geométricas básicas.

1. Original 2.+ 3.++ 4.+++ 5.++++ 6.+++++ 7.++++++ Figura 22 – Desenvolvimento seqüencial de um elemento composicional a partir da

Em etapa (III) prevê-se a simulação de seqüências pelas normas da análise combinatória. A experiência com o modelo sem tecnologia, em sala de aula, demonstrou que a organização de uma seqüência, que leva 20 minutos para ser executada manualmente, de acordo com sua complexidade, pode ser processada em 20 segundos ou até instantaneamente pelo computador. A aplicação também poderá ser usada para simular todo o processo, eliminando a necessidade imediata de materiais de consumo (tintas, pincéis, revistas, etc.) – pois a imagem pode ser gravada e impressa, célula por célula, posteriormente.

Nas figuras (24-25) mostra-se a criação, visualização e simulação virtual, de uma idéia “simples” no computador, e seu desdobramento algorítmico em duas seqüências, utilizando a análise combinatória.

figura*

fundo*

*(ou vice-versa)

Figura 23 – Figura ou Fundo de uma célula germinal.

1ª. Idéia: um círculo inserido na célula germinal.

1ª. Seqüência: O círculo encolhe 25% em cada célula, até que se torna um ponto (ou desaparece), crescendo então em 25% até que volte ao tamanho da idéia original (13 etapas).

Figura: 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14

Fundo: 1 2 3 4 5 6 7 1 2 3 4 5 6 7

A Interação entre o Ambiente Virtual e o Ambiente Físico

O Modelo SES contempla a interação e o trânsito bidirecional entre as idéias e seqüências que constituem o painel físico (feito de papel, tintas, colagens etc.) em montagem, na sala de aula convencional, e as idéias e seqüências elaboradas Figura 25 – Simulação e processamento da soma de duas idéias e seqüências

no computador, de acordo com as normas da análise combinatória. (caminho zig-zag, Esq. para Dir. utilizando uma grade 5 X 9).

2ª. Idéia: Um fundo branco para a célula germinal.

2ª. Seqüência: O fundo branco da célula germinal muda de cor na célula seguinte, de acordo com uma escala de cores predeterminada (7 etapas).

Figura 24 – Criação, visualização e desdobramento de duas idéias simples no

virtualmente, no computador. Este fluxo entre o mundo virtual e o mundo da matéria física abrange a criação de idéias e sua concretização em imagens, bem como a reciclagem de células e imagens já estabelecidas no painel. Os elementos retirados do painel foram captados pelo Scanner e tratados no computador. A posterior impressão das imagens tratadas permitiu a reinserção das mesmas no painel.

A Criação na Ausência da Resistência Material

Quando se trata de um processo de elaboração e visualização de idéias no ambiente virtual do computador, há a ausência parcial de um elemento fundamental que é a “resistência da matéria física”, sempre presente na sala de aula durante o manuseio de materiais. Esta diferença faz-se evidente na observação de trabalhos feitos por alunos cursando a disciplina de Artes, na Escola Fundamental e no Ensino Médio.

O problema da resistência da matéria física poderá ser visualizado a partir de um exemplo simples: a confecção de um círculo colorido vazado (rosca) feito à mão.

Figura 26 – Desenho (a) feito à mão Figura 27 – Desenho (b) feito no

livre. computador.

A discussão que se pretende abrir aqui não se formula na questão de qual das duas figuras, desenho (a) ou desenho (b), seja mais estética ou bem feita, pois ambas a “estética” e a “perfeição” aplicadas aos trabalhos artísticos são valores relativos e dependentes de um contexto. A questão trata-se da disparidade existente entre os resultados obtidos pelos alunos, oriundos da concretização da idéia, e as expectativas projetadas para sua concretização.

Surgem as perguntas: Quais dos dois desenhos, (a) ou (b), aproxima-se mais da intenção do aluno? O elemento da resistência da matéria física, que existe entre a

idéia e sua concretização poderá exercer uma influência negativa sobre a motivação do aluno, prejudicando assim seu projeto e desenvolvimento pessoal? Ou seja, de qual forma o problema da resistência material (propriedades físicas mediadas pela capacidade técnica dos alunos) poderia se aliviar a partir da introdução de um ambiente de construção híbrida (virtual/material) utilizando tecnologia apropriada? A implementação desta tecnologia no Modelo SES pode beneficiar a construção e articulação estética dos alunos que cursam a escola regular?

A configuração da tecnologia planejados para o Modelo SES pretende estabelecer um campo de atividade entre experimentação e articulação que permite uma nova forma de criação “híbrida” de significados por parte dos alunos, preenchendo assim a lacuna observada quando estes trabalham apenas com os objetos materiais. O processo de criação no ambiente imaterial serve como alternativa e complementação do processo de criação, perante a restrição imposta pela resistência da matéria física.

Baseado em desenhos feitos por alunos na faixa etária entre 11 a 14 anos, integrantes de turmas matriculadas no projeto Alargando Horizontes e que estão trabalhando com os SES, o pesquisador preparou alguns exemplos que mostram possibilidades para a construção e para a articulação estética híbrida pretendida. Os desenhos feitos à mão livre foram captados no scanner e tratados no computador por recursos gráficos oriundos de software existente no mercado (Word para

Windows e PowerPoint). (Figs.28-38).

Desenho original Desenho tratado

Novo elemento

Desenho original Desenho tratado

Novo elemento

Figura 29 - Desenho feito por um aluno é tratado no computador.

Novo elemento

Figura 30 - Desenho feito por um aluno é tratado no computador.

Novo elemento

Desenho original Desenho tratado

Novo elemento

Figura 32 - Desenho feito por um aluno é tratado no computador.

QUANTAS

CORES ?

QUANTAS

CORES ?

Novo elemento

Figura 33 - Desenho feito por um aluno é tratado no computador.

losango

ou

triângulos

losango

ou

triângulos

Novo elemento

Desenho original Desenho tratado

Sol

Relva

fundo

Sol Relva fundo Novo elemento

Figura 35 - Desenho feito por um aluno é tratado no computador.

Novo elemento

Figura 36 - Desenho feito por um aluno é tratado no computador.

Novo elemento

A integração de tecnologia ao Modelo SES não só diversificarão os meios de implementar o conteúdo da matéria, como também aumentarão as habilidades dos alunos, já que eles passam a ter a oportunidade de trabalhar e se movimentar entre diversas plataformas de atuação: a aula presencial (contato direto entre os alunos e com os materiais artísticos) e a configuração de tecnologia (computador; Internet;

scanner; impressora; Projetor Multimídia) funcionando como processador e portal

para a pesquisa, produção e disseminação de conhecimento, apresentando assim, mais um elemento motivacional.

A futura estruturação de um aplicativo e sua adequação e integração com a tecnologia e metodologia previstas para o Modelo SES, responde à percepção de determinadas necessidades que têm surgido no desenvolvimento do Modelo durante sua aplicação em pesquisas de campo. A relevância desse aplicativo como meio de potencializar e facilitar o desenvolvimento do Modelo e seu modo operante diz respeito aos benefícios que poderão surgir das múltiplas possibilidades oferecidas para organizar informação, processar dados e apresentar o Modelo SES.

O futuro aplicativo (a ser desenvolvido em projeto complementar) consistirá de um conjunto de técnicas e procedimentos interligados por Software já existente no mercado, que serão reunidos e apresentados na forma de um CD-ROM interativo

Novo elemento

servindo para processar dados e simular processos e funcionando também como um guia e manual para os usuários.